quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Museu do Prado coloca toda a obra de Goya na internet




Um dos grandes mestres dos séculos XIX e XX, Goya só tem El Greco e Velásquez como iguais na pintura espanhola, e Dürer e Rembrandt na gravura mundial.


Nesta segunda-feira, 17 o Museu do Prado colocou na internet à disposição do público, todo o catálogo da obra do famoso pintor Francisco de Goya, dentro de uma seção exclusiva do site da pinacoteca de Madri (www.museodelprado.es).

O museu e seu patrocinador, a Telefónica, em um comunicado, assinalaram que colocaram na rede imagens de alta qualidade e informações sobre as "mais de mil obras e sobre as 122 cartas manuscritas guardadas no Prado".

O Museu do Prado abriga a maior coleção de pinturas de Goya do mundo, abrangendo mais da metade de toda a obra conhecida do autor de La Maja Desnuda.
 
Francisco José de Goya y Lucientes nasceu em Fuendetodos, Saragoça, em 30 de março de 1746. Ainda jovem conseguiu uma bolsa na Real Academia de San Fernando em Madri.

Em 1800, no auge do prestígio, pintou seus quadros mais discutidos, "Maja desnuda" ("Mulher despida") e "Maja vestida", e o famoso "A família de Carlos IV", que é um exemplo de como introduzia traços grotescos nas figuras. Em todos o realismo ora explode em erotismo, ora detém-se na análise desapiedada dos modelos.
Goya pintou também os episódios da invasão francesa, como o "Três de maio", que representa uma cena de fuzilamento de composição insólita. "Sabá das bruxas" e "Saturno" são o ápice da carreira e manifestam uma visão sombria da realidade.
Por volta de 1819, realizou o último dos seus conjuntos e o de mais difícil abordagem, os "Disparates". Há neles um caráter crítico, em que volta o gênio sarcástico de "Os caprichos", mas os temas são genéricos e há maior liberdade de composição e de proporção das figuras.

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