quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Naná Vasconcelos e Hermeto Pascoal participam do Festival Internacional de Teatro de Objetos - FITO




Recife - Músicos integram a programação do festival que começou nesta sexta (14). Naná, que desde o ano passado se apresenta no evento, faz seu show "Guarda som"

Percussionista no ranking dos melhores do mundo, com mais de quatro décadas de palcos e estúdios, Naná Vasconcelos pela primeira vez se apresenta tocando guarda-roupa. Exatamente, um guarda-roupa antigo, comprado em loja de móveis usados, na Rua da Conceição, grande, sólido, em estilo art-décor: “A gente procurou bastante. Eu testava a madeira para ver a sonoridade até que encontramos que vai ser usado no show Guarda-som”, diz o mestre, sobre as apresentações durante o Festival Internacional de Teatro de Objetos (Fito), que vai até domingo, no Marco Zero. Tocar um guarda-roupa não é, obviamente, tão simples. Foi necessários verificar suas amplas possibilidades num estúdio. 
Naturalmente, poucos estúdios da Região Metropolitana do Recife têm espaço suficiente para músicos, instrumentos convencionais e um guarda-roupa de quatro portas. O Musika, no Parnamirim, coube o guarda-roupa, mais as gêmeas percussionistas Lulu e Aninha, as também gêmeas Maíra (cavaquinho), e Moema (bandolim), mais Iris (tuba), e Nilsinho (trombone).
O espetáculo Guarda-som será mostrado ao longo do Fito. Naná se apresenta ainda com o grupo paulista XPTO. Naná toca no início e no fim da programação, com exceção do sábado, quando ele faz o primeiro show e Hermeto Pascoal, o segundo. Fica a curiosidade no ar: Hermeto Pascoal, que já tocou até um bacorinho no disco Slave Mass, tirará um som algo vivo, vegetal, ou mineral? Por mais inusitado que seja, o Guarda-som é uma oportuna ao gênio do experimentalismo, o músico americano John Cage (1912- 1992), no ano do seu centenário de nascimento.
Naná: percussionista com destaque internacional
FESTIVAL - Naná e Hermeto são os âncoras musicais de um festival que mexe com a criatividade do público e desperta atenção sobre o inusitado. No Fito, tudo – de toalhas a copo, passando por retroescavadeiras e prendedor de roupas –, absolutamente tudo, vira personagens em cena.
O festival vai trazer para o Recife 12 companhias do Brasil e de fora, sob curadoria de Lina Rosa Vieira. Alguns grupos já vieram aqui, no ano passado, mas dessa vez trazem novos espetáculos. Uma boa dica, entre as 60 apresentações, é assistir às peças Assalto, Polichinelo de gavetas, Tempestade num copo d'água e Transporte excepcional. Programa para a família toda.
 
Hermeto: o mago dos sons
Fonte: JC on line

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