terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Músico britânico Elton John, de 66 anos, vai se apresentar no Brasil em fevereiro próximo

Um dos maiores ídolos da música pop de todos os tempos, Elton John volta ao Brasil e se apresenta no Rio de Janeiro (19/2), Goiânia (21/2), Salvador (22/2) e Fortaleza (26/2) trazendo a turnê do álbum “The diving board”

Elton John volta ao Brasil em fevereiro de 2014 e fará shows no Rio de Janeiro (19/2), em Goiânia (21/2), Salvador (22/2) e Fortaleza (26/2), onde mostrará o seu novo trabalho “The diving board” pela primeira vez ao país.

A primeira capital a receber o astro pop é Goiânia, que será realizado no Estádio Serra Dourada, em 21 de fevereiro. As vendas da apresentação na capital goiana têm início em 2 de janeiro, pouco antes do resto dos shows, que começam a vender os ingressos em 6 de janeiro.

Em 2014, o músico decidiu passar por cidades que não receberam os shows da turnê no ano passado.”40th Anniversary of the Rocket Man” passou por São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e Brasília.

Confira as informações dos shows

Rio de Janeiro (HSBC Arena)
19 de fevereiro
Os ingressos custam entre R$ 180 e R$ 650, e podem ser comprados pelo site www.ingressorapido.com.br a partir de 6 de janeiro

Goiânia (Estádio Serra Dourada)
21 de fevereiro
Os ingressos custam entre R$ 160 e R$ 600, e podem ser comprados pelo sitewww.ticmix.com a partir de 2 de janeiro.

Salvador (Arena Fonte Nova)
22 de fevereiro
Os ingressos custam entre R$ 60 e R$ 750, e podem ser comprados pelo site www.bilheteriavirtual.com.br a partir de 6 de janeiro.

Fortaleza (Arena Castelão)
26 de fevereiro
Os ingressos custam entre R$ 100 e R$ 800, e podem ser comprados pelo site www.bilheteriavirtual.com.br a partir de 6 de janeiro.

Vestir uma peça de roupa que nunca tenha sido usada combina com o espírito de renovação do Ano Novo e trata-se de um costume universal



Contagem regressiva do dia 31 de dezembro: 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1. Feliz Ano Novo!!!! A passagem de Ano Novo é o fim de um ciclo, início de outro. É um momento sempre cheio de promessas e os rituais alimentam os sonhos e dão vida às celebrações 

As comemorações de Ano Novo variam de cultura a cultura, mas universalmente a entrada do ano é festejada mesmo em diferentes datas. O nosso calendário é originário dos romanos com a contagem dos dias, meses e anos. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado em 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1º de Abril.

No mundo inteiro o Ano Novo começa entre fogos de artifício, buzinadas, apitos e gritos de alegria. A tradição é muito antiga e, dizem, serve para espantar os maus espíritos. As pessoas reúnem-se para celebrar a festa com muitos abraços. O ano novo só se consolidou na maioria dos países há 500 anos. O tradicional Réveillon comemorado na maioria dos países na passagem do dia 31 de dezembro para o dia 1º de janeiro é relativamente recente.

O Papa Gregório XIII instituiu o 1º de Janeiro como o primeiro dia do ano, mas alguns franceses resistiram à mudança e quiseram manter a tradição. Só que as pessoas passaram a pregar partidas e ridicularizar os conservadores, enviando presentes estranhos e convites para festas que não existiam. Assim, nasceu o Dia da Mentira, que é a falsa comemoração do Ano Novo.

A primeira comemoração conhecida, ocorreu na Mesopotâmia por volta de 2.000 a. C. Na Babilônia, a festa começava na lua nova indicando o equinócio da primavera, ou seja, um dos momentos em que o Sol se aproxima da linha do Equador período em que os dias e noites tem a mesma duração. No calendário atual, isto ocorre em meados de março (mais precisamente em 19 de março, data que os espiritualistas comemoram o ano-novo esotérico).

No ocidente, a prática de comemorar o ano novo surgiu através de um decreto do governador romano Júlio César, em 46 a.C, no qual estabeleceu o dia 1º de janeiro como o dia do ano novo. A comemoração da virada de ano é chamada de réveillon. Tal nome é uma derivação do verbo francês “réveillon”, que significa “despertar”.

No Brasil, várias cidades promovem comemorações sendo uma das mais tradicionais na praia de Copacabana, Rio de Janeiro, onde milhares de pessoas se reúnem para ver uma grande queima de fogos de artifício. São Paulo, Brasília, Salvador e outras capitais também realizam grandes festas com queima de fogos e shows com grandes estrelas da música.

Outra famosa comemoração ocorre nos Estados Unidos. O principal réveillon dos americanos ocorre na cidade de Nova York. À meia-noite, uma grande maçã explode em uma das regiões mais conhecidas da cidade, espalhando bombons e balas para todos os lados.

Os australianos realizam suas comemorações em frente ao Opera Houser, Sidney, onde há uma grande queima de fogos. Na França, a principal comemoração ocorre na principal avenida de Paris, Champs-Elysées, próximo ao Arco do Triunfo.

Um das mais fortes tradições no réveillon brasileiro é o fato das pessoas usarem roupas de cor branca, hábito este proveniente da cultura africana, na qual o branco simboliza a paz.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

“Réveillon do Morro” é uma opção para quem está no Rio e quer outra opção que não seja a festa em Copacabana


 

O Bondinho Pão de Açúcar se prepara para festejar a passagem do ano promovendo a 8ª edição do “Réveillon do Morro”, com uma festa em grande estilo ao som de muito samba, MPB e soul music

Além do visual incomparável, cariocas e turistas poderão comemorar a chegada de 2014 ao som de muito samba, MPB e soul music. Para começar o ano com pé direito, a banda Soul de Quem Quiser promete fazer o público dançar a noite toda. Vozes marcantes, metais poderosos e uma base implacável marcam a performance musical desta banda, cujo espetáculo é acompanhado pela plateia, que interpreta as coreografias e canta os refrões de artistas como Jorge Ben Jor, Rita Lee, Tim Maia, James Brown, Ray Charles e outros.

Para esquentar ainda mais o clima, a bateria da Escola de Samba da Unidos da Tijuca também animará a noite com o melhor do samba carioca. As pistas de dança serão comandadas por alguns dos melhores DJs da noite carioca. Famoso por misturar MPB com hits variados e se apresentar nas principais casas noturnas do Rio de Janeiro e em eventos no exterior, o DJ Janot invade o Pão de Açúcar na virada do ano.

Os DJs João Rodrigo, residente da “Festa Modinha”, e Dodô, da “Festa Coordenadas”, “Segredo” e “Fofoca”, também animam o ano no EBG) ao som de ritmos variados que vão do pop ao rock. Serão oferecidas duas opções de ingresso para a festa: Morro da Urca PISTA e Pão de Açúcar. O ingresso “Morro da Urca” PISTA inclui buffet completo, com open bar, sobremesas, café da manhã, acesso aos shows e mesas sem lugar reservado.

Quem optar pelo ingresso “Pão de Açúcar” terá direito a buffet completo com open bar, mesas numeradas e ainda acesso ao morro Pão de Açúcar no período de 22h:30 às 01h:30 – a 396 metros de altura – com uma vista privilegiada da queima de fogos da Praia de Copacabana e diversos outros pontos da cidade do Rio de Janeiro.

Os classudos anos 70 vão ao cinema




Em ‘Trapaça’, figurino inspirado nos ícones setentistas ajuda a contar uma história de golpes e de glamour onde roupas, acessórios e até cortes de cabelo mostram a cara de uma época


Do blazer de veludo de Christian Bale (Irving Rosenfeld) ao vestido frente-única de paetês decotado de Amy Adams (Sydney Prosser), o filme American Hustle (Trapaça, que estreia no Brasil em 7 de fevereiro) é um passeio cinematográfico pela exagerada moda dos anos 70.

Ambientado em Nova York e Nova Jersey em 1978, o filme conta a história de uma dupla de vigaristas (Bale and Adams) forçados a trabalhar para um convencido agente do FBI (Bradley Cooper), determinado a desmascarar e derrubar lobistas e políticos mafiosos. Este mundo decadente do poder, do crime e de fortunas ganha vida por meio da moda ostentadora e de penteados extravagantes.

Todos os personagens se reinventam o tempo todo. E isso se percebe em suas roupas. “Eles têm ideias, viveram intensamente, correram riscos”, comenta o figurinista Michael Wilkinson sobre o estilo da década de 70 que inspirou sua criação para o filme. “Roupas eram menos estruturadas, os looks, mais fluidos. Era como se as pessoas simplesmente não se importassem.”

O australiano Wilkinson afirma que sua infância foi forjada na cultura pop americana. “Vejo este meu conhecimento da moda setentista como fruto de um projeto de pesquisa, exatamente como a gente estudaria as ruínas gregas ou uma galáxia distante”, comenta ele, que vasculhou muitas revistas Cosmopolitan, além de anúncios, filmes e programas de TV da época. “Os Bons Companheiros e Atlantic City foram particularmente filmes que me influenciaram. E Embalos de Sábado à Noite, de 1977”, comenta o figurinista. “Este último influenciou mais o estilo do personagem de Cooper. Ele é um cara do Bronx, viveu a vida segundo a lógica da moral preto-no-branco, trabalhando para o FBI, e usa um terno barato de poliéster que não lhe cai tão bem.”

No entanto, o personagem passa a ser mais fashion depois que conhece o casal de vigaristas. “Ele termina com uma camisa e um lenço de seda no pescoço, duas referências da cultura pop”, analisa Wilkinson. “E aí ele usa, no FBI, uma jaqueta de couro.”

Para compor o guarda-roupa do filme, o designer teve acesso ao acervo da gripe Halston (cujo criador, Roy Halston, era ícone fashion dos anos 70) e vestiu Adams com peças autênticas da década. “As formas do final dos anos 70, pelas mãos de estilistas como Roy, reinventaram o guarda-roupa feminino”, diz Wilkinson. “O importante era se sentir confortável em sua própria pele e caminhar com confiança.”

A propósito, o cabelo é outro fator proeminente em Trapaça. É praticamente como se fosse outro personagem da trama. Isso fez com que a hairstylist Kathrine Gordon pesquisasse em números antigos da Playboy e em anuários de escola, que serviram de inspiração.

Ela e Bale trabalharam juntos para criar o elaborado comb-over (a mecha que disfarça a careca) do personagem dele, feita com aplique de cabelos cacheados. O filme abre com uma cena que revela a construção cuidadosa da cabeleira de Rosenfeld. “Para criar o comb-over, tive a ideia de cortar o cabelo real de Bale. E aí, David (O’Russell, diretor do longa) incluiu esta cena e, então, eu ensinei Bale a fazer tudo na frente da câmera”, conta a hairstylist. “Já Adams usa penteados que remetem às festas disco, com ares de Studio 54 e dos anúncios da Breck (icônica marca de shampoo).”

Já Jennifer Lawrence, que no filme vive uma esposa infeliz, usa penteados sexies e volumosos, seja para sair ou para ficar em casa o dia todo. E Cooper arrasa com seu permanente radical. “Ele aparece usando bigodinhos em uma das cenas”, conta Wilkinson, que tem em seu currículo trabalhos como Homem de Aço, Tron e a Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2.

Fonte: estadao

sábado, 28 de dezembro de 2013

Museu de Arte do Rio: uma visão de legalidade do mercado da arte para 2014


Pelo ângulo do direito do consumidor, quem compra uma obra de arte é um consumidor final e tem o direito de ser informado a respeito do bem que está adquirindo, e da sua natureza. Se a escultura for original ou reprodução seu valor no mercado varia muitíssimo e o comprador pode estar sendo lesado, ou até … beneficiado


O mercado contemporâneo de artes experimenta fase de grande crescimento no Brasil e faz-se necessário o conhecimento das regras existentes – e daquelas faltantes – para melhor regulamentar o setor, sem interferir na sua autonomia. As esculturas, a limitação numérica dos exemplares, a legislação brasileira e estrangeira específica sobre o tema e o direito de sequência são os temas deste artigo, motivado em parte por polêmica recente envolvendo a obra de Calder .

Dois tipos de esculturas

Basicamente a história registra dois tipos de esculturas, em relação à sua reprodutibilidade. A de materiais que geralmente permitem a confecção de um só exemplar original, como mármore e madeira, e aquelas que, por se originarem de um molde, ou de um projeto, podem ser facilmente reproduzidas, como os bronzes de Rodin e Giacometti, no primeiro caso, e os móbiles de Calder, na segunda hipótese. Com relação aos “bronzes”, chama atenção a arte dos fundidores, que remonta a antiguidade e consiste na confecção e montagem do molde, no seu “recheio”, basicamente uma liga de cobre e estanho, que gera a escultura e permite a produção de exemplares, dentro de limites numéricos estipulados e de desgaste do material onde é derramado o bronze líquido.

Já as esculturas baseadas em projetos, como os móbiles de Calder, e outras que resultam da montagem de peças pré-determinadas, podem ser reproduzidas quase que infinitamente, o que aumenta a exigência de controle do número de exemplares “criados”.
Legislação brasileira

No Brasil, a lei de direito autoral em vigor (9.610/98) protege expressamente as “esculturas” (art. 7º, inc. VIII) e assim trata das obras de artes plásticas, no que diz respeito à sua autoria e proteção:

“Art. 11. Autor é a pessoa física criadora de obra literária, artística ou científica.”

“Art. 9º À cópia de obra de arte plástica feita pelo próprio autor é assegurada a mesma proteção de que goza o original.”

É razoável entender que a gravura é protegida, assim como o quadro original, e as réplicas de escultura, desde que feitas pelo próprio autor, embora a lei não faça referência a número de reproduções.

Direito de Sequência

No art. 38 dessa lei consta o chamado direito de sequência, que consiste no recebimento, pelo artista, ou por seus herdeiros, de percentual sobre as vendas sucessivas das obras de arte. A redação da lei brasileira, no entanto, torna o instituto quase inexequível:

“Art. 38. O autor tem o direito, irrenunciável e inalienável, de perceber, no mínimo, cinco por cento sobre o aumento do preço eventualmente verificável em cada revenda de obra de arte ou manuscrito, sendo originais, que [ele, autor] houver alienado.”

Parágrafo único. Caso o autor não perceba o seu direito de sequência no ato da revenda, o vendedor é considerado depositário da quantia a ele devida, salvo se a operação for realizada por leiloeiro, quando será este o depositário.”
A simples leitura do artigo gera dois blocos de questões; I (a) só o autor pode exercer esse direito, ou esse direito é transmissível aos herdeiros? (b) ele só pode ser exercido sobre as obras feitas diretamente pelo autor, ou pelas supervisionadas pelos herdeiros? (c) as esculturas reprodutíveis podem ser feitas após a morte do autor? (d) há limite de número de esculturas? (e) que critério de cálculo utilizar para a eventual incidência desse direito? e II (a) o recebimento “mínimo” é de 5%? e qual o máximo? (b) se a obra é revendida por preço inferior ao da aquisição, o autor paga a diferença? (c) na oscilação do preço da obra, qual a base para cálculo da revenda; a primeira de todas ou a mais baixa? O leiloeiro deverá ser depositário de 5% da revenda das obras; por quanto tempo guarda esse dinheiro? Se não aparecer interessado o que ele faz com o “depósito”? Devolve o dinheiro para as partes?

Parece-me que a primeira resposta é fácil; esse direito de sequência pode sim ser transmitido aos herdeiros. As demais são menos imediatas e dependem de regulamentação.

O cálculo, já se viu, é difícil, pois as variáveis “percentual mínimo” e “diferença de preço” complicam qualquer operação razoável, além de conterem incertezas para beneficiários e negociantes de obras de arte.

Mas as questões referentes a originalidade das esculturas e seus reflexos no mercado no direito de sequência, são delicadas, podendo-se destacar, desde logo; (a) como identificar e quantificar as obras feitas diretamente pelo artista, (b) aquelas reproduzidas pelo artista, sob sua responsabilidade, (c) aquelas feitas pelos herdeiros do artista, (d) a quantidade de obras produzidas e a certificação? quantas esculturas feitas pelo artista podem ser consideradas originais no Brasil? 8? menos? E mais. O droit de suíte deve vigorar em tempos de ampla divulgação do trabalho dos artistas pela mídia?

Só conheço um caso, no Brasil, de aplicação de direito de sequência, julgado pelo STJ em benefício de João Cândido Portinari, que teve uma obra transferida para o Banco do Brasil por um valor X e depois revendida pelo Banco por muito mais. A família cobrou judicialmente o recebimento desse direito e o Judiciário acolheu o pedido, mas isso se deu na vigência da lei anterior de direito autoral, de 1973.

Gustavo Martins de Almeida, advogado, especialista em direitos artísticos e autorais 




Documentário "São Silvestre" faz retrato belo e sensorial da corrida do Ano Novo



Filme de Lina Chamie é uma homenagem à cidade de São Paulo, cujas ruas servem de cenário para a competição desde 1925, ano de sua criação. A partir daquele ano, a Corrida de São Silvestre integra o calendário e a paisagem de São Paulo
A mais famosa e tradicional do Brasil e da América Latina, compõe-se de um trajeto de 15 km através da área central da cidade. No início, era disputada à noite, e terminava na virada. Para encaixá-la em sua grade, a Globo fez com que fosse disputada à tarde, para não prejudicar sua programação noturna. A cidade e o Centro, 364 dias por ano, são ocupados por carros. No 365.º, o humano tem preferência.

Um dos documentários mais bonitos e sensoriais do ano forma fielmente reproduzidos pela, Lina Chamie ("A Via Láctea") no filme “São Silvestre”, que estreia no país nesta sexta-feira, às vésperas da histórica corrida, realizada na virada do Ano Novo.

O filme não tem nada de um documentário convencional. É, acima de tudo, impressionista e uma grande homenagem à cidade de São Paulo, cujas ruas servem de cenário para a competição.

Em sua geografia, São Paulo oferece planícies e ladeiras, alívios e obstáculos para corredores do mundo todo. Nessa dinâmica urbana, Lina inscreve sua câmera que captura a beleza e opressão, o verde e o concreto, a Avenida Paulista e o centro velho, os contrastes e paradoxos, as alegrias e melancolias. Mas todos esses cenários são mera moldura para quem está nas ruas correndo.

Como num dos longas mais famosos da diretora, "A Via Láctea", São Paulo é uma personagem crucial. Mas, se naquele filme a cidade se dissolvia na mente de um homem que estava morrendo, fazendo conexões estranhas entre ruas distantes, caminhos improváveis e impossíveis, aqui é a São Paulo real, aquela que determina os itinerários em suas ruas de mão única e conversões proibidas.

Ainda assim, seja antes ou durante a corrida, São Paulo é fragmentada, impossível de ser capturada em sua totalidade. Acontece que a competição também tem esse caráter pós-moderno, por mais que acompanhemos pela televisão, por mais que vejamos mapas, simulações, imagens aéreas, é impossível dar conta do todo, temos de nos contentar com pedaços, segmentos que fazem um retrato aproximado dessa cidade tão paradoxal.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Programação do “Recife Antigo de Coração” homenageia Reginaldo Rossi neste domingo (29)



Os pernambucanos amam Reginaldo Rossi e, assim sendo, nada mais natural que a programação do próximo domingo, que atende pessoas de todas as idades e gostos, homenageie o Rei do Brega, falecido na semana passada

A décima edição do Recife Antigo de Coração traz uma programação especial, neste domingo (29). O Bairro do Recife será palco para uma grande homenagem ao Rei do Brega, o cantor e compositor Reginaldo Rossi, que morreu na última sexta-feira de falência múltipla de órgãos, em decorrência de um câncer no pulmão. A homenagem será realizada pela banda Faringes da Paixão, no Marco Zero, às 15h30, que tocará clássicos do rei.

A programação segue acontecendo simultaneamente em quatro polos, incluindo o mais novo, lançado no mês passado: o Polo Musical. É na tradicional Rua da Moeda que os artistas se apresentam a partir das 15h, com o grupo Mulheres do Samba. Às 17h, entra em cena o grupo Samba 10, original da cidade de Bonito, Interior de Pernambuco. Já às 18h30, é a vez da banda Fim de Feira mostrar sua variação de ritmos, passando pelo coco, forró, maxixe e cantigas de viola.

O projeto Dançando na Rua, que acontece na Praça do Arsenal, terá início às 16h, com previsão de seguir até às 22h. Casais de todas as idades dividirão o palco apresentando para ao público bolero, swing, tango, samba, merengue e muitos outros ritmos. Nesta edição, os bailarinos serão acompanhados pelo cantor Adilson Ramos e pela Orquestra Metais.

O Recife Antigo estará aberto para atividades culturais, de lazer e esportivas desde cedo. Às 8h, o Marco Zero se transformará numa grande academia de ginástica, ação promovida pela Academia Hi. Até às 9h30 serão realizadas aulas de alongamento e de bicicletas. Das 10h às 11h o espaço será do Balé Popular do Recife.

Em seguida, será a vez da banda Anjos, que se apresenta das 11h às 12h. Às 14h, quem se apresenta é Beto do Bandolim, que vai levar muito frevo, xote, rumba e outros estilos para o público. O Maestro Forró também está na programação se apresentando no Marco Zero, das 17h às 18h. Ainda no Marco Zero, das 9h às 12h, acontece a oficina de Bonsai. Na Avenida Rio Branco, das 12h às 17h, haverá a tradicional exposição de carros antigos.

O Grupo Anárquico Místico Carnavalesco Patusco dá continuidade aos ensaios no Recife Antigo. A partir das 18h, em frente ao prédio da Associação Comercial de Pernambuco, próximo ao Marco Zero. O Patusco está realizando seus ensaios no bairro desde o início de dezembro e esse esquenta para o Carnaval segue até o dia 9 de fevereiro, sempre aos domingos.

Os adeptos às mais diferenciadas modalidades esportivas também podem se animar. Isso porque o Recife Antigo de Coração traz atividades para todos os gostos e idades. Das 8h às 18h, estará disponível, na Rua do Bom Jesus, a tenda para aluguel de bicicletas e patins. Uma rampa de skate estará disponível na Avenida Alfredo Lisboa, das 8h às 18h.

Na Rua Dona Maria César, das 8h às 17h, estará acontecendo o Badminton. Em paralelo, das 8h às 18h, estará disponível também um espaço para quem quiser jogar Handball. O espaço para jogar Basquete de Rua estará montado na Avenida Marquês de Olinda, das 8h às 17h. Já o futebol americano estará acontecendo no Marco Zero, das 8h às 18h.

A patinação artística promovida pela equipe de Cuscuz dos Patins vai acontecer das 14h às 18h. Lá também será possível aprender um pouco sobre essa prática com auxílio de instrutores. Quem quiser praticar Tênis e Vôlei poderão aproveitar o espaço que estará montado na Avenida Marquês de Olinda, das 8h às 17h.

As atividades para o público infantil também são extensas, todas na Avenida Alfredo Lisboa. A partir das 8h, seguindo até às 18h, vai acontecer uma oficina de arte e de leitura. Simultaneamente estará acontecendo uma oficina de maquiagem infantil, promovendo pinturas nos rostos das crianças. A exposição de álbuns de figurinhas antigas será das 8h às 18h. Os pequenos também poderão jogar futebol, das 8h às 17h, acompanhados por instrutores.

O espaço também será palco para uma série de apresentações teatrais. Das 9h30 às 10h30 será a peça “João e Maria”. Das 15h às 16h, “O Patinho Feio”, e das 17h às 18h, “A Bela e a Fera”.

Outras atividades programadas para este domingo são a Ciclofaixa de Turismo e Lazer, que acontece das 7h às 16h, tendo o Marco Zero como ponto de convergência entre três rotas; Feirinha do Bom Jesus e do Prodarte, das 14h às 22h.

Publicada em 1883, “A ilha do tesouro” é lançado em HQ



A obra mais aclamada do escritor escocês Robert Louis Stevenson (1850-1894), A Ilha do Tesouro, ganha versão em quadrinhos lançada pela editora Nemo, em um trabalho de parceria entre dupla de quadrinistas italianos Manuel Pace e Carlo Rispoli

A ilha do tesouro é o segundo volume da série Clássicos da literatura em quadrinhos. Com adaptação e roteiro de Christophe Lemoine, desenhos de Jean-Marie Woehrel e cores de Patrice Duplain, o clássico de Robert Louis Stevenson ganha uma versão em HQ. O lindo livro em capa dura oferece 60 páginas, todas coloridas, e que traz ainda, no final, um completo dossiê, contextualizando o clássico com informações detalhadas sobre o autor, sua época e sua obra.

A coleção é um grande sucesso na França e na Bélgica, formada por adaptações de alguns dos principais clássicos da literatura mundial. O objetivo é oferecer um livro que encante todos os leitores e que seja direcionado também para estudantes. Aliás, este caráter pedagógico fez com que a coleção ganhasse total apoio da UNESCO.

A ilha do tesouro conta a história de quando um misterioso marinheiro morre em circunstâncias estranhas numa pousada e o jovem Jim Hawkins acaba se deparando com um baú que pertence ao homem. Dentro dele há um mapa indicando o caminho de um valioso tesouro. Mas Jim logo percebe que não é o único a saber da existência do mapa, e sua bravura e astúcia são postas à prova. 

Na companhia de Squire Trelawney e do doutor Livesey, Jim embarca no navio Hispaniola e parte para uma perigosa aventura em meio a ardilosos piratas. Esta história de traição e heroísmo é também uma alusão à passagem da infância para a idade adulta, à perda da inocência. Diante de situações assustadoras, Jim passa a conhecer seus defeitos e seus limites, mas também sua coragem. A ilha do tesouro foi um sucesso imediato quando da sua publicação, em 1883, e continua sendo uma das maiores histórias de aventura da literatura.


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Suécia desenvolve classificação indicativa para filme machista e violento



Com a iniciativa de vanguarda, o país não indica apenas se a produção tem cenas de nudez, sexo ou violência, mas também mostra se há, no longa, vida feminina inteligente

Em tempos de busca pela igualdade entre os gêneros, a Suécia lança mão de uma nova ferramenta cultural. O país desenvolveu uma classificação para filmes que mostra se a obra tem ou não aspectos de preconceito contra a mulher. Com a iniciativa de vanguarda, o país não indica apenas se a produção tem cenas de nudez, sexo ou violência, mas também mostra se há, no longa, vida feminina inteligente.

A diretora do cinema Bio Rio, na Suécia, Ellen Tejle, foi uma das primeiras a adotar a faixa indicativa, conhecida como A-rating. Em conversa com o Diversão & Arte, ela explicou a ideia e os resultados da indicação até agora. “Nosso objetivo sempre foi mostrar filmes que tenham um efeito profundo no espectador. Apesar de andarmos grandes distâncias para ter certeza que nossas histórias representem a sociedade como um todo, temos encontrado dificuldade em encontrar filmes gravados da perspectiva feminina”, justifica a especialista.

A nova classificação surge a partir do teste Bechdel — prova que diz se uma obra de ficção tem diálogos entre mulheres nos quais elas não estejam falando de um homem. Parece fácil, mas vários filmes conhecidos reprovam no experimento. Ellen diz que dos 30 filmes suecos mais populares da última década, apenas dez passaram na avaliação.

Fonte: CB

O ensaio teórico-crítico-experimental de Roberto Corrêa dos Santos





Dois livros abrem o que pode ser chamado de o terceiro momento da obra de Roberto Corrêa dos Santos: O livro fúcsia de Clarice Lispector e Luiza Neto Jorge, códigos de movimento. Momento poético-plástico-conceitual que demarca o que seu autor entende como uma literatura contemporânea

Dentro desta ótica, um comparativo entre o ensaio e a ficção, uma inseparabilidade entre o ensaio e o poema, um desguarnecimento de fronteiras entre o ensaio, a ficção e o poema, entre o gesto e o conceito, entre o conceito e a imagem e o ritmo, entre a plasticidade e a escrita, entre o risco, o rabisco, o desenho, a foto, a fotocópia e a letra, para que, de dentro de uma escrita acadêmica ou teórica, com a provocação de uma necessidade da escrita a demandar novas sintaxes, novos ritmos, novos modos de estruturação do pensamento, possa-se borrar uma tese universitária e propor uma semântica vital.
Para o autor, o efeito para ele principal, da dobra da escrita do agora ou do contemporâneo, que é o ensaio teórico-crítico-experimental ou o ensaio-teoria-crítica-romance-poesia-conceito. No ensinamento enquanto invenção e na invenção enquanto ensinamento, o que mais importa é criar uma indecidibilidade.

Neste mês, Clarice Lispector completaria 93 anos. Ucraniana de origem, veio ao Brasil com menos de um ano de idade — aqui, viveu em diversas capitais. Morreu aos 57 anos, vítima de um câncer de ovário. Depois de 36 anos, a morte da escritora não foi completamente cicatrizada. Clarice não termina nunca.

Ressurge diariamente: no papel e na tela do computador, nos estudos da academia e na cabeceira do leitor comum. Suas palavras continuam avassaladoras. A autora ganhou um livro que reúne frases e citações retiradas de suas obras ficcionais; e de seu trabalho como cronista, selecionadas pelo pesquisador Roberto Corrêa dos Santos. As palavras de Clarice Lispector revela uma romancista misteriosa, introspectiva, intensa, entregue e sentimental.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Peçamos a Deus que nos ajude a construir a Paz diariamente, exorta o Papa em mensagem Urbi et Orbi


 


Hoje ao meio dia, hora de Roma, em sua mensagem Urbi et Orbi (para a cidade e para o mundo), por ocasião do Natal, o primeiro que celebra como Papa, Francisco fez uma chamada à paz e exortou que os fiéis do mundo todo peçam a Deus o dom de poder construi-la diariamente

MENSAGEM URBI ET ORBI DO PAPA FRANCISCO

Natal do Senhor, 25 de Dezembro de 2013
«Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado» (Lc 2, 14). Queridos irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro, feliz Natal!
Faço meu o cântico dos anjos que apareceram aos pastores de Belém, na noite em que nasceu Jesus. Um cântico que une céu e terra, dirigindo ao céu o louvor e a glória e, à terra dos homens, votos de paz. Convido todos a unirem-se a este cântico: este cântico é para todo o homem e mulher que vela na noite, que tem esperança num mundo melhor, que cuida dos outros procurando humildemente cumprir o seu dever.

Glória a Deus. A primeira coisa que o Natal nos chama a fazer é isto: dar glória a Deus, porque Ele é bom, é fiel, é misericordioso. Neste dia, desejo a todos que possam reconhecer o verdadeiro rosto de Deus, o Pai que nos deu Jesus. Desejo a todos que possam sentir que Deus está perto, possam estar na sua presença, amá-Lo, adorá-Lo.
Possa cada um de nós dar glória a Deus sobretudo com a vida, com uma vida gasta por amor d’Ele e dos irmãos. Paz aos homens.

A verdadeira paz não é um equilíbrio entre forças contrárias; não é uma bela «fachada», por trás da qual há contrastes e divisões. A paz é um compromisso de todos os dias, que se realiza a partir do dom de Deus, da graça que Ele nos deu em Jesus Cristo. Vendo o Menino no presépio, pensamos nas crianças que são as vítimas mais frágeis das guerras, mas pensamos também nos idosos, nas mulheres maltratadas, nos doentes... As guerras dilaceram e ferem tantas vidas!

Muitas dilacerou, nos últimos tempos, o conflito na Síria, fomentando ódio e vingança. Continuemos a pedir ao Senhor que poupe novos sofrimentos ao amado povo sírio, e as partes em conflito ponham fim a toda a violência e assegurem o acesso à ajuda humanitária. Vimos como é poderosa a oração! E fico contente sabendo que hoje também se unem a esta nossa súplica pela paz na Síria crentes de diversas confissões religiosas. Nunca percamos a coragem da oração! A coragem de dizer: Senhor, dai a vossa paz à Síria e ao mundo inteiro. Dai paz à República Centro-Africana, frequentemente esquecida dos homens. Mas Vós, Senhor, não esqueceis ninguém e quereis levar a paz também àquela terra, dilacerada por uma espiral de violência e miséria, onde muitas pessoas estão sem casa, sem água nem comida, sem o mínimo para viver. Favorecei a concórdia no Sudão do Sul, onde as tensões atuais já provocaram diversas vítimas e ameaçam a convivência pacífica naquele jovem Estado.

Vós, ó Príncipe da Paz, convertei por todo o lado o coração dos violentos, para que deponham as armas e se empreenda o caminho do diálogo. Olhai a Nigéria, dilacerada por contínuos ataques que não poupam inocentes nem indefesos. Abençoai a Terra que escolhestes para vir ao mundo e fazei chegar a um desfecho feliz as negociações de paz entre Israelitas e Palestinianos. Curai as chagas do amado Iraque, ferido ainda frequentemente por atentados. Vós, Senhor da vida, protegei todos aqueles que são perseguidos por causa do vosso nome. Dai esperança e conforto aos deslocados e refugiados, especialmente no Corno de África e no leste da República Democrática do Congo. Fazei que os emigrantes em busca duma vida digna encontrem acolhimento e ajuda. Que nunca mais aconteçam tragédias como aquelas a que assistimos este ano, com numerosos mortos em Lampedusa.

Ó Menino de Belém, tocai o coração de todos os que estão envolvidos no tráfico de seres humanos, para que se deem conta da gravidade deste crime contra a humanidade. Voltai o vosso olhar para as inúmeras crianças que são raptadas, feridas e mortas nos conflitos armados e para quantas são transformadas em soldados, privadas da sua infância. Senhor do céu e da terra, olhai para este nosso planeta, que a ganância e a ambição dos homens exploram muitas vezes indiscriminadamente. Assisti e protegei quantos são vítimas de calamidades naturais, especialmente o querido povo filipino, gravemente atingido pelo recente tufão.

Queridos irmãos e irmãs, hoje, neste mundo, nesta humanidade, nasceu o Salvador, que é Cristo Senhor. Detenhamo-nos diante do Menino de Belém. Deixemos que o nosso coração se comova, deixemo-lo abrasar-se pela ternura de Deus; precisamos das suas carícias. Deus é grande no amor; a Ele, o louvor e a glória pelos séculos! Deus é paz: peçamos-Lhe que nos ajude a construí-la cada dia na nossa vida, nas nossas famílias, nas nossas cidades e nações, no mundo inteiro. Deixemo-nos comover pela bondade de Deus

Produtora de “12 Years a Slave “ acusada de racismo em cartazes de divulgação do filme


Depois das ocorrências no futebol onde torcidas são acusadas de racismo contra atletas negros, agora é vez do cinema. A distribuidora Lionsgate teria distribuído cartazes de divulgação do filme 12 Years a Slave com ênfase atores brancos, ainda que coadjuvantes no longa

Cartazes do filme 12 Years a Slave distribuídos na Itália serão recolhidos após acusações de racismo. Eles dão mais ênfase a Brad Pitt e Michael Fassbender, coadjuvantes, que ao protagonista Chiwetel Ejiofor.

A distribuidora Lionsgate afirma que os pôsteres não foram oficialmente aprovados e pede sua retirada dos cinemas, informa a Variety.

O filme de Steve McQueen conta a história de um escravo liberto que é sequestrado e forçado a trabalhar. O longa estreou em novembro nos EUA e já foi indicado a sete Globos de Ouro.

Mesmo com a “mea culpa” da distribuidora Lionsgate os cartazes vêm suscitando protestos de entidades ligadas à luta contra o racismo e serve de alerta para futuras divulgações do mundo do entretenimento.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Preservação da cultura nacional: "Todo mundo sabe quem é Pablo Picasso ou Salvador Dali, mas desconhece Cândido Portinari e Di Cavalcanti"


Mergulhada em temáticas nacionais, que incluem manifestações folclóricas, sobretudo nordestinas, a mostra reúne produções figurativas que apresentam intensa vivacidade a partir de contrastes e combinações, explorados pelo artista no uso das cores. "O povo nordestino é muito sofrido, mas alegre", conta Hammler

Integram a exposição 50 obras (60 cm X 60 cm), que foram produzidas nos últimos dez anos. Nos trabalhos, estão figuras como bonecos gigantes de Olinda e animais fantásticos da manifestação "Bumba Meu Boi".

Parte da exposição é dedicada às homenagens do pintor a personalidades de diferentes setores como o artista Ariano Suassuna, o arquiteto Oscar Niemeyer e a própria mulher, a advogada e filósofa Marisa Segato. "Faço casinhas e carrinhos de raspa-raspa, todos coloridos, e coloco os nomes dos homenageados", explica.

Outras iniciativas que ajudam a preservar cultura nacional

Uma série de instituições dedica-se à guarda de acervos de artistas brasileiros. Na Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, repousa um significativo número de arquivos pessoais de literatos. 

Entre eles, Clarice Lispector e Carlos Drummond de Andrade. Lá também estão coleções de interesse histórico, como a do ex-presidente Afonso Pena, que deixou importante documentação que cobre o período de 1906 a 1909.

O Instituto Moreira Salles é outro depositário de acervos. Lá estão as coleções de escritores importantes do século 20, como Otto Lara Resende e Vinicius de Moraes.

 A fotografia recebe especial atenção da entidade, que adquiriu coleções de nomes como Augusto Malta, Marc Ferrez e Alice Brill. O Instituto de Estudos Brasileiros é outra morada de tesouros sem par. Lá repousam os espólios de Mario de Andrade, Graciliano Ramos e João Guimarães Rosa. .

Coleções de Niemeyer, Leonilson e Elomar serão reunidas em sites e mostras



As criações de Vilanova Artigas, Jorge Mautner, Sérgio Rodrigues e Regina Silveira devem ser os próximos alvos de ações de organização e digitalização de acervos

Outro dado une essas coleções. Como ainda acontece com boa parte do legado de criadores brasileiros, elas não estão sob a guarda de instituições, mas das respectivas famílias, que criam institutos, fundações e sociedades de amigos para auxiliá-los nessa jornada pela preservação. 
“É a família que acaba bancando a maior parte das ações de preservação”, diz Ana Lenice Dias, presidente do Projeto Leonilson e irmã do artista. “Tentamos várias vezes doar o acervo, mas os museus só querem ficar com as obras. Não aceitam os móveis, os objetos, as coisas que ele deixou. Por isso, optamos por manter tudo conosco.”Jorge Andrade, Oscar Niemeyer, Elomar, Flavio Império, Leonilson. Em comum, o fato de serem grandes artistas. Mas não só. Em 2014, todos eles estarão mais próximos do público: seus acervos são a base de exposições, filmes e sites a serem lançados em breve. Flávio Império deve ganhar, a partir de janeiro, um site que detalha sua atuação como artista plástico, cenógrafo e arquiteto. 
Em julho, Niemeyer merece uma mostra, em São Paulo e no Rio, que revê sua trajetória e pretende revelar alguns projetos inéditos do arquiteto. Também no primeiro semestre, Leonilson será tema de um curta e de um longa metragem, ambos dirigidos por Carlos Nader.

Um malungo do sertão

A 20 quilômetros de Vitória da Conquista (BA), uma fazenda guarda um pedaço da memória da música brasileira. Na Casa dos Carneiros, Elomar concilia o cuidado dos animais com a composição de canções. E, recentemente, passou também a receber os pesquisadores que irão transformar parte da propriedade em um centro de memória aberto a visitantes e pesquisadores.
 O trabalho é conduzido por profissionais da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Além disso, também estão sendo preparadas, para 2015, uma exposição do acervo e um show do artista no Auditório Ibirapuera. “Sabíamos que Elomar estava em busca de uma instituição que o apoiasse. Então, fomos atrás dele”, conta Saron. “Ele disse que para aceitar a parceria precisava primeiro me olhar no olho. Precisamos criar um vínculo de confiança antes de começar.”

Referência: estadao




segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Museus brasileiros ainda têm baixo orçamento em relação a outros países



A quantia de US$ 1 bilhão anual anunciada pela xeque do Catar para a compra de obras de arte destinadas a museus parece uma ostentação face aos ralos números brasileiros

Entre 2011 e 2012, o aumento no orçamento do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) foi de 2,94%. Este ano, caso todos os R$ 78 milhões da dotação prevista tivessem sido utilizados, o aumento seria de 11,4% em relação a 2012. No entanto, 43% do montante do ano passado não foi executado. É um dinheiro que faz falta no caixa dos museus brasileiros. Órgão do Ministério da Cultura responsável por organizar o campo museal, o Ibram também repassa parte dessa quantia para as instituições, que contam ainda com uma série de editais, prêmios, captação por meio de leis de incentivo e uma pequena fatia do Fundo Nacional de Cultura (FNC) para equilibrar suas contas.

A quantia de US$ 1 bilhão anual anunciada pela xeque do Catar para a compra de obras de arte destinadas a museus parece uma ostentação face aos ralos números brasileiros. Implantado há cinco anos, o Ibram instituiu um Estatuto de Museus com a intenção de organizar as instituições e capacitá-las para uma melhor gestão dos recursos, mas estes ainda são mínimos num conjunto cuja maior fatia é sempre abocanhada pela música e pelas artes cênicas. Só em 2011, 24% dos recursos do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) foram para produções musicais, e 22%, para as artes cênicas.

Em novembro, a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) do MinC autorizou os museus brasileiros a captarem um total de R$ 90 milhões, quantia ainda pequena no entendimento de quem lida com o dia a dia de prêmios, editais e correrias para poder equilibrar as contas e salvar os acervos. “Num país como o Brasil, é pouco. Mas diria que também é um avanço enorme. Não sou daqueles que ficam destruindo não, acho que é um avanço muito grande, mas sei também que os museus precisam de mais dinheiro porque são anos de carência, de problemas acumulados”, diz Paulo Herkenhoff, diretor do recém-inaugurado Museu de Arte do Rio (MAR) e ex-diretor do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (MNBA). 

Fonte: CB

São inúmeras obras de grandes mestres do Renascimento presentes na exposição no CCBB Brasília




Após o sucesso em São Paulo, com mais de 317 mil visitantes em 79 dias, o CCBB Brasília recebe entre os dias 12 de Outubro a 5 de Janeiro de 2014 a exposição Mestres do Renascimento: Obras-primas italianas 

São 57 obras de um dos mais influentes movimentos artísticos da história da humanidade. A mostra inédita apresenta um panorama do florescimento cultural dos séculos XV e XVI, que, marcado pela revalorização da cultura clássica, apresentou ao mundo mestres como Rafael, Ticiano, Tintoretto, Leonardo da Vinci e Michelangelo.

São inúmeras obras de grandes mestres do Renascimento presentes na exposição, como o Cristo benedicente (Cristo abençoando), de Rafael, Morte diLucrezia (Morte de Lucrecia), de Giovanni Bazzi dito Il Sodoma, Sacra Famigliacon una santa (Sagrada Família com uma santa), de Andrea Mantegna, Annunciazione de Giovanni Bellini, dentre outras obras-primas.

A exposição, com mais de cinquenta obras-primas provenientes de importantes coleções italianas, públicas e privadas, apresenta ao público brasileiro a extraordinária riqueza da arte italiana no momento de seu apogeu, o Renascimento. As pinturas, esculturas e desenhos foram selecionadas com o intuito de mostrar aos visitantes o percurso do movimento renascentista em toda a Itália. Estão previstas obras de Rafael Sanzio, Ticiano, Sandro Botticelli, Michelangelo Buonarroti, entre outros. A curadoria é de Cristina Acidini e Alessandro Delpriori.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Capital moderníssima, cidades lindas, praias incríveis e hotéis incrivelmente baratos, fazem da Malásia um ótimo destino turístico


A Malásia é um caldeirão de raças e etnias. Tem todos os elementos que podem tornar a sua visita uma memória verdadeiramente memorável, a natureza magnífica, a adrenalina de aventura, história e cultura rica e interessante

Nenhuma viagem dessa envergadura pode prescindir de um bom planejamento e, dentro desse espírito, elencamos abaixo algumas dicas para você começar o seu plano de viagem.

Temperatura

Não é o Nordeste do Brasil, mas na Malásia faz calor o ano inteiro. De dia pode ficar bem abafado, mas de noite geralmente a temperatura fica bastante amena. Já a chuva é bem distribuída, mas o período compreendido entre março-abril e outubro-novembro, devem ser evitados.

Principais atrações turísticas

Salta aos olhos a capital super moderna, Kuala Lumpur para começar, mas existem outros lugares lindos para visitar no país, como:

- Malaca, cidade onde ainda há quem fale português;

- Taman Negra, a floresta tropical mais antiga do mundo;

- Batu Caves, um santuário hindu;

- Sipadan, em Borneu, um dos melhores pontos de mergulho do mundo;

- Langkawi, um arquipélago paradisíaco;

- Putrajaya, a cidade administrativa do país;

- Penang, uma ilha que foi declarada patrimônio histórico pela Unesco.

Opções de hospedagem

Na hora de escolher um hotel em Kuala Lumpur, recomenda-se ficar nas redondezas na Estação Central, a KL Sentral, pois lá há ligação direta com os aeroportos, metrô para a cidade toda, trem para outras partes, além de um bom comércio e restaurantes. É uma região cômoda, embora não seja o lugar mais bonito – mas não é feio, que fique bem claro.

Ao lado da estação é possível encontrar bons hotéis, como o Hilton, Le Meridien, Best Western ou o Hotel Sentral, entre outras opções, mas quem estiver disposto a gastar mais e ficar numa área nobre, a escolha recai sobre algum hotel nos arredores das torres Petronas, como o excelente Mandarin Oriental.

Companhia aérea low cost voa de/para a Malásia

A maior companhia aérea low cost do continente tem sede exatamente lá, a Air Asia, considerada a melhor do mundo no quesito voos baratos. Nela pode-se viajar por cerca de sete países do continente, os voos são bem em conta, tem opções de rotas para muitos lugares e os aviões novos em folha.

O que vestir na Malásia

A Malásia é um país que tem convivendo pacificamente muçulmanos, hinduístas e budistas. É um verdadeiro caldeirão cultural que pode ser verificado em todos as localidades do país.

O que mais se vê por lá são mulheres usando a cabeça coberta por lenços, mas nem por isso há qualquer imposição de vestuário aos turistas. O país é muito aberto e moderno, o que não significa no entanto, que você vá se vestir com roupas coladas ao corpo, provocantes ou muito curtas. Guarda roupa que prima por esse viés não é bem visto por lá.

Como se comunicar

O bom e velho inglês. Justamente por ser uma país habitado por pessoas de origens tão distintas e que falam tantos idiomas e dialetos diferentes, o inglês acabou por ser a língua que une todo mundo. Além dos seus dialetos, os nativos falam inglês fluentemente, portanto, o turista não terá muitos problemas com isso, além disso, o povo é muito solícito.

E a questão da segurança na Malásia?

Perfeita, nota 10! O país se gaba de ser muito seguro e de fato é a impressão que passa. As leis por lá são bem severas, um exemplo, é a pena de morte para o tráfico de drogas, além de penas bastante duras para crimes como roubo e latrocínio.

Compras na Malásia: vale a pena?

Sim, pois os preços são bem menores do que os praticados no Brasil. Existe uma infinidade de shoppings excelentes, como o Sungei Wang Plaza com mais de 700 lojas, o Pavillion ou o Suria KLCC Shopping Complex (na base das Torres Petronas) com lojas do naipe da Chanel, Louis Vuitton, Dior, Prada e muitas outras marcas de luxo.

Ficou tentado? A Malásia é realmente um destino bastante interessante, principalmente para quem quer sair dos roteiros que são “figurinhas carimbadas”, como os Estados Unidos e a Europa.

Boa viagem!

Retorno do quadro Mona Lisa ao Museu do Louvre completa 100 anos



O italiano Vicenzo Perugia escondeu por dois anos a pintura em seu apartamento e foi preso depois de tentar vendê-la em um antiquário na Itália e, após o roubo, a obra-prima italiana solidificou seu status como a pintura mais famosa do mundo 
Vicenzo Perugia, funcionário do museu, foi o ladrão de uma das mais valiosas obras de arte do mundo. Na noite anterior, Vicenzo escondeu-se em um armário na sala onde estavam expostas as obras da era do Renascimento e passou a noite toda lá esperando o melhor momento para furtar Mona Lisa. Pela manhã, após as empregadas da limpeza terem deixado a sala, o ladrão tirou o quadro da parede sem que notassem. 

O planejamento do roubo demorou três meses e foram precisas 26 horas para que alguém notasse a sua ausência.No dia 21 de agosto de 1911, desaparecia o quadro mais famoso do mundo: Mona Lisa ou La Gioconda, como também é conhecida. A pintura de Leonardo da Vinci estava exposta no Museu do Louvre, em Paris, em uma época em que a segurança do museu não era muito eficaz. Um quarto dos milhões de objetos expostos ficava sob proteção de apenas 150 guardas.

Mona Lisa ficou escondida no apartamento de Vicenzo Perugia, em Paris, por dois anos. Ninguém o descobriu até que ele tentou vender, na Itália, a obra de arte a Alfredo Geri por 500.000 libras. O dono do antiquário se negou a comprá-la e denunciou Vicenzo às autoridades francesas. O ex-funcionário do Museu do Louvre foi preso e condenado a um ano e 15 dias pelo roubo. O ladrão alegou que o roubo havia sido um ato de patriotismo, já que a obra, na opinião de Vicenzo, deveria pertencer à Itália.

Um dos mistérios que nunca foi desvendado é se Vicenzo levou o quadro sozinho. A obra de Leonardo Da Vinci apesar de pequena, era pesada para ser carregada por um homem só. O quadro com dimensões entre 76,8 x 58 centímetros foi emoldurado com uma talha de madeira, frequentemente usada no Renascimento.

Dezembro de 2013 marca a volta de Mona Lisa ao Museu do Louvre, onde passou a ganhar uma proteção especial. Atualmente, seu sorriso está protegido por um vidro à prova de balas além de uma parafernália eletrônica que torna a façanha de Vicenzo Perugia algo impensável para os dias de hoje.

“ Trapaça”, “12 Years a Slave” e “House of Cards” são os mais indicados para o Globo de Ouro



Entre os diretores, estão indicados o mexicano Alfonso Cuarón, por "Gravidade", Paul Greengrass, por "Capitão Phillips", Steve McQueen por "12 Years a Slave", Alexander Payne por "Nebraska" e A David O. Russell por "Trapaça"

Considerado uma das principais prévias do Oscar, o Globo de Ouro é uma das premiações mais importantes da atualidade por fazer um grande resumo do que de melhor a TV e o cinema apresentaram ao longo do ano. Entretanto, é bem verdade que a premiação organizada pela Associação de Críticos Estrangeiros de Hollywood gosta bastante de ter celebridades na cerimônia de premiação e que certas divisões entre as categorias de drama e comédia/musical são um tanto quanto estranhas.

Na lista de indicados deste ano quem saiu na frente foram 12 Years a Slave e Trapaça, ambos com sete indicações cada. Vale ressaltar que os filmes estão quase sempre em categorias diferentes na premiação, já que 12 Years a Slave foi classificado como drama e Trapaça como comédia.

Já nas categorias dedicadas à televisão, o maior destaque ficou por conta da série House of Cards e do telefilme Minha Vida com Liberasse, ambos com quatro indicações cada. A curiosidade é que House of Cards foi lançado diretamente na internet, via Neli, sem ter sido exibida na TV.

Confira abaixo os principais indicados ao Globo de Ouro 2014.

Cinema:

MELHOR FILME - DRAMA

12 Years A Slave
Gravidade
Filomena
Rush - No Limite da Emoção
Capitão Phillips

MELHOR FILME - COMÉDIA/MUSICAL

Trapaça
Ela
Inside Llewyn Davis - Balada de um Homem Comum
Nebraska
O Lobo de Wall Street

MELHOR DIRETOR

Alexander Payne (Nebraska)
David O. Russell (Trapaça)
Alfonso Cuarón (Gravidade)
Steve McQueen (12 Years a Slave)
Paul Greengrass (Capitão Phillips)

MELHOR ATOR - DRAMA

Chiwetel Ejiofor (12 Years a Slave)
Tom Hanks (Capitão Phillips)
Matthew McConaughey (Dallas Buyers Club)
Idris Elba (Mandela: Long Walk to Freedom)
Robert Redford (All is Lost)

MELHOR ATRIZ - DRAMA

Cate Blanchett (Blue Jasmine)
Sandra Bullock (Gravidade)
Judi Dench (Philomena)
Emma Thompson (Walt nos Bastidores de Mary Poppins)
Kate Winslet (Refém da Paixão)

MELHOR ATOR - COMÉDIA/MUSICAL

Christian Bale (Trapaça)
Oscar Isaac (Inside Llewyn Davis - Balada de um Homem Comum)
Leonardo DiCaprio (O Lobo de Wall Street)
Joaquin Phoenix (Ela)
Bruce Dern (Nebraska)

MELHOR ATRIZ - COMÉDIA/MUSICAL

Amy Adams (Trapaça)
Julie Delpy (Antes da Meia-noite)
Greta Gerwig (Frances Ha)
Julia Louis-Dreyfus (À Procura do Amor)
Meryl Streep (Álbum de Família)

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Daniel Brühl (Rush - No Limite da Emoção)
Michael Fassbender (12 Years a Slave)
Bradley Cooper (Trapaça)
Jared Leto (Dallas Buyers Club)
Barkhad Abdi (Capitão Phillips)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Sally Hawkins (Blue Jasmine)
Jennifer Lawrence (Trapaça)
Julia Roberts (Álbum de Família)
June Squibb (Nebraska)
Lupita Nyong'o (12 Years a Slave)

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO

Os Croods

Meu Malvado Favorito 2
Frozen - Uma Aventura Congelante

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Azul é a Cor Mais Quente (França)
A Caça (Dinamarca)
A Grande Beleza (Itália)
O Passado (Irã)
O Vento Está Chegando (Japão)

Teaser divulgado pela produtora não mostra cenas mais explícitas de The Expendables 3 e a aposta é no elenco fartamente estrelado



The Expendables 3 traz nomes que ficaram conhecidos por filmes de ação como Sylvester Stallone, Jason Statham, Terry Crews, Randy Couture, Jet Li, Wesley Snipes e Mel Gibson interpretando o vilão da sequência 

A Lionsgate disponibilizou o primeiro teaser trailer de The Expendables 3, o novo filme de ação do realizador Patrick Hughes. O terceiro capítulo da saga dos Mercenários coloca Barney Ross(Sylvester Stallone) e a força de elite contra Conrad Stonebanks (Mel Gibson), ex-companheiro de armas de Barney Ross. Para derrotar o vilão, o chefe da equipe se vê obrigado a recrutar membros mais novos. A terceira parte da saga tem estreia prevista para agosto de 2014 no Brasil.

O teaser trailer é curto e o elenco demasiado vasto para ter uma ideia inequívoca do que está guardado para o terceiro filme, não obstante, podemos esperar mais cenas de ação e a integração de estrelas míticas do cinema de ação, que fazem as delícias de várias gerações.

O elenco conta ainda com Wesley Snipes, Arnold Schwarzenegger, Kelsey Grammer, Antonio Banderas, Jason Statham, Jet Li, Dolph Lundgren, Randy Couture, Terry Crews, Kellan Lutz, Ronda Rousey, Victor Ortiz e Glen Powell. The Expendables 3 estreia a 15 de Agosto, 2014.

Para derrotar o vilão, o chefe da equipe se vê obrigado a recrutar membros mais novos. A terceira parte da saga tem estreia prevista para agosto de 2014 no Brasil.

sábado, 21 de dezembro de 2013

“O homem das multidões” foi selecionado para a mostra Panorama do Festival de Berlim

Diretores Cao Guimarães e Marcelo Gomes
O filme “O Homem das Multidões “, inspirado em um conto do escritor britânico Edgar Allan Poe, rodado em Minas Gerais e dirigido em dupla por Cao Guimarães e Marcelo Gomes, foi indicado para o Festival de Berlim 

Adaptada do conto homônimo de Edgar Allan Poe, a trama segue Juvenal (Paulo André), maquinista de metrô em Belo Horizonte, e Margô (Sílvia Lourenço), controladora do fluxo dos trens. Embora mal se falem, além dos assuntos do trabalho, são o que de mais próximo têm em termos de amizade. Então resta a Margô convidar seu único amigo, Juvenal, para ser padrinho do seu casamento, com um noivo que ela conheceu pela Internet.

Quem conhece o diretor Cao Guimarães pelos filmes de experimentação, como Andarilho, talvez chegue em O Homem das Multidões com alguma hesitação, o que seria uma pena. Por trás de suas arriscadas apostas formais, o longa que Guimarães dirige com Marcelo Gomes é basicamente um boy-meets-girl, o subgênero mais acessível do mundo.

A janela escolhida para o filme, quase quadrada, que deixa a imagem mais vertical do que horizontal, ganha uma cara de Instagram com a fotografia de filtros esmaecidos de Ivo Lopes Araújo. Ora parece que estamos enxergando os personagens por uma janela de fato, espiando suas intimidades, ora eles parecem expostos numa máquina de fazer retratos (literalmente, em certo ponto do filme) - de qualquer forma, é o desconforto da claustrofobia, das invasões de privacidade, que o filme busca de início.

Eleger como protagonistas dois "donos" do vaivém, duas pessoas que por ofício são obrigados a lidar diariamente com a transitoriedade da gente anônima, é a segunda forma, depois da opção estilística, de tornar O Homem das Multidões uma versão hipersensível do mundo de solidões em que vivemos. Um mundo em que fazer uma opção pelas máquinas e não pelas pessoas ("a máquina você formata como quer, já o ser humano é complicado, né?", diz Margô) parece muito natural e mesmo inevitável.

Essa hipersensibilidade pode passar por afetação - a câmera que se move em zigue-zague no apartamento de Juvenal, como se fosse um sistema de vigilância, talvez enerve alguns espectadores, pelo teatro "automatizado" - mas os diretores sem dúvida têm olho para identificar o que aflige hoje a vida na cidade. Quem se comove com outros boy-meets-girl urbanos, como Medianeras, tem tudo para achar em O Homem das Multidões uma alma gêmea, basta se dispor ao encontro.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Reginaldo Rossi: “só no Brasil é que existe essa história de brega e chique”.



O artista pernambucano de 70 anos Reginaldo Rossi, morreu depois de permanecer 23 dias internado no Hospital Memorial São José, na Boa Vista, no Recife, deixando órfãos uma legião de fãs que admiravam o seu jeito debochado e a sua infinita habilidades para falar das dores da traição
O cantor e compositor de inúmeras versões de sucessos internacionais nos anos 70,reformulou o conceito de brega e, com músicas e declarações, esfregou na cara da sociedade a incoerência entre a crítica e a vida real. 

Democratizou os sentimentos, uniu pobres e ricos nas emoções e na mesa do bar, universalizou a dor, o amor, o chifre e a alegria da roedeira ao pé de um garçom, definido por ele como o confessor da humanidade, personagem inspiração para o maior sucesso musical. "Quando o chifre dói, o diploma cai da parede", "Não há quem não bregue depois de três doses" e "No mundo inteiro, é romântico, mas, aqui, quem faz romantismo é brega" foram frases de uma filosofia levada adiante em mais de 300 composições gravadas ao longo da carreira.

Reginaldo Rossi entra para a história da música como uma das vozes mais românticas do país. Em mais de 50 anos de carreira, ele cantou os desencontros do sentimento humano, especialmente ilusões, fetiches, dores e desamores comuns aos relacionamentos. Contemporâneo de uma geração tachada de brega por cantar canções idolatradas pelo povo, ao lado de Odair José, Amado Batista, Wando, Agnaldo Timóteo, Fernando Mendes, entre outros, Rossi inverteu a lógica do rótulo e abriu espaço para um gênero musical marginalizado no Brasil.

Com sua indefectível cabeleira bem fora dos padrões de beleza, de inseparáveis óculos escuros, camisa sempre aberta no peito e uma voz inconfundível, Reginaldo fez sucesso incontestável para além das fronteiras do estado. Começou com o rock e o balanço da Jovem Guarda no grupo Silver Jets. Depois, em carreira solo, enveredou pelas músicas românticas. Dominou o Norte e o Nordeste. Com a canção “Garçom”, lançada em 1986, chegou ao restante do país e se consolidou como artista nacional.

A sua música não primava por letras elaboradas ou melodias carregadas de rimas e métricas, mas e daí? Ele penetrava fundo nos corações abertos ao seu estilo e uma qualidade não pode ser subtraída de Reginaldo Rossi: trilhando o caminho do seu conterrâneo Luiz Gonzaga, ele jamais abriu mão do seu estilo, e nunca migrou oportunisticamente para outros ritmos, mesmo quando as vacas já estavam tão gordas assim. Brega sim, mas autêntico e fiel ao seu público que o admirava exatamente do jeito que ele era.

Referência: diariodepernambuco

Inventário de Obras de Arte em Logradouros Públicos da Cidade de São Paulo


 Quem passa pela Praça das Guianas, nos Jardins, na Capital Paulista, pode observar uma escultura que se destaca na paisagem por suas cores e formas: o monumento a Federico Garcia Lorca (Fuentevaqueros, 1898 – Viznar, Espanha, 1936)
Exilados espanhóis, membros do Centro Cultural Garcia Lorca, resolveram homenagear o poeta morto por forças franquistas, sob acusação de ser comunista, durante a Guerra Civil Espanhola. Lorca, no entanto, não era vinculado a ideologias ou partidos políticos. Dizia-se um homem livre, sem preconceitos, que lutava contra a opressão e pelos direitos das minorias.

O escritor Paulo Duarte foi convidado a participar e colocou o Centro em contato com o escultor e arquiteto Flávio de Carvalho (Amparo da Barra Mansa, RJ, 1899 – Valinhos, SP, 1973). O projeto da escultura foi enviado à Serralheria Diana, de propriedade de espanhóis no bairro do Tatuapé, onde Flávio de Carvalho acompanhou sua execução passo a passo. Depois de pronta, a Praça das Guianas foi escolhida para a implantação.

A cerimônia de inauguração, no dia 1º de outubro de 1968, foi prestigiada pelo poeta chileno Pablo Neruda, que fez um caloroso discurso elogiando o amigo Garcia Lorca e o autor da escultura. Uma exposição na Biblioteca Mário de Andrade e um espetáculo no Theatro Municipal com a participação de Chico Buarque, Geraldo Vandré, Sérgio Cardoso e outros completaram a homenagem, com repercussão internacional.

Na madrugada de 20 de julho de 1969, uma explosão danificou a escultura. Nunca se apurou o responsável pelo ato, que, no entanto, foi atribuído ao CCC (Comando de Caça aos Comunistas). Folhetos deixados junto à obra informavam sobre a destruição do monumento ao poeta "comunista e homossexual", no dia da Revolução Cubana.

Os destroços da escultura foram levados a um depósito da Prefeitura. Em 1971, Flávio de Carvalho restaurou-a para levá-la à Bienal de Arte de São Paulo. Com muito custo e sem o apoio das autoridades responsáveis, conseguiu colocá-la do lado de fora do prédio da Bienal, no Parque Ibirapuera, onde ficou apenas dois dias. O embaixador da Espanha reclamou da presença da "escultura do comunista" e ela voltou ao depósito.

Dispostos a devolver a obra ao espaço público, alunos da Escola de Comunicações e Artes e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo falsificaram documentos e a roubaram em 1979. Durante três meses, trabalharam na sua recuperação e a depositaram no vão livre do MASP (Museu de Arte de São Paulo), estrategicamente, no dia em que o prefeito Olavo Setúbal participava de um evento no museu. Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, e o prefeito não aprovaram o ato. Dias depois, finalmente, a obra foi reimplantada na Praça das Guianas, seu local de origem.