segunda-feira, 16 de julho de 2012

" Sinais dos Tempos": o novo trabalho Zé Ramalho, só com músicas inéditas

SINAIS DOS TEMPOS


Fazendo o balanço do tempo e mesclando passado e presente, Zé Ramalho volta aos discos com o álbum “Sinais dos Tempos”

Desde "Avôhai", quando o nome artístico ainda era "Zé Ramalho da Paraíba", lá no final da década de 70, o cantor paraibano de Brejo da Cruz, vem marcando sua presença na música popular brasileira, emplacando outros sucessos como "Admirável Gado Novo", "A Terceira Lâmina", entre outros. Zé Ramalho acaba de lançar um novo trabalho, composto de 12 músicas inéditas, onde ele inaugura o selo AVOHAI MUSIC.

“O tempo não para no porto, não apita na curva, não espera ninguém.” Zé Ramalho recorre ao verso de uma música de Reginaldo Bessa, compositor que conheceu em 1975, em São Paulo, no Festival Abertura, da Rede Globo, para descrever como se relaciona com o tempo. Mas, em seu novo álbum — não por acaso chamado “Sinais dos Tempos” —, há muitas outras pistas que ajudam a entender como o cantor e compositor paraibano encara o passar dos anos.

“Tenho memórias que guardo e faço delas uma base do que sou hoje. De todos os caminhos que percorri desde 1978, quando lancei meu primeiro disco, ficaram várias memórias guardadas, as quais visito quando necessário”, afirma Zé. O artista reforça assim o que diz logo na primeira faixa, Indo com o tempo: “O tempo vai passando e com ele eu vou (…) Não deixo para trás nada do que sou”.

Em diferentes momentos, passado e presente se tocam no disco de Zé Ramalho. A exemplo da música "A noite branca", que remete a "A noite preta", faixa do primoroso disco de estreia dele, Zé Ramalho. Qual a relação entre uma e outra? “A levada agalopada e o tema que equilibra a letra pesada fantasmagórica de A noite preta. A noite branca é uma leve insinuação a uma viagem lisérgica. Divertida e com final feliz”, descreve.

 A exemplo dos seus contemporâneos nordestinos como Geraldo Azevedo, Alceu Valença e Belchior, a maioria das músicas dos shows, são composições de 20, 30 anos atrás. Com "Sinais dos Tempos", Zé Ramalho espera reverter esta tendência.

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