terça-feira, 16 de abril de 2013

CCBB Brasília tem como atração o lançamento do DVD de 'Conterrâneos velhos de guerra' dentro da mostra “É tudo verdade”


Dez entre dez cinéfilos já viram e se identificaram com o baiano Glauber Rocha e o seu "Terra em transe", um divisor de águas do cinema nacional, mas existem outros integrantes deste grupo


Conterrâneos velhos de guerra, de Vladimir Carvalho, joga neste time e é uma espécie de título obrigatório da filmografia do diretor paraibano em mostras, homenagens e fóruns sobre Brasília e, especificamente, a sua construção. O lançamento em DVD de Conterrâneos, com exibição seguida de debate é o grande destaque da programação minguada do É Tudo Verdade, na itinerância que passa por Brasília, em exibição desta terça (16/4) a domingo (21) no Centro Cultural Banco do Brasil-CCBB. 

Concluído em 1990, o protesto poético de Vladimir se posiciona como aguerrido defensor dos trabalhadores nordestinos que vieram a Brasília para erguer a Capital Federal. A condição de exclusão dos candangos é contraposta ao sonho utópico de cidade perfeita, gestado por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, ambos em depoimento no filme.

São muitas as tensões. A questão da posse da terra e a marginalização do trabalhador da construção civil culminam, na explanação da chacina dos operários da Pacheco Fernandes Dantas, quando 40 a 100 trabalhadores (o número é incerto) foram fuzilados pela polícia em reprimenda a um motim contra a comida estragada do alojamento. O lançamento do DVD guiado pelo Instituto Moreira Salles, conserva em tecnologia digital a força dos depoimentos sobre as promessas de encontro com um Eldorado na construção de Brasília e o inferno da realidade excludente na capital. “É o meu filme síntese sobre um momento da história do Brasil em que campo e cidade se apresentam de forma contundente”, classifica o realizador.
Referência: CB

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