domingo, 2 de setembro de 2012

Instituto Inhotim: união de arte com preservação da natureza




O município de Brumadinho (MG), reserva uma agradabilíssima surpresa a quem o visita. Trata-se do Instituto Inhotim, uma fazenda que se tornou em um grande museu de arte contemporânea ao ar livre.



 O Instituto Inhotim é uma área rural onde são cultivadas sementes e mudas de espécies raras e plantas ornamentais  e foi idealizado pelo empresário Bernardo Paz em meados da década de 1980. Em 1984, o local recebeu a visita do renomado paisagista Roberto Burle Marx, que apresentou algumas sugestões e colaborações para os jardins. Desde então, o projeto paisagístico cresceu e passou por várias modificações.


A propriedade particular foi se transformando com o tempo. Começava a nascer um grande espaço cultural, com a construção das primeiras edificações destinadas a receber obras de arte contemporânea. Ganhava vida também o rico acervo botânico, consolidado a partir de 2005 com o resgate e a introdução de coleções botânicas de diferentes partes do Brasil e com foco nas espécies nativas.

Após  fundado o Instituto Cultural Inhotim, sua função foi  definida como instituição sem fins lucrativos, destinada à conservação, exposição e produção de trabalhos contemporâneos de arte e que também desenvolve ações educativas e sociais. Em 2005, o extenso acervo cultural e ambiental abria suas portas timidamente, com pré-agendamento de visitas somente da rede escolar da região de Brumadinho e de grupos específicos.

Logo após, com estrutura completa, a obra particular chega ao grande público, com o Instituto passando a receber visitas em dias regulares, sem a necessidade de agendamento prévio. Já em 2007, reconhecendo  o compromisso com o desenvolvimento social da população de Brumadinho e seu entorno originou a criação da Diretoria de Inclusão e Cidadania, em julho deste ano.

 O número de visitantes é crescente desde a criação.  Em 2008, mais de 110 mil pessoas de diversas partes do País e do mundo já haviam visitado Inhotim. Em abril, foi reconhecido como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) pelo Governo de Minas Gerais. No ano seguinte o governo federal também reconhece o Instituto Inhotim como uma OSCIP. Neste ano, mais de 160 mil pessoas visitaram o Inhotim. Em setembro/outubro, foi realizado Nove Novos Destinos, evento para lançar nove obras permanentes que só poderiam ser construídas em um lugar como o Inhotim.

Desde 2010 o instituto conquistou o registro de jardim botânico e hoje faz parte das 46 instituições da Rede Brasileira de Jardins Botânicos. Uma de suas funções é desenvolver inovações ambientais.

“Estamos falando da oportunidade de desenvolver e transferir tecnologia para, por exemplo, propagação de espécies nativas da flora brasileira”, diz Joaquim de Araújo, diretor do Jardim Botânico Inhotim. São mais de quatro mil espécies de plantas espalhadas por uma área de 100 hectares de visitação. Muitas dessas mudas podem ser compradas no instituto.

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