sábado, 15 de setembro de 2012

Enciclopédias impressas ainda resistem no mercado brasileiro




Quem viveu a geração pré-internet sabe: em grande parte das residências brasileiras, era peça obrigatória da estante da sala, os volumes das Enciclopédias Barsa ou Delta Larousse, as mais famosas da época

Quando ainda não existia o Google, “Zé Moleza” e outros facilitadores, dúvidas em geral eram dirimidas nos compêndios das enciclopédias. Alunos e professores também as utilizavam na composição dos trabalhos escolares e planos de aula. Com seções especiais de anatomia, astronomia, atlas brasileiro e mundial, história do brasil, tabela periódica e instrumentos musicais, entre outros ramos do conhecimento, eram instrumentos imprescindíveis para a ampliação de conhecimentos.

Numa alusão contemporânea, a quarta temporada (episódio 3) do seriado americano Friends, exibiu um capítulo onde o personagem Joey é abordado por um representante de enciclopédias. Seduzido pela possibilidade de erudição, mas sem condições financeiras, adquire apenas o volume de verbetes iniciados em “V”. Desde então, mostra conhecimento falando sobre vulcões, vivisseção, vasos e Vietnã. Para quem acredita que já se foi o tempo de um desses vendedores bater à sua porta, engana-se.

Única sobrevivente entre as enciclopédias brasileiras, pelo menos em versão impressa, a Barsa mantém o tradicional estilo de vendas de porta em porta. “Não vemos necessidade de parar. Ainda tem bastante mercado, estamos indo muito bem”, destaca Sandra Cabral, gerente de marketing da empresa há mais de 20 anos. Para a coleção de papel, ela ainda calcula uma sobrevida de mais uma década. Uma surpresa neste mercado:a capital federal, - uma das mais “internertizadas” cidades brasileiras, - figura como um polo significativo de consumidores. Os brasilienses compraram cerca de 4 mil coleções ano passado, sem contabilizar as vendas para órgãos públicos. “É uma cidade que surpreendeu com as compras via internet”, completa a gerente. Pelo para a Barsa, as versões digitais ainda não sepultaram o mercado das enciclopédias impressas.

Euriques Carneiro

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