terça-feira, 9 de abril de 2013

Convenção em Fortaleza mostra aspectos culturais das regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste


Em uma competição sem ganhadores, senão o publico que a presenciou, estados do Norte, Nordeste e Centro Oeste mostram cabedal artístico e cultural, enquanto discutem estratégias corporativas

m 2013, foram reunidos profissionais de todos os estados do Norte, Nordeste e Centro Oeste, para discutir estratégias empresariais. A programação corporativa foi entremeada por manifestações culturais de todos as federações das regiões acima citadas, resultando em riquíssima diversidade artística, onde se mescla elementos das tradições, crenças e costumes de cada localidade.

Varias delegações se vestiram a caráter, mostrando as tradições do seu povo, tendo como resultado um colorido todo especial que realçou a beleza e exuberância arquitetônica do Centro de Eventos do Ceará. A Paraíba envergou os chapéus que o Nordestino do Século XX, Luiz Gonzaga, apelidou de “bosta de rola”, os Amazonenses exibiram belos cocares indígenas, a delegação de Pernambuco, como não poderia deixar de ser, fez-se acompanhar das internacionalmente famosas sombrinhas utilizadas pelos dançarinos de frevo e os maranhenses formaram um belo mosaico com elementos do folclore local. 



As músicas e paródias que ditaram o ritmo de cada Estado propiciaram um espetáculo à parte. A Bahia cunhou uma nova letra para aquela que foi a música do Carnaval de 2013, “Ziguiriguidum” e ainda incendiou o Centro de Convenções com uma das canções imortais da folia momesca baiana, “Chame Gente” . Mato Grosso parodiou um dos clássicos do ritmo sertanejo daqueles Estado, “60 dias apaixonado”, levantando grande parte da plateia e Rondônia, como não tem um ritmo musical próprio, pegou emprestado um dos maiores sucessos da baiana Ivete Sangalo, “Poeira”, para compor a sua paródia e contagiar todo o público presente.

A certa altura, o clima de competição ganhou novos contornos com Pernambuco afirmando ter o maior São João do mundo, sendo prontamente contestado pela Paraiba. O Amazonas respondeu de pronto: vocês podem até brigar pelo São João, mas a maior festa do Brasil é a de Parintins, com seus cerca de 2 milhões de espectadores a cada edição. 


Competição à parte,o que importou mesmo foi mergulhar neste caldeirão cultural, reunindo o que há de melhor de três das principais regiões do país, quando o assunto é cultura. Quem ganhou a competição? O público presente que pode deliciar-se com tantas manifestações artísticas, algumas desconhecidas para habitantes de outras regiões, ou apenas vistas pelos meios de comunicação.

E viva a arte a cultura do povo brasileiro!



Euriques Carneiro

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