domingo, 30 de setembro de 2012

Nem só de preservação e belezas naturais vive Fernando de Noronha




Tendo que importar quase todos os ingredientes, a culinária de Fernando de Noronha surpreende com a mistura de simplicidade, frescor, requinte e qualidade

Quando se fala em culinária brasileira, o que vêm à mente é o churrasco gaúcho, a moqueca baiana, os sabores exóticos do norte brasileiro e outros pratos servidos Brasil afora. Culinária de Fernando de Noronha? Como, se a ilha só produz peixe? É aí que está o segredo que surpreende os desavisados.

Quando se decola do Recife até Fernando de Noronha, a expectativa é de uma ilha dos sonhos,com água esverdeada e a certeza de que ali é um pedaço do paraíso. A gastronomia é um item com o qual o visitante certamente não têm maiores preocupações. É aí que o arquipélago embevece os turistas com uma gastronomia fresca, requintada e saborosa. Mesmo com a dificuldade para se adquirir ingredientes, já que todos vêm do continente, chefs mostram habilidade em unir o frescor de peixes como atum e cavala — que podem ser pescados na ilha — com legumes e verduras orgânicos cultivados respeitando a natureza, como é a tônica do arquipélago.
Tratando-se de um local com oferta tão generosa de frutos do mar, Fernando de Noronha tem neste segmento o carro chefe da sua culinária. Pescados na ilha, os peixes são tão frescos que, nos passeios de barcos, são servidos crus, como sashimi. O ceviche, prato peruano, é presença garantida. O Bar do Cachorro, cenário do forró que anima a ilha nas segundas,  quartas e  sextas, serve a iguaria com pouco tempero para que apenas o sabor do peixe prevaleça. Frutos do mar como lagosta, polvo, lula e camarões e também as frutas são trazidos do continente devido à falta de quantidade suficiente para abastecer os restaurantes. Já as ervas, verduras e folhas são todas cultivadas lá de forma artesanal, assim como a pesca, pois são proibidas as modalidade de arrasto, com bombas ou qualquer outra que venha por em risco a diversidade de Fernando de Noronha.


São apenas dezesseis restaurantes que disponibilizam o serviço na ilha. Treze casas oferecem serviço à la carte e três são na modalidade self-service. As opções atuais contrastam com histórias de seis anos. Naquela época, para se comer bem em casas charmosas com gastronomia interessante, era necessário desembolsar grandes quantias de dinheiro e ainda disputar espaço com os hóspedes das pousadas mais caras. Com os novos empreendimentos, já é possível fazer boas refeições sem que o preço nos lembre o Fasano ou o Copa D'orr.

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