terça-feira, 7 de agosto de 2012

Chegando aos 70 anos, Milton Nascimento se diz muito feliz com a vida que Deus lhe deu



Um dos mais aclamados nomes do “Clube da Esquina” celebra 50 anos de carreira com shows nos quais presenteia o público, interpretando seus grandes sucessos


Neste ano, Milton Nascimento completa 70 anos de idade e 50 anos de carreira. Como as duas datas merecem comemorações, ele está em turnê com o show Milton Nascimento – 50 anos de voz nas estradas.
Estamos chegando em uma época onde uma legião de figurinhas carimbadas da MPB estão chegando aos 70 anos ou algo próximo disso. Caetano Veloso (completa hoje, 07), Gilberto Gil, Chico Buarque e Milton Nascimento estão neste rol. Setentões, mas com as respectivas carreiras a pleno vapor e no auge do reconhecimento de público e crítica. É a chamada “peneira da qualidade” selecionando quem tem valor artístico daqueles que produzem um música descartável que o tempo se encarrega de jogar para debaixo do tapete.
O carioca que muitos pensam que é mineiro e reverenciado por músicos do mundo todo, faz uma releitura dos seus grandes sucessos e se prepara para a gravação do DVD da turnê, em outubro. Nesta quarta-feira (1º), ele se encontrou com a imprensa de São Paulo para falar da apresentação que fez na cidade na sexta-feira (3), no HSBC Brasil.
O show tem a participação fixa do amigo e companheiro de Clube da Esquina Lô Borges. É desejo de Milton, convidar outros cantores para dividir o palco em algumas canções.
A turnê já passou por Belo Horizonte e Brasília, mas Milton guarda certo mistério sobre o que canta no show. “É melhor assim. Prefiro fazer surpresa e depois ouvir o público reclamando que falta essa ou aquela outra. Porque eu também reclamo muito”, diz.
Segundo ele, que tem mais de 400 composições, o repertório foi escolhido com a ajuda de seus produtores e amigos. “Cada vez que alguém dizia uma música, outra pessoa lembrava de mais uma. Dói muito decidir”, afirma Milton que diz que tentou seguir uma ordem de acontecimentos. Entre as que ficaram de fora, lamenta por “Planeta Blue”, parceria com Fernando Brant da década de 80. Indagado se “Cuitelinho” e “Cio da Terra” estão incluidas no repertório, ele desconversa: “só você indo no show para descobrir”.

Um comentário:

  1. Neste time de "setentões" ainda tem muita gente boa. Jair Rodrigues é um deles e a saudosa Nara Leão também estaria jogando neste time.
    Pena que eles não têm substitutos... a MPB está definhando pela falta de uma nova geração que dê continuidade ao trabalho desta feras.

    Arnaldo Farias

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