quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Carlos Gardel: o ídolo maior da musica argentina



Jornal Folha de São Paulo lança coleção com as mais importantes canções interpretadas por Carlos Gardel. Decorridos 75 anos da sua morte,  o cantor continua sendo uma das personalidades mais queridas de toda a Argentina

Bem ao estilo do coronelismo brasileiro, na Argentina, o tango começou como música e dança exclusiva para homens, ainda nas últimas décadas do século 19. Mas foi Carlos Gardel (1890-1935) quem ajudou a levar o ritmo visto como vulgar às classes sociais mais altas. Não foi fácil, mas a barreira foi sendo quebrada aos poucos e o tango passou a fazer parte do cotidiano portenho, mesmo daqueles que se julgam com espírito europeu, apesar dos ternos puídos e dos chapéus decadentes.
O romantismo dramático e a força poética dos versos de Carlos Gardel podem ser relembrados no terceiro volume da coleção Grandes Vozes, do jornal Folha de São Paulo, disponível nas bancas no próximo domingo, 12/8.
Inesquecíveis canções, como "El Día que me Quieras", "Mano a Mano" (já gravada por Caetano Veloso) e "Por Una Cabeza" -tema do filme "Perfume de Mulher" (1992), com Al Pacino, estão presentes na coleção.

Um pouco da história de Gardel
O maior nome da música argentina, morou grande parte de sua vida no bairro de Abasto. Teve uma infância pobre e desde cedo viveu de pequenos bicos. Seu local de nascimento é até hoje motivo de discussão: alguns sustentam que ele nasceu em Tacuarembó, no Uruguai, outros dizem que foi em Toulouse, na França, mas muitos argentinos asseguram que ele é um legítimo conterrâneo de Perón.
Gardel começou a cantar aos 17 anos e, em 1911, formou uma dupla com o cantor uruguaio José Razzano, quem o transformou no fenômeno musical daquela década. O reconhecimento veio em 1917, ao gravar seu primeiro tango, "Mi Noche Triste". A partir dos anos 1930, Gardel deu ao ritmo dramático e poético do tango uma escala internacional. Acompanhado pelos melhores violonistas da Argentina à época, ele saiu em uma turnê que percorreu a América do Sul, os Estados Unidos e a Europa.
A morte trágica o alcançou no dia 24 de junho de 1935, em um desastre aéreo, no auge da carreira e da fama, em Medellín, Colômbia. O mito de Gardel atravessou vigorosamente todo o século 20. Hoje representa um ícone da música latina e continua sendo uma das personalidades mais queridas de toda a Argentina. Seus seguidores costumam dizer que ele "canta cada dia melhor". Os visitantes de Buenos Aires deparam-se a todo instante com inúmeras referências ao ídolo portenho, na forma de estátuas, nomes de ruas e imagens as mais diversas espalhadas por bares e restaurantes da capital portenha.
Bem ao estilo do coronelismo brasileiro, na Argentina, o tango começou como música e dança exclusiva para homens, ainda nas últimas décadas do século 19. Mas foi Carlos Gardel (1890-1935) quem ajudou a levar o ritmo visto como vulgar às classes sociais mais altas. Não foi fácil, mas a barreira foi sendo quebrada aos poucos e o tango passou a fazer parte do cotidiano portenho, mesmo daqueles que se julgam com espírito europeu, apesar dos ternos puídos e dos chapéus decadentes.
O romantismo dramático e a força poética dos versos de Carlos Gardel podem ser relembrados no terceiro volume da coleção Grandes Vozes, do jornal Folha de São Paulo, disponível nas bancas no próximo domingo, 12/8.
Inesquecíveis canções, como "El Día que me Quieras", "Mano a Mano" (já gravada por Caetano Veloso) e "Por Una Cabeza" -tema do filme "Perfume de Mulher" (1992), com Al Pacino, estão presentes na coleção.
Um pouco da história de Gardel
o maior nome da música argentina, morou grande parte de sua vida no bairro de Abasto. Teve uma infância pobre e desde cedo viveu de pequenos bicos. Seu local de nascimento é até hoje motivo de discussão: alguns sustentam que ele nasceu em Tacuarembó, no Uruguai, outros dizem que foi em Toulouse, na França, mas muitos argentinos asseguram que ele é um legítimo conterrâneo de Perón.
Gardel começou a cantar aos 17 anos e, em 1911, formou uma dupla com o cantor uruguaio José Razzano, quem o transformou no fenômeno musical daquela década. O reconhecimento veio em 1917, ao gravar seu primeiro tango, "Mi Noche Triste". A partir dos anos 1930, Gardel deu ao ritmo dramático e poético do tango uma escala internacional. Acompanhado pelos melhores violonistas da Argentina à época, ele saiu em uma turnê que percorreu a América do Sul, os Estados Unidos e a Europa.
A morte trágica o alcançou no dia 24 de junho de 1935, na forma de um desastre aéreo, no auge da carreira e da fama, em Medellín, Colômbia. O mito de Gardel atravessou vigorosamente todo o século 20. Hoje representa um ícone da música latina e continua sendo uma das personalidades mais queridas de toda a Argentina.. Os visitantes que andam por Buenos Aires deparam-se a todo instante com inúmeras referências ao ídolo portenho, na forma de estátuas, nomes de ruas e imagens as mais diversas espalhadas por bares e restaurantes da capital portenha. Seus seguidores costumam dizer que ele "canta cada dia melhor"

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