quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Trabalhador com carteira assinada que ganha até cinco salários mínimos terá direito ao vale-cultura


Marta Suplicy diz que vale-cultura não será gasto "com outras coisas". Ministra acrescentou que no início do Bolsa Família se a ideia era "comprar iogurte", depois se adotou o hábito de comprar produtos básicos de alimentação

Ao empossar nesta quinta-feira (31/1) os novos integrantes da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (Cnic), a ministra da Cultura, Marta Suplicy, rebateu as críticas de que o trabalhador vai usar o vale-cultura "para gastar o dinheiro com outras coisas". Ela citou que no inicio do Programa Bolsa Família se a ideia era "comprar iogurte", por exemplo, depois se adotou o hábito de comprar produtos básicos de alimentação.

Terá direito ao vale-cultura o trabalhador com carteira assinada que ganha até cinco salários mínimos. Ele vai receber um cartão eletrônico com crédito de R$ 50 para gastar em serviços e produtos culturais, como shows, cinemas, exposições, teatro e comprar livros e revistas. A expectativa do ministério é que aproximadamente 17 milhões de trabalhadores recebam o benefício, elevando o consumo cultural em até R$ 7,2 bilhões por ano.

No evento, a ministra pediu aos representantes dos diversos segmentos da área cultural que sejam "generosos com os grupos que têm menos recursos", para que eles tenham a oportunidade de levar sua arte para o público. A Cnic é integrada por representantes de todos os ramos da cultura (música, teatro, cinema e etc.), com mandato bienal. Para a ministra, os membros da Cnic e demais representantes do setor cultural devem usar da melhor forma o dinheiro público para apoio e fomento da cultura no país.

Sobre os recursos do Fundo Nacional de Cultura que vão ser repassados por meio do Plano Nacional de Cultura, Marta Suplicy explicou que irão diretamente para as cidades que aderirem ao plano. Para isso, é preciso que as cidades tenham planos de gestão criando conselho local de organização. Um dos objetivos do plano é revitalizar a diversidade cultural nos municípios. "Temos que nos preparar culturalmente para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas, de forma a mostrar com competência aos turistas estrangeiros que temos muito o que mostrar além do futebol, das praias e do samba", defendeu a ministra. O plano foi apresentado na quarta-feira (30/1) pela ministra no Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas.

Para o presidente da Fundação Itaú Cultural, Eduardo Saron, o plano "será uma nova revolução para o mundo da cultura e a Cnic terá papel muito importante no cumprimento das metas traçadas para os próximos dez anos". O ator Odilon Wagner, presidente da Associação de Produtores de Teatro Independentes de São Paulo, ressaltou o papel da Cnic: "O meio cultural percebe os efeitos da atuação da comissão nos últimos tempos, pois está estabelecido hoje um diálogo que antes era escasso, assim como os recursos financeiros".

Agencia Brasil

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Show Elis por eles chega agora às lojas, em CD e DVD

Um dos maiores amigos de Elis, Jair Rodrigues não poderia ficar de fora do evento

Show em Curitiba, reúne cantores de várias gerações que se uniram para homenagear Elis Regina

Enquanto Maria Rita e João Marcelo Bôscoli cruzavam o país com uma série de shows em homenagem à obra da mãe, Elis Regina, em 2012, o outro irmão do clã, Pedro Mariano, recrutava artistas para um projeto distinto, dirigido por ele. O momento era propício. Aquele era o ano em que se completavam três décadas da morte da cantora. Maria Rita e Pedro são frutos do casamento de Elis com o pianista César Camargo Mariano. Já João Marcelo, o filho mais velho, nasceu da união dela com o compositor e jornalista Ronaldo Bôscoli.

Em um país de grandes cantoras, das quais Elis é, ainda hoje, considerada uma das maiores, Pedro Mariano acabou seguindo os passos da mãe. Virou intérprete. Seus colegas de ofícios estão em falta no mercado, dizem por aí. Ele discorda, e quis provar o contrário. Convidado a erguer um tributo à música de Elis, optou apenas por cantores para compor o elenco. Gravado em Curitiba, o show Elis por eles chega agora às lojas, em CD e DVD.

"É uma visão equivocada, como se os cantores não existissem. Eles nunca são reverenciados, e eu sinto isso na pele", reclama Mariano. "A benevolência da crítica com as mulheres é inversamente proporcional à com os homens." O artista vislumbrava fazer um espetáculo grandioso, mas, devido ao orçamento, acabou tendo que selecionar um número reduzido de artistas para reler as canções imortalizadas na voz de Elis. Além do próprio Mariano, participaram do show Jair Rodrigues, Filipe Catto, Cauby Peixoto, Lenine, Seu Jorge, Roupa Nova e até representantes do mais meloso sertanejo, como Chitãozinho e Xororó.

Oriundo da Bahia, mas radicado em Brasília, Marcelo Saback é o roteirista badalado do momento

Saback curte o bom momento no cenário cinemaográfico nacional

O baiano Marcelo Saback se firma como roteirista bem-sucedido no cinema nacional. Ele é co-autor de “De pernas pro ar 2”, a maior bilheteria de 2013 até agora

O roteiro de  “De pernas pro ar 2” é assinado por Marcelo Saback e Paulo Cursino e é pra lá de previsível, com todos os temas tratados, digamos, de forma leve, quando não francamente. É o caso da vizinha espevitada, Marcela (Maria Paula), dona de uma sex shop quase falido que herdou de sua mãe. Esses dois mundos distintos se cruzam e um muda o outro. Marcela vai mostrar para Alice o que é sentir, pulsar e viver.

Há algo de intrigante no reino de Shakespeare, quando ele se aproxima da trajetória do baiano, crescido em Brasília, Marcelo Saback. Aos 50 anos, ele diz que balançou, ao estilo do “ser ou não ser”, quando o foco foi a carreira: “Saí da cidade com o intuito de ser cantor, ator, jamais pensei que seria dramaturgo. Mas a verdade é que vou conforme a valsa e, nos últimos quatro anos, tenho sido ermitão”.

Na solidão à la Próspero (da clássica A tempestade), o autor tem acumulado produtividade no cinema e na tevê. Roteiros de Divã e da comédia romântica “muito doce” S.O.S. Mulheres ao mar, a ser filmada em março, e a colaboração na próxima novela de Manoel Carlos não têm deixado Saback na comodidade de seu mais recente sucesso: o script de "De pernas pro ar 2". Ponto para os produtores, cientes do bom trânsito dele no universo feminino, afinal ele mesmo sintetiza que “Lady Macbeth é muito mais interessante do que do Macbeth (o empedernido rei da Escócia)”.

A intimidade do escritor com feminilidades dá margem para a questão: seria ele o Almodóvar do cinema brasileiro? Depois de uma sonora gargalhada, Marcelo conta que, não faz muito, lhe perguntaram: afinal, o que querem as mulheres? “Eu disse que não sei: isso é outro seriado, um outro departamento. Algo mais freudiano…”, diverte-se.

Referencia: CB

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Marchinhas de carnavais passados ainda são as músicas mais tocadas na folia de Momo


Ecad divulga ranking das músicas mais tocadas no carnaval de 2012. Segundo o órgão, a nada carnavalesca, “Ai se eu te pego”, foi a mais tocada no carnaval passado

Essa é para fazer Lamartine Babo e outros renomados compositores revirarem-se no tumulo: a new sertaneja de gosto duvidoso e coreografia idem Ai, se eu te pego, levada ao mundo pela boca do não menos meloso cantor Michel Teló, papou o posto de música mais tocada no carnaval do ano passado. A lista divulgada pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), responsável por colher e distribuir aos autores os valores referentes ao uso das músicas, contém uma composição que é o retrato fiel da cultura pernambucana: Vassourinhas. O frevo composto por 1909 ocupa a sétima posição do ranking compilado pelo órgão.

O Ecad também levantou quem lucra mais quando o assunto é pagamento de direitos autorais por músicas tocadas durante a folia momesca. O líder da lista é João Roberto Kelly, o Rei das Marchinhas, produtor musical e compositor. Na relação, dois nomes bem conhecidos do público: Carlinhos Brown e Jorge Ben Jor.

A divulgação por parte do órgão vem acompanhada do início de uma campanha para estimular o pagamento para quem criou as composições utilizadas na folia. O slogan deste ano – longo e de difícil percepção - é “Carnaval é tempo de vestir a fantasia e desfilar muita alegria. Mas para garantir a animação, você não pode esquecer o mais importante: a música”.

A cobrança do ano passado movimentou mais de R$ 12,2 milhões distribuídos para 20.894 artistas em todo o Brasil por hits aproveitados em festas fechadas, trios elétricos, bailes e blocos de rua.

Confira a relação das 10 mais, onde a 1ª. colocada é a única “forasteira” do grupo:


1 Ai, se eu te pego
2 Cabeleira do Zezé
3 Cidade Maravilhosa
4 Mamãe, eu quero
5 Maria Sapatão
6 Me dá um dinheiro aí
7 Vassourinhas
8 Mulata yê yê yê
9 Balada
10 Marcha do remador


Autores com maior rendimento no Carnaval 2012

1 João Roberto Kelly
2 Lamartine Babo
3 Braguinha
4 André Filho
5 Haroldo Lobo
6 Jorge Ben Jor
7 Manno Góes
8 Alaim Tavares
9 Carlinhos Brown
10 Cassio Sampaio

"Público", livro de Jairo Goldflus, traz retratos reveladores de 142 celebridades


No dia do fotógrafo, 08 de janeiro, Jairo Goldflus lançou o livro ‘Público’, no qual retrata 145 grandes personalidades, como o cantor Chico Buarque, o ex-jogador de futebol Pelé, a modelo Gisele Bündchen e a atriz Fernanda Montenegro

A naturalidade dura apenas cinco minutos. Depois desse tempo, só mesmo um profissional para ficar do outro lado da câmera e não largar um sorriso amarelo. Mais de duas décadas de experiência na fotografia publicitária ensinaram a Jairo Goldflus que, dentro de um estúdio, a naturalidade vale ouro. Foi com esse ingrediente precioso que ele concebeu as 142 fotografias de Público, um livro de retratos de celebridades fotografadas em estúdio de acordo com situações propostas pelo próprio Goldflus.

Regina Duarte de palhaço, Cauã Reymond de Courtney Love, Marília Gabriela de madrasta, Marcelo Tas de paraquedista, Alice Braga de Helena Bonham Carter, Nando Reis encaixotado, Gabriela Duarte aquarelada, Rita Lee com cigarro no nariz, Goldflus fez o que tinha vontade. O projeto começou em 2004, mas na época nada tinha de planejado. A cada celebridade que passava pelo estúdio, o fotógrafo pedia para roubar um retrato, rapidinho, entre uma sessão e outra. “Durante toda minha vida profissional, mais de 20 anos, fotografei para os outros. Fazia coisas para mim, mas não usava as oportunidades que tinha para fotografar para mim. Um dia falei ‘preciso fazer alguma coisa para mim, para me animar’”, conta.

Referência: CB

Segundo Paulo Coelho, a "Modéstia é a maior arrogância do ser humano"

Paulo Coelho em mais concorrida seção de autógrafos

O escritor Paulo Coelho foi recentemente entrevistado pelo programa Tas Ao Vivo. O escritor mundialmente famoso falou sobre economia brasileira, fim do mundo e a leitura no Brasil . Coelho ainda comentou uma frase sua polêmica, em que dizia ser o intelectual mais importante do Paí


A frase, dita originalmente em uma entrevista para a Playboy em 2008, foi repetida com louvor por ele. "Eu repito, você quer que eu acrescente algo? As pessoas gostam de modéstia, e a modéstia é a maior arrogância do ser humano, uma demonstração de superioridade", disparou o escritor, no mesmo tom de voz calmo que respondeu toda a entrevista.


Paulo Coelho, que não mora no Brasil, falava através do Skype co. A todo o tempo, o escritor, antenado nas redes sociais, para a entrevista para ler algum comentário ou responder a uma questão. Ele também comentou uma publicação do Twiter que deu o que falar, quando saiu em defesa determinado cantor sertanejo ("Psy faz sucesso no mundo com Gangam Style, e ganha medalha dos coreanos, ao passo que aqui alguns são trollados por brasileiros", publicou ele na rede social).


"Ninguém é profeta na sua própria terra", definiu Coelho sobre a falta de reconhecimento no Brasil, por parte de alguns artistas, de diversas áreas. Ele foi inquirido então se teria passado pelo mesmo, e o escritor negou. "Eu já fui muito mais trollado", disse ele. Apesar de exaltar o crescimento do Brasil e dizer que é preciso segurar a economia para estabilizar a situação, Paulo Coelho não parece ter o mesmo otimismo quando o assunto é literatura nacional. "O escritor brasileiro ainda escreve para outro escritor brasileiro, e não para o leitor", afirmou.


Paulo também comentou os livros mais vendidos da semana - o fenômeno Cinquenta Tons de Cinza e a biografia de Edir Macedo, Nada a Perder. "São dois grupos de leitores totalmente diferentes. Isso faz o Brasil ser o que é: um País de muitas facetas".

O renomado best seller ainda não engole o fato de ser o maior vendedor de livros do planeta e não obter o reconhecimento da crítica em seu próprio país. Grande parte do segmento literário ainda vê os seus livros como inconsistentes e escritos apenas para vender milhões de exemplares mundo afora. Falta conteúdo, na opinião dos críticos, para que ele entre no seleto mundo onde reinam Gabriel Garcia Marquez, Mario Vargas Llosa, Umberto Eco e Pablo Neruda, para ficarmos apenas no território latino-americano.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Documentário de Pedro Bial resgata a trajetória do multifacetado Jorge Mautner



Se fizermos uma enquete sobre a autoria da música “Maracatu Atômico”’, a maioria dos brasileiros responderá que o autor é Gilberto Gil, afinal foi na voz dele que a canção estourou na década de 80. Mas os compositores, na verdade, são Jorge Mautner e Nelson Jacobina

Procurando fazer algo bem mais consistente e que justifique a sua trajetória de pessoa culta e inteligente, Pedro Bial dirigiu o documentário que mostra as diversas facetas de um dos mais importantes nomes da cultura nacional. 

O filme reúne imagens raras que remontam a vida rica e cheia de reviravoltas de Jorge Mautner. Filho de um judeu austríaco com uma católica iugoslava, Mautner quase nasceu no barco que trouxe sua família da Europa Oriental, ocupada pelo governo nazista no início da década de 1940, para o Rio de Janeiro. Aos oito anos, devido à separação de seus pais, ele se muda para São Paulo, onde escreveu, com apenas 15 anos, seu primeiro e premiado livro, Deus da Chuva e da Morte. Da prisão por comportamento subversivo em São Paulo até o exílio em Londres, onde conheceu figuras como Caetano Veloso e Gilberto Gil, toda a vida do compositor é detalhada por trechos da obra e declarações de quem esteve presente em momentos fundamentais de sua história.

FICHA TÉCNICA:

Diretor: Pedro Bial, Heitor D’Alincourt
Elenco: Participações de Amora Mautner, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Jorge Mautner, José Roberto Aguilar, Maria Elisabeth Ildiko De Fiore, Maria Helena Guimarães, Nelson Jacobina, Ottaviano De Fiore, Ruth Mautner e Susanne Bial.
Produção: Canal Brasil
Roteiro: Pedro Bial, Heitor D'Alincourt
Fotografia: Gustavo Habda
Trilha Sonora: Jorge Mautner
Duração: 93 min.
Ano: 2012
País: Brasil
Gênero: Documentário
Cor: Colorido
Distribuidora: H2O Filmes

domingo, 27 de janeiro de 2013

"El héroe discreto" é o novo de romance de Mário Vargas Llosa

Vargas Llosa, maior nome da literatura peruana

Um dos maiores representantes da literatura latino-americana, Mário Vargas Llosa anuncia término de seu novo romance "El héroe discreto"
Cartagena - O escritor peruano Mario Vargas Llosa, Nobel de Literatura 2010, revelou que acaba de concluir seu novo romance, "El héroe discreto", uma trama que transcorre no Peru atual.

"Minha grande ambição é que este romance que acabo de finalizar continue vivo daqui a 50 anos como 'A cidade e os cachorros'", declarou o escritor em uma conversa com o ensaísta colombiano Carlos Granés na VIII edição do "Hay Festival" de Cartagena.

Vargas Llosa antecipou que em seu novo livro fala de experiências de sua infância nas localidades de Piura e Lima, mas que a trama é atual e se passa num "período muito positivo" de seu país.

"Temos democracia...Temos uma política de abertura, de defesa da propriedade privada, de estímulo ao investimento e à criação da riqueza através da empresa privada; tudo que, eu creio, leva a sociedade para o progresso".

O livro também fala de como ele se encontrou com a literatura, de como ele "era um peruano que sonhava em ser um escritor francês".

"Paradoxalmente, foi em Paris que comecei a me sentir latino-americano de verdade", acrescentou o escritor, que é o convidado de honra, junto à alemã-romena Herta Müller, Nobel de Literatura de 2009, do festival de literatura e artes de Cartagena.

France Press

Fruitvale e Blood Brother levam os prêmios do júri e do público, respectivamente, em ficção e documentário


Mesmo antes do final do Festival, os ganhadores já foram anunciados.Conheça os vencedores dos principais prêmios no Festival de Sundance

Los Angeles - O filme "Fruitvale", que fala de um jovem negro baleado pela polícia em San Francisco, venceu o Grande Prêmio do Júri para filme de ficção americano, a distinção máxima do Festival de Sundance, a maior vitrine para o cinema independente nos Estados Unidos.
O Festival de Sundance  termina hoje, mas os vencedores da edição 2013 foram divulgados ontem à noite. Fruitvale  levou tanto o grande prêmio do júri quanto o do público, na categoria ficção (para produções dos EUA). 

Estas são as principais categorias premiadas na noite de sábado na localidade de Park City, Utah (oeste).

- Grande Prêmio do Júri para filme de ficção americana: "Fruitvale", de Ryan Coogler.

- Grande Prêmio do Júri para documentário americano: "Blood Brother", de Steve Hoover.

- Grande Prêmio do Júri para filme de ficção estrangeiro: "Jiseul", de Muel O (Coreia do Sul)

- Grande Prêmio do Júri para documentário estrangeiro: "A River Changes Course", de Kalyanne Mam (Camboja)

- Prêmio Especial do Júri par a ficção americana: ""The Spectacular Now" (interpretação) e "Upstream Color" (som)

- Prêmio Especial do Júri para documentários americanos: "Inequality for All" e "American Promise".

- Prêmio Especial do Júri para ficção estrangeira: "Circles", de Srdan Golubovic (Sérvia)

- Prêmio Especial do Júri para documentário estraneiro: "Pussy Riot - A Punk Prayer" (anglo-russa)

France Press

sábado, 26 de janeiro de 2013

Nova Iorque que ter o seu próprio instituto tecnológico

Columbia: uma das melhores universidades do mundo, em Nova Iorque

Prefeito de Nova Iorque oferece vários incentivos para instalação de universidade de ponta. Objetivo é se tornar polo tecnológico


Forma inúmeras as noticias pouco alvissareira em termos de em empregabilidade. Apenas em Nova York, o setor financeiro perdeu mais de 40 mil empregos desde a crise de 2008. Outras indústrias fundamentais para a cidade, como a editorial e a fonográfica, a de mídia e o varejo, enfrentam um momento ruim, graças à concorrência da internet e das redes sociais.

Na contra mão desse movimento, o Vale do Silício, vizinho a São Francisco, e a região de Boston-Cambridge, que abriga o prestigiado MIT (Massachusetts Institute of Technology), vivem um boom econômico produzido por milhares de start-ups --nome dado às empresas iniciantes--, sem mencionar o auge de gigantes da tecnologia, como a Apple, o Google e o Facebook.

Em parte para se reinventar mas também para salvar suas indústrias tradicionais, a cidade decidiu que o primeiro grande passo para competir com o Vale do Silício seria criar sua própria versão do MIT: uma universidade que se direcionasse para a tecnologia, habilitada a formar os pesquisadores e a mão de obra para indústrias que talvez ainda não existam hoje. A gestação do MIT nova-iorquino começou com um concurso promovido pelo prefeito Michael Bloomberg: à universidade que apresentasse o melhor projeto, a prefeitura cederia um terreno de 45 mil metros quadrados na Roosevelt Island, vizinha a Manhattan, além de oferecer um aporte de US$ 100 milhões para gastos com infraestrutura.

Houve candidaturas de 18 propostas de quase 30 universidades de 9 países. Com a recusa do MIT de Boston em participar, Stanford se transformou na favorita --foi das salas de aula da universidade californiana que saíram os fundadores de Google, Yahoo, HP, Sun e PayPal, além de boa parte das diretorias da Apple, do Facebook e da Microsoft. Mas o consórcio entre a tradicional Universidade Cornell, de Ithaca, no Estado de Nova York, e o instituto tecnológico israelense Technion, de Haifa, ofereceu rapidez --as aulas começariam um ano antes do que previam os demais concorrentes-- e garantiu financiamento imediato para começar o novo campus, além dos US$ 100 milhões da prefeitura.

A vantagem se definiu uma semana antes da data em que Bloomberg anunciaria o vencedor, em dezembro de 2011, quando um ex-aluno de Cornell, o bilionário Charles Feeney, criador da rede Duty Free Shops, doou US$ 350 milhões à instituição. A doação, uma das maiores já feitas por um indivíduo a uma universidade no mundo, foi integralmente para o projeto. A primeira fase do campus desenhado pelo arquiteto Thom Mayne para o Cornell NYC Tech deve ser inaugurada na Roosevelt Island em 2017 --na próxima década, a nova instituição deve alcançar os números de 2.500 alunos e 300 professores. O investimento nos próximos 15 anos chegará a US$ 2 bilhões. Mas, como Nova York tem muita pressa, as aulas não vão esperar. A prefeitura e o consórcio vencedor assinaram uma parceria com o Google para criar uma sede provisória do campus em Manhattan.

A instalação temporária funcionará num edifício que ocupa um quarteirão inteiro nas proximidades do parque High Line, no bairro do Chelsea. O gigante dos mecanismos de buscas comprou o imóvel dois anos atrás, por US$ 2 bilhões, e alugou 2.500 metros quadrados de um de seus 15 andares ao consórcio, por um período de cinco anos. Os alunos, todos pós-graduandos, começam a frequentar as aulas no final deste mês --certamente sob os olhos atentos de boa parte da comunidade acadêmica internacional.

Com " Da Arte das Armadilhas" , Ana Martins Marques leva o Prêmio Alphonsus de Guimaraens

Alphonsus de Guimaraens: o poeta que empresta o nome ao premio

Depois de polemizar com obra de Drummond,Biblioteca Nacional dá prêmio a Ana Martins Marques. Morto há 25 anos, o poeta mineiro não poderia ter concorrido mas acabou ganhando


SÃO PAULO - A Fundação Biblioteca Nacional voltou atrás na decisão de conceder o Prêmio Alphonsus de Guimaraens, que corresponde à categoria poesia do Prêmio Biblioteca Nacional de Literatura, ao livro Poesia 1930-62 (Cosac Naify), de Carlos Drummond de Andrade, e premia agora a mineira Ana Martins Marques por seu livro Da Arte das Armadilhas (Companhia das Letras). A obra da poetisa já havia sido finalista do Prêmio Portugal Telecom 2012, mas perdeu para Junco, de Nuno Ramos.

A mudança é resultado da movimentação iniciada após o anúncio dos vencedores, em dezembro. Segundo o edital, apenas obras inscritas pelo autor ou por sua editora mediante assinatura do próprio autor podem concorrer. Drummond morreu há 25 anos.
Nascida em 1977 em Belo Horizonte, Ana Martins Marques é autora também de A Vida Submarina, publicado em 2009 pela Scriptum.
"Achei acertada a decisão da Biblioteca Nacional de rever o resultado da premiação de poesia (e sabemos que para uma instituição nunca é um processo fácil rever as próprias decisões). Por mais méritos que tenha a publicação de uma edição crítica de Drummond (e a edição organizada pelo Júlio Castañon Guimarães é, de fato, maravilhosa, e digna de todo reconhecimento), o propósito do prêmio claramente é premiar o autor, e não o organizador ou o editor. Para mim foi uma alegria que o meu livro tenha sido escolhido entre tantos outros", disse a poeta.
Outros sete escritores foram premiados nas demais categorias, e cada um deles ganhou R$ 12.500.
Vencedores 2012
-Prêmio Alphonsus de Guimaraens (poesia): Ana Martins Marques, por Da Arte das Armadilhas (Companhia das Letras)
-Prêmio Machado de Assis (romance): Paulo Henrique Rocha Scott, por Habitante Irreal (Alfaguara)
-Prêmio Clarice Lispector (conto):  Marcílio França Castro, por Breve Cartografia de Lugares Sem Nenhum Interesse (7Letras)
-Prêmio Sérgio Buarque de Holanda (ensaio): Cleonice Berardinelli, por Gil Vicente: Autos (Casa da Palavra)
-Prêmio Paulo Rónai (tradução): Francisco Degani, por Os Noivos (Nova Alexandria)
-Prêmio Aloísio Magalhães (projeto gráfico): Germana Gonçalves de Araújo, por Bonita Maria do Capitão (Vera Ferreira)
-Prêmio Glória Pondé (literatura infantil): Fábio Tubenchlak, por A deusa, o Herói, o Centauro e a Justa Medida (Livre Galeria)
-Prêmio Sylvia Orthof (literatura juvenil): Marco Túlio Costa, por Árvore do Medo (Formato)

fonte: estadao

 

 


O Diário de Anne Frank foi apresentado em forma de cantata, em São Paulo


Coro Luther King, na apresentacao da cantata




Catedral da Sé foi palco da cantata O Diário de Anne Frank em SP. Para celebrar o aniversário da cidade de São Paulo na última sexta-feira (25/1), o Instituto Vladimir Herzog promoveu o concerto


São Paulo – Para celebrar o aniversário da cidade de São Paulo na última sexta-feira (25/1), o Instituto Vladimir Herzog promoveu um concerto na Catedral da Sé, no centro da capital. A apresentação da cantata O Diário de Anne Frank, do compositor italiano Leopoldo Gamberini, iniciou às 17h, logo após a cerimônia inter-religiosa em homenagem à cidade, que foi conduzida pelo cardeal Dom Odilo Scherer, arcebispo metropolitano. O evento teve entrada franca e contou com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura e da Arquidiocese de São Paulo.

“Esse espetáculo, O Diário de Anne Frank, é uma cantata cênica, ou seja, há um coro de aproximadamente 100 integrantes. Além de cantar, há também uma performance artística”, disse Ivo Herzog, membro do Instituto Vladimir Herzog, em entrevista à Agência Brasil.

A cantata foi regida pelo maestro brasileiro Martinho Lutero Galati e a execução esteve a cargo do Coro Luther King, acrescido de um madrigal de solistas e da orquestra sinfônica. “É uma composição feita pelo Leopoldo Gamberini em parceria com Otto Frank, o pai de Anne Frank. É uma música clássica, erudita, mas nessa montagem introduzimos até música eletrônica. É uma coisa bastante arrojada e inovadora”, acrescentou Herzog.


Além de celebrar o aniversário da cidade, a apresentação também teve o fito de dialogar com as pessoas sobre a violência atual. “É uma bela obra, um espetáculo cultural muito forte. A história de Anne Frank [adolescente alemã de origem judaica, que morreu em 1945, aos 15 anos de idade, em um campo de concentração, vítima do holocausto] é uma história atual, de perseguição, de intolerância, de violência”, comentou Ivo, que é filho do jornalista Vladimir Herzog. O Vlado, como é conhecido o jornalista morto durante a ditadura militar é, ainda hoje, o caso mais emblemático de morte não esclarecido dos tempos da ditadura no Brasil.

A escolha da Catedral da Sé como palco da cantata não foi aleatória. “A Catedral da Sé, em si, tem um significado muito grande porque a história do meu pai não seria aquela que é se não fosse a missa de sétimo dia [que reuniu milhares de pessoas no local], que aconteceu na catedral no dia 31 de outubro de 1975. O processo de mudança do Brasil e o início do processo de redemocratização ocorre na Catedral da Sé, naquela missa de sétimo dia. A oportunidade de levar essa obra belíssima à catedral tem um significado maravilhoso”, disse.

Agencia Brasil

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O forró pode ser considerado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade

A exemplo do frevo, o forró pode ser considerado Patrimônio Cultural da Humanidade

UNE e MinC se unem para tornar forró Patrimônio Cultural da Humanidade" Vamos junto com vocês [estudantes] ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional [Iphan] levar adiante o projeto", disse a secretária da pasta

Ainda sob o calor dos festejos pelo centenário de nascimento de Luiz Gonzaga (que era do Nascimento), Estado e segmentos da sociedade juntam-se para lutar pela inclusão desta importante manifestação cultural brasileira no seleto grupo de Patrimônio Cultural da Humanidade.
 O Ministério da Cultura (MinC) apoiará a União Nacional dos Estudantes (UNE) para que o forró seja considerado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. “Vamos junto com vocês [estudantes] ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional [Iphan] levar adiante o projeto”, disse nesta quinta-feira (24/1) a secretária executiva da pasta, Jeanine Pires, durante a 8ª Bienal de Arte e Cultura da UNE.

“Fiquei muito feliz quando o frevo, esse ritmo maravilhoso entrou, nesse rol das preciosidades que temos. O forró, com toda a sua raiz e significância, tem chance de se tornar patrimônio e representar o país no mundo”, disse Jeanine. A secretária convidou os estudantes a participarem ativamente da divulgação da cultura brasileira nos grande eventos que o país sediará: a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Jeanine disse que o ministério tem como uma das prioridades a juventude e que a cultura nas universidades deve receber incentivos do MinC.

O presidente da UNE, Daniel Iliescu, disse que quando as atividades da bienal se encerrarem, a entidade se reunirá com o Iphan para encaminhar o pedido e vai acompanhar os trâmites junto à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O forró é o principal ritmo nativo do sertão nordestino. Popular em todo o Brasil, sua disseminação se deu por meio da imigração dos nordestinos para outras regiões do país. Como patrimônio imaterial da humanidade, o forró será protegido a fim de que permaneça vivo para as gerações futuras. O título é concedido pela Unesco. A lista de patrimônios culturais imateriais reúne, atualmente, 232 elementos de 86 países.

Agencia Brasil

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O singelo cafezinho pode ganhar ares de sofisticação, a depender dos ingredientes utilizados no preparo

A qualidade do café depende da seleção dos grãos

Cafezinho pode ganhar ares gourmet até mesmo quando feito em casa.A mistura com ingredientes inusitados, como o queijo, e a praticidade da versão expressa garantem a nova e saborosa faceta

As misturas e acompanhamentos dependem do gosto do cliente ou da oferta das casas especializadas. Alguns gostam de sorver o cafezinho acompanhado de uma cálice de água com gás, outros preferem uma tablete de menta e alguns outros com biscoitos finos ou sequilhos.
Puro ou misturado, o café definitivamente não corre o risco de perder lugar entre as preferências nacionais. Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que 78% dos brasileiros com mais de 10 anos o apreciam diariamente. Com tantos adeptos, é natural que a forma de fazer a bebida ganhe incrementos. O bule e o coador de pano perdem cada vez mais espaço para modernas máquinas que, com tecnologia e precisão, aliam a praticidade no preparo à possibilidade de apreciar o café de formas cada vez mais diversificadas. Chefs e amadores aproveitam a oportunidade em receitas que encantam os olhos e o paladar.

Além das máquinas com cápsulas aromatizadas, com a quantidade exata para uma xícara, há as que possibilitam fazer cafés descafeinados, com cappuccino e chocolate, por exemplo. O analista de sistemas Manuel Matos, 45 anos, aprova os cafés de máquinas. Para ele, o expresso tem aspecto mais “encorpado” e melhor sabor, já que é feito com a pressão da cafeteira. Amante de café há 15 anos, ele toma, por dia, cerca de cinco xícaras. “Acho que a pressão da máquina faz com que o café saia mais cremoso e saboroso. O sagrado é o após o almoço”, brinca. Manuel gosta tanto da bebida que fez questão de comprar duas máquinas para casa: uma para a versão expressa e outra com as cápsulas.

Fonte: CB

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Espetáculo montado pelo Curso de Teatro da UFBA, aborda livro de Jorge Amado




Mais uma vez, obra do escritor baiano Jorge Amado inspira grupo de teatro a montar peça que tem como mote uma dos seus mais célebres livros: Mar Morto 

Montagem do XXVII Curso Livre de Teatro da UFBA, com direção e adaptação de Paulo Cunha, o espetáculo é baseado no livro "Mar Morto", do escritor Jorge Amado, que conta a saga dos saveiristas que cumpriam suas obrigações à beira do cais da Bahia.

 Com o desafio de transpor para a linguagem teatral a experiência da leitura e as imagens que a obra traz, o espetáculo privilegia a figura feminina que se emancipa em meio à realidade dos trabalhadores do mar e de toda mitologia acerca de Iemanjá.

·      Teatro Martim Gonçalves - Salvador (BA)

·         71 3283-7850 | palmipf@uol.com.br
·         11/1 a 3/2, qua a dom, 20h
·         Grátis
·         Curso Livre de Teatro da UFBA

Baianos e turistas preparam-se para a LAVAGEM DA PURIFICAÇÃO EM SANTO AMARO

Caetano Veloso: presença indispensável na Lavagem de Santo Amaro


Realizada há mais de 150 anos, a Festa da Purificação reúne, todos os anos, baianos e turistas em uma linda homenagem à padroeira de Santo Amaro, Nossa Senhora da Purificação

As festas de Nossa Senhora da Purificação acontecem todos os anos de janeiro a fevereiro e têm o ponto alto na lavagem das escadarias da Igreja Matriz. Esta conta com a participação de mais de 400 baianas e é organizada pela família Velloso.
O público faz um cortejo, que movimenta Santo Amaro, indo até as escadarias da Igreja da Matriz para a lavagem.  Logo após, ocorrem shows musicais na praça, com grandes nomes da música popular brasileira, bandas locais e diversos grupos culturais de 
maculelê, capoeira e samba de roda, entre outros.

Em 2013, a lavagem é realizada no dia 27 de janeiro, com a participação das baianas. O ritual da purificação atrai turistas de diversas partes do Brasil e do Mundo. Dona Canô Veloso - uma das realizadoras da festa -, falecida em 2012 é homenageada. O evento conta também com dois palcos, um para o poeta Vinícius de Moraes e outro para Luiz Gonzaga, em homenagem ao centenário de ambos.

Programação do Evento

Palco 01 - Luiz Gonzaga

25/01
Caminhada do Unicirco com Marcos Frota
Caetano Veloso
Zezé di Camargo e Luciano
26/01
Mamonas Assassinas Cover
Geraldo Azevedo
Targino Gondim
Tribahia
27/01
Samba Chula São Brás
Chita Fina
Xula de Lá
Luiz Caldas
Nossa Juventude
28/01 
Chiclete com Banana
Frank e Alex
Odoyá
29/01
Maestro João Carlos Martins e Neojibá
Negra Cor e Toni Garrido
30/01
Baby do Brasil
Margareth Menezes
Axerife
31/01
Gilberto Gil
Tuca Fernandes
Saiddy Bamba
01/02
Padre João Carlos
Jau
Missa
02/02
Amor de Cinema
Magary
Fantasmão

Palco 02 - Vinícius de Moraes
26/01
Ulisses Castro
Boca Livre
Raimundo Sodré

27/01 
Amália Patrícia
Coisa de Pele
Reizinho
Eternamente
Dissidência
28/01
Mariana de Moraes
Roberto Mendes
29/01
Flávio Venturini
Stela Mares
30/01
Tunay e Wagner Tiso
Márcio Valverde e Lívia Milena
31/01
Chico César
J.Velloso
01/02
Ângela Ro Ro
Eduardo Alves
02/02
Marcel Fiúza
Felipe André

No primeiro dia da Bienal da UNE, em Olinda PE, Lenine é o destaque musical


*   
O evento que congrega cerca de 10 mil estudantes pernambucanos, começou nesta terça e segue até sábado, com atrações que vão desde shows musicais, passando por debates, mostras, cinema, teatro, literatura e tecnologia

Música, literatura, artes visuais, cinema, teatro, tecnologia e 10 mil estudantes circulando pelas ladeiras de Olinda e pontos chaves do Recife. A 8ª Bienal da UNE retorna a solo pernambucano, dez anos depois de visitar a terra, e fica desta terça (22), a partir 19h, a domingo. Quem quiser ter acesso, além dos shows e ações gratuitas, também a traslados (às atividades nas comunidades), oficinas e minicursos com espaços limitados, ainda pode se inscrever - no local e hora das programações - ao custo de R$ 100.

Como previsto, a homenagem deste ano vai para Luiz Gonzaga, tendo como tema A volta da asa branca. Para tanto, a abertura oficial do evento conta com o espetáculo Gonzagão: A lenda, exibido, às 19h30, no Espaço Gonzagão, em Olinda. No musical, trechos da vida do Rei do Baião são interpretados por um grupo de teatro fictício. Mais de 50 músicas, como Estrela de ouro e Ana Rosa, guiam a trama. O pernambucano João Falcão é o autor e diretor do espetáculo, muito aplaudido na abertura do Festival Recife do Teatro Nacional. Para completar a noite, mais sotaque pernambucano com show do cantor Lenine, que sobe ao palco às 21h. Completam a festa DJ Patrick Tor4 e VJ Mozart.

A ideia do festival é focar na regionalidade. Na área dedicada ao cinema, por exemplo, filmes como o premiado Eles voltam, do pernambucano Marcelo Lordello, e Febre do rato, do conterrâneo Cláudio Assis, serão exibidos. Na hora de agitar o público, a banda Baião Polinário está entre os destaques da semana. Além de shows, peças de teatro e oficinas, o festival conta com mostras estudantis, debates e aulas-espetáculo.
“Além das cinco linguagens artísticas, a gente abriu (esse ano) para a área de ciência e tecnologia e de extensão. A universidade tem esse tripé: ensino, pesquisa e extensão. Assim os alunos podem apresentar o que eles produzem na universidade. Por exemplo, tem o trabalho de uma menina do Rio que faz um jornal mensal junto a uma comunidade. Ela sai da universidade para dialogar com a sociedade e a sociedade se apropria disso em sua realidade”, conta Rafael Buda, um dos coordenadores do evento.

Fonte: jc online

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Projeto cultural apresenta no RJ seleção do teatro nordestino contemporâneo


O projeto traz à cidade sete grupos teatrais e cinco atores com trabalhos solo, oferecendo ao público carioca uma rara oportunidade de conhecer o teatro contemporâneo produzido no Nordeste

O espetáculo A Mar Aberto, da companhia teatral Coletivo Atores a Deriva, de Natal, faz quatro apresentações, de quinta-feira (24/1) a domingo (27), dentro do projeto Visões Coletivas – Nordeste Contemporâneo, que ocupa o Teatro Glauce Rocha, da Fundação Nacional de Artes (Funarte), centro do Rio, desde novembro passado.

Com encerramento em março próximo, o projeto traz à cidade sete grupos teatrais e cinco atores com trabalhos solo, oferecendo ao público carioca uma rara oportunidade de conhecer o teatro contemporâneo produzido no Nordeste do país.

Inspirada em Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, a peça do grupo potiguar, escrita e dirigida por Henrique Fontes, conta a história do experiente pescador José Hermílio, que em alto-mar se vê surpreendido pelo desejo por Júlio, um jovem companheiro de pesca.

“Assim como Hermílio em A Mar Aberto, em Grande Sertão: Veredas, o protagonista, Riobaldo, se vê apaixonado por outro homem, Diadorim, e culpa o demônio por lhe provocar o desejo”, explica o autor e diretor Henrique Fontes.

Criado em 2007, o Coletivo Atores à Deriva, atualmente com seis integrantes, se define como “um espaço aberto para participantes interessados na troca de conhecimentos em artes cênicas e cultura em geral”. Estreada em 2008, A Mar Aberto é um dos quatro espetáculos do repertório do grupo, que também promove oficinas teatrais, como O Ator Dramaturgo, que será ministrada gratuitamente durante a temporada carioca.

Em 2012, a companhia recebeu o Prêmio Myriam Muniz do Teatro Nacional, concedido pela Funarte e pelo Ministério da Cultura.

Vencedor no ano passado do edital de ocupação do Teatro Glauce Rocha, o projeto Visões Coletivas foi aberto em 1º de novembro pelo grupo pernambucano Coletivo Angu de Teatro, com o espetáculo Angu de Sangue. Outras duas peças do grupo foram apresentadas na programação: Essa febre que não passa, em dezembro; e Ópera, baseada em textos inéditos do dramaturgo Newton Moreno, neste mês de janeiro, até o último domingo (20).

Além das companhias do Recife e de Natal, a programação inclui grupos de Salvador, Fortaleza e João Pessoa. No encerramento do projeto, de 28 a 31 de março, às 19h, haverá a oficina Palavra de Ator, ministrada pelo ator e diretor francês Maurice Durozier, do Theatre Du Soleil, de Paris.

Agencia Brasil

MAM faz exposição em parceria com complexo de artes francês


 
A partir desta quarta-feira (23), o MAM (Museu de Arte de São Paulo) inaugura a exposição Circuitos Cruzados: O Centre Pompidou encontra o MAM, que traz cinco videoinstalações históricas da coleção do Centre Pompidou, famoso complexo de artes parisiense, onde há, desde 1977, museu, biblioteca e teatros. A mostra vai até o dia 31 de março


Circuitos Cruzados será inaugurada às 20h desta terça (22) - apenas na quarta para o público geral - com 50 obras de diversos artistas, como Nam June Paik, Bruce Nauman, Cildo Meireles e León Ferrari. A ideia é trazer à tona um debate sobre identidade, cidadania, geopolítica, simulação, confronto e vigilância, por meio de diferentes suportes, como videoinstalações. Além delas, a abertura exibirá intervenção do artista norte-americano Tony Oursler, na qual rostos serão projetados nas árvores do Parque Ibirapuera - dando ao público a sensação de as mesmas serem falantes.
"(A mostra) consiste numa escolha precisa de obras dos anos 1960-70 nas quais o dispositivo, o vídeo, a imagem em movimento, o som no espaço e o circuito fechado são utilizados por artistas minimalistas e conceituais", define Christine Van Assche, curadora do acervo de nova mídias do instituto francês. "Estas obras estabelecem relações com trabalhos contemporâneos da coleção do MAM, que datam dos anos 1970 até hoje, mesclando todas as áreas e suportes."

Serão cinco vídeo instalações do acervo Pompidou, cada qual formando um núcleo de obras com as quais se relacionam na exposição. Entre elas está The American Gift, de 1975, de autoria de Vito Acconci, trazendo a problemática de encontro entre culturas e da colonização e pós-colonização. 

Serviço:

Circuitos cruzados: o Centre Pompidou encontra o MAM 
Curadoria: Paula Alzugaray e Christine Van Assche
Abertura: 22 de janeiro de 2013 (terça-feira), a partir das 20h
Visitação: 23 de janeiro a 31 de março de 2013
Local: Museu de Arte Moderna de São Paulo (Grande Sala e Sala Paulo Figueiredo)
Endereço: Parque do Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portão 3)
Horários: Terça a domingo, das 10h às 17h30 (com permanência até as 18h)
Telefone: (11) 5085-1300
Site: www.mam.com.br
Ingresso: R$ 6
Sócios do MAM, crianças até 10 anos e adultos com mais de 65 anos não pagam entrada. Aos domingos, a entrada é franca para todo o público, durante todo o dia