sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A França reverencia Pablo Picasso




Arredio por natureza, convencer Picasso a se deixar fotografar já não era tarefa fácil. Fazer com que ele concordasse em ser o alvo de um documentário então, soava como impensável para Clouzot

Não era propriamente uma arena, mas tal qual um matador enfrentando um touro, o artista aproxima-se do seu cavalete. Pablo Picasso, o mais influente artista do século XX, está fazendo arte, e Henri-Georges Clouzot, o famoso cineasta francês (As Diabólicas, O Salário do Medo), está fazendo um filme. Em 1995, Clouzot conseguiu convencer seu amigo Picasso a fazer um documentário de arte, onde ele registraria o momento da sua misteriosa criatividade.
 
Ali, na intimidade do seu estúdio, sem camisa e desprovido de pompa, o artista mostrou o seu lado intimista sem a aura de renomado pintor. Para o filme, o mestre criou 20 telas. Usando tinta e papel especial, Picasso cria fantásticos desenhos, e Clouzot filma o lado oposto da tela, capturando sua criação em tempo real. Quando o artista pintou em óleo, Clouzot, mudou a cor do filme e usou a técnica de animação em stop-motion. Por decisão de Picasso, todas as telas pintadas foram destruídas quando o filme foi finalizado. O governo francês decretou, em 1984, este documentário como um tesouro nacional, preservando-o para que futuras gerações possam admirar o grande mestre em pleno labor criativo.

 


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