domingo, 8 de julho de 2012

Roger Federer: o cidadão por trás do super campeão


Federer, com Andy Murray, após ganhar seu sétimo troféu em Londres

Roger Federer, o maior jogador de tênis de todos os tempos, ganha pela sétima vez em Wimbledon e volta a ser primeiro do mundo.

Há cerca de três meses, li “A Biografia de Roger Federer”, escrito por  René Stauffer, onde tive a oportunidade de conhecer todas as grandes façanhas do suíço nas quadras, mas muito mais que isso, a grandiosa pessoa humana que ele é. Naqueles dias, estava estreando o blog Artecultural e fiquei tentado a escrever sobre a obra de Stauffer e a trajetória vitoriosa de Federer, mas fiquei a protelar como que esperando uma grande conquista dele.
A biografia do ídolo maior do tênis

E ela veio neste domingo, 08.07, quando ele levantou o troféu de Wimbledon, igualando-se a dois outros lendários tenistas, Pete Sampras e William Renshaw. O Torneio de tênis de Wimbledon é o mais antigo torneio de tênis do mundo, e é considerado como o de maior prestígio. Foi criado em 1877, quando o All England Lawn Tennis and Croquet Club organizou a primeira competição da história do tênis, com 22 participantes. Na final de 2012, Federer bateu o tenista local, Andy Murray, por 3 sets a 1 e, com o resultado, voltou a ser o tenista número 1 do mundo. Assim, ele igualará o recorde de Pete Sampras com 286 semanas como primeiro colocado no ranking e, como não poderá ser alcançado até as Olimpíadas de Londres, quebrará mais esta marca, dentre tantas outras que ele já detonou nos últimos dez anos.

Deixando um pouco de lado o atleta multicampeão, sobejamente laureado nos quatro cantos do planeta, falaremos um pouco sobre o cidadão Roger Federer. O tenista fundou e mantêm a Fundação Roger Federer, que foi criada em dezembro de 2003 com dois objetivos: apoiar projetos para melhoria da condição de vida de crianças carentes e promover o esporte entre a juventude. Como tem raízes na África do Sul, - sua mãe, Lynette Federer, é natural daquele país, - ele mantém lá uma entidade que atende milhares de crianças. Paralelamente ao trabalho desenvolvido com a fundação, o tenista suíço, também atua como embaixador da Boa Vontade da Unicef. "Eu tive sorte na vida e também sempre consegui jogar tênis, uma paixão que me acompanha desde os seis anos de idade. Agora o que importa para mim é ajudar algumas das crianças do mundo que não têm acesso aos recursos básicos que elas necessitam", declarou Federer ao ser indicado embaixador da Boa Vontade da Unicef.
 
O tenista, ao lado de crianças assistidas pela Fundação Roger Federer


Afora estas atuações de caráter filantrópico, Federer também apoiou esforços de reconstrução após a catástrofe do tsunami. Em março de 2005, o atleta suíço participou de várias exibições caritativas durante o Indian Wells Masters, famoso torneio de tênis. Os recursos recolhidos foram doados a diversos projetos de reconstrução. Para se ter uma ideia da sua reputação como uma personalidade respeitada, admirada e confiável, uma pesquisa realizada pelo Reputation Institute com mais de 50 mil entrevistados em 25 países mostra que o esportista suíço é a segunda personalidade mais admirada do mundo, atrás apenas do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela. Com este respaldo, Federer não só injeta recursos próprios nos projetos sociais que promove ou apoia, como consegue angariar fundos de diversos segmentos como  atletas de diversos esportes, empresas e organizações de todo o planeta. Afinal quem não quer colar sua imagem à de uma pessoa tão admirada e respeitada?
Federer, além das  qualidades já citadas, é conhecido por ser uma pessoa de boa índole, por atender a todos com paciência e atenção, por falar fluentemente suíço-alemão, alemão, inglês e francês, realizando conferências de imprensa nas quatro línguas, mas o comentarista Paulo Cleto, da ESPN, resumiu na forma abaixo a sua personalidade, com a qual eu encerro esta matéria:
“Mas, acima de tudo, Roger trouxe às quadras uma aliança raríssima de técnica, finesse, exuberância física, talento natural, disciplina, plasticidade e determinação. Todas essas são qualidades podem, por vezes, sozinhas ser o bastante para construir um campeão. No entanto, juntas, constroem um ídolo, uma unanimidade.”

2012/federer/0708_wimbledon_trofeu_int.jpg

Sétimo troféu em Wimblendom, aos 30 anos





Um comentário:

  1. Este monstro sagrado do tênis vai muito além do atleta: é um gentleman, querido em todos os países, filantropo e, acima de tudo, uma pessoa absolutamente do bem.
    PARABÉNS pela matéria Euriques Carneiro. Fantástica!

    Pedro Wartmann
    Floripa - SC

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