sábado, 22 de setembro de 2012

Pesquisador paraibano registra em livro a cultura do seu estado


Chico Pereira lançou 'Paraíba - Memória Cultural' nesta quinta-feira, 20, no Paço das Artes, em São Paulo. Livro mostra a arte e a cultura da terra de Ariano Suassuna e faz homenagem ao autor do “O Auto da Compadecida”



Três eventos culturais promovidos esta semana pela Universidade de São Paulo (USP) celebram a produção cultural de um dos mais efervescentes, - culturalmente falando, - estados nordestinos: a Paraíba. O mais importante escritor e dramaturgo paraibano, Ariano Suassuna, foi homenageado no Paço das Artes (Avenida da Universidade, 1), na Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira, na 17.ª Semana de Arte e Cultura, no contexto da realização de mesas de debate sobre o papel das universidades públicas na Preservação do Patrimônio Material e Imaterial do Brasil. Depois da homenagem, o autor do Auto da Compadecida participou da abertura de uma exposição de 13 artistas contemporâneos e conterrâneos dele no Centro Universitário Maria Antônia (Ceuma), que funciona na antiga sede da Faculdade de Filosofia, na Rua Maria Antônia, 294, no bairro da Consolação.

No dia 20, um desses artistas expostos, Chico Pereira, professor aposentado da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e ex-subsecretário estadual de Cultura, lançou no mesmo Paço, no câmpus da USP, seu livro Paraíba - Memória Cultural. Contratado há oito anos por uma editora de João Pessoa, a Grafset, para escrever um livro didático sobre a história da cultura paraibana, o artista, nascido em Campina Grande, encontrou em seus próprios arquivos informações e material iconográfico suficientes para produzir uma verdadeira enciclopédia sobre a produção de arte e cultura no Estado, desde a descoberta do Rio Paraíba do Norte até os dias de hoje.

Impresso com requinte pela Gráfica Santa Marta, concorrente da Grafset no setor de impressão, o livro resultou de um esforço monumental que exigiu do autor muita informação, transpiração e inspiração. Quem folheia suas 300 páginas chega a duvidar que tenha sido obra de um homem só, e não de uma diligente equipe de enciclopedistas. Os exemplares vendidos em São Paulo a R$ 100, - preço nada popular, - são os últimos da primeira edição lançada em maio em João Pessoa e Campina Grande, sinal de seu êxito comercial e de crítica e aquisição por entidades acadêmicas. Chico Pereira informou que autoridades da área cultural de outros Estados o têm procurado com a intenção de produzirem obras similares. O sucesso, as consultas para novas obras do gênero e a preparação de uma segunda edição corrigida e revisada têm impedido o autor de cumprir o acordo feito com a editora de que, publicada a enciclopédia, reuniria as mesmas informações no livro didático planejado originalmente.

Fonte: estadao

Um comentário:

  1. É a Paraiba de Augusto dos Anjos, de Elba e Zé Ramalho, de Flávio José, de Chico César e de tantos outros nobilíssimos representantes da cultura daquele estado. Orgulho de ser paraibano!

    José Curvelo
    Recife (PE)

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