domingo, 31 de março de 2013

Nosso espaço de arte e cultura celebra seu primeiro ano de vida!


No dia 02 de abril de 2012, nosso blog Artecultural fazia um convite aos apreciadores da arte sob as suas diversas formas: “Vamos falar de arte e cultura?”


Amigos e amigas que acompanham o nosso blog nestes 365 dias de vida: é com prazer que os convido para o aniversário “virtual” do Artecultural. Dos tímidos 10 acessos na primeira semana, chegamos a 30.000 visitas exatamente no dia 31.03, véspera do aniversário do blog. Destaque ainda para os cerca de 700 comentários publicados e, como a atestar o nível das pessoas que nos visitam, jamais deixei de publicar um comentário por impropriedade. Todas as opiniões foram publicadas já que não tinham qualquer conteúdo que recomendasse o contrário.

Alguns números que gostaria de compartilhar com vocês:

· Dos 30 mil acessos, 30% deles foram feitos no exterior;

· O país campeão em acessos, depois do Brasil, é os EUA (6000)

· O blog já foi acessado em 118 países, da Moldávia à Armênia, passando pela Guiné e até a Coréia do Norte;

· O recorde de acessos em um só dia foi 396;

· A matéria mais acessada é “A diversidade cultural da Região Norte”, com 1396 visitas.

Neste primeiro ano de vida, falamos de música, cinema, teatro, literatura, artes plásticas, turismo e gastronomia, entre outros assuntos e, o tema mais abordado foi a vida e a obra de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. Comentamos também sobre as festas populares pelo Nordeste, a exemplo do São João de Campina Grande, Caruaru, Santo Antonio de Jesus e outras famosas comemorações juninas.

Ao tempo em que agradecemos a companhia neste primeiro ano de vida, convidamos-lhes a continuar a caminhada em busca do resgate e da manutenção das diversas manifestações culturais, independentemente da sua origem.

Fica aqui o meu sincero MUITO OBRIGADO a todos.


Euriques Carneiro

O Neo-feminismo questiona valores pelas quais as mulheres lutaram décadas atrás

Neo feminismo: os valores mudaram no novo seculo

As mulheres já se cansaram de dividir a conta da lanchonete, trocar lâmpadas e levar o carro no mecânico. A nova geração está muito distante da situação que motivou suas predecessoras a iniciar o movimento feminista e lutar pela igualdade dos sexos

O Neo-feminismo é uma tendência que se caracteriza pelo resgate da feminilidade e pela redefinição da condição de mulher como sexo-precioso, que merece ser cuidado, não pela fragilidade, mas por seu valor.

O fundamental dessa tendência é a busca do prazer, sobre o qual atuam como linhas de força fenômenos sociais como a intensificação da carga de trabalho no ambiente corporativo e a mudança da atitude dos homens com relação a seus papeis tradicionais.


Parece um retrocesso que feministas que lutaram para se libertar dos papéis limitados de esposa e mãe, tenham dado a volta para  focar, novamente, na família. No início da revolução feminina, não se ativeram à questão de quem iria cuidar dos filhos. Partiram do pressuposto de que as coisas iam se ajeitar. Surgiriam locais para cuidar de crianças e o ambiente de trabalho magicamente se transformaria para atender às suas necessidades.
E será que todas as mulheres querem ser líderes, trabalhar 60, 70 horas por semana, sacrificar finais de semana com os filhos? Pesquisa de 2012 da McKinsey, com mais de 4 mil funcionários de grandes empresas, mostra que 36% dos homens gostariam de chegar à direção, diante de apenas 18% das mulheres.

Algumas talvez queiram apenas ter um emprego menos desafiador, que lhes permita passar mais tempo com os filhos e não perder reuniões de pais, apresentações de dança, campeonatos de natação. E isso não é necessariamente ruim. Conclusão: nem sempre um emprego ou função desafiadora preenche as reais necessidades da mulher, pois os seus valores de feminismo, valores estes que variam de acordo com o prisma que cada uma vê a vida. Complicado? Pode ser, mas são questões que não podem ser deixadas de lado.

Robert Redford atuará em novo filme do Capitão América



O ator Robert Redford, de 76 anos, topou o desafio e interpretará o líder da SHIELD no novo filme da série Capitão América,Captain America: The Winter Soldier

No início do próximo mês, estreará The Company You Keep, o novo filme de Robert Redford, por si realizado e protagonizado. É a história de um homem que vê o seu presente assombrado pelo passado de militância radical no grupo Weather Underground. Mas do que se fala hoje não é desse filme ou de outro,Lost At Sea, realizado por J. C. Chandor e a estrear este ano, em que Redford será o único personagem – um homem perdido no mar, lutando pela sobrevivência.

Hoje, a notícia é que o actor vai “entrar em novo território”. As palavras são do próprio, e foram algumas das que utilizou para justificar a sua presença no próximo filme da série Capitão América: Captain America: The Winter Soldier. Redford, 76 anos, interpretará o líder da agência governamental secreta SHIELD.

Numa conferência organizada pelo LA Times, dedicada ao cinema independente, Redford confirmou a sua presença no segundo filme da série inspirada no famoso herói da Marvel, iniciada em 2011 com Capitão América: O Primeiro Vingador, realizado por Joe Johnston. Citado pela AFP Robert Redford, fundador em 1981 do festival de Sundance, durante muitos anos verdadeira Meca do cinema independente nos Estados Unidos, classificou como “poderoso” o género de filme em que se estreará. Ou seja, filmes de acção inspirados em super-heróis. “É o tipo de filme que adoraria ter visto quando era miúdo”, acrescentou o actor de, entre outros, Dois Homens e Um Destino, A Golpada ou África Minha.


A produção Captain America contará com um elenco de peso: The Winter Soldier, realizado por Anthony e Joe Russo, mantém Chris Evans no papel principal e, para além de Redford, contará com nomes como Scarlett Johansson ou Samuel L. Jackson. Chegará às salas em 2014.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Documentos da ditadura estarão disponíveis na internet a partir de segunda



Trabalho é resultado da parceria entre a Associação dos Amigos do Arquivo Público de São Paulo e o projeto Marcas da Memória da Comissão de Anistia, do Ministério da Justiça, com o apoio da Fapesp

Os arquivos e prontuários do extinto Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo, (Deops), órgão de repressão do país no período da ditadura, poderão ser acessados na internet a partir da próxima segunda-feira (1º). Ao todo, cerca de 1 milhão de páginas de documentação foram digitalizadas.

O trabalho é resultado da parceria entre a Associação dos Amigos do Arquivo Público de São Paulo e o projeto Marcas da Memória da Comissão de Anistia, do Ministério da Justiça, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

De acordo com o Ministério da Justiça, as informações, além de serem um importante registro histórico, poderão facilitar o trabalho de reparação feito pela Comissão de Anistia, uma vez que poderão ser usadas como ferramenta para que perseguidos políticos consigam comprovar parte das agressões sofridas.

A digitalização dos documentos foi feita em dois anos e deve continuar até 2014. Para a realização do trabalho, a Comissão de Anistia transferiu mais de R$ 400 mil à Associação de Amigos do Arquivo. Em dezembro de 2012, o Ministério da Justiça autorizou novo repasse, de mais R$ 370 mil, para digitalização de outros acervos.

A cerimônia de lançamento do portal na internet está marcada para a próxima segunda-feira, as 10h30, no Arquivo Nacional de São Paulo.

Fonte: Agencia Brasil

Ney Matogrosso faz apresentação única em Brasília (DF) do show “Atento aos sinais”


Em tempos de poucas caras novas na MPB, os setentões ainda fazem sucesso e seguem lotando as casas de show onde se apresentam 

A bola da vez é o camaleônico Ney Matogrosso, que ao longo de quatro décadas de carreira deu vida a vários personagens, agora ataca de roqueiro. Depois da passionalidade no introspectivo “Beijo bandido”, show em que havia predominância de canções românticas, o cantor está na estrada com Atento aos sinais, espetáculo com pegada rock, no qual, exibindo jovialidade aos 71 anos, se deixa levar pelo espírito libertário e irreverente que o caracteriza desde os tempos do “Secos & Molhados”.

Após a estreia em São Paulo, no último dia 8, e passagem por três capitais do sul do país — Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba —, Ney chega a Brasília, onde faz no sábado (30/3), às 22h, única apresentação no Auditório Master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães. “Estou impactado com a receptividade que Atento aos sinais recebeu em todos os lugares por onde passei, desde a pré-estreia em Juiz de Fora, mesmo eu interpretando repertório de músicas que nunca cantei”, comemora.

Com o espírito do jovem que quebrou paradigmas no início da década de 70, o cantor estuda a possibilidade de estender “Atento aos sinais”para outras cidades do país.

Fiéis mantém tradição de comer peixe na quaresma


Entre as tradições da Igreja Católica, a troca da carne pelo peixe na quaresma se mantém firme e é praticada até por quem não se declara seguidor da Igreja Católica


Comer peixe na Semana Santa faz parte da tradição dos católicos. Conforme milenar tradição católica, o costume de comer peixe é ligado a uma forma de praticar o jejum e a abstinência, uma prática, ao lado da caridade e esmola, indicada pela Igreja como devoção típica do tempo de Quaresma.


Comer peixe no lugar de carne, mais do que um valor material, esta troca tem um profundo significado simbólico da fé. A carne representa o mundo material, as paixões, pecados, egoísmo, ganância; e o peixe simboliza alimento de vida e símbolo da ceia eucarística.


Reza ainda o costume da Igreja Católica que o peixe está presente em muitos textos da Bíblia, mas o importante não é somente o jejum. Nos dias atuais, muitos evitam comer carne, não só por questões de fé e sim pela saúde, mas dentro do seio religioso, o importante é que o jejum seja acompanhado de oração, caridade e penitência. Sem esta prática, o jejum a abstinência de carne vermelha perde qualquer significado.


A quaresma é o período em que a venda do peixe aumenta significativamente. De acordo com o órgão que congrega as associaçoes de supermercadistas, a venda aumenta de 25 a 30% neste período. Alguns tipos de pescados têm maior procura nesta época, quando várias pessoas ainda se mantém fiéis ao hábito de consumir peixe. Dentre os preferidos para a ceia da Semana Santa, o bacalhau é o campeão absoluto, notadamente quando se encontra o pescado com preços compatíveis com a carne bovina. Mas peixes como robalo, vermelho pescada branca, entre outras, são bastantes consumidos e tem clientela cativa nos pontos de venda.




quinta-feira, 28 de março de 2013

Com "A Deposição de Cristo", o Masp completa obra religiosa





“A Deposição de Cristo": o corpo forte e definido de Jesus, as pernas do homem que o carrega são torneadas, percebemos que há uma grande preocupação com os detalhes do corpo. As expressões faciais também são detalhadas e exprimem emoção e sofrimento

Uma obra doada completará o díptico "A Deposição de Cristo", no acervo do Masp (Av. Paulista, 1578, São Paulo). O trabalho é datado do final do século 15, e seu lado esquerdo foi doado ao museu por Telmo Porto e Laís Zogbi Porto, no aniversário de 30 anos de casamento do casal. A tela retrata Cristo deposto da cruz em que fora supliciado.

O lado direito do quadro, que já pertencia ao museu, traz a Virgem Maria, São João e três mulheres em lamentação. Somente agora, com o díptico completo, é possível entender o motivo desse lamento. Segundo o curador do museu, Teixeira Coelho, são raras as reuniões desta espécie. A obra está aberta a visitação a partir desde a última quinta-feira.

Intensidade dramática da obra

A cena retratada, por si só já é dramática: a morte de Jesus Cristo. Podemos observar o drama nas expressões faciais de Jesus, daqueles que o carregam, das duas mulheres de cabeça baixa aos prantos e da mulher com os braços erguidos. Essa mulher demonstra além do sofrimento, um louvor aos céus, como se tivesse uma certeza de que Jesus morreu para salvá-los. Detalhes que só os gênios podem criar.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Caetano Veloso se transformou em embaixador proeminente da música e da cultura brasileiras


 

Tido como o maior letrista vivo do Brasil,Caetano Veloso é homenageado pela Academia Latina de Gravação, em Las Vegas
O cantor Caetano Veloso foi homenageado na festa voltada à música latina que antecede a premiação Grammy. Caetano levou o título de personalidade do ano pela Academia Latina de Gravação, e a festa aconteceu no MGM Grand Garden Arena em Las Vegas, nos Estados Unidos, na última quarta-feira (14).

Estiveram presentes no evento os brasileiros Alexandre Pires, Sônia Braga e Seu Jorge. O espanhol Luis Cobos e a mexicana Julieta Venegas também compareceram.

Também se apresentaram o espanhol Enrique Bunbury, a americana Natalie Cole - filha da lenda do jazz Nat King Cole -, a canadense de origem portuguesa Nelly Furtado, o dominicano Juan Luis Guerra, o colombiano Juanes e os espanhóis La Mala Rodríguez e Alejandro Sanz, entre outros.

"Caetano Veloso se transformou em embaixador proeminente da música e cultura brasileiras", destacou Gabriel Abaroa, presidente da Academia Latina da Gravação, em um comunicado. "É difícil encontrar um homem com tanto talento, paixão e dedicação a seus projetos criativos (...) Ao homenagearmos Caetano, prestamos homenagem à música do Brasil e esperamos honrar sua surpreendente carreira e sua música", acrescentou.

No passado, a Academia Latina da Gravação entregou essa distinção para artistas como Shakira, Plácido Domingo, Gloria Estefan, Julio Iglesias e Carlos Santana. Para o Grammy Latino que será entregue na quinta-feira, Juan Luis Guerra e a dupla mexicana pop Jesse & Joy são os favoritos, com seis e cinco indicações, respectivamente.

Remoção do Muro de Berlim: o progresso engolindo a historia


Parte histórica do Muro de Berlim, contendo trabalhos assinados por inúmeros artistas de todo o mundo, é removida em meio a protestos

Apesar de protestos de vários segmentos da sociedade, durante a madrugada, trabalhadores protegidos por policiais removeram seções do muro para dar passagem a uma via onde será construído um complexo de apartamentos de luxo

Trabalhadores protegidos por cerca de 250 policiais removeram na madrugada desta quarta-feira (27) partes do Muro de Berlim conhecidas como a Galeria do Lado Leste (East Side Gallery). Apesar de pedidos de manifestantes para que o local fosse preservado, a remoção foi efetuada para abrir caminho para a construção de um projeto imobiliário,

O porta-voz da polícia Alexander Toennis disse que não foram registrados incidentes no início dos trabalhos, às 5h do horário local (1h em Brasília), para remover quatro partes do muro, cada uma com cerca de 1,2 metro de largura. A remoção vai dar espaço para uma via de acesso para um complexo de arranha-céus de apartamentos de luxo que serão construído nas margens próximas ao rio Spree.

O Muro de Berlim foi derrubado em 1989 e, logo em seguida, destruído por multidões jubilosas do lado ocidental e oriental da cidade. Quase um quarto de século depois, os berlinenses saíram novamente às ruas, só que dessa vez para proteger o que resta do muro.

No início de março, quando trabalhadores de construção começaram a desmontar uma seção de 21,4 metros do que restou do muro - um monumento à paz de quase 2 km de comprimento que está coberto de grafitis e é conhecido como a Galeria do Lado Leste -, manifestantes apareceram em massa. A primeira manifestação organizada às pressas em 1º de março atraiu centenas, mas no fim de semana seguinte milhares se concentraram para proteger os pedaços de concreto maciço que seriam removidos e realocados em um parque adjacente.

É exatamente nesta realocação que os responsáveis pelo empreendimento imobiliário se apoiam para afirmar que o muro não será simplesmente destruído, mas sim exposto em outro local, mantendo as suas características originais. Evidentemente que os manifestantes não concordam com esta posição já que o muro guarda um valor histórico inestimável, como símbolo da separação das duas Alemanhas, - Oriental e Ocidental, - hoje unificadas e convivendo pacificamente.

terça-feira, 26 de março de 2013

Multimilionário compra quadro de Picasso por US$ 155 milhões


 O multimilionário americano Steve Cohen, uma das figuras mais famosas de Wall Street, comprou um quadro do pintor espanhol Pablo Picasso por US$ 155 milhões, informou nesta terça-feira o jornal "New York Post"

A aquisição de "Le Rêve" é divulgada semanas depois que seu fundo de investimento SAC Capital pagou US$ 614 milhões para evitar um julgamento por fraude que se tornou o maior caso de uso de informação privilegiada da história de Wall Street. 

"Steve comprou 'Le Rêve' para dar-se um presente. A intenção era que a compra fosse secreta por causa da investigação do governo e do acordo", segundo fontes anônimas citadas pelo jornal nova-iorquino.

O quadro, pintado por Picasso em 1932 e no qual aparece sua musa Marie-Therese Walter, estava até agora nas mãos do magnata de Las Vegas, Steve Wynn, que em meados dos anos 90 danificou acidentalmente a obra.

A estimativa é que os US$ 155 milhões desembolsados por Cohen é o preço mais alto jamais pago por um colecionador de arte nos Estados Unidos, segundo o "New York Post", que lembra que o multimilionário tinha tentado adquirir o quadro no passado por US$ 139 milhões.


Fonte: terra

Sucessos do forrozeiro Dominguinhos invadem a Paulista em ato pela recuperação do artista


Grupos com sanfonas, triângulo e outros instrumentos relembraram os sucessos do artista em ato que contou com a presença de parentes, amigos e fãs no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista

São Paulo- Com esperança de que o cantor e compositor Dominguinhos possa reagir ao tratamento médico e voltar a falar, andar e até dedilhar o instrumento que o projetou mundo afora e o tornou um clássico do forró, parentes, amigos e fãs do artista participaram no dia 24, de um ato em homenagem a ele, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista.

Dominguinhos continua internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para onde foi transferido no último dia 13 de janeiro depois de receber os primeiros atendimentos no Hospital Santa Joana, no Recife. Com um quadro de saúde delicado por conta de um câncer de pulmão, o sanfoneiro sofreu várias paradas cardíacas, no fim do ano passado, pouco depois de um show em homenagem ao centenário do "rei do baião", Luiz Gonzaga, em Exu (Pernambuco).

De acordo com a assessoria de imprensa do hospital , o quadro clínico do artista permanece inalterado. O boletim médico mais recente, divulgado no último dia 18, informa que “houve melhora do quadro cardiológico, respiratório e renal. Do ponto de vista neurológico, ele apresenta estado minimamente consciente, demonstrando discretos sinais de recuperação. O paciente permanece internado, sem previsão de alta”.

O filho de Dominguinhos, Mauro da Silva Moraes, informou que o pai mexe os dedos, mas quando pede para dar um sinal de entendimento na comunicação não vê retorno. Ele esteve presente no ato ao lado da mãe, Anastácia, ex-mulher de Dominguinhos, que é cantora de forró e aparece com destaque na discografia do artista. Entre os sucessos que contaram com a parceria dela está Eu Só Quero um Xodó, uma das canções entoadas pelos participantes da homenagem feita hoje (24).

Grupos com sanfonas, triângulo e outros instrumentos relembraram os sucessos do artista. Muitos seguiram atrás dos músicos acompanhando a cantoria ou mesmo dançando o forró. Entre outros artistas presentes estavam os integrantes do grupo Falamansa cujo trabalho musical tem participação de Dominguinhos.

O ato foi organizado pelo produtor cultural Paulinho Rosa, sócio da casa de forró Canto da Ema e parceiro de Dominguinhos em um programa semanal de rádio dedicado ao forró, o Vira e Mexe, levado ao ar todos os sábados, das 11h às 12h, pela Rádio USP (Universidade de São Paulo).

“Quando pensei em fazer esse ato, achava que Dominguinhos estava ao largo da imprensa e das pessoas que precisam saber sobre a situação dele e até para mandar energia e força para que saia dessa”, justificou Rosa.

“Nós estamos tristes pela situação e temos que rezar pela recuperação dele”, disse o músico pernambucano José Ramos Barbosa, tocador de triângulo. Ele contou que tocou várias vezes com Dominguinhos em shows na cidade de São Paulo e em programas de televisão.

Com uma carreira de 50 anos, o sanfoneiro coleciona prêmios, entre eles o Prêmio da Música Brasileira, conquistado em 2008, e o Prêmio Shell de Música, em 2010, com as composições De Volta pro Aconchego, Gostoso Demais e Tenho Sede, sendo que as duas primeiras são resultado de parceria com o também pernambucano Nando Cordel. Ele foi vencedor também do Grammy Latino com o CD Chegando de Mansinho. Um de seus grandes sucessos - Eu Só Quero um Xodó -, de 1973, teve 250 regravações em vários idiomas entre eles o inglês, holandês e italiano.


Agência Brasil

segunda-feira, 25 de março de 2013

Escritora brasileira é selecionada para expor obras na Feira de Bolonha


 
A feira italiana é tida como uma das maiores exposições de literatura infantil no mundo. Com a indicação, Nurit Bensusan abre caminho para a literatura brasileira que pode vir a participar dos próximos eventos da espécie


Os livros Labirintos – Parques nacionais e Quanto dura um rinoceronte?, da bióloga Nurit Bensusan, foram selecionados pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) para representar Brasília durante a 50ª edição da Feira de Bolonha, uma das mais tradicionais feiras de livros infantis do mundo.

A FNLIJ selecionou 181 obras de autores brasileiros para integrar o catálogo que será exposto entre 25 e 28 de março na Itália. Para Nurit, a oportunidade não representa apenas o reconhecimento do trabalho. “Estar lá é super importante. Ter meus livros dentro do conjunto escolhido pelo Brasil é muito legal, mas a ideia é que ali aconteçam outras oportunidades, como a tradução da obra para outras línguas”, explica.

Para a autora, um dos fatores importantes na exposição é que, apesar de serem escritos em linguagem infantil, os livros escolhidos retratam um viés pouco explorado na literatura para crianças. “O interessante é que os dois livros escolhidos não são de ficção. A ideia desses livros passa pela popularização da ciência”, destaca.

Além das exposições de obras literárias voltadas ao público infantil, a feira conta com reuniões, debates e palestras, entre outras atividades. Com a indicação, Nurit abre caminho para a literatura infantil brasiliense em uma temática que tem figurado de forma cada vez mais importante no gênero literário: a sustentabilidade e o meio-ambiente.

Fonte: CB

Acervo valiosíssimo de José Mindlin está exposto na Biblioteca Brasiliana


Recheada de obras raras, garimpadas por mais de 80 anos pelo seu fundador José Mindlin, a Biblioteca Brasiliana, na USP, abriu as portas para público no último sábado, 23


A abertura da biblioteca Brasiliana de Guita e José Mindlin, sábado à tarde, na USP, em São Paulo, reuniu representantes da intelligentsia de São Paulo, do professor emérito da USP Antonio Candido ao secretário da Cultura do Estado, Marcelo Araújo, passando pela ministra da Cultura, Marta Suplicy e diretores da principais editoras paulistas. Mais de 500 pessoas lotaram o auditório da biblioteca e outro tanto acompanhou os discursos do lado de fora, todos ansiosos pela abertura da Brasiliana. Justificável. Há mais de 30 anos, o empresário José Mindlin e sua mulher Guita tiveram a ideia de tornar público seu acervo. Finalmente, com a doação da biblioteca do casal a USP, em 2006, o prédio que foi desenhado e redesenhado pela dupla de arquitetos Eduardo de Almeida e Rodrigo Mindlin Loeb abriu suas portas para o público com duas grandes exposições - uma permanente, sobre a vida do casal Mindlin e sua luta para construir e preservar a biblioteca, e outra que reúne os 100 títulos mais importantes dentro de cada segmento da Brasiliana.

O imponente prédio, de linhas simples, bauhausianas, ocupa 21 mil metros quadrados na Cidade Universitária. Além de funcional, tem o mérito de evocar a figura discreta do bibliófilo em todos os detalhes. Nenhum excesso, mobiliário elegante de Sérgio Rodrigues, Zalsupin, Carlos Motta e Claudia Moreira Salles. Acessibilidade arquitetônica é outro aspecto conjugado com a determinação do diretor Pedro Puntoni de tornar a Brasiliana um espaço aberto para circulação de estudantes e o público em geral, que em breve vai encontrar junto à biblioteca o valioso acervo do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) - entre 450 mil documentos, 180 mil livros e 8 mil objetos, a instituição guarda ainda a coleção Mário de Andrade, também representado com originais na Brasiliana de Mindlin.

Com 32 mil títulos correspondentes a 60 mil volumes, a Brasiliana foi disputada por universidades estrangeiras e as razões são muitas, especialmente o valor histórico dos documentos colecionados por Mindlin por mais de 80 anos. Puntoni cita, ao acaso, a primeira edição de "Os Lusíadas", a revisão de "Grande Sertão: Veredas" pelo punho de Guimarães Rosa e o manuscritos originais corrigidos de "Vidas Secas" (cujo título original, riscado por Graciliano Ramos, era "O Mundo Coberto de Pennas"). A digitalização desse acervo caminha a passos largos: já são 3.600 títulos disponíveis online e mais estão a caminho com a parceria de instituições como a Biblioteca Nacional. Galeno Amorim, presidente da fundação que cuida da instituição, garantiu à reportagem que a parceria com a USP vai continuar e, a exemplo da Brasiliana, espera ver a nova sede de sua biblioteca em pé. A construção do novo prédio começa em agosto, no cais do Rio. "Nós também temos nossas raridades, que vão da carta da abertura dos portos no Brasil aos mapas originais das ilhas Malvinas, que os argentinos adorariam ter em mãos."

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, disse que o processo de digitalização, apoiado pelo Minc, é moroso por esbarrar na questão dos direitos autorais. Burocracia no Brasil ainda é um problema. Ela reconhece que ainda temos uma legislação obsoleta que dificulta até doações - o casal Mindlin enfrentou a Receita Federal, que queria cobrar uma fortuna de impostos para a doação da Brasiliana.

Mas, como o lema de José Mindlin era "não faço nada sem alegria" (seu ex libris inspirado em Montaigne), o bibliófilo, morto em 2010, aos 95 anos, ficaria certamente alegre com o resultado de sua luta para instalar sua Brasiliana na USP. Lá estão obras originais dos viajantes estrangeiros (Hans Staden, Debret), que podem ser vistas numa exposição temporária. Na permanente, a voz do próprio Mindlin é ouvida lendo trechos de "Grande Sertão: Veredas". Quem não esteve presente à inauguração, pode, a partir desta segunda-feira (25), visitar a Brasiliana, de segunda a sexta, das 13 às 17 horas. Mais de 30 funcionários estarão trabalhando nessa que é, desde já, a biblioteca de referência de nossa história.
Jose Mindlin: uma vida dedicada aos livros
 Fonte: estadao

domingo, 24 de março de 2013

O Festival de Cannes 2013 apresenta uma novidade: Account Executive Academy


Cannes Lions inaugura Young Account Executive Academy, uma espécie de trainee da área cinematográfica

O Festival de Cannes, a principal mostra de cinema da Europa,inovará nesta edição, inaugurando um programa especial para jovens que queiram se aventurar na indústria cinematográfica. O programa mira uma nova geração com talento e ideias que possam somar e trazer uma novo alento para a indústria do entretenimento.

Cannes Lions anunciou o lançamento da Cannes Lions Young Account Executive Academy (academia para executivos de conta jovens), um novo programa de aprendizagem para treinar talentos jovens. O programa irá funcionar durante o Festival em Junho.

A equipe será composta de jovens (28 anos ou menos) com talento que tenham as ferramentas necessárias para alcançar a inovação e criatividade para seus clientes e suas empresas, focando em como construir relacionamentos mais fortes com o cliente e compreender profundamente como a criatividade faz a diferença para o cliente da agência.

O programa vai oferecer inspiração e segredos do comércio necessários para liderar, motivar, vender e realizar campanhas inovadoras com visões no futuro. Academia será guiado pelo veterano Kevin Allen, com uma carreira de mais de 20 anos na McCann-Erickson, Interpublic Group e Mundial Lowe.


Autorretrato de Rembrandt é autenticado no Reino Unido


 

Um autorretrato do pintor holandês Rembrandt, até então considerado como tendo sido pintado por um aluno do mestre, foi autenticado e avaliado em 20 milhões de libras (23,3 milhões de euros), anunciou na última segunda feira

A fundação britânica The National Trust, cuja função é preservar os locais e obras de interesse público no Reino Unido, recebeu em 2010 o quadro, doado pela viúva de um colecionador de arte britânico. 

O especialista holandês Ernst van de Wetering, especialista de renome mundial da obra de Rembrandt, autenticou este autorretrato realizado e assinado pelo pintor aos 29 anos e datado de 1635, indicou a fundação.


Em 1968, um outro especialista da obra do mestre, Horst Gerson, sugeriu que esta pintura poderia ter sido assinada por um dos alunos de Rembrandt. No mesmo ano, o projeto de pesquisa sobre Rembrandt (the Rembrandt Research Project) também estudou o quadro e chegou a mesma conclusão.

"Durante os últimos 45 anos, adquirimos mais conhecimento sobre os auto-retratos de Rembrandt e as variações de seu estilo", declarou Ernst van de Wetering, atual presidente do projete de pesquisa sobre Rembrandt.

"Rembrandt foi um dos maiores artistas da era de ouro holandesa. Ele produziu um número considerável de autorretratos durante toda a sua carreira" e "este retrato é uma das obras mais importantes e constitui o único Rembrandt da coleção do National Trust, que conta com 13.500 quadros", comemorou David Taylor, o conservador das obras do National Trust.

Embora avaliada em 20 milhões de libras, a pintura nunca será vendida, indicou a fundação que possui a obra em nome da nação.

O quadro, que pertenceu a vários príncipes do Liechtenstein, está desde 2010 exposto na abadia de Buckland em Devon (sudoeste da Inglaterra), a antiga residência do explorador Francis Brake. Deverá permanecer por ao menos mais oito meses antes de ser limpa e analisada de maneira mais aprofundada. Este exame incluirá radiografias, uma análise de pigmentos da pintura e testes com infravermelho. 

Fonte: terra

sábado, 23 de março de 2013

“Please, Please Me", primeiro álbum dos Beatles, faz 50 anos de lançado


Caetano Veloso e outros nomes da música brasileira falam da sensação de ouvir os Beatles pela primeira vez. As opiniões divergem, mas todos são unanimes em afirmar que ninguém esperava tanto sucesso dos garotos de Liverpool 

"Revolucionários", "simplórios", "diferentes", "apaixonantes"... Cinquenta anos após o lançamento de "Please, Please Me", primeiro álbum dos Beatles, artistas consagrados da música brasileira ainda divergem quando tentam explicar o que sentiram ao ouvir pela primeira vez as músicas do quarteto de Liverpool.

"Ninguém sabia que ia virar esse fenômeno, mas chamou logo a atenção, porque era uma música rápida, uma música fácil, e era diferente", recorda o cantor romântico Odair José no primeiro vídeo da série "Especial Beatles - 50 Anos de Beatlemania",cuja publicação se iniciou na última sexta-feira (15).

Dividida em quatro edições, a série mostra ainda a banda cover ZoomBeatles interpretando o álbum "Please, Please Me" na íntegra, com instrumentos e equipamentos de época para reproduzir a sonoridade original de 1963.

"Cara, em 1963, quando os Beatles apareceram e eu ouvi as primeiras vezes, era como hoje a pessoa ouvir Justin Bieber. Não era mais do que isso", lembra Caetano Veloso. "Achei bonitinhas as canções, um negócio meio simplório assim, porque, veja bem, eu gostava do [jazzista] Thelonious Monk!"

Além de Caetano, o primeiro episódio traz depoimentos de Ronnie Von, Cauby Peixoto, Ritchie, Renato Barros (do grupo Renato & Seus Blue Caps) e Lilian Knapp (da dupla Leno & Lilian), que resume a sensação que teve ao botar o primeiro disco da vitrola: "Fiquei apaixonada. Foi amor à primeira vista."

A série em vídeo foi gravada em HD e presta uma homenagem ao célebre "Rooftop Concert", clássico show dos Beatles gravado no telhado da gravadora Apple, em Londres.

"Please, Please Me"


Lançado em 22 de março de 1963, "Please, Please Me" surgiu na sequência do sucesso do single homônimo, o primeiro dos Beatles a alcançar o primeiro lugar nas paradas britânicas. Era o início oficial da chamada beatlemania.

Gravado e mixado ao vivo nos estúdios Abbey Road em menos de 10 horas, "Please, Please Me" traz clássicos como "I Saw Her Standing There", "Love Me Do", "Do You Want To Know a Secret", "Twist And Shout" e a faixa-título. Como todos os álbuns de estúdio da banda, chegou ao primeiro lugar das paradas logo após o lançamento.

Sob o comando do produtor George Martin, a gravação procurou reproduzir a sonoridade dos shows dos Beatles no lendário Cavern Club, em Liverpool. As faixas misturavam algumas das melhores composições de Lennon & McCartney e covers que ilustravam bem as influências que guiavam a banda na época.


Fonte: uol

"Chinese Girl" (A menina chinesa), do artista siberiano Vladimir Tretchikoff, arrematada por US$ 1,4 milhões




Tela mais reproduzida do mundo é arrematada em Londres por US$ 1,4 milhões


A obra "Chinese Girl" (A menina chinesa), do artista siberiano Vladimir Tretchikoff, tida como a mais reproduzida da história, foi arrematada nesta quarta-feira em Londres por US$ 1,4 milhões em um leilão da Bonhams.

A peça, adquirida por um milionário britânico, foi a estrela do leilão dedicada à arte sul-africana, país no qual Tretchikoff (1913-2006) desenvolveu a maioria de sua carreira desde o final dos anos 40.

Apesar de o preço máximo da obra ter sido especulado em pouco mais de US$ 755 mil, o interesse dos compradores fez com que a pintura, que mostra o retrato de uma jovem oriental de pele verde, praticamente duplicou o seu preço.

Elaborada em 1950, "Chinese Girl", conhecida popularmente como "A Dama Verde", se transformou em um ícone da cultura popular após ser reproduzida em camisetas, xícaras e cartazes, e foi incluída em adereços no filme "Frenesi", de Alfred Hitchcock, e em clipes de Mike Jagger e David Bowie, entre outros.

A modelo foi Monika Sing-Lee, que habitualmente colaborava com Tretchikoff desde que o mesmo a descobriu enquanto trabalhava na lavanderia de seu tio na Cidade do Cabo, quando tinha 17 anos.

Na ocasião, Tretchikoff havia acabado de chegar na África do Sul, onde trabalhou durante um tempo como artista a serviço do então Ministério de Informação britânico após a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

O artista retratou Monika com a pele verde e com um vistoso colar dourado, que, por sua vez, contrasta com seu comprido cabelo preto e os intensos lábios vermelhos, que foram adquiridos em Londres pelo multimilionário Laurence Graff, residente na Suíça e proprietário de uma empresa de diamantes.

Graff exibirá a pintura ao público no hotel que possui próximo a cidade sul-africana de Stellenbosch, junto ao resto de sua ampla coleção artística.

A fascinação pela obra fez com que esta viajasse dois anos, entre 1953 e 1955, pelos Estados Unidos e Canadá, onde foi incluída em diversas exposições até que retornou a Cidade de Cabo e permaneceu na Galeria Nacional da África do Sul até setembro de 2011. 

Fonte: terra

“Raul: o início, o fim e o meio”: a trajetória do maior nome do rock nacional


 
Está sendo exibido na TV por assinatura SKY, o documentário “Raul: o início, o fim e o meio”rodado no ano passado e dirigido por Walter Carvalho, que retrata a trajetória do maior nome do rock brasileiro, o baiano Raul Seixas

O documentário retrata as diversas facetas do homem, suas parcerias com Paulo Coelho, seus casamentos, a fase de sucesso e principalmente tenta desvendar a enorme comunicação que suas músicas estabelecem e  legião de fãs que ele mobilizava e continua mobilizando até hoje, 20 anos depois da sua ida para outra dimensão. Anualmente, no aniversário da sua morte em 21 de agosto, esse mesmo “bando de loucos” por Raul, acorre ao cemitério, onde o ídolo foi sepultado.

Com muita determinação e competência, Walter Carvalho reconstitui a trajetória explosiva de Raul, que encontra no escritor Paulo Coelho um parceiro que, além de compor sucessos como "Há Dez Mil Anos Atrás" e "Sociedade Alternativa", também o acompanhou em noitadas e aventuras psicodélicas. Graças a "Sociedade Alternativa", os dois tiveram problemas com a ditadura militar da época, que enxergou nela uma mensagem política e, por isso, os prendeu, torturou e mandou ao exílio nos EUA.

Sem deslizar para a pieguice, Carvalho costura depoimentos do irmão, de quatro das cinco ex-companheiras do cantor (a primeira, Edith, só participa por meio de uma carta, lida pela filha dos dois, Simone), de suas três filhas e de um neto, além de outros parceiros, como Cláudio Roberto, fãs e admiradores como Caetano Veloso, Tom Zé, Marcelo Novaes e até o compositor e repentista Bráulio Tavares.


O diretor, constrói um panorama de uma vida curta, intensa e tumultuada, pontuada por alcoolismo, drogas, conflitos, mas não perde de vista a energia criativa do cantor e compositor, autor de hinos da contracultura, como "Metamorfose Ambulante".  No decorrer do filme, Paulo Coelho fala abertamente das drogas que consumia e como ele induziu Raul a se iniciar neste caminho. "Ele era maior, casado, pai de uma filha e só experimentou a droga porque quis, não era nenhuma criança...".


Um grande tesouro do filme está no material de arquivo, proveniente de particulares, parentes, amigos, emissoras de tevê, contando inclusive com algumas imagens inéditas - o que consumiu cerca de 25% do orçamento total do filme (R$ 2,4 milhões), para pagamento de direitos.

As cenas finais do documentário mostra o último show de Raul Seixas, em Brasília, em dia emblemático e cercado de superstições: 13 de agosto de 1989. Oito dias depois o ídolo se despediria deste mundo, vitimado por ataque cardíaco, no seu apartamento no Edifício Aliança, em São Paulo. Imperdível para todas as gerações: para a minha que curtiu Raul adoidado e para as seguintes que acompanham a sua obra inigualável.


Euriques Carneiro

sexta-feira, 22 de março de 2013

As várias caras de Milton Nascimento

Cena do musical em homenagem a Milton Nascimento


Os 50 anos da carreira do músico mineiro inspiram espetáculo intimista que é mais que uma homenagem: é o retrato da carreira de Milton Nascimento 
Milton Nascimento circulava como um fã nos bastidores do Teatro GEO, na noite de quarta-feira. Emocionado, ele foi cumprimentar os atores do musical Milton Nascimento - Nada Será Como Antes, espetáculo que estreia hoje para o público. "Eu já tinha visto 10 ou 12 vezes no Rio, onde aconteceu a primeira temporada, mas agora senti um despojamento e uma confiança muito maiores do elenco", disse Milton, que veio a São Paulo especialmente para a apresentação para convidados - ontem ele já rumava para Juiz de Fora.

Milton conversou com o Estado ontem pela manhã, enquanto rumava para o aeroporto. A felicidade da noite anterior permanecia intacta. "O que me impressiona nesse espetáculo é o retrato apresentado da minha carreira como compositor, instrumentista, colaborador de outros músicos", disse. "Todos esses aspectos são mostrados em cena e por atores, não são apenas cantores."

Milton Nascimento - Nada Será Como Antesé uma singela homenagem prestada ao artista mineiro por Claudio Botelho e Charles Möeller, responsáveis pelos principais musicais do País. "Sempre fui apaixonado pela obra do Milton e, quando descobrimos que ele gostou do nosso trabalho com os Beatles (o músico mineiro assistiu a oito vezes o espetáculo 'Beatles - Num Céu de Diamantes'), surgiu uma oportunidade", conta Botelho.

Com a oportunidade em mãos, a dupla se encontrou com Milton para acertar detalhes - o ponto de partida era a comemoração dos 50 anos de carreira do músico. "Eles vieram ao meu apartamento e me perguntaram se eu queria uma homenagem tradicional ou se preferia ser surpreendido - optei pela segunda opção", lembra Milton.

"Talvez o caminho mais fácil fosse fazer uma biografia. Preferimos uma travessia: mostrar a obra, que é o que importa, e não o autor", conta Botelho, que define o espetáculo como uma revista musical sem texto, no qual cada canção ou pot-pourri ressurgem em cenas, diálogos e situações dramáticas.

Em cena, o grupo de atores e músicos apresenta temas fundamentais da música do homenageado, como amor, amizade, criação artística, negritude, brasilidade e solidão. Todos os atores tocam e se revezam em vários instrumentos e os músicos também cantam. "Não há uma divisão específica entre orquestra e atores: todos são uma única voz a serviço de brilhante obra musical de Milton Nascimento", completa Botelho.

Para que o espetáculo não se assemelhasse a um show, o diretor Charles Möeller criou um conceito. "No início, pensamos em reproduzir apenas o Clube da Esquina, para ter um recorte mais focado, mas seria injusto deixar dezenas de clássicos de fora", explica ele, que dividiu as canções segundo as estações do ano, remetendo a um solar imaginário interiorano.

Assim, Bola de Meia, Bola de Gude, Aqui É o País do Futebol compõem o verão, enquanto A Cigarra, Um Girassol da Cor do Seu Cabelo e Nuvem Cigana compõem a primavera. Para o outono, foram selecionadas canções que atravessaram gerações como Cais, Caçador de Mim, Encontros e Despedidas e Faca Amolada e, finalmente, o inverno é composto por Nada Será Como Antes e O Que Foi Feito Deverá.

"Cada canção tem uma ideia, uma cena fechada, que tem uma ligação nem sempre explícita com a seguinte. São histórias dentro de uma mesma história", conta Möeller. Foram seis semanas de preparação e, na véspera da estreia, em agosto do ano passado, Milton foi convidado para acompanhar um ensaio. "Chorei do começo ao fim", relembra. "Apesar de ser baseado na minha vida, o espetáculo não tem a pretensão de mostrar algo que não seja a minha obra."

Milton fez apenas um reparo, dois acordes que gostaria de ver alterados em uma das canções. "No dia seguinte, ele voltou ao teatro e ficou pacientemente ao lado dos músicos, mostrando como deveria ser feito", relembra Botelho. "Foi um ato não apenas profissional, mas de extremo carinho."

Com esse musical, Möeller e Botelho iniciaram oficialmente como diretores artísticos da GEO, empresa da Globo Comunicação Participações. A parceria já rendeu um outro espetáculo, Como Vencer na Vida Sem Fazer Força, em cartaz no Rio e com estreia prevista para outubro em São Paulo. "E vamos continuar com Kiss Me Kate, o primeiro musical de Cole Porter montado no Brasil e que terá José Mayer", anuncia Botelho. 

Fonte: estadao

Ariano Suassuna, o mais cultuado expoente da cultura paraibana encanta o público por onde passa


O escritor paraibano Ariano Suassuna divertiu o público durante palestra realizada na quarta-feira (20/3), na 1ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Regional, em Brasília


Por cerca de uma hora, o escritor paraibano Ariano Suassuna prendeu a atenção do público durante palestra, nessa quarta-feira (20/3), na 1ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Regional, em Brasília. O autor de uma série de romances, entre eles Auto da Compadecida, valorizou a cultura brasileira, divertiu o público com histórias que viveu e ouviu pelo país e reivindicou o Brasil como berço de sua própria manifestação cultural.

“Os jesuítas trouxeram uma contribuição maravilhosa ao teatro, mas quando aqui chegaram, já encontraram o teatro. Já encontraram uma música, uma dança. A cultura brasileira vem de muito antes do ano de 1500”, disse à plateia, que teve a presença do presidente em exercício, Michel Temer, e dos ministros da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, e da Aquicultura e Pesca, Marcelo Crivella. A conferência tem por objetivo discutir a reformulação da Política Nacional de Desenvolvimento Regional.

O ocupante da Cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras, 85 anos, tratou de uma série de assuntos, como religião, sua paixão pelo circo e o medo de viajar de avião, sempre com bom humor. “Uma vez, uma moça me recebeu no aeroporto e disse professor, a viagem foi boa?. Eu disse: minha filha, eu não conheço viagem de avião boa. Só conheço dois tipos de viagens de avião: as tediosas e as fatais. Avião é uma coisa tão ruim que a gente reza para a viagem ser tediosa”.


Suassuna mostrou fotos antigas de cantadores nordestinos e de uma cena de teatro indígena, com a riqueza cultural do país, muitas vezes esquecida, segundo ele. “Machado de Assis dizia que no Brasil existem dois países, o oficial e o real. Todos nós somos criados, formados e deformados pelo Brasil oficial. Mas a gente tem que olhar para o Brasil real. Foi o que fiz no Auto da Compadecida, olhei para a literatura do povo brasileiro e procurei me manter fiel a ela”.

Antes de encerrar, Suassuna criticou a falta de referência ao próprio país nas universidades. Lembrou que, ao falar para estudantes de nível superior, todos conheciam o filósofo alemão Immanuel Kant, mas ninguém conhecia Matias Aires, filósofo brasileiro e contemporâneo de Kant. “A universidade brasileira ensina de costas para o país e para o povo. Eles todos já ouviram falar em Kant, mas não em Matias Aires, o maior pensador de língua portuguesa do século 18. A gente não dá importância a um pensador da qualidade de Matias Aires”.

O escritor leu para o público um texto de Matias Aires: “Quem são os homens mais do que a aparência de teatro? A vaidade e a fortuna governam a farsa desta vida. Ninguém escolhe o seu papel, cada um recebe o que lhe dão. Aquele que sai sem fausto nem cortejo e que logo no rosto indica que é sujeito à dor, à aflição, à miséria, esse é o que representa o papel de homem. A morte, que está de sentinela, em uma das mãos segura o relógio do tempo. Na outra, a foice fatal. E com esta, em um só golpe, certeiro e inevitável, dá fim à tragédia, fecha a cortina e desaparece”.

Agencia Brasil

Nota do Artecultural:

Ao ler a colocação do poeta sobre o fato dos estudantes ignorarem a figura do filósofo brasileiro Matias Aires, lembrei-me de certo aluno de um curso de Direito, em Santo Antonio de Jesus – BA. Ao ser indagado se ele sabia quem era Ariano Suassuna, ele respondeu: “não sei, não é minha praia...”, mas quando arguido se conhecia o Psirico ele abriu um sorriso e disse: “claro, curto prá caramba...” Assim caminha a cultura nordestina!

quinta-feira, 21 de março de 2013

Livros de mistério: jamais existirá consenso sobre quais são os melhores

Eleito o melhor de todos os tempos
Basta olhar nos sites de busca as diversas relações dos melhores livros de suspense de todos os tempos para ver que um consenso entre os leitores é algo utópico. Cada um diz que falta um autor ou um determinado livro no rol dos melhores

Bons livros de mistério e suspense costumam grudar nas mãos do leitor, que não quer tirar os olhos das páginas até resolver o grande quebra-cabeças por trás de uma série de crimes ou de um plano quase infalível de dominação mundial.

O livro Silêncio dos Inocentes do escritor Thomas Harris foi eleito o melhor livro de suspense de todos os tempos. A votação foi feita pela rádio americana NPR e 100 obras concorreram aos livros de suspense mais eletrizante.

Disputando com grandes Best-sellers de suspense, de autores como: Dan Brown (O Código da Vinci, Anjos e Demônios e Símbolo perdido), Stephen King (O Iluminado, Dança da Morte, A Coisa, A Hora do Vampiro, O Cemitério Maldito, A Zona Morta), Agatha Christie (O Caso dos 10 Negrinhos).


Bastou-se divulgar o resultado e pipocaram opiniões ao redor do mundo, muitas das quais indignadas com o resultado final. Onde ficou “O Buraco da Agulha”, de Ken Follet? E “O dia do Chacal”, de Frederick Forsyth? Houve quem reclamasse até das obras algo açucaradas de Sidnei Sheldon, mas o fato é que não se conseguirá uma unanimidade quando o assunto é o melhor livro de suspense.


Qual o meu preferido? Em termos de suspense, de prender a atenção do leitor até o ultimo parágrafo, fazendo com que se vá dormir às quatro da manhã mesmo tendo que levantar duas horas depois, fico com “Anjos e Demônios”, de Dan Brown. Não concordas? Pois é, está vendo como o consenso neste assunto é algo inimaginável?


Euriques Carneiro

Fã e biógrafo de Ernesto Nazareth é declarado herdeiros do pianista

O biografado Ernesto Nazareth...

Autor da biografia inédita de Ernesto Nazareth assume acervo particular "Cheguei no momento certo, esse material ia para o lixo", contou Luiz Antonio de Almeida
Tinha o carioca Luiz Antonio de Almeida 14 anos de idade quando viu pela tevê um programa especial sobre Ernesto Nazareth. Apaixonou-se pelo personagem. Começava ali a saga de uma biografia que demorou exatos 30 anos para ser escrita (“no início, pela minha idade, era quase um trabalho escolar”), está pronta há sete e ainda não pôde chegar ao público por conta do descaso das editoras. Mas Almeida não desistiu. Aos 51 anos, ao mesmo tempo em que convive com a frustração de não ter seu trabalho circulando entre o grande público, viu sua dedicação render um presente improvável: foi nomeado herdeiro universal do instrumentista pelos últimos familiares dele.

Na verdade, por uma sobrinha. Em 1980, Almeida conheceu Diniz Nazareth, filho do pianista, então com 92 anos, e uma sobrinha do compositor, Julita. Eram os últimos do clã, não tinham descendentes e ficaram amigos de Almeida. Diniz faleceu dois anos depois e Julita em 1988, aos 92 anos. Ela, que era a herdeira universal do primo, passou o posto para Almeida. “Ela tentou me fazer herdeiro dos direitos autorais também, mas não conseguiu. Só o compositor poderia ter passado para mim, ou se houvesse consanguinidade entre nós”, conta. O pesquisador ficou com piano, móveis, partituras e uma penca de objetos pessoais de Nazareth.
... e o biógrafo Luiz Antonio

Decibéis emitidos por grupo de heavy metal faz museu de Londres cancelar show em suas de dependências

Roqueiros foram impedidos de se apresentar no museu
Show é cancelado pois pode ameaçar estrutura histórica de museu londrino O museu Victoria & Albert receberia na sexta-feira uma apresentação do grupo britânico Napalm Death, em colaboração com o artista ceramista Keith Harrison

Londres - Um show do grupo heavy metal Napalm Death previsto para o prestigioso museu londrino Victoria & Albert (V&A) foi cancelado pelo temor de que as vibrações sonoras de altos decibéis abalassem a "estrutura histórica" do edifício, anunciou a instituição.
O museu receberia na sexta-feira (22/3) uma apresentação do grupo britânico Napalm Death, em colaboração com o artista ceramista Keith Harrison. O grupo faria a apresentação em uma estrutura criada pelo ceramista que deveria desintegrar-se durante a apresentação. "Com grande pesar, tomamos a decisão de cancelar o espetáculo excepcional do Napalm Death", anunciou o museu.

A apresentação aconteceria "nas galerias da Europa que estão em renovação", mas uma inspeção revelou que havia dúvidas sobre o nível de decibéis gerados pelo show que poderia danificar a estrutura histórica do edifício", explicou o museu V&A.

terça-feira, 19 de março de 2013

Feira de Frankfurt: internacionalidade como marca registrada


A Feira de Frankfurt aproxima os produtos dos expositores dos mercados internacionais. Como a maior empresa de feiras de todo o mundo com instalações próprias, a Feira de Frankfurt está presente para os clientes em mais de 150 países com 28 subsidiárias e cerca de 50 parceiros de vendas
 
Como anfitriã zelosa, a Feira de Frankfurt não poupa cuidados com os expositores, visitantes e convidados, durante e depois das feiras – tanto em Frankfurt com em todo o mundo. 


As feiras líderes internacionais da empresa marcam o mercado com suas tendências: na área de consumo e lazer, a Ambiente, Beautyworld, Christmasworld e a Paperworld são os pontos de encontro mais importantes do setor de bens de consumo. Na área de têxteis e tecnologia têxtil, a Heimtextil, a Techtextil e a Texcare são destaques internacionais. 


Entre os clássicos e gigantes nos setores de tecnologia e produção, estão eventos dedicados à tecnologia e produção além de mobilidade e infraestrutura: no setor automobilístico a Automechanika e em outros setores a Light+Building, IFFA, ISH, Musikmesse e Prolight+Sound.

Com os seus eventos, a Feira de Frankfurt retrata individualmente os mercados globais de cada setor. Os visitantes da feiras recebem uma visão completa da oferta atual e dos desenvolvimentos dos seus setores.


Os números em resumo:

· Número de expositores: 67.279, entre eles 37.038 na Alemanha e 30.241 no exterior (2011)

· Número de visitantes: cerca de 3,3 milhões, entre eles 2,26 milhões na Alemanha e 1,07 milhões no exterior (2011)

· Principais áreas: feiras, exposições, convenções, eventos e congressos

· Número de eventos: 37 na Alemanha, 64 no exterior

· Área: 578.000 m²

· Área de pavilhões disponível: 345.697 m²

· Área livre disponível: 95.721 m²

· Número de pavilhões: 10

Circo Vox é atração em São Paulo, praticando preços populares


 
Sem deixar de lado as raízes das tradicionais apresentações circenses, o Circo Vox estreou no último final de semana em lona montada no Memorial da América Latina, localizado na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. Os ingressos para os dois espetáculos que compõem a programação custam R$ 20 cada.

A trupe, que está há quinze anos na estrada, trouxe para a capital paulista as atrações Se Chove, Não Molha e Nostalgia, em exibição até o dia 5 de maio.

Voltado para o público infantil, o primeiro espetáculo conta a história de uma atrapalhada família de palhaços que diverte o público ao “errar” os números que seriam apresentados. Com duração aproximada de 1 hora, as apresentações acontecem aos sábados e domingos, às 16h, e é recomendada para maiores de sete anos.

Já a segunda atração homenageia os grandes circos tradicionais, contando histórias verdadeiras de pessoas que viveram na melhor época circense. Em um misto de circo e teatro, com danças e cantos, o espetáculo leva ao picadeiro palhaços, malabaristas, trapezistas e equilibristas. As apresentações também ocorrem aos finais de semana: no sábado às 21h e no domingo às 19h30. Com duração de aproximadamente 1 hora e 45 minutos, o espetáculo é recomendado para maiores de dez anos.

A atração circense faz parte do projeto Novo Memorial, que oferece ao público – desde o dia 16 de março - uma série de atividades gratuitas ao ar livre e em outra lona montada na Praça Cívica do local. O Memorial da América Latina está localizado na Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664, na Barra Funda.

Fonte: terra

segunda-feira, 18 de março de 2013

Luê sempre esteve envolvida com a música no Pará e quer ganhar o Brasil

Luê: um novo nome da música paraense
Com um inédito mix de guitarra e carimbo resultando em uma sonoridade pop, a cantora paraense Luê é mais uma revelação oriunda do Norte do país


Não é de hoje que vários talentos brotam no Pará e, ultimamente, nomes novos têm surgido. A estrada foi aberta por Fafá de Belém, Leila Pinheiro e a banda Calypso, mas foi pavimentada por nomes contemporâneos, como Gaby Amarantos e Felipe Cordeiro. Mais recentemente surgiu outro diamante que está sendo lapidado: é a cantora, compositora e instrumentista Luê, de 24 anos, que acaba de lançar seu primeiro disco, “A fim de onda”.

"As pessoas realmente estão curiosas em relação ao Pará. Temos cultura muito rica, vasta e diferente. Fico feliz por nossa música ser reconhecida e aprovada por todo o país", comemora Luê. O disco da jovem artista conta com participações especiais, além do aval de gente como Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra, Cyz Zamorano e Carlos Eduardo Miranda. Mas a grande honra foi contar com o compositor Júnior Soares, pai da cantora e sua principal influência. Além de tocar na última faixa, Cavalo marinho, é dele uma das canções mais interessantes do repertório: Nós dois, parceria com Ronaldo Silva.

Pai coruja, Júnior Soares se surpreendeu ao ouvir a filha cantar pela primeira vez. Desde pequena, Luê sempre esteve envolvida com a música e não Fo exatamente música popular ou regional. Durante 12 anos estudou violino clássico, no Conservatório de Belém. Quando resolveu soltar a voz, a surpresa foi geral, mas não para o pai.

"Sempre tive vontade de cantar e mal assumia isso. Certa vez, cantei numa reunião da minha família. A reação de todo mundo – a do meu pai, principalmente – chamou a minha atenção. As pessoas gostaram muito, vi que aquilo deveria se tornar algo real", explica Luê com alegria incontida.

Um instrumento pouco comum


A cantora assina algumas faixas de A fim de onda, além de tocar rabeca em boa parte delas. “Parente” do violino, o instrumento é muito comum nas festas de São Benedito, especialmente em Bragança, cidade do interior paraense. "Minha rabeca veio de lá, o fato de já saber tocar violino me ajudou. A sonoridade dela é impressionante, casou bem com as canções do CD", acredita.

Com o patrocínio do projeto “Natura musical” (do qual já falamos aqui no Artecultural), A fim de onda traz ritmos variados – do carimbó e guitarrada ao soul, passando pelo pop. Luê admite: não consegue definir o gênero em que se enquadra. Isso, aliás, tem se tornado cada vez mais difícil ultimamente.

"É complicado a gente rotular um disco, um artista e até uma canção. Quem escuta o meu som percebe que ele traz a sonoridade do Pará. É a mistura de tudo um pouco. O bacana é isso", conclui a cantora que, a partir deste disco pretender estender seu sucesso para todo o Brasil.

Vivi Seixas, filha de Raul Seixas, se apresenta com músicas relembrando a trajetória do pai

Vivi Seixas atuando como DJ

O álbum intitulado Geração da Luz, traz clássicos de Raul "metamorfoseados". Vivi mantém as letras e a identidade musical das canções, mas dá nova roupagem. Geração da Luz reúne dez faixas do roqueiro baiano, entre elas Aluga-se, Como vovó já dizia, Mosca na sopa, O carimbador maluco e Rock das Aranhas

As canções do eterno músico Raul Seixas não deixam de fazer sucesso mesmo após a sua morte. Prova disso é que sua filha, Vivi Seixas, que é DJ, se apresenta com músicas relembrando a trajetória de seu pai.

Em turnê desde fevereiro nos Estados Unidos, a moça retornará para o Brasil justamente para lançar seu mais novo CD, intitulado de Geração da Luz, trazendo clássicos de Raul metamorfoseados. Ela, que é uma das DJs mais conhecidas e prestigiadas na cena eletrônica nacional, preparou 10 músicas do repertório do Maluco Beleza para o álbum.

"A arte de meu pai reproduzia a vivência dos jovens na época da ditadura, do rock’n'roll como forma de comunicação e das drogas como contracultura. Ele foi um dos mais genuínos da sua geração", revelou a DJ em entrevista ao colunista Bruno Astuto, da revista 'Época'.

Entre as canções escolhidas pela herdeira do baiano, estão as conhecidas: conhecidas 'Aluga-se', 'Como vovó já dizia', 'Mosca na sopa', 'O carimbador maluco' e 'Rock das 'Aranhas'.
Além disso, há remixes também de músicas pouco conhecidas como: 'Conversa pra boi dormir' e 'Geração da luz'. Quem quiser conferir o resultado de como ficou o CD da DJ, o disco já está nas lojas desde terça-feira (12).

domingo, 17 de março de 2013

Com o DVD “Recanto”, Gal Costa faz uma retomada em vários sentidos


 
Caetano Veloso, amigo desde os tempos do Teatro Vila Velha, em Salvador, montou um repertório composto por ele, que promete ser uma retomada na carreira da cantora baiana


Na noite do dia 08.03, a cantora Gal Costa subiu ao palco do Theatro Net Rio para gravar o DVD “Recanto”, baseado no disco de mesmo nome. Concebido e dirigido por Caetano Veloso, o espetáculo resgatou também sucessos da carreira da cantora. Este é o 30º. álbum de Gal Costa.

A escolha do Theatro partiu da própria cantora, que se emocionou durante o show por lembrar a época em que estreou o show “Fa-Tal – Gal a Todo Vapor”, em 1971, nesse mesmo palco, antigamente chamado de Tereza Rachel. 

Para o repertório do show, Gal presenteou o público, que esgotou os ingressos, com músicas que Caetano Veloso compôs para ela, além de “ Folhetim ”, “ Baby ”, “ Dia de Domingo ” e “Gabriela ”, grandes clássicos eternizados em sua voz. Entre os convidados famosos que prestigiaram o show, estavam Ana Carolina, Milton Nascimento, Luiz Fernando Guimarães e Zezé Polessa. Gal Costa voltou ao palco do Theatro Net Rio, no dia 09, para o segundo show de gravação.


Recanto foi uma retomada em vários sentidos. Nos anos 2000, Gal Costa manteve a carreira em low profile, como nunca aconteceu desde o final dos anos 60. Seu último disco de estúdio foi Hoje, lançado em 2005 sem muita divulgação pela Trama. Caetano Veloso, amigo desde os tempos do Teatro Vila Velha, em Salvador, montou um repertório composto por ele e assumiu a produção do CD. Um álbum especial, com uma ousadia que há muito não existia nos discos de Gal Costa. Não apenas as canções não são pop digestivo e radiofônico para os dias atuais como tem guitarras barulhentas em algumas faixas, programações eletrônicas.

"Pietá"revela uma lado mais polêmico do diretor coreano Kim Kim-Duk

Diretor festeja a premiação por "Pietá
Filme vencedor do Festival de Veneza, Pietá destaca a firmeza do cineasta Kim Ki-Duk, que não hesita em inquietar a plateia com cenas chocantes, mas o final é fantástico

Filmes não servem apenas para divertir ou entreter. Alguns até fazem o público sofrer. Motivar reflexões ou retratar a complexidade da miséria humana também é algo que também torna o cinema artisticamente rico. Pietá, dirigido pelo cineasta coreano Kim Kim-Duk, que está em cartaz em várias salas do Brasil, é uma experiência torturante para a plateia, com um final redentor.

O protagonista é Gang-Do (Jeong-jin Lee), um agiota que vive a cobrar o pagamento de empréstimos feitos a mecânicos que trabalham em pequenas fábricas de peças em uma comunidade de baixa renda de Seul, uma espécie de favela industrial com barracos amontoados. Quem não quita suas dívidas, tem os ossos quebrados ou as mãos amputadas pelo cobrador. Ele transforma suas vítimas em deficientes físicos para ficar com o dinheiro do seguro social. O torturador começa a repensar seus valores quando surge em sua vida uma misteriosa mulher que diz ser sua mãe, desaparecida há 30 anos.

Kim Ki-Duk ficou conhecido com filmes mais relaxantes, pacíficos e meditativos, como A casa vazia(2004) e Primavera, verão, outono, inverno e primavera (2003). Ele radicaliza na direção oposta e adota um caminho seguido por diretores mais cruéis e fatalistas como Michael Haneke (Funny Games, A professora de piano) ou Lars Von Trier (Dançando no escuro, Anticristo). O que o diferencia é que ele não chega a ser tão pessimista, pois o desenvolvimento da trama leva a um desfecho mais próximo da vingança e do arrependimento.

Pietá venceu o Leão de Ouro de melhor filme no Festival de Veneza em 2012. Seu maior concorrente era o americano O mestre, de Paul Thomas Anderson.

O filme deve ser evitado por públicos mais conservadores, pois, além da violência extrema, possui cenas de masturbação e um suposto incesto. A maior podridão, entretanto, está na relação dos personagens (e da sociedade mundial como um todo) com o dinheiro. Polêmico? Decerto que sim, mas para que serve a arte senão para questionar, inquietar e inquirir?"


A Casa Fernando Pessoa é um destino imperdível em Portugal


Está de viagem marcada para Portugal? Lisboa e outras cidades portuguesas têm um vastíssimo programa cultural e, entre eles, destaca-se a Casa Fernando Pessoa, onde o visitante pode travar conhecimento com a vida e a obra de um dos maiores poetas da língua portuguesa

A Casa Fernando Pessoa é um centro cultural que realiza exposições de artes plásticas, estudos, workshops e espetáculos, dotado de uma biblioteca pública especializada em Poesia. Situado em Campo de Ourique, no prédio onde o autor de “Livro do Desassossego” morou durante os seus últimos quinze anos de vida, está aberto à visitação publica de patrícios e turistas interessados na cultura portuguesa.

A Casa Fernando Pessoa vem assim adicionar-se aos demais equipamentos municipais, numa perspectiva que se pretende integradora e de diversidade.


Um universo plural

Inaugurada em Novembro de 1993, a Casa Fernando Pessoa foi concebida pela Câmara Municipal de Lisboa como um centro cultural destinado a homenagear Fernando Pessoa e a sua memória na cidade onde viveu e no bairro onde passou os seus últimos quinze anos de vida, Campo de Ourique.


O ambiente possui um auditório, jardim, salas de exposição, objetos de arte, uma biblioteca exclusivamente dedicada à poesia, além de uma parte do espólio do poeta (objetos e mobiliário que pertenceram ao poeta e que são atualmente patrimônio municipal).


A Casa Fernando Pessoa é um pequeno universo polivalente onde, nos seus três pisos principais, se realizam colóquios, sessões de leitura de poesia, encontros de escritores, espetáculos musicais e de teatro, conferências temáticas, cursos, exposições de artes plásticas, sessões de apresentação de livros, oficinas criativas para crianças, numa programação o mais possível diversificada.


O espaço está aberto ao púbico de Segunda a Sexta, das 10h00 às 18h00 e, o que a torna ainda mais atrativa: a entrada é franca.