quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Casa de leilões Christie's inova e faz leilão pela internet



Andy Warhol


Christie's lança primeiro leilão exclusivo pela internet de obras de Warhol. Camisetas pintadas, esboços, pinturas, fotografias e outros objetos estarão à disposição do grande público

A casa de leilões Christie's lançará na semana que vem o primeiro leilão exclusivo pela internet de 125 obras de Andy Warhol, como parte de um acordo com a fundação que leva o nome do artista pop americano.


Camisetas pintadas, esboços, pinturas, fotografias e outros objetos, como a célebre lata da Campbell's, estarão à disposição do grande público do mundo inteiro, assinalou a Christie's nesta quinta-feira, ao apresentar cerca de 20 obras que serão leiloadas.


A estimativa de preço mínimo vai de 400 dólares para uma pequena litografia de um gato a 50 mil dólares para a lata da Campbell's.

"Este leilão pela internet permitirá que todos tenham acesso ao trabalho de Andy Warhol de uma forma muito democrática e coerente com sua obra", afirmou o presidente da Fundação Wharhol, Joël Wachs.

Este primeiro leilão pela internet será seguido de outros ao longo de 2013. O valor arrecadado irá para a Fundação Warhol, com sede em Nova Iorque, que apoia financeiramente artistas e associações artísticas sem fins lucrativos.


A fundação, criada em 1987 - ano em que morreu o artista, nascido em 1928 -, tem como missão "promover as artes visuais".

Um primeiro leilão de obras de Warhol na Christie's de Nova Iorque, em novembro passado, arrecadou 17,07 milhões de dólares.



Fonte: AFP

Aos 66 anos e com uma das mais vitoriosas carreiras de Hollywood, Steven Spielberg presidirá o júri do Festival de Cannes




A 66ª edição do Festival de Cannes terá o laureado cineasta Steven Spielberg na presidência do júri. Dando mostras da sua humildade, o diretor afirmou: "É, para mim, uma grande honra e um imenso privilégio"

Paris - O diretor e produtor americano Steven Spielberg presidirá o júri do 66º Festival de Cinema de Cannes, que será realizado de 15 a 26 de maio, anunciaram nesta quinta-feira os organizadores em um comunicado.

"É, para mim, uma grande honra e um imenso privilégio presidir o júri de um festival que incansavelmente segue demonstrando que o cinema é a linguagem do mundo", declara por sua vez, no comunicado oficial, Steven Spielberg, um dos homens mais poderosos de Hollywood, que sucederá no cargo o diretor italiano Nanni Moretti.

Steven Spielberg, de 66 anos, apresentou no passado diversos filmes em Cannes, em geral fora de competição. Em 1974 ganhou o prêmio de Melhor Roteiro com "Louca Escapada".

A filmografia de Steven Spielberg é "um constante ir e vir entre o sonho e a realidade. Alternando entre filmes de entretenimento e graves reflexões sobre a História, o racismo e a condição humana, ela reflete sua aspiração a um mundo pacífico e reconciliado", destacam os organizadores do festival.

Em 40 anos de carreira, Spielberg fez 27 filmes, em sua maior parte marcos na história do cinema mundial: de "Encurralado", em 1971, originalmente uma produção para a televisão, a "Tubarão", de "Os caçadores da Arca Perdida" a "Jurassic Park", de "A cor púrpura" a "Lincoln", que acaba de permitir ao ator Daniel Day-Lewis a conquista do terceiro Oscar de sua carreira, no último domingo.

Spielberg recebeu o Oscar de Melhor Diretor por "A Lista de Schindler", em 1994, e por "O Resgate do Soldado Ryan", em 1998.

Segundo Thierry Frémaux, delegado-geral do Festival de Cannes, "seus filmes, e também seu compromisso em todos os sentidos, o equiparam, ano após ano, aos maiores cineastas de Hollywood. Estamos orgulhosos em lhe dar as boas-vindas", ressaltou.

Steven Spielberg sucede no posto Nanni Moretti, em 2012; Robert de Niro, em 2011; Tim Burton, em 2010; Isabelle Huppert, em 2009, e Sean Penn, em 2008.

France Press

Elton John faz apresentação para 15 mil pessoas no Jockey Club, em São Paulo



Em frente à TV na noite de ontem, voltei ao início dos anos 70, quando Elton John estourava no Brasil, emplacando “Skyline Pigeon”, “Daniel”, "Crocodile Rock", entre tantos outros. Me senti ouvindo todos estes sucessos, reunidos no LP “Elton John – Greatest Hits”, em uma radiolinha mono, já que aparelho com som estéreo era luxo restrito aos afortunados

Já próximo dos 67 anos, pai de dois filhos e vivendo um momento especial da sua vida, Elton John desembarcou no Brasil para uma série de cinco shows. Ontem, em São Paulo, uma plateia mesclada de jovens e cinquentões, teve a honra de assistir a uma apresentação comportada, mas absolutamente melodiosa. O astro pop desfilou um rosário de canções consagradas, sendo acompanhado em coro pelo público presente.

O show foi transmitido ao vivo pelo canal fechado Multishow e, como é comum aos britânicos, começou exatamente na hora marcada, sem os atrasos que são praxe nos artistas tupiniquins. Ostentando um paletó azul recheado de brilho, - se não fosse assim, não seria Elton John, - ele entoou baladas como "Believe", "Your Song", "Blue", "Saturday" e "Rocket Man"e “Candle in the Wind”, encerrando o espetáculo com uma das suas mais belas canções: “Your Song”.

Os fãs do astro certamente pensaram: ficou faltando cantar algumas outras músicas consagradas, mas não nos esqueçamos de que ainda serão mais quatro shows no Brasil. Após São Paulo, ele segue para Porto Alegre (dia 5 de março), Brasília (dia 8), Belo Horizonte (dia 9) e Recife (dia 10).

Laureado com o título honorífico inglês de “Sir”, Elton Hercules John já vendeu mais de 450 milhões de cópias em todo mundo, colocando-se entre os seis maiores vendedores de discos da história.

Confira o setlist completo do show em São Paulo:

The Bitch Is Back
Bennie and the Jets
Grey Seal
Levon
Tiny Dancer
Believe
Mona Lisas and Mad Hatters
Philadelphia Freedom
Candle in the Wind
Goodbye Yellow Brick Road
Rocket Man (I Think It's Going to Be a Long, Long Time)
Hey Ahab
I Guess That's Why They Call It the Blues
Funeral for a Friend/Love Lies Bleeding
Honky Cat
Sad Songs (Say So Much)
Daniel
Sorry Seems to Be the Hardest Word
Skyline Pigeon
Don't Let the Sun Go Down on Me
I'm Still Standing
Crocodile Rock
Saturday Night's Alright for Fighting
Your Song

Euriques F. Carneiro

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Nova aventura de Super Homem aposta em um consagrado elenco


Com estrelas do porte de Kevin Costner e Russe Crown, "Super-homem" retorna em novas tiras de quadrinhos e no longa Man of steel. O filme terá, pela primeira vez, um ator negro em papel importante, com Perry White vivendo o editor-chefe do Planeta Diário

Propositalmente desastrado, o jornalista mais famoso da história dos quadrinhos está de volta com tudo em 2013. Clark Kent, também conhecido como Super- Homem, junta a força sobrenatural, a visão de raios X e a capacidade de voar em uma nova aventura nas telas do cinema e outra nas tiras de quadrinhos, para deleite dos fãs, que aguardam um filme do homem de aço desde 2006, quando Brandon Routh interpretou o herói no filme “Superman – O retorno”.

Previsto para ser exibido no Brasil no início do segundo semestre, o longa Man of Steel (Homem de aço) terá a participação de Christopher Nolan, diretor da recente e aclamada trilogia de Batman, na produção e no roteiro e direção de Zack Snyder, o mesmo de 300, filme que teve o brasileiro Rodrigo Santoro no elenco. O orçamento é de US$ 175 milhões, cerca de R$ 344 milhões, e a estreia está programada para 14 de junho.

Ainda sem alçar grandes voos no cinema, a aposta para interpretar o protagonista da consagrada história do alienígena adotado pela família Kent (vivida por Kevin Costner e Diane Lane) é o britânico Henry Cavill, tachado pela revista Empire como “o homem mais azarado de Hollywood”. Outros papéis ficam por conta de Russell Crown, na pele de Jor-El — pai biológico do homem de aço —, Amy Adams como Lois Lane, Michael Shannon (ator da série da HBO Boardwalk Empire) no papel do vilão General Zod, e Laurence Fishburne, como o editor-chefe do Planeta Diário, Perry White, personagem que pela primeira vez será interpretado por um ator negro, mais um da excelente safra composta por Samuel L. Jackson, Denzel Washington e Morgan Freeman, entre outros.

Che Guevara: “heróico guerrilheiro” ou se trata de um mito?


 
Em meados dos anos 70, a Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS iniciava suas atividades acadêmicas e nós calouros exibíamos garbosos as camisetas com a estampa do Che Guevara e a célebre frase "Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás"

Nestes tempos de Yoani Sánchez causando o maior frisson nas suas andanças pelo Brasil, lembrei-me de um texto que li há alguns meses, o qual disponibilizo para os amigos que nos acompanham neste espaço cultural. As opiniões externadas por Álvaro Vargas Llosa são fruto das suas convicções e, não necessariamente exprimem o ponto de vista do Artecultural.
Euriques Carneiro

“Enlouquecido com fúria irei manchar meu rifle de vermelho ao abater qualquer inimigo que caia em minhas mãos! Minhas narinas se dilatam ao saborear o odor acre de pólvora e sangue. Com as mortes de meus inimigos eu preparo meu ser para a luta sagrada e me junto ao proletariado triunfante com um uivo bestial.” Esse trecho foi tirado do "Diário de Motocicleta", do argentino Che Guevara, aquele mesmo que falava em “não perder a ternura”. Não se sabe bem por que essa passagem não foi incluída no filme de Walter Salles, que evidentemente pinçou do livro trechos bem menos comprometedores.
Che Guevara é, curiosamente, conhecido como “heróico guerrilheiro”, quando na verdade não participou de nenhuma batalha verdadeira na guerrilha em Cuba. Quando Fidel Castro, louco para livrar-se do argentino (que foi um desastre como ministro da Indústria), despachou Che para lutar no Congo e depois na Bolívia, ele pôde finalmente sentir na pele a dureza de um verdadeiro confronto a bala: quase perdeu a vida no Congo, e acabou morto na Bolívia.
Álvaro Vargas Llosa, filho do aclamado escritor Mário Vargas Llosa e co-autor do “Guia do Perfeito Idiota Latino-americano”, escreveu recentemente sobre os mitos que mantém o culto a Che Guevara vivo. Entre eles, está a crença de que Guevara lutava pela “justiça social”. Não é bem verdade, diz Vargas Llosa: “em realidade, ele ajudou a arruinar a economia de Cuba ao desviar recursos para indústrias que terminaram em fracasso, ajudando a reduzir a produção de açúcar, o principal produto cubano, pela metade em dois anos. Foi durante sua passagem pelo comando da economia cubana que o racionamento começou na ilha”.
Outro mito, segundo Álvaro Vargas Llosa, é o de que Guevara tinha uma conexão especial com os camponeses, quando “ele morreu precisamente porque nunca conseguiu conectar com eles”. Em seu diário boliviano, Che escreveu que “as massas camponesas não nos ajudam em nada”. A tentativa de fomentar uma revolução no interior da Bolívia foi um fracasso tão grande que nem o partido comunista do país quis se juntar a Guevara, observa Vargas Llosa.
O pior mito, na opinião do escritor peruano, é o de que as aventuras de Che Guevara foram “uma celebração de vida”. Uma descrição mais próxima da verdade, defende Álvaro, seria “uma orgia de morte”. Vargas Llosa lembra que Che matou muitos inocentes em Santa Clara, na região central de Cuba, onde sua coluna esteve acampada no estágio final da revolução fidelista. O peruano também lembra da entusiasmada participação do Che na execução de centenas de prisioneiros no presídio La Cabana (onde, dizem, os gritos de “Viva Cuba Libre” dos executados se ouviam até no meio da noite). A verdade inescapável é que um mundo em que Che Guevara é considerado um herói visionário é um triste mundo. Está na hora de começar a destruir mais esse mito esquerdista.
Alvaro Vargas Llosa: ácido crítico de Che Guevara

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Autor de uma das mais emblemáticas fotos da história do Brasil, Silvaldo Leung Vieira fala da experiência quase 40 anos depois


Kim Puch sentindo na pele os horrores da guerra

Várias fotografias entram para a história sem que os seus autores sequer imaginassem quando fizeram o click. A garotinha Kim Phuc com o corpo em chamas após o ataque da bomba atômica no Vietnam e o beijo do soldado na enfermeira para comemorar o fim da Segunda Guerra são dois dos exemplos mais conhecidos

Na história do Brasil, poucas fotos são famosas quanto a do jornalista Vladimir Herzog, morto numa cela do DOI-Codi, em São Paulo, no ano de 1975. Conforme relato de várias testemunhas, Vlado, como era conhecido pelos amigos, foi torturado e espancado até a morte. O registro da imagem que os agentes do DOI-CODI queriam forjar como suicídio, coube a Silvaldo Leung Vieira, então com 22 anos e trabalhando domo fotógrafo da Policia Civil de São Paulo.
A célebre foto de SilvaldoVieira

 A imagem contundente produzida por Silvaldo ajudou a derrubar a versão do suicídio, uma vez que seu corpo pendia de uma altura de 1,63 m, com as pernas arqueadas e os pés no chão, o que torna altamente improvável a versão oficial de suicídio.

"Ainda carrego um triste sentimento de ter sido usado para montar essas mentiras", afirmou Silvado em recente entrevista à Folha de São Paulo. A morte de Herzog foi um marco e, a partir do episódio, surgiram inúmeras manifestações, como a famosa missa na catedral da Sé, em São Paulo. Outra consequência, foi o fortalecimento da posição do presidente Ernesto Geisel e seu ministro Golbery do Couto e Silva, que acabaram vencendo a queda de braço com a linha dura da ditadura. É que o Alto Comando das Forças Armadas pedia um aperto na perseguição à esquerda, sob o argumento de que o país vivia a ameaça do comunismo.

Historiadores acreditam que foi a partir destes fatos que o país passou a lutar mais fortemente pelo restabelecimento da democracia, culminando com o movimento Diretas Já, que elegeu o presidente Tancredo Neves pelo voto indireto, em 15 de janeiro de 1985, dez anos depois da morte de Herzog.

Teatro Nacional Cláudio Santoro saúda Mozart, recebendo o maestro João Carlos Martins e a pianista Clara Sverner



Teatro mais suntuoso de Brasília, com projeto assinado por ninguém menos que Oscar Niemeyer, o Cláudio Santoro tem a honra de receber dois monstros sagrados da música clássica para um concerto em homenagem a Mozart

Além de ser o mais importante da cidade, o Teatro Nacional Cláudio Santoro é o maior conjunto arquitetônico realizado por Oscar Niemeyer, destinado exclusivamente às artes da capital federal. Com influências da arquitetura asteca, a edificação tem forma de pirâmide sem ápice, 3.608 vidros nas fachadas leste e oeste, além de cubos e retângulos, desenhados por Athos Bulcão. Na sua decoração, destaque para a escultura Contorcionista, de Alfredo Ceschiatti.

O famoso teatro abre suas portas para um imperdível programa que contempla duas composições de Mozart: o Concerto 23 e a Sinfonia 41. Concluído em 1786, quando a ópera Bodas de Fígaro estava prestes a estrear, o Concerto 23 implementa um diálogo estreito entre o os solos de piano e a orquestra. Até então, os concertos para piano tinham passagens orquestrais muito simples ou continham um momento específico para o solo. “Além de ser o primeiro freelancer de seu meio, Mozart realmente procurava uma experiência sonora. É considerado o Shakespeare da música”, destaca a pianista, que gravou uma caixa com cinco discos contendo todas as sonatas para piano compostas por ele. Ela participará apenas do Concerto 23.
um concerto tendo um regente como João Carlos Martins e a participação especialíssima da Clara Sverner é uma oportunidade rara que os brasilienses amantes da boa música não podem perder.