quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O consumo de carneiro é uma ótima opção para quem não abre mão da carne no cardápio

 


Experimentamos nos últimos anos, um verdadeiro boom no consumo de carne de carneiro, com restaurantes especializados e chefs de renome aventurando-se em receitas que levam a carne ovina


Dentre as carnes vermelhas, a carne dos ovinos destaca-se por seu alto valor nutritivo, sendo rica fonte de proteínas, vitaminas do complexo B, ferro, cálcio e potássio. Possui textura macia, sabor suave e é de fácil preparo.
A demanda pela carne ovina concentra-se na de cordeiros, sendo exigido um produto com teor moderado de gordura, suficiente para garantir a maciez e sabor característico, mas não muito marcante. Tradicionalmente o mercado tem sido abastecido com animais oriundos de sistemas de criação onde atingem condições de abate, com peso vivo entre 28 e 30 kg, aos 150 a 180 dias de idade. É comum a dúvida dos menos enfronhados no assunto, sobre o que é carneiro e o que é cordeiro. Na verdade, a expressão “cordeiro”, é muito pouco usada no nordeste brasileiro, onde se define como “borrego” o animal novo, com até cerca de 10 quilos, e genericamente de “carneiro”, a partir deste patamar. Assim, no sul/sudeste do país, é chamado cordeiro o carneiro jovem, com até 8 meses, recém-desmamado ou em período de aleitamento. Quando o animal passa dessa idade é que é chamado carneiro.
No Nordeste, além do carneiro, também é largamente consumida a carne de bode, animal que, pela sua rusticidade e facilidade de adaptação, é criado em larga escala nas regiões áridas e semiáridas de todo o Nordeste. Semelhante à classificação dos carneiro, quando filhote ele é chamado de cabrito, passando à condição de bode, após o desmamamento, por volta dos 12 a 15 meses de idade.
Após décadas de tradição na criação de carneiros e bodes sem qualquer melhoria genética, vários produtores estão investindo na qualidade do rebanho, com a aquisição de reprodutores e matrizes de boa linhagem. Esta mudança está refletindo-se na qualidade do rebanho e, por consequência, no ganho dos criadores que conseguem melhor rendimento. As raças que mais se adaptam às condições do clima nordestino são “Dorper” e “Santa Inês” e, o cruzamento destas duas espécies, costumam produzir animais encorpados , resistentes e com bom ganho de peso.
Reprodutor da raça Dorper
O consumo do carneiro é muito mais difundido em razão do maior rebanho, da maior facilidade de manejo e rendimento superior, mas é fato corriqueiro no nordeste, os anúncios dos restaurantes especializados com a denominação sempre ligada ao bode: “Bode na Brasa”, “Rei do Bode”, Bode & Cia”, entre outras, mas que na verdade servem carne de carneiro. A exemplo de Porto Seguro, onde existe a “Passarela do Álcool” e Aracaju com a sua “Passarela do Caranguejo”, algumas cidades dispõem de espaços específicos para o comércio especializado na iguaria. Um dos mais famosos é o “Bodódromo”, na cidade pernambucana de Petrolina, onde cerca de duas dezenas de restaurantes servem carne de carneiro e bode, em diversas formas de preparo: no churrasco, ensopado (ou “guizado” como no linguajar pernambucano), na forma de sarapatel, buchada ou meninico, pratos que são preparados com os miúdos do animal.
Bodódromo - Petrolina (PE)

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