segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Terceiro CD de Ana Cañas faz jus ao destaque conquistado entre as cantoras




Ana Cañas virou cantora quase por acaso. Anos atrás, estudante de Artes Dramáticas da USP, ela foi fazer um teste para uma peça de teatro. O espetáculo trazia na trilha sonora uma canção do repertório da cantora americana Ella Fitzgerald. Ana se apaixonou pela canção e pôs na cabeça que seria cantora

A fotografia que estampa a capa de Volta, novo disco de Ana Cañas, é um autorretrato. O gesto de pegar a máquina para se fotografar tem tudo a ver com o processo de produção deste terceiro trabalho da cantora paulista — e com o próprio disco. Ana se refugiou no sítio de um amigo, em Vargem Grande, no Rio de Janeiro, para trabalhar em canções que já tinha na gaveta, criar outras e produzir o álbum em parceria com os músicos Fabá Jimenez e Fábio Sá. Dispensou aparatos de estúdio e gravou tudo ao vivo, com direito a latido de cães, canto de pássaros e cricri de grilos ao fundo.

“Acho que foi uma busca do momento mesmo, uma coisa que fiz para que esse terceiro disco tivesse uma cara bem pessoal e íntima. É também um reflexo de estar compondo mais no violão. Isso deu vazão para que eu falasse mais de sentimentos, experiências”, explica Ana Cañas, autora de 12 das 16 faixas de Volta — três delas em parceria com Dadi (Será que você me ama?, Todas as cores e Amar amor) e uma com a mexicana Natalia Lafourcade (No quiero tus besos).

Outro toque pessoal é dado pelo fato de Volta ser o primeiro que Ana lança por selo próprio, o Guela Records. “Sempre tive liberdade na Sony (gravadora pela qual ela lançou Amor e caos e Hein?), mas para esse terceiro projeto eu queria um caminho que fosse diferente. Senti que a gente poderia ir cada um pro seu caminho. E talvez não fosse o projeto que eles pensavam num terceiro disco para mim. Estou me sentindo mais dona do meu trabalho, não só artístico e musical, mas como empresa”, conta a cantora, que entregou a distribuição do disco à Som Livre.

Referência: CB

Um comentário:

  1. A Ana Cañas é um dos grandes valores da nova MPB. Um alento no marasmo no qual mergulhou a nossa música.

    Bernadete Ramos

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