segunda-feira, 8 de abril de 2013

Cerca de 11 mil visitam Auschwitz para lembrar o Holocausto




Entre 1933 e 1945 a Alemanha nazista construiu cerca de 20.000 campos para aprisionar milhões de vítimas. O mais lembrado entre eles é Auschwitz, onde ocorrem manifestações para lembrar as atrocidades ali cometidas
Milhões de pessoas foram aprisionadas e submetidas a todo tipo de abuso nos campos nazistas. Só nos campos de extermínio, sob a administração das SS, os alemães e seus colaboradores mataram cerca de 2,700,000 milhões de judeus. Apenas uma pequena parte dos prisioneiros que lá foram colocados conseguiu sobreviver

Em homenagem aos 6 milhões de judeus exterminados pelos alemães durante a Segunda Guerra, cerca de 11 mil pessoas, jovens judeus na maioria, participaram nesta segunda-feira na 22ª Marcha dos Vivos no local que abrigou o campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau.

Os visitantes foram liderados pelo Exército israelense, liderada pelo comandante do Estado-Maior, Benny Gantz, e o presidente do Congresso Judaico Mundial, Ron Lauder.

Quase 500 sobreviventes também participaram na marcha.

Como todos os anos, os manifestantes passaram ao som do shofar, um instrumento de sopro, pela entrada do campo de concentração, que leva a célebre frase "Arbeit macht frei" (o trabalho liberta). Eles caminharam de Auschwitz, a parte mais antiga do campo, até Birkenau, o principal local de extermínio dos judeus, uma distância de 3 km. O campo, símbolo do Holocausto, foi instalado pela Alemanha nazista no sul da Polônia em 1940.

Entre 1940 e 1945, 1,1 milhão de homens, mulheres e crianças, em sua maioria judeus de diferentes países da Europa ocupados pela Alemanha, morreram no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. Também morreram 85 mil poloneses não judeus, 20 mil ciganos, 15 mil soviéticos e 12 mil pessoas de vários países.

Israel paralisou várias de suas atividades nesta segunda-feira ao som das sirenes antiaéreas. Às 10h (4h de Brasília), por dois minutos, lojas, escritórios, colégios e instituições cessaram suas atividades ao soarem as sirenes que são utilizadas em caso de guerra.

Essas homenagens começaram ontem (7), no Museu do Holocausto de Jerusalém (Yad Vashem), com um ato que lembrou o 70º aniversário do levante no gueto de Varsóvia.


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