domingo, 12 de agosto de 2012

22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo: maior evento do gênero da América Latina




22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo foi dedicada aos editores, livreiros, distribuidores e representantes, primando pela transparência na organização

A  mostra, que é o maior evento do gênero na América Latina e terceiro do mundo, somente se viabilizou nessa dimensão graças à união do setor editorial. Elogiável, sob todos os aspectos, o firme propósito de realizar algo compatível com o significado e dimensão de um mercado decisivo para a inclusão do Brasil na sociedade do conhecimento.

Diferente que do que foi afirmado no texto "Bienal do Livro: a conta não fecha", de Raul Wassermann (último domingo, dia 5), a organização do evento, feita com absoluta transparência, foi plenamente aberta aos editores, livreiros, distribuidores e representantes da venda porta a porta. Os que se apresentaram foram muito bem-vindos na comissão encarregada de pensar o evento deste ano, na qual todas as sugestões foram analisadas.

Alguns poucos, numa atitude anacrônica, preferiram omitir-se ante o chamado democrático da participação, para depois criticarem publicamente seu modelo, com informações parciais e manipuladas. A verdade com relação ao custo do metro quadrado dos espaços nesta Bienal é que, nos últimos quatro anos, a variação acumulada foi de 15,2%. Trata-se de índice baixo, em especial se considerarmos que os valores estavam defasados por conta da crise internacional de 2008.

O mais importante foi a excelente resposta do mercado. A presença de expositores cresceu 37% em relação a 2010 e sua representação internacional dobrou: passou de 67 para 134 expositores este ano. Ressalte-se a programação cultural, a presença de autores nacionais e internacionais consensualmente convidados com as editoras e o trabalho voluntário de numerosos intelectuais. Todos envolvidos e mediando os debates e painéis, tornam o evento muito atrativo ao público, incentivam a leitura e convidam os visitantes à interação permanente com o livro, que ocorre cotidianamente nas livrarias.

A 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo obteve recursos da Lei Rouanet. Do total autorizado, foram captados R$ 2,1 milhões. Com esse recurso, além do custeio do evento, realizaram-se numerosas melhorias, principalmente pensando no conforto do público, objetivando uma experiência diferenciada com o mundo dos livros.
Digno de registro, o aumento da quantidade de ônibus gratuitos entre as estações de metrô e o parque Anhembi, que saltou de 20 para 50. Também foi duplicado o número de bilheterias, ampliadas e qualificadas a programação cultural e expandida a praça de alimentação, um dos gargalos do evento em outras edições.

Graças às sugestões de todos os que participaram da comissão da bienal, buscamos corrigir e melhorar a estrutura. Os estandes não são luxuosos, mas bonitos e lúdicos, como convém ao universo mágico da leitura. Essas são as informações transparentes e objetivas sobre a 22ª Bienal Internacional do Livro. Se no passado, conforme se confessou publicamente, manipularam-se dados, é importante que se saiba que esta não é a prática da atual gestão da CBL, nem de tantas outras administrações da instituição. Por isso, o evento é uma vitória do livro e de todos os que lutam para converter o Brasil em um país de leitores.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publicado após análise.
Obrigado!