terça-feira, 30 de abril de 2013

Relíquia dos tempos de D. João VI, órgão de tubos volta a funcionar

O belíssimo órgão totalmente restaurado
Depois de quase um século em silêncio, o órgão da Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé voltou a tocar nesta segunda-feira, 29, no centro do Rio

A Associação dos Amigos da Antiga Sé (SAMAS) e a Arquidiocese do Rio de Janeiro realizaram na última segunda-feira, 29 de abril, às 16h30min, a entrega da Primeira Etapa da Construção do novo Órgão de Tubos da Antiga Sé. O instrumento tem inestimável valor histórico por remontar à época de Dom João VI.

A cerimônia contou com a presença do Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta e de Zoé Noronha Chagas Freitas. A Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé recebeu um bom público que foi prestigiar a persistência das entidades que se uniram para promover o retorno do longevo órgão.

50 melhores restaurantes do mundo: alimentar o ego e esvaziar o bolso

El Celler: o número 1 do mundo
Publicado há cerca de dez anos, o ranking organizado pela revista inglesa "Restaurant" tornou-se um radar gastronômico mais comentado que as lendárias estrelas Michelin ou qualquer outra listagem do gênero


Ligado às tendências e ao burburinho foodie, que conduz hordas de gourmands a almoços e jantares em lugares nada óbvios - da Catalunha à Cidade do México, de São Paulo a Copenhague - o prêmio da Restaurant faz barulho ao comparar restaurantes do mundo todo sem identificar filiações (as diferenças entre comida espanhola, amazônica e peruana se diluem), ligando pontos nada óbvios no mapa-múndi da gastronomia. Está mais conectado à era da informação rápida, de fotos e textos compartilhados em redes sociais e dos favoritismos de fim de semana.

Falar em lista, aliás, é quase uma ingenuidade. O 50 Best é, acima de tudo, uma competição. O anúncio do ranking em Londres lembra o Oscar - tem até tapete vermelho antes da entrega. A cerimônia é elétrica, com gritinhos, palmas e pódio festejado. Para os chefs, é garantia de casa cheia por pelo menos um ano.

Patrocinada por uma marca de água mineral italiana (San Pellegrino), a premiação da Restaurant provocou resposta quase imediata no sisudo Michelin, que concentrava suas avaliações pela Europa e hoje já avalia cidades como Chicago, Nova York e Tóquio.

Ao longo do tempo, o prestígio e o alcance do ranking só crescem: no final de fevereiro, a Restaurant divulgou o ranking de 50 melhores restaurantes da Ásia, e prometeu para setembro o anúncio da lista latino-americana.
E o custo? 
Se você tem disposição e condições para frequentar os estrelados da lista dos melhores restaurantes do mundo, veja abaixo quanto vai gastar em cada um deles para comer o menu-degustação. Na relação abaixo, apenas um brasileiro: 


1 º El Celler de Can Roca (Girona, Espanha)
6 pratos por 130€ (R$341,12); 14 pratos por 160€ (R$ 419,84)

2º Noma (Copenhague, Dinamarca)
20 pratos por DKK 1,500 (R$527,85)

3º Osteria Francescana (Modena, Itália)
7 pratos 110€ (R$ 288,64), 9 pratos 150€ (R$ 393,60), varia de acordo com a estação 180€ (R$ 472,32)

4º Mugaritz (Errenteria, Espanha)
20 pratos 180€ (R$472,32)

5º Eleven Madison Park (Nova York, EUA)
15 pratos por US$ 195 (R$ 391,64)

6º D.O.M. (São Paulo, Brasil)
4 pratos (queijo e sobremesa) por R$357; 8 pratos (queijo,2 sobremesas) por R$495

7º Dinner by Heston Blumenthal (Londres, Reino Unido)
8 pratos por £150 (almoço) £200 (jantar) ; (R$459,39 e R$ 612,52)

8º Arzak (San Sebastian, Espanha)
15 pratos por 180€ (R$472,32)

9 º Steirereck (Viena, Áustria)
Seis pratos por 125€ (R$ 328,24) e 135€ (R$ 354,50) pelo menu de sete tempos

10º Vendôme (Bergisch Gladbach, Alemanha)
Menu pequeno por 110€ (R$ 288,85) e menu completo por 230€ (R$ 603,96)

Fonte: estadao

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Feira Internacional do Livro de Bogotá homenageia Saramago


Portugal participa com 25 escritores e ilustradores e dez personalidades, entre elas Pilar del Río, a viúva de José Saramago, homenageado da feira

Portugal é o país convidado da Feira Internacional do Livro de Bogotá (Filbo) deste ano. Em 2012, o convidado ilustre foi o Brasil e, de carona no crescente interesse pela lusofonia, em 2013 os portugueses chegaram à mostra com as obras de Luís de Camões, José Saramago, Fernando Pessoa, Eça de Queirós e Antonio Lobo Antunes.

Na 26ª edição do evento, que dura 14 dias, são esperados 500 mil visitantes, superando as 415 mil pessoas que visitaram a Filbo em 2012. A feira ocorre até quarta-feira (1º), na capital colombiana. Até lá, Bogotá convive com autores, ilustradores, fado, cinema e comida portuguesa, que é pouco conhecida na cidade.

O tema escolhido pelo país foi Portugal - desde o Meu Idioma Se Vê o Mar. Os 3 mil metros quadrados do pavilhão dedicado aos portugueses convidam a viajar pelo mar de histórias e cores de Portugal.

O escritor e jornalista Francisco José Viegas, um dos organizadores e expositores do pavilhão português, explicou à Agência Brasil que tudo foi pensado para que os visitantes tivessem a sensação de navegar pelo idioma e pela cultura portuguesa. “Pensamos em uma coisa interativa, algo que pudesse fazer com que as pessoas sentissem estar no mar, observando o horizonte”, disse Viegas.

Ele conta que percebe como os colombianos têm se interessado mais pela cultura lusófona. “Eles [os colombianos] estão descobrindo vocês, os vizinhos, e também Portugal”, completou o escritor, que viveu no Brasil por três anos, onde trabalhou como jornalista.

Para Viegas, autor de O Colecionador de Erva e de Longe de Manaus, ambos publicados no Brasil, a aproximação cultural entre o país convidado e o anfitrião por meio da feira sinaliza o interesse econômico entre as partes.

“Há um crescente interesse de empresários portugueses na Colômbia, e os colombianos também têm buscado meios de investir em Portugal. A atração cultural também mostra que o caminho financeiro está sendo construído”, diz.

Portugal participa com 25 escritores e ilustradores e dez personalidades, entre elas Pilar del Río, a viúva de José Saramago, homenageado da feira. Nos corredores da feira, painéis gigantes contam a história de grandes escritores e o reflexo da época em que viveram em suas obras.

As ilustrações expostas atraem as crianças. “Eu não entendo muito o que está escrito em português, mas eu adoro desenhar e gostei muito destes ilustradores”, conta Miguel Felipe Béltran, de 12 anos, que veio à Filbo com a escola.

E o homenageado do evento – José Saramago – tem estandes especiais que atraem muitos compradores. Na feira, é possível comprar livros com melhores preços que nas livrarias. A secretária aposentada Beatriz Arteaga, de 73 anos, é fascinada pela obra de Saramago. “Temos o Gabo [Gabriel García Marques], mas os portugueses têm Saramago, que tem um estilo mais ácido e fantástico”, compara.

De passagem pela feira, ela aproveita para comprar novos livros do escritor português e para conferir a comida portuguesa. “Gostei muito do bacalhau que vendem aqui. É feito de um jeito especial”, comenta.

Além das atividades dentro da feira, como painéis e oficinas sobre grandes autores e novos escritores, a Filbo movimenta toda a cidade com programações diárias de música e danças em outros espaços e teatros da capital. Nas duas semanas do evento, são mais de 700 atividades culturais.

Fonte: Agência Brasil

As diferenças que fazem a diferença


A pluralidade de conhecimentos verificada quando se reúnem pessoas de várias regiões do país, mostra a diversidade cultural desse Brasil de dimensões continentais que, apesar dos 8,5 milhões de quilômetros quadrados, fala um só idioma


No último final de semana, fugi da micareta de Feira de Santana (BA) e fui para um dos vários resorts do Litoral Norte da Bahia, também conhecido como Linha Verde. No café da manhã do sábado, restaurante fervilhando de hóspedes de variadas regiões do país, - e até alguns portenhos, - quando pude travar conhecimento com vários “dialetos” falados Brasil afora. Com a magnitude territorial brasileira, é natural que o português sofra inúmeras variações e as figuras de linguagem e corruptelas se sucedam.


Diante do prato de aipim, paulistas com os seus “r” dobrados chamam-no de “mandjoca” (isso mesmo, pois eles ignoram o encontro vogal existente em “mandioca” e falam com se houvesse um “j” no meio da palavra). Já os nordestinos, - aí excluídos os baianos, - se referem ao tubérculo como “macaxeira”. Mais à frente, uma fumegante travessa de charque frito tinha ainda mais definições: alguns se referiam ao prato como “jabá”, “carne seca” ou “carne de sertão”, a depender da região de origem da pessoa. 


E a babel continuou no tabuleiro onde estava sendo servida uma iguaria tendo como base a massa de mandioca, com os seus variados recheios. Para os baianos é “biju”, para sergipanos e alagoanos é “tapioca” e como para os sulistas que ainda não conhecem o Nordeste, ela é totalmente desconhecida eles esperavam alguém pedir para familiarizar-se com a denominação. Interessante mesmo foi ver uma adolescente assistindo ao preparo de uma tapioca com recheio de queijo, presunto e doce de leite, comentar espantada: “uai... a massa  dessa omelete á branca!” Desnecessário dizer que a garota em questão era mineira.


Lá pelas 9 da manhã, dia nublado, sol meio tímido e a água da piscina bastante fria, mas os mais corajosos já arriscavam alguns mergulhos. Um destes heróis, quando indagado sobre a temperatura da água, a resposta veio rápida: “isto aqui lá no Rio Grande é sol de rachar, tchê...”. Iniciam-se as rodadas de petiscos e, dentro da mais pura tradição da Bahia, ao lado dos recipientes, haviam duas panelinhas: uma com molho “lambão”, - apenas para ressaltar o sabor da comida, - e outra com molho de pimenta “malagueta”, esse sim, bastante ardido. Ressalte-se que ambas os vasilhames estavam identificados com o tipo de molho, mas uma catarinense aventurou-se no de malagueta e, por pouco, não necessitou dos serviços disponíveis no posto médico do hotel.



A pluralidade saltava aos olhos nas mesas ao redor da piscina onde, ao lado das latinhas de cerveja e dos copos de uísque ou “roscas” (coquetel servido com frutas tropicais, açúcar e vodca), sempre tinha uma garrafa de água quente e a indefectível cuia de chimarrão, como a indicar a presença de gaúchos naquelas plagas.


Vivenciando e assistindo esse espetáculo de fusão cultural que povoa a imensidão deste país, pude ratificar a minha convicção de que poucos lugares do mundo possuem tamanha diversidade de costumes e culturas e que, mais que isso, são as nossas diferenças que fazem a diferença nesse Brasilzão.

Euriques Carneiro

Morre o autor de "Ronda", "Volta por Cima" e "Na Boca da Noite"


O nome de Paulo Emílio Vanzolini é conhecido do grande público pelos grandes sucessos que compôs como "Ronda", "Volta por Cima" e "Na Boca da Noite", mas o compositor também se destacou como zoólogo


Sendo um dos idealizadores da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e ativo colaborador do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, contribuiu fortemente para que a coleção de répteis do museu saisse de cerca de 1,2 mil para 230 mil exemplares.

Neste domingo, 28.04, Paulo Vanzolini, aos 89 anos, deixou o mundo terreno para alegrar outra dimensão com a sua importante obra musical. Ele morreu às 23h35, no Hospital Albert Einstein, na zona sul de São Paulo. Vai se juntar a Adoniram Barbosa e outros bambas da música que partiram antes dele mas que também deixaram imensurável legado à cultura brasileira.

Além das suas incursões na música, Paulo Vanzolini filmou três documentários com o diretor Ricardo Dias. Os dois primeiros sobre o seu trabalho como zoólogo e o terceiro sobre sua obra musical.


domingo, 28 de abril de 2013

“O Pequeno Príncipe” é o príncipe do mundo com seus mais de 143 milhões de exemplares vendidos


Em plena era de Avatar, Hobbit e Harry Potter, a obra de Saint-Exupéry “O Pequeno Príncipe”, ainda lidera com folga a lista dos livros mais traduzidos do mundo e segue encantado o seu público alvo

O Pequeno Príncipe é o livro mais vendido e traduzido no mundo — e só fica atrás da Bíblia. O livro já vendeu mais de 143 milhões de cópias e foi traduzido em nada menos de 257 idiomas e dialetos. As crianças brasileiras conheceram o principezinho com dois anos de atraso, em 1945.

Toda história tem um começo

Tudo começou quando, em uma viagem aos Estados Unidos para se tratar dos vários acidentes que sofreu durante a guerra, Saint-Exupéry ganhou um livro muito especial de uma amiga, só para passar o tempo: era “A Pequena Sereia”, de Hans Christian Andersen. Inspirado, ele também quis escrever uma história e, depois de ganhar tintas aquarela, estava prontinho para ilustrar essa aventura.

Como Saint-Exupéry já tinha escrito outros livros, sua editora sugeriu que ele escrevesse uma historinha de Natal. Dizem que ele se inspirou em seu irmão caçula, François, para criar o primeiro esboço do menininho que se tornaria o Pequeno Príncipe. Na hora de desenhar, filhos dos amigos viravam modelos. Para criar o tigre da história, Saint-Exupéry estudou o cachorro boxer de uma amiga, e a tão famosa ovelha do livro foi inspirada em... um poodle!


Desavenças entre Noel Rosa e Wilson Batista produziu 9 sambas

Noel Rosa e Wilson Batista

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Costuma-se dizer que, no Brasil, tudo termina em pizza ou em samba e houve uma época em que se produziu muito samba de qualidade Uma história dessa era de ouro, que merece ser evocada na passagem do centenário de Wilson Batista, é a da célebre polêmica musical com outro craque, Noel Rosa

  As desavenças entre compositores de música popular sempre ocorreram, resultando em grandes contribuições para a nossa arte maior. A primeira ocorreu entre Sinhô e o grupo de Pixinguinha, de 1918 em diante. Convém, porém, salientar que tais desavenças restringiam-se apenas ao campo musical, não afetando as relações de amizade entre os artistas. Foi o caso, por exemplo, de Noel Rosa e Wilson Batista, que protagonizaram o maior duelo musical da música popular brasileira. Noel Rosa, que dispensa maiores apresentações, nasceu no Rio de Janeiro em 1910 e faleceu em 4 de maio de 1937 com apenas 27 anos incompletos. Wilson Batista era da cidade de Campos, Estado do Rio de Janeiro, nascido em 3 de julho de 1913. Começou sua vida artística muito cedo vindo a se tornar um dos nossos mais respeitados compositores, assinando obras como "Pedreiro Valdemar", "Acertei no milhar", "Emília" e muitas outras. Faleceu em 7 de julho de 1968, há exatos 36 anos.

A disputa musical entre esses dois grandes artistas começou no ano de 1933 quando Sílvio Caldas gravou um samba intitulado Lenço no pescoço de Wilson Batista, que fazia a apologia da malandragem. A composição fez sucesso. Só quem não gostou muito foi Noel Rosa, pois achava que ela fazia uma defesa muito veemente da vadiagem e resolveu então compor outro samba em que refutava Wilson Batista conclamando as pessoas a trabalhar e deixar a malandragem. Surgiu então "Rapaz folgado", gravado por Aracy de Almeida.

É evidente que Wilson Batista não gostou nada da resposta de Noel, e resolveu então compor "Mocinho da Vila", em que faz uma dura crítica ao bairro de Vila Isabel, berço de Noel Rosa. Esta música, porém, não teve muita repercussão e a polêmica parecia terminada, não fosse o sucesso do samba "Feitiço da Vila", de Noel Rosa e Vadico, gravado por João Petra de Barros, cuja letra fazia uma verdadeira defesa e apologia ao bairro de Vila Isabel.

Dessa feita foi Wilson Batista quem retrucou, pois, devido ao grande sucesso obtido por "Feitiço da Vila", compôs um samba intitulado "Conversa fiada", desmentido Noel, e lançado em rádio por Luiz Barbosa, Mário Moraes e Léo Vilar, porém, não gravada em disco. Achando que não tinha sentido a reclamação de Wilson Batista, Noel Rosa numa atitude elegante resolveu fazer outra música homenageando outros bairros e defendendo Vila Isabel, surgindo então o célebre samba "Palpite infeliz", gravado também por Aracy de Almeida.

Diante de tal resposta, Wilson Batista perdeu as estribeiras e fez então um samba denominado "Frankstein da Vila" em que falava do defeito físico de Noel Rosa, que tinha o maxilar inferior atrofiado. Tal samba não foi gravado na época, visto ser por demais ofensivo. Contudo, foi divulgado nas rádios pelo conjunto Os Quatro Diabos. Não satisfeito Wilson Batista ainda fez outro samba intitulado "Terra de cego", também não gravado.

Para pôr fim à polêmica, que já durava três anos, Noel Rosa escreveu uma letra em cima da melodia de "Terra de cego" de Wilson Batista, dando-lhe o título de "Deixa de ser convencido", fazendo as "pazes" e fechando com chave de ouro esta grande polêmica musical que é um dos capítulos mais belos de nossa música popular.

Em 1956 a Odeon presta uma homenagem ao dois grandes compositores e convida dois intérpretes que faziam muito sucesso na época, Francisco Egydio e Roberto Paiva, para juntos gravarem todas as músicas da famosa polêmica, mais o samba canção de Noel Rosa "João ninguém" - erroneamente atribuído a uma referencia a Wilson Batista. Tudo foi reunido num esquema de revezamento, como se um tivesse realmente respondendo ao outro e obedecendo a cronologia das canções. O disco fez um enorme sucesso e resgatou para o grande público as músicas que não haviam sido gravadas na ocasião e que eram desconhecidas da grande maioria das pessoas. Os arranjos obedecem fielmente os padrões da época da feitura das músicas, e o disco ainda traz na capa um belo trabalho de Antonio Nássara, um dos maiores caricaturistas brasileiros, que atuava também como compositor e que ainda assina o texto na contracapa.

Trata-se, portanto de um disco histórico e imprescindível para se conhecer e admirar o talento desses compositores e intérpretes, representantes da fase de ouro de nossa canção popular.

Músicas:

01 - Lenço no pescoço
(Wilson Batista)
Roberto Paiva
02 - Rapaz folgado
(Noel Rosa)
Francisco Egydio
03 - Mocinho da Vila
(Wilson Batista)
Roberto Paiva
04 - Palpite infeliz
(Noel Rosa)
Francisco Egydio
05 - Frankstein da Vila
(Wilson Batista)
Roberto Paiva
06 - Feitiço da Vila
(Noel Rosa e Vadico)
Francisco Egydio
07 - Conversa fiada
(Wilson Batista)
Roberto Paiva
08 - João ninguém
(Noel Rosa)
Francisco Egydio
09 - Terra de cego
(Wilson Batista)
Roberto Paiva

sábado, 27 de abril de 2013

Flip 2013 em Paraty homenageará a obra de Graciliano Ramos


Em 2013, a FLIP será realizada entre os dias 3 e 7 de Julho de 2013 e celebrará a grande obra do autor de "Vidas Secas", Graciliano Ramos

Em 2013, pelo segundo ano consecutivo a curadoria do evento ficará a cargo do jornalista Miguel Conde, que teve seu nome confirmado logo após a edição de 2012 que bateu recordes de público.

Se vivo, o alagoano Graciliano Ramos completaria 120 anos no dia 27 de Outubro de 2012. Graciliano foi grande romancista, cronista, contista, jornalista, político e memorialista brasileiro do século XX. Sua obra se mistura a uma intensa presença política e forte conteúdo social, marcantes em várias de suas obras.

Graciliano é popularmente conhecido por seu livro Vidas Secas (1938), onde retrata com muita indignação, a difícil sobrevivência dos retirantes nordestinos castigados e humilhados pela seca que assolava a região na época.

Outra grande obra de Gracialiano Ramos é Memórias do Cárcere, que relata a sua amarga experiência no período de reclusão durante o governo de Getúlio Vargas, em 1935, quando foi acusado de subversão.

A FLIP, como ficou carinhosamente conhecida, já homenageou em suas edições anteriores os escritores: Vinicius de Moraes (2003), Guimarães Rosa (2004), Clarice Lispector (2005), Jorge Amado (2006), Nelson Rodrigues (2007), Machado de Assis (2008), Manuel Bandeira (2009), Gilberto Freyre (2010), Oswald de Andrade (2011) e Carlos Drummond de Andrade (2012).

Homenagem a Nelson Rodrigues tem a presença de Lucelia Santos


Com sua longa carreira ligada ao Rio de Janeiro, Nelson Rodrigues tem a cara do carioca, mas ele é mesmo pernambucano

A comemoração do centenário do dramaturgo e escritor pernambucano Nelson Rodrigues, ocorrido no ano passado, ganha sequência neste final de semana, -sexta-feira (26/04) e sábado (27/04), - em Porto de Galinhas. O aprazível balneário da cidade de Ipojuca, no litoral Sul do Estado, realiza a Mostra Porto Cinema, com a exibição de quatro filmes adaptados da obra rodriguiana. A atriz Lucélia Santos vai participar, no sábado, às 20h, de um bate-papo com a cineasta Kátia Mesel e a produtora Mônica Silveira. A intermediação é do jornalista Arnaud Mattoso.


Nesta sexta, a programação foi aberta por Bonitinha, mas ordinária (1981) e Engraçadinha (1981), que foram exibidos às 18h e 21h, respectivamente. No sábado, será a vez de Álbum de família e A dama do lotação, que obedecem o mesmo horário de exibição. Dos quatro filmes, três foram interpretados por Lucélia Santos, que no começo dos anos 1980 parecia ter nascido talhada para os dramas mundanos e desesperados de Nelson Rodrigues.

Os ingressos teve distribuição gratuita e os interessados puderam pegar senhas que foram distribuídas no Espaço Nelson Rodrigues, na Rua Beijupirá, junto do Banco do Brasil. Paralelamente, na Praça das Piscinas Naturais, dois grupos musicais tocaram trechos da trilha sonora dos filmes.

Fonte: jconline

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Estátuas gregas de homens nus são censuradas em exposição no Catar

Uma das peças censuradas no Catar
Em pleno era de aceitação das diversidades, onde toda forma de preconceito está sendo combatida, ainda persistem práticas de censura até da arte. Desta vez foi o Catar que censurou uma exposição onde constavam do acervo peças com nu masculino

Duas estátuas, esculpidas para os Jogos Olímpicos na Grécia Antiga, foram retiradas de uma exposição no Catar após uma medida contra nudez do Ministério da Cultura do país. A mostra "Olympia: Mito - Culto - Jogos" está em exibição em Doha desde o fim de março, mas, apenas recentemente, se tornou público que duas peças foram censuradas.

"As estátuas já voltaram para a Grécia. Os organizadores queriam cobri-las com um pano negro, então elas nunca foram exibidas. Nós as devolvemos para os gregos no último dia 19 de abril", informou uma fonte do Ministério da Cultura do Catar à AFP. As duas obras retratam atletas nus, prática comum na Grécia Antiga. A exibição dos órgãos genitais, porém, enfrentou resistência pelos costumes islâmicos do país do oriente Médio.

Costas Tzavaras, ministro da Cultura grego, participou da abertura da exposição, em Doha, no dia 27 de março, e declarou que o evento abre "uma ponte de amizade" entre os dois países. Segundo os organizadores, 600 peças foram cedidas por três museus gregos para compor a mostra, que dura até o dia 30 de junho.

Em janeiro, o governo do Catar, país com maior PIB per capita do mundo, oficializou o investimento de 1 bilhão de euros (cerca de R$ 2,6 bilhões) para ajudar na recuperação da economia grega.

Carlos Cachaça por Alvaro Costa e Silva

Alvaro Costa e Silva...

O jornalista Alvaro Costa e Silva, teve a honra de entrevistar por várias vezes, um dos maiores compositores de samba do país, Carlos Cachaça. O material gravado renderia um livro, mas foi todo perdido e, junto com ele, o sonho da edição impressa. No último dia 20, o jornalista publicou um artigo na Folha, resumindo as várias horas de entrevista com o sambista, o qual transcrevemos para aqueles que nos acompanham aqui no Artecultural.

Euriques Carneiro


... e Carlos Cachaça

O segredo de Carlos Cachaça


ALVARO COSTA E SILVA


Da estação de Mangueira, na linha de ferro da Central do Brasil, eram poucos passos até a entrada da viela no fundo da qual morava Carlos Moreira de Castro, o Carlos Cachaça (1902-99). Ainda ao nível do asfalto, mas nas estranhas do Buraco Quente, o mais populoso bairro do morro.

Apesar da agitação dos sábados no início da tarde, horário dos encontros, a casa estava sempre tranquila como o dono. Ele me recebia de pijamas elegantes e limpos, chinelos Charlot e um sorriso tímido. Na pequena varanda pintada de verde e rosa, repousava um cacho de bananas. Sentávamos no sofá da sala, e eu logo ligava o gravador. Na parede o retrato da primeira formação da ala de compositores da Estação Primeira, Carlos Cachaça ao lado do amigo, parceiro, compadre e concunhado Cartola.

Um ano antes, 1986, publiquei na revista "Ele&Ela", entre o nu artístico e o fórum com fantasias sexuais dos leitores, um longo perfil do compositor, cuja história, àquela altura de seus 85 anos, confundia-se com a de Mangueira.

Afilhado do português Tomás Martins, dono de parte daquelas terras, com oito anos Carlinhos cobrava para ele o aluguel dos primeiros barracos construídos no lado do morro que dava para a estrada de ferro. Começou a trabalhar na "soca", que é ajustar os dormentes no canal do trem, e fez carreira na Rede Ferroviária Federal. Para quem carregou nos ombros o peso de um apelido desses --Cachaça, pois podia beber até duas garrafas numa festa--, é paradoxal a carreira exemplar de 40 anos, sem faltar um dia. Aposentou-se em 1965 e a partir de então passou a beber só cerveja.

Não fundou a Mangueira porque estava trabalhando quando a turma --os arengueiros Satur, Massu, Zé Espinguela, Euclides, Abelardo da Bolinha e poucos outros-- se reuniu para assinar a ata, no dia 28 de abril de 1928. Mas ligou-se unha e carne a outro fundador, Cartola, com quem compôs os mais importantes sambas da primeira fase da escola. Fazia a letra e o parceiro, a melodia.

Nossos papos destinavam-se a um livro, jamais escrito (as gravações se perderam), e o nome de Cartola, morto em 1980, aparecia a todo momento. "Seu" Carlos contou que volta e meia sonhava com ele e, dormindo, continuava a compor com o amigo.

Até que perguntei sobre o sumiço de Cartola, episódio ainda hoje não esclarecido. Sabe-se que, no início da década de 50, o compositor afastou-se de Mangueira e largou a música. A cortina de silêncio tinha nome de mulher: Donária. Um período que durou seis anos, no qual ele bebeu muito, lavou e guardou carros na rua, esteve à beira da morte, e teria até se envolvido com drogas, crime e contravenção.

"Sei de tudo, vi tudo, mas não posso contar. Dos antigos amigos do morro, fui o único a estar com ele nessa época dura. Mas ele me pediu e eu prometi nunca contar nada do que se passou. Se você insistir em saber, acaba aqui nossa conversa", me avisou Carlos Cachaça.

Ao voltar, Cartola era outro, mais sofrido, mais sofisticado, leitor de poetas parnasianos, pronto para compor, sozinho, as suas obras-primas: "Tive Sim", "Acontece", "As Rosas não Falam", "O Mundo é um Moinho". Carlos Cachaça não era mais o parceiro ideal de antes.

Deixei passar alguns sábados e refiz a pergunta a respeito daquilo que passou a ser uma obsessão para mim, o "hiato de Cartola", um segredo que busco desvendar até hoje. O entrevistado fez uma cara feia. Foi à cozinha, trouxe uma garrafa de cerveja, que bebemos em silêncio. Depois me convidou para sair.

Andando a seu lado pela rua Visconde de Niterói, ao pé da favela, as pessoas cumprimentavam "seu" Carlos (e a mim também, por educação). Foi o mais perto de me sentir um bamba na vida.

Com"A Delicate Truth" , John le Carré prova que continua liderando o time do gênero


 
Já faz 50 anos que um jovem diplomata do Foreign Office britânico e espião ocasional, David Cornwell, acordou um dia e descobriu que John le Carré, o pseudônimo que adotou em sua carreira literária, havia conquistado sucesso com o romance "O Espião que Saiu do Frio"

Harold Macmillan era o primeiro-ministro do Reino Unido, e a guerra fria contra a União Soviética era mais escura e sombria que nunca. Em 1963, um romance de espionagem parecia ser o instrumento perfeito para examinar a alma da sociedade pós-imperial britânica.

A história lhe serviu de nêmese. O Muro de Berlim caiu, e com ele o império do mal se desfez. O mundo secreto britânico encontrou novos inimigos tão malévolos quanto a KGB, e as ameaças a serem enfrentadas pelos anti-heróis românticos de Le Carré continuaram as mesmas, mas, sem o pano de fundo sinistro criado pela ideologia comunista, as guerras clandestinas do "Circus" --o serviço secreto britânico-- contra o mundo exterior pareciam pueris.

Em seu melhor momento, Le Carré operava com segurança em um universo maniqueísta de traição e paranoia. Seus livros dos anos 90 --"O Alfaiate do Panamá", "Single e Single"-- representam um final decepcionante para uma grande fase de sua carreira. Com a possível exceção de "O Jardineiro Fiel", Le Carré encontrou dificuldade para ganhar ímpeto nos anos posteriores ao final da guerra fria.

E então vieram o Iraque e a "guerra ao terrorismo". O escritor voltou a brilhar, sua indignação voltou a se inflamar. Na bibliografia da guerra do Iraque, "Amigos Absolutos" representa um brado de ira do escritor, que já tinha mais de 70 anos, mas faltava ao texto do foco literário de seus trabalhos anteriores.

Agora, aos 81 anos, ele ostenta um notável retorno à forma de seu melhor período. "A Delicate Truth", seu novo romance, exibe o comando da narrativa que Le Carré ostentava no período inicial de sua carreira, e as convicções apaixonadas exibidas mais tarde. É um exercício narrativo brilhante, com duas estruturas cronológicas que se fundem lentamente. Le Carré continua tão inglês quanto sempre em termos de nuanças, observação e mensagem, e é mais perceptivo quanto ao Reino Unido na era posterior à "guerra do terrorismo" do que muitos escritores menos talentosos.

"A Delicate Truth" começa com uma clássica cena de Le Carré retratando a "Operação Wildiano", uma missão sigilosa conduzida em Gibraltar e envolvendo forças especiais da Agência Central de Inteligência (CIA) norte-americana, e o elenco de espiões que seus leitores regulares conhecem bem. A captura clandestina pelo governo britânico de um grande negociante de armas é retratada pelos olhos de Paul Anderson, um inglês típico, o personagem característico do escritor. Mas a operação termina se provando "uma monumental trapalhada", na qual duas pessoas inocentes, uma mãe e filho muçulmanos, são mortos.

Três anos mais tarde (em, 2011), um dos soldados envolvidos revela que o maior horror do incidente é a conspiração governamental para encobrir o acontecido e sepultar a verdade. "Paul Anderson" na verdade é um diplomata aposentado, sir Kit Probyn. Acompanhado por Toby Bell, um importante funcionário do Foreign Office, o idoso e confuso ex-diplomata começa a compreender o desafio moral que a "Operação Wildlife" lhe propõe. O cenário parece estar pronto para um final previsível.

Le Carré jamais é previsível, no entanto, e está sempre explorando novas fronteiras. Um escritor menor poderia ter recorrido a uma solução literária padrão. Mas quando a trama por sob a trama se revela, o ritmo e o tom de "A Delicate Truth" se tornam cada vez mais incansáveis e indignados. Le Carré encara o cinismo do Estado secreto com uma espécie de fúria gélida. Há um clímax brilhante, com mortes sinistras, tortura casual, vidas arruinadas e compromissos vergonhosos.

No final, Anderson/Probyn e Bell, seu agente infiltrado no serviço diplomático, descobrem a verdade sobre o fiasco, mas se veem prisioneiros de uma conspiração ainda maior, e sem possibilidade de fuga. As forças da coerção clandestina os estão cercando, e as sirenes uivam. Se o sombrio desespero da conclusão de Le Carré mostra algum calor, ele deriva da temperatura e da velocidade da raiva que o autor exibe.

John le Carré nasceu em 1931. Estudou em Berna e Oxford, foi professor em Eton e esteve durante cinco anos ligado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, sendo primeiro secretário da Embaixada Britânica em Bona e, posteriormente, cônsul político em Hamburgo.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Warhol, era conhecido por suas pinturas pop art de itens emblemáticos e retratos de celebridades, como Marilyn Monroe, Mick Jagger e Elvis Presley, Warhol, morreu em 1987

Warhol, por Steve Wood


Mais de 30 anos atrás no sul da França, a câmera mudou seu foco para o artista obcecado por celebridades Andy Warhol, que se tornou o sujeito relutante de um estudo fotográfico que foi então relegado a um armário arquivado na letra W

No ano passado, um amigo do fotógrafo Steve Wood encontrou por acaso o tesouro de slides 35 mm e convenceu Wood que as imagens "perdidas" mereciam seus 15 minutos de fama atribuídos a Warhol. 

A exposição Lost Then Found (Perdido e Então Encontrado, em tradução livre) ficará por 10 dias em Nova York a partir de 3 de maio e trará cenas incomuns, como Warhol posando com um girassol gigante e uma mochila, ou piscando, com os olhos fechados.

"Estas fotografias revelam um Warhol diferente do que a maioria de nós já viu", disse Christopher Bollen, editor da revista Interview, que Warhol fundou em 1969 e que está apoiando a exposição.

Warhol, que morreu em 1987 aos 58 anos, era conhecido por suas pinturas pop art de itens emblemáticos e retratos de celebridades, como Marilyn Monroe, Mick Jagger e Elvis Presley.

Ele também se envolveu na música e na produção cinematográfica. Seu estúdio Factory foi o berço de uma geração de celebridades e descolados de Nova York.


Fonte: terra

Está pensando em uma viagem de cunho cultural: Praga, a capital da República Checa é um destino sem igual


Quando o assunto é viagem ao exterior, logo são lembrados destinos como Paris, Roma, New York, Madri, entre dezenas de outras belas cidades, cada uma com o seu atrativo, seja ele artístico, cultural ou até mesmo templo de compras e consumo

Saindo deste roteiro glamouroso e desejado por grande parte dos que viajam ao exterior, falemos de uma cidade mágica com uma história milenar. Praga, a capital e a maior cidade da República Checa, A cidade é inesquecível pela enorme quantidade de monumentos únicos dos mais diversos estilos arquitetônicos e pelas vistas panorâmicas do vale cruzado sobre o rio e rodeado por nove colinas.

O núcleo antigo de Praga com mais de 10 séculos de história chama a atenção dos visitantes pela simbiose única de todos os estilos arquitetônicos representada pela arquitetura românica e gótica, com casas e palácios renascentistas e bairros barrocos com um enorme número de palácios e igrejas. Na cidade abundam as ruas estreitas, as torres medievais e cúpulas de igrejas góticas e barrocas, na parte nova - a arquitetura modernista.

A cidade das cem torres, inspirava sempre os poetas, pintores e fotógrafos. As joias arquitetônicas do centro histórico de Praga foram inscritas no Patrimônio Cultural da Humanidade da UNESCO. Uma cidade muito animada que tem tantos aspectos quanto alguém pode desejar e a todo o visitante mostra alguma de suas facetas encantadoras.

Castelo de Praga

O Castelo de Praga é uma das construções mais importantes da cidade. Foi fundado no século IX e atualmente serve como a residência presidencial, antigamente habitado pelos reis da Boêmia. Em seu interior encontra-se Catedral de S. Vito, Palácio Real do Castelo de Praga, Torre Dalibor, Convento de São Jorge, Palácio Lobkowicz e o Beco Dourado. O Castelo de Praga ocupa uma área superior a 72,5 mil m2. Por causa disso é considerado, conforme o Guinness World Records Book, o maior castelo do mundo.

Staré Město - A Cidade Velha - Praga

Surgiu como lugar de mercado já no século X. Inicialmente, Cidade Românica, depois Gótica foi várias vezes reconstruída, assim, uma parte mantém o aspecto renascentista, barroco, rococó e modernista. Em 1234 Otakar II decidiu construir fortificações e fundou a primeira Cidade de Praga. Em 1338, os residentes da Cidade Velha acharam-se no direito de fundar a sua própria Câmara, a qual se converteu no centro político da cidade.

Malá Strana - Bairro Pequeno - Praga

Bairro Pequeño é, por excelência, o bairro Barroco de Praga. O lugar foi fundado por Přemysl Otakar II e notavelmente embelezado por Carlos IV, embora a fundação seja no século XIII, foi a partir do século XVI que se converteu numa zona residencial. Em 1541, a zona foi devastada por um incêndio em que as chamas chegaram inclusive ao Castelo e teve de ser remodelada, adquirindo o aspecto barroco que tem na atualidade. A sua conclusão deu-se no século XVIII quando o luxo entrou em cheio e se construíram muitos palácios e magníficos jardins. Contudo, Malá Strana conserva o seu encanto e a sua particularidade já que não é remodelada há três séculos.

Hradčany – Bairro do Castelo - Praga

Fundada por volta do ano 1320, durante no reinado de João do Luxemburgo é como se fosse outra cidade dentro da cidade de Praga. No início integrava apenas as áureas circundantes do Castelo e da Praça Pohořelec, Strahov e parte de Petřín. Uma boa parte do bairro foi destruída pelo incêndio de 1541. Meio século mais tarde, Rodolfo II concedeu a Hradčany o título de Cidade Real. O que no século XVI foram as casas de gente humilde, geralmente pertencentes a empregados do Castelo, conhece-se com o nome de Nový Svět – Novo Mundo. Hoje em dia a cidade apresenta um aspecto dos séculos XVII e XVIII, com os seus palácios construídos no estilo renascentista e barroco, de antigos nobres checos, italianos e austríacos. Atualmente quase todos são propriedades do Estado Checo.

Nové Město – Cidade Nova - Praga

Fundada por Carlos IV no ano de 1348, conjuntamente com a primeira universidade da Europa Central para dar um pouco mais sossego aos bairros mais antigos, descentralizando o ruído das oficinas artesanais e do tráfego comercial e para abrir novos espaços na ciência e na arquitetura. Em consequência disso, a zona, converteu-se no maior centro da cidade cobrindo uma área que rodeia a Praça de São Venceslau (Václavské náměstí), que foi estabelecida como mercado de cavalos. Na parte superior da praça encontra-se o proeminente edifício do Museu Nacional (1885-1890) e a estátua de São Venceslau, da autoria de J. V. Myslbek.

Bairro Judeu - Josefov - Praga

A comunidade judaica de Praga é a mais antiga da Europa e o Bairro Judeu existe desde 1179, ano em que o Papa Inocêncio III decretou que cristãos deveriam afastar-se de judeus. A comunidade judaica viveu durante 700 anos confinada em um gueto cercado por um muro que só foi derrubado em 1848, sem contudo por fim aos conflitos. Enquanto lugares judaicos no resto da Europa eram sistematicamente destruídos, o Bairro Judeu, Josefov, foi preservado pelos nazistas que pretendiam usá-lo como um museu sobre o povo que exterminaram. Este bairro é hoje o ponto principal do turismo em Praga, com suas sinagogas e seu velho cemitério impregnados por séculos de história. Um dos pontos mais interessantes do Bairro Judeu de Praga é o antigo cemitério, que funcionou até o séc. XVIII e junto ao qual se encontram algumas sinagogas.

Castelo de Vyšehrad - Praga

Frequentemente denominado o segundo Castelo de Praga. Foi construído no inicio da segunda metade do século X numa impressionante colina rochosa, sobre o Rio Moldava. Em 1369, o Rei Carlos IV mandou construir um templo gótico que mais tarde, em 1576, viria a ser reconstruído em estilo renascentista. A zona tem grande importância histórica e mitológica para o povo checo. Em 1870 o local foi eleito para ali construir o fascinante cemitério nacional checo, local onde descansam famosos escritores, atores, artistas e músicos checos. A igreja de Santa Ludmila foi construída entre 1888 e 1893 em estilo pseudo gótico, segundo os planos de Josef Mocker. Na entrada principal levanta-se a escultura de Cristo com São Venceslau e Santa Ludmila de autoria do escultor Myslbek.

Com tantas opções, resta fazer as malas e reservar hotel para uma longa estadia, afinal, visitar Praga é um programa para vários dias. Boa viagem!

Euriques  Carneiro

terça-feira, 23 de abril de 2013

Com “O Canto e a Poesia”Geraldo Azevedo busca acrescentar algo de novo em seus shows




Os fãs de agora e de 30 anos atrás já se acostumaram com o formato dos shows de Geraldo Azevedo: o chapéu, a calça surrada, o camisão florido e apenas seu inseparável violão. No repertório, os sucessos de sempre, Táxi Lunar, Dia Branco, Bicho de Sete Cabeças (onde ele não esquece o indefectível solo de violão), Ai que saudade de você, entre outros

O repertório quase religioso nas apresentações em formato voz e violão em seus shows, é prova da força das canções de Geraldo Azevedo. Sempre presentes. Não importa se compostas recentemente ou há 10, 20, 30 anos, as músicas carregam um estilo inconfundível, impresso pelo músico pernambucano, que ano passado completou 40 anos de carreira. 

Enxuto, focado nesta parceria entre seu canto e o violão, ele está na estrada com o uncover “O Canto e a Poesia”, comemorando os 40 anos de estrada.

O Show 



O uncover tem coordenação geral de Ângelo Filizola. O repertório, destaca, é livre. Geraldo traça um balanço de sua trajetória, relembrando alguns de seus muitos sucessos. Pautado em apresentações anteriores, entre as músicas que não faltam estão “Dia Branco”, “Moça Bonita”, “De Volta Pro Meu Aconchego” e “Taxi Lunar”, uma das mais regravadas de seu repertório e apontada pelo próprio Geraldo Azevedo como um dos maiores sucessos da carreira. No total, são 22 discos lançados, sendo os dois últimos “Salve São Francisco – homenageando o rio que margeou sua infância na cidade de Petrolina e inspirou algumas de suas composições – e “Assunção de Maria e Geraldo Azevedo (2011) – que celebra parceria com o compositor baiano e reverencia a bossa nova de João Gilberto, um dos pilares de sua musicalidade.

Geraldo Azevedo tem como marco inicial de sua carreira o lançamento, em 1972, do primeiro LP, “Quadrofônico” (Copacabana), gravado em parceria com seu conterrâneo Alceu Valença e relançado em CD em 2011.

O álbum marcou também a estreia em disco de Alceu. Os dois músicos apresentavam ao País um som nordestino com traços psicodélicos. “Quadrofônico” trazia entre as faixas Talismã, Mister Mistério e Me Dá Um Beijo. O primeiro disco solo, “Geraldo Azevedo”, só viria cinco anos depois, em 1977, lançado pela Som Livre.

Um dos marcos da carreira, o disco “Bicho de Sete Cabeças” foi lançado em 1979 pelo selo Epic, da CBS, que tinha como diretor low-pitched o cearense Fagner. O disco é um marco na carreira de Geraldo Azevedo, que estourou nas rádios com a música tema, com participação da cantora Elba Ramalho, e “Táxi Lunar”. O disco é simbólico pela qualidade dos participantes do trabalho. Elba, Zé Ramalho e Robertinho do Recife em quase todas as bases instrumentais e Amelinha compondo o coro.

Sonoramente, o disco também marca uma mudança importante em sua carreira, quando passa a explorar mais elementos eletrônicos. Entre os discos mais importantes de sua carreira estão ainda, “For All Para Todos” (1982), “Tempo Tempero” (1984), com arranjos de Wagner Tiso, e “Luz do Solo” (1985), ao vivo, que revela seu leque de influências musicais, que vai de Luiz Gonzaga, com “ABC do Sertão”, a Bob Dylan, com “Tomorrow is a Long Time”.

Também entre os discos coletivos, é imprescindível destacar “Cantoria” (1984), com Elomar, Vital Farias e Xangai; e as duas edições de “O Grande Encontro”, com Elba Ramalho e Zé Ramalho e Alceu Valença. Por “Salve São Francisco”, disco que contou com parceiros/amigos como Dominguinhos, Alceu Valença, Maria Bethânia, Moraes Moreira e Fernanda Takai, Geraldo Azevedo foi indicado ao Grammy Latino de melhor álbum de Música de Raízes Brasileiras – Regional Nativa de 2011.


Euriques F. Carneiro

A inacreditável condenação da paquistanesa Asia Bibi


Logo que cheguei à Alagoinhas (BA), tive a honra de conhecer Dom Paulo Romeu, Bispo da Diocese local e um verdadeiro poço perene de cultura e sabedoria. Já na primeira visita, ele me falou da paquistanesa Asia Bibi, prisioneira desde 2010 e condenada à morte pelo regime do seu país

Para melhor entender o calvário desta cidadã, Dom Paulo trouxe-me o livro “Blasfémia”, escrito por Asia de dentro da prisão e publicado em 2011. A versão a que tive acesso foi editada em Portugal e, para mim, foi deveras gratificante manter contato com um livro narrado na nossa língua, mas na versão falada na sua origem. É inimaginável para nós do mundo ocidental, que tamanha injustiça ainda seja cometida em nome do fanatismo religioso. Não fosse um caso conhecido mundialmente, a narrativa de Bibi passaria por ficção e não uma dura e desumana realidade.


Asia Bibi, mãe de cinco filhos, é uma mulher católica em um país no qual os muçulmanos fundamentalistas conseguem impor a Sharia, a lei islâmica que contempla uma severa imposição contra a blasfêmia punindo até com penalidade máxima, insultos ou afirmações contra o Islã ou Maomé, vigente em diversas partes do país.

Em 2009, umas camponesas com as quais trabalhava nas tarefas agrícolas do povoado de Punjab, acusaram ante o Imã (clérigo muçulmano) local Asia Bibi de ter poluído a água ao tocar o recipiente no qual bebiam todas com suas mãos "impuras" por ser cristã. Esta denúncia levou à prisão de Bibi, julgada por blasfemar contra o profeta Maomé.

Em 8 de novembro de 2010, Asia Bibi foi condenada a morrer na forca, mas sua execução se encontra pendente depois de um recurso interposto ante um tribunal superior. As autoridades da prisão em que se encontra, a encarceraram em um módulo de isolamento, vigiada dia e noite por câmaras, por temor que seja assassinada na sua cela, pois extremistas muçulmanos ofereceram uma recompensa por seu assassinato. Em 17 de novembro de 2010, o Papa Bento XVI expressou sua proximidade espiritual a Asia Bibi e a seus familiares, pedindo que se restitua o quanto antes a sua plena liberdade.

O ministro federal para as minorias religiosas no Paquistão Shahbaz Bhatti, o único católico no governo, foi assassinado em março de 2011, em uma emboscada ao veículo oficial em que transitava. Bhatti foi premiado postumamente nos prêmios HazteOír de 2011, e seu irmão, Paul Bhatti, quem ocupa atualmente a mesma pasta no Governo, viajou a Espanha para receber o prêmio dado ao seu irmão.

Em janeiro de 2011, o governador de Punjab, Salman Taseer, também foi assassinado por um membro de sua escolta, logo depois de ter pedido publicamente a liberdade de Asia Bibi. Para se ter uma ideia da ira contra os católicos, o assassino de Taseer passou a ser considerado herói nacional entre os muçulmanos.

HazteOír assegurou que reativou sua campanha de pressão ao governo do Paquistão para conseguir que a Asia Bibi seja libertada. Em 2010, a plataforma espanhola recolheu mais de 60 mil assinaturas que foram entregues a seu presidente, Asif Zardari, através da Embaixada do Paquistão na Espanha. Pela ocasião do Prêmio HazteOír, a plataforma espanhola porá em marcha uma nova campanha pela liberdade de Asia Bibi, e seu marido Ashiq Masih, que receberá o prêmio em seu nome, em Madrid, poderá reunir-se com parlamentares, líderes de ONGs e autoridades da Igreja na Espanha.

No dia 15 de dezembro de 2012, a plataforma cidadã espanhola HazteOír, dedicada à defesa dos direitos humanos, ofereceu um prêmio à católica Asia Noreen Bibi, ícone mundial da liberdade de consciência, que permanece prisioneira no Paquistão com uma sentença de morte por uma acusação de blasfêmia contra o Islã, acusação da qual ela sempre se declarou inocente. O marido de Asia Bibi, Ashiq Masih viajará à Espanha para receber o prêmio em seu nome, pois ela permanece isolada na Prisão de Sheikhupura.
Como o contato com a condenada é mínimo, - apenas o seu advogado e o marido a visitam, - pouco se sabe sobre a sua real situação. As últimas notícias dão conta de que o seu estado de saúde inspira cuidados por ter contraído varicela, entre outras enfermidades. A solitária onde está confinada não tem as mínimas condições de higiene e ela há meses não recebe sequer lençóis ou cobertores para forrar a sua tosca cama de cordas. Como está em uma solitária, foi proibida de sair da cela e, dessa forma, está há quase um ano ser ver a luz do dia. Como agravante, por medo de envenenamento, ela é obrigada a fazer sua própria comida no mesmo ambiente onde convive com a umidade, o frio, os insetos e seu próprios excrementos. 

Parece surreal, mas por questões religiosas, estão submetendo um ser humano a este tipo de provação e, apesar dos apelos advindos dos quatro cantos do planeta, nada parece demover os muçulmanos do firme propósito de executar Asia Bibi.


Euriques Carneiro

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Atriz americana Kim Novak é convidada de honra do Festival de Cannes

Kim Novak: presença ilustre no
 Festival de Cannes 2013
O festival, que terá Steven Spielberg como presidente do júri, também contará com Kim Novak. A atriz de 80 anos, estará na cerimônia de encerramento do festival, quando entregará um dos prêmios principais

A atriz americana Kim Novak será convidada de honra da 66ª edição do Festival de Cinema de Cannes, durante a qual será exibida uma cópia restaurada do clássico "Um corpo de cai" (1958), de Alfred Hitchcock. A atriz de 80 anos também participará na cerimônia de encerramento do festival, quando entregará um dos prêmios principais.


Sobre o papel no clássico de Hitchcock, Kim Novak comentou na ocasião: "O interessante é que o roteiro me remeteu ao que eu vivia na época; era a história de uma mulher que é forçada a ser alguém que ela não é".

Afastada das telas e agora dedicada à pintura, Novak participou de filmes como "Sortilégio de amor", "Meus dois carinhos", "Beija-me, idiota" e "Aconteceu num apartamento".



Fonte: France Press

Bolshoi Brasil traz espetáculo para o Brasilia



A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil traz para Brasília, com patrocínio da Caixa Econômica Federal, e em comemoração aos 10 anos do Ministério do Turismo, a história do Balé “Don Quixote”

O Ministério do Turismo comemora seus 10 anos em grande estilo. Na próxima semana, traz a Brasília a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, para apresentação gratuita no Ginásio Nilson Nelson. A companhia encenará o clássico “Don Quixote”, história já universal, com coreografia do russo Vladimir Vasiliev, eleito “bailarino do século” pela Unesco, e 90 bailarinos brasileiros no palco.
A apresentação será na quinta-feira (25/4), às 20h30, e se soma às comemorações pelo Dia Mundial da Dança, em 29 de abril. Os ingressos foram distribuidos hoje, 22 e se esgotaram rapidamente. Cada pessoa teve direito a até dois ingressos e, para retirá-los, foi necessário apresentar o documento de Cadastro de Pessoa Física (CPF).

“É uma honra para a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil ser escolhida, em meio a tantas manifestações culturais existentes no país, para apresentar o espetáculo ‘Don Quixote’, numa data tão relevante como os 10 anos do Ministério do Turismo”, afirma Valdir Steglich, presidente da escola.

OBRA UNIVERSAL


Os brasileiros Amanda Gomes e Marcos Vinícius, da Companhia Jovem do Bolshoi, interpretam os protagonistas Kitri e Basílio, que vivem uma história intensa de amor, heroísmo e ilusão. O balé é uma criação de Marius Petipa, célebre bailarino e coreógrafo francês, para a companhia do Teatro Bolshoi, na Rússia, em 1869. Petipa se inspirou na obra igualmente universal de Miguel de Cervantes, com música de Ludwig Minkus.

A obra atravessou séculos e permanece como uma das mais encenadas no mundo pelas companhias de dança clássica, ao conferir cores quentes e alegres a um drama ao mesmo quixotesco e shakespeariano. Segundo o libreto de Petipa, Kitri e Basílio, um barbeiro pobre, contam com a ajuda de Don Quixote e seu fiel escudeiro, Sancho Panza, para conseguirem se casar, à revelia da vontade do pai da moça.

Don Quixote é considerada ainda uma obra democrática, pois confere protagonismo a todo o corpo de baile, que conta com tarefas específicas e possibilidades de improvisação nas cenas de multidão. Esse traço foi inserido na obra no início do século passado por Alexander Gorsky, e desenvolvido por Vladimir Vasiliev, ao produzir a obra para os bailarinos brasileiros.

BOLSHOI NO BRASIL 


Única fora da Rússia, a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil se instalou no ano 2000 em Joinville (SC), conhecido polo de dança no país, depois de várias participações no Festival Internacional de Dança da cidade. Trata-se de um projeto de inclusão social para crianças e jovens a partir da dança e do desenvolvimento cultural, que já resultou na formação da Companhia Jovem e em 184 alunos formados, depois de oito anos de estudos.

Atualmente, 338 alunos de 19 estados brasileiros estudam no Bolshoi, com 100% de bolsas de estudo. Para se matricular, o estudante precisa cursar o ensino formal (ensinos médio e fundamental).


Fonte: MTur

domingo, 21 de abril de 2013

De "Deixe a vida me levar" a "Vida que Segue", um resumo da carreira de Zeca Pagodinho


Com uma única faixa inédita, exatamente a que dá título à obra, Zeca Pagodinho lança DVD com 19 clássicos do samba. "A vida me fez artista", diz o artista do alto dos seus 30 anos de carreira

Durante a coletiva de lançamento de seu novo CD e DVD, Vida que Segue, Zeca Pagodinho já falava por cerca de 30 minutos quando, resignado, pediu um copo de água. Antes que os jornalistas presentes estranhassem, o irreverente cantor se apressou em explicar, dizendo estar constrangido em não pedir sua bebida preferida: uma geladíssima cerveja.
“Tomei injeção, estou ruim da garganta, me vê uma água. É só hoje, até eu me vejo constrangido em fazer esse pedido. São ordens médicas. Mas se der bobeira, vou abrir uma escondido”, afirmou. 

Foi nesse tom que Zeca lançou Vida que Segue, no qual interpreta, em gravação ao vivo, 19 clássicos do samba. A única inédita é a faixa que dá título à obra. Ao contrário de muitos artistas, Zeca Pagodinho não tem declarações prontas, não é político e não está preocupado em vender sua imagem. Em dado momento, questiona a sua condição de “artista”, já que, como mesmo diz, sai por aí, bebe cerveja e pega ônibus e van, como qualquer pessoa.

“Esse DVD mostra onde comecei com minha paixão pelo samba, pela música brasileira. A partir daí, a vida me levou para esse lado. Não me fiz artista, a vida me fez artista, se é que posso ser considerado artista”, afirmou, em entrevista coletiva na qual apresentou seu novo trabalho.

Na obra, Zeca interpreta grandes sucessos do universo sambista, compostos por nomes lendários como Candeia, Cartola, Mário Lago, Noel Rosa, Ataulfo Alves e João da Baiana, entre outros. Para auxiliar nas interpretações, Zeca se cercou de verdadeiros monstros sagrados a exemplo de Paulinho da Viola e a Velha Guarda da Portela, Marisa Monte, Yamandú Costa, Hamilton de Carvalho e Roberto Menescal. Da nova geração, Leandro Sapucahy marca presença, numa escalação que conta até mesmo com Xuxa, a Rainha dos Baixinhos.

Estão lá versões refinadas de Gosto de me Enrosco, de Sinhô; Preciso me Encontrar (Candeia), ao lado de Marisa Monte, Yamandú Costa e Hamilton de Carvalho; Diz que Fui por Aí, de Zé Keti; O Sol Nascerá, de Cartola e Elton Medeiros; Foi um Rio que Passou em Minha Vida, de Paulinho da Viola; Trem das Onze, de Adoniran Barbosa; e Aquarela do Brasil, de Silas de Oliveira, entre diferentes clássicos.

“Muita música que está ali eu cantava em casa, mas só sabia o refrão, a parte mais marcante. Na segunda parte, tinha que perguntar à minha mãe, aos meus primos. O grande medo era chegar na hora da gravação e começar a errar”, confessou.

Esse medo era particular por Mascarada, de Zé Keti e Elton Medeiros. No usual tom descontraído, Zeca a apelidou de a canção “lexotan” do disco, pelo temor em não conseguir aprender a cantá-la. Segundo o cantor, a canção foi tão ouvida que seus filhos se cansaram dela e pediam que a faixa fosse mudada.

Referência: terra

Gal Costa fez apresentação em Salvador, com o seu show "Recanto



Gal Costa se emociona em show na Concha Acústica. O disco que deu origem ao show foi concebido e dirigido por Caetano Veloso e Gal aproveitou para relembrar início da carreira na capital baiana

A cantora Gal Costa reencontrou o público baiano na noite de sábado (13), em mais uma apresentação do show 'Recanto' na Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador (BA). A apresentação teve faixas escritas por Caetano Veloso, que assina também a produção do disco, junto com o filho Moreno. A artista aproveitou a ocasião para relembrar o início da carreira na capital baiana, sendo ovacionada pelo público que lotou o espaço.

O CD foi lançado em 2011 e é o 30º da carreira de Gal. 'Recanto' teve todas as suas faixas escritas por Caetano Veloso, que assina também a produção do disco, junto com o filho Moreno. Durante a interpretação da canção 'O Amor', Gal chegou a se emocionar.

O público, composto por jovens e idosos de todas as idades, entoou os sucessos de Gal. Entre as canções apresentadas, estão 'Da Maior Importância', 'Divino Maravilhoso', 'Folhetim', 'Barato Total', 'Dom de Iludir', 'Baby', 'Vapor Barato', 'Força estranha' e 'Meu bem, Meu Mal'.

O disco é fortemente marcado por experimentalismos, o que dividiu opiniões dos fãs da cantora: alguns gostaram das inovações propostas, enquanto outros as recusaram. Fato é que Recanto apresenta uma Gal eletrônica, com toques de contemporaneidade dados por ritmos como dubstep e rock.
Fonte: correio24h

sábado, 20 de abril de 2013

"The bling ring" foi selecionado para abrir a mostra “Um Certo Olhar”, considerada a principal categoria paralela à seleção oficial de Cannes


O filme The bling ring, da diretora norte-americana Sofia Coppola, foi escolhido para abrir a categoria Um Certo Olhar, na 66ª edição do Festival de Cannes

Com Emma Watson no papel principal, o filme conta a história de um grupo que furta casas de celebridades. Esta será a primeira exibição do filme, que tem première mundial prevista para junho.

Um Certo Olhar é considerada a principal categoria paralela à seleção oficial de Cannes. Nela, costumam ser premiados diretores pouco conhecidos – o que não é o caso de Sofia Coppola, que já exibiu As Virgens suicidas (1999) e Maria Antonieta (2006) no festival. Neste ano, o júri será presidido pelo cineastra dinamarquês Thomas Vinterberg (A caça).

Na última terça-feira (16), foram divulgados os concorrentes à Melhor Curta. Na manhã de quinta-feira (18), serão anunciados os filmes que concorrem à categoria principal de Cannes. O evento acontece entre 15 e 26 de maio, e terá Audrey Tautou como mestre de cerimônias.

Revista Time coloca Joaquim Barbosa na lista dos 100 mais influentes do mundo


Artigo da renomada publicação americana destaca o pioneirismo do ministro como o primeiro negro a presidir a Suprema Corte brasileira, além da erudição e da bagagem cultural de Barbosa

O presidente do Supremo Tribunal Federal ( STF ), ministro Joaquim Barbosa, está na lista das 100 personalidades mais influentes do mundo da revista Time, dos EUA. A publicação destacou o fato de Barbosa ser o primeiro negro a comandar a Corte mas não foi o primeiro a ser ministro do STF, ele foi, na verdade, o terceiro, sendo precedido por Hermenegildo de Barros (de 1919 a 1937) e Pedro Lessa (de 1907 a 1921).

O chef Alex Atala também está na lista da publicação, que no ano passado destacou a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, o empresário Eike Batista, fundador do grupo EBX, e a presidente Dilma Rousseff - a petista já havia saído na edição de 2011. Em 2004, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou no ranking.

Para a autora do texto sobre o ministro, Sarah Cleveland, professora de direito da Universidade de Columbia, Barbosa é símbolo de uma promessa de um País "novo, compromissado com a diversidade cultural e a igualdade", afirmou, lembrando que o Brasil foi o que mais "importou" escravos em comparação a outros países das Américas.

No perfil, a revista narra o passado pobre de Barbosa e diz que o ministro usou a educação para sair da pobreza. "Trabalhou como faxineiro e tipógrafo no Senado para se sustentar na faculdade de direito", diz a publicação. Dotado de vasta cultura geral, desde cedo se interessou pelo estudo de línguas estrangeiras, com cursos no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha. 



Após o recente julgamento que ganhou o nome de "mensalão", o ministro passou a ser considerado uma espécie de arauto da honestidade e uma reserva moral da sociedade brasileira. Mas o que esta mesma sociedade espera desse mineiro que dança forró, adora história e ternos de Los Angeles e Paris, é que ele tenha o mesmo denodo e a mesma persistência no julgamento dos demais escândalos de corrupção, cujos protagonistas ainda estão impunes e a zombar dos homens de bem desse país. 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Veja a relação de 10 filmes apocalípticos antigos e a serem lançados em 2013

Quando se fala em gêneros de filmes, nunca há unanimidade ao elaborar-se uma lista. Polêmicas à parte, elaboramos uma relação de filmes do gênero apocalíptico de antes de agora. Veja se eles constariam do seu rol dos melhores

Oblivion (2013)
Após uma guerra que custou metade de lua e arruinou a natureza terrestre, os humanos se mudaram para uma estação chamada “Titan” e a Terra passou a ser explorada apenas como fonte de água e energia nuclear. Um casal continua vivendo no planeta: Jack (Tom Cruise) e Victoria (Andrea Riseborough) trabalham na manutenção de “drones”, máquinas responsáveis por caçar e matar invasores desse mundo. Suas memórias foram apagadas antes da missão, mas Jack começa a se lembrar de detalhes que vão mudar sua vida. Estreia no dia 12 de abril. 


Elysium (2013)


Quando a desigualdade social chega ao limite, os ricos constroem um paraíso artificial fora da Terra, chamado Elysium, e deixam para trás um planeta superpovoado e degradado. Matt Damon vive Max da Costa, um ex-presidiário que precisa chegar a Elysium para salvar a própria vida e, para isso, conta com a ajuda de Spider (Wagner Moura). O elenco também traz a brasileira Alice Braga e Jodie Foster. Estreia prevista para setembro.


Depois da Terra (2013)


Will Smith volta a protagonizar um filme apocalíptico, depois de lutar contra zumbis em “Eu Sou a Lenda”. Desta vez, a Terra se tornou inabitável e obrigou a humanidade a morar em naves espaciais. Smith vive Cypher, pai de Kitai, interpretado por seu filho real, Jaden Smith. Os dois sofrem um acidente e sua nave cai na Terra, mil anos após o abandono. Kitai terá que lidar com os desafios desse mundo desconhecido para salvar o pai. Estreia prevista para junho.


É o Fim (2013)


Nesta comédia sobre o fim do mundo, atores famosos interpretam a si mesmos enquanto enfrentam a destruição do planeta. Tudo começa com uma festa na casa de James Franco, o que faz com que o apocalipse lembre uma gigantesca ressaca coletiva. Estão no elenco Seth Rogen, Michael Cera, Emma Watson, Paul Rudd e até a cantora Rihanna. Estreia prevista para setembro.


Melancolia (2011)



Um planeta chamado Melancolia entra em rota de colisão com a Terra e nada pode ser feito para impedir o impacto. Diante disso, o diretor Lars Von Trier (de Anticristo) explora diferentes reações humanas: a aceitação, a negação, o medo, a fantasia. Kirsten Dunst e Charlotte Gainsbourg lideram o elenco. 


2012 (2009)


Dirigido pelo alemão Roland Emmerich, “2012” segue a tendência de “O Dia Depois de Amanhã” e traz a natureza como causadora do fim do mundo. O filme é inspirado por crenças ligadas ao calendário maia e mostra diversos desastres naturais sendo deflagrados pelo aquecimento do núcleo da Terra. Como é comum nos filmes de Emmerich, a cena final revela uma nova ordem mundial, que rebaixa o papel dos Estados Unidos.


Wall-E (2008)


A animação futurista dos estúdios Pixar mostrou uma Terra coberta pelo lixo e habitada apenas por robôs, como o simpático e apaixonado “Wall-E”. Os humanos passaram a viver em naves, onde tudo é automatizado e aparentemente perfeito – mas se tornaram obesos e preguiçosos, parecendo, agora, menos humanos que aqueles robôs.


O Dia Depois de Amanhã (2004)


O aquecimento global foi o responsável pela destruição do planeta neste filme de Roland Emmerich, que também dirigiu “Independence Day” (sobre um ataque alienígena aos Estados Unidos) e “2012”. Enquanto as autoridades se negam a encarar o problema, pesquisadores descobrem que a situação já está no limite. Em pouco tempo, furacões e tempestades tomam conta dos Estados Unidos e o clima começa a resfriar, congelando todo o país.

Guerra dos Mundos (2005) 

O filme de Steven Spielberg é a segunda adaptação do livro homônimo de H. G. Wells – a primeira foi dirigida por Byron Haskin e lançada em 1953. Tom Cruise e Dakota Fanning estrelam a nova versão e enfrentam um ataque de extraterrestres inteligentes que vinham estudando a Terra há muito tempo e pretendem dominá-la. 


Armageddon (1998)


Um dos maiores clássicos do apocalipse no cinema, Armageddon mostra a ameaça de um asteroide sobre a Terra. Uma equipe de astronautas, incluindo Harry Stamper (Bruce Willis) e A.J. Frost (Ben Affleck), é escolhida para levar uma bomba até o objeto e destruí-lo ainda no espaço.



Grafiteiros usam navio abandonado para expressar a sua arte


Artistas de rua do País de Gales criam o que eles denominam de 'maior galeria de arte a céu aberto da Europa'. A luta agora é para que a prefeitura local reconheça a arte como atração turística
No País de Gales, artistas de rua transformaram um navio abandonado no que eles mesmos chamam de "maior galeria de arte a céu aberto da Europa". Os grafites ocupam quase todas as laterais da embarcação, que no passado foi utilizada como navio de cruzeiro e balsa para transporte marítimo.

De acordo com os artistas, o dono da embarcação autorizou a grafitagem, mas a prefeitura da cidade ainda não reconheceu o trabalho como "atração turística". As obras trazem personagens futuristas e também uma imagem fiel de John 'Jack' Irwin, o primeiro capitão que o navio teve.


A grafitagem é uma forma de expressão artística que começou como algo abominável, afinal pichavam propriedades públicas e particulares , mas evoluíram e ganharam espaço no meio das artes plásticas.


Tido como o maior violonista da história, no Brasil, Baden Powell é homenageado pelo músico Carlos Malta


O maestro, compositor, arranjador e multi-instrumentista vai participar do projeto Tributo a Baden Powell, onde vai revisitar a obra do violonista em uma série de shows que seguem até sexta-feira (19), sempre às 21h. A escolha do álbum deve-se ao fato do músico se identificar com o contexto da obra


As canções do disco serão apresentadas por Carlos Malta de forma diferente. O músico refez algumas harmonias e escreveu alguns novos arranjos. Ele promete que a cada noite será feito um percurso diferente para o público. "Na verdade será mais um guia, eu quero explorar a leitura dos músicos com quem vou trabalhar durante esses três dias.


Quero ver esse lado criativo e ter a interação. Dessa forma podemos fazer um show diferente a cada dia. O importante é realmente fazer o público conseguir acompanhar essa viagem que estamos propondo", conta o carioca.


A Capital Federal será o primeiro lugar a receber esse show de Carlos, que deve rodar o país em breve. "O show vai estrear em Brasília. O público vai acompanhar um show novinho em folha", adianta o músico.

Fonte: CB