quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Toda a obra de Luiz Gonzaga será relançada em 58 CDs




No ano do seu centenário, Luiz Gonzaga terá sua discografia reeditada, em um total de 58 discos

Pela primeira vez na história, toda a discografia de Luiz Gonzaga (1912-1989) vai ser reeditada em CD. A promessa é da gravadora Sony Music, que detém o catálogo da RCA, pela qual o rei do baião lançou a maior parte de sua obra. A empresa também negocia com a EMI o licenciamento dos álbuns que o músico pernambucano produziu pela Odeon. A reedição integra a série de comemorações do centenário do compositor, celebrado em 13 de dezembro deste ano.

Com previsão de chegar às lojas em pequenos lotes a partir de setembro, o pacote soma 58 discos, que serão vendidos separadamente. Chegou-se a cogitar a edição de uma caixa com a obra completa, mas, dado o tamanho da empreitada, o produto final sairia caro demais para o consumidor. "Estamos no projeto desde o ano passado. Desses 58 álbuns, 15 nunca foram lançados em CD", contabiliza Bruno Baptista, gerente de marketing estratégico da Sony. Segundo ele, a etapa mais complexa é a restauração dos fonogramas gravados em discos de 78 rotações no período que vai de 1941 a 1960. Desse lote, ele diz, sairão 15 CDs com 16 faixas cada um..

Outra iniciativa da Sony para comemorar o centenário de nascimento de Gonzagão é a preparação de um álbum de duetos póstumos, em que artistas vivos vão interpretar sobre gravações deixadas pelo cantor --algo como o que já foi feito no Brasil com a obra de Renato Russo e, lá fora, com a do norte-americano Nat King Cole. "Recuperamos tapes [gravações] de duas polegadas e digitalizamos 20 músicas", conta Baptista. "Tudo está sendo feito com direção dos músicos Fagner e José Hamilton. Ainda estamos na fase de selecionar os nomes dos convidados."

O que o grande público admirador da obra do Rei do Baião espera, é que os convidados guardem alguma consonância com a musicalidade de Gonzaga. Já vimos inúmeras “homenagens”, - notadamente neste centenário do seu nascimento, - com pessoas absolutamente estranhas ao universo do forró, tentando interpretar os maiores sucessos do Velho Lua. Resultado: performances bizarras e apresentações caricatas que só deturpam o sentido, a melodia e a beleza da música que Gonzagão cantou e embeveceu seu público nos 50 anos de chão percorridos mundo afora.

Minha vida é andar
Por esse país
Pra ver se um dia
Descanso feliz...



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