quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Caminhando para os 50 anos de história, o MPB4 lança novo álbum composto de boleros clássicos, com versões em português


Caetano Veloso, Paulo César Pinheiro, Abel Silva e Fernando Brandt são alguns dos monstros sagrados que foram convocados para versar para o português, boleros clássicos que vão compor o novo álbum do MPB4


O caldeirão em que estão mergulhados os vários ritmos da nossa música , fez com que a sigla que dá nome ao MPB4 tenha ficado algo obsoleta na música brasileira. Nas últimas décadas, ela se tornou tão genérica que pode abarcar quaisquer artistas que não caibam em outras prateleiras mais específicas e até nomes que querem fugir de outros rótulos, a exemplo do “brega”. Quando apareceu, contudo, buscava afirmar as raízes das tradições nacionais. Mas o quarteto vocal de Niterói (RJ), criado bem nessa época, começo dos anos 1960, nunca fez das três letras uma bandeira, e soube se reinventar com o passar dos tempos.

Prova disso é que, beirando os 50 anos de carreira, os músicos resolveram enveredar pelo bolero. Para isso, Miltinho, Aquiles Reis e Magro Waghabi (integrantes originais) e Dalmo Medeiros (no grupo desde 2004) encomendaram a letristas brasileiros versões em português de canções clássicas do gênero, na maioria cubanas e mexicanas. O resultado pode ser conferido em Contigo aprendi, disco colocado este mês nas lojas pela Biscoito Fino.

Nomes de peso como Caetano Veloso, Paulo César Pinheiro, Abel Silva, Fernando Brant, Vitor Ramil e Hermínio Bello de Carvalho, entre outros, além do próprio Miltinho, transpuseram para o português boleros que já estavam impregnados na memória afetiva do país, como Tu me acostumbraste, Solamente una vez, Quizás, quizás, quizás, La barca, Contigo en la distancia, Sabrá Dios e Contigo aprendi. “Era um desejo antigo do MPB4, mas sempre esbarrávamos em algum obstáculo e íamos adiando”, contou Miltinho em recente entrevista. “Cantar boleros sempre foi um coisa que nos atraiu muito. Realizado esse desejo, creio que, por enquanto, não há perspectiva de cantarmos outros gêneros”, adianta Aquiles. Com capacidade de interpretação sobra nos componentes do grupo e as letras foram encomendadas a craques como os acima citados, certamente teremos mais um trabalho de qualidade à nossa disposição.
 

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