quarta-feira, 18 de julho de 2012

"O massacre de Angico - a morte de Lampião" vai levar uma grande estrutura teatral a Serra Talhada



Serra Talhada (PE) será palco do espetáculo que vai mostrar os últimos instantes de vida de Lampião

Não um bandido cruel e sanguinário, ou um facínora que aterrorizou o sertão nordestino, mas um Lampião humanizado, alternando-se nos papéis de valente e temente, ácido e amável. Essa é a base do espetáculo O massacre de Angico - a morte de Lampião, que será apresentado durante os dias 25 a 29 de julho,  na cidade de Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco. Na última sexta-feira (6), elenco, direção e produção se reuniram com a imprensa, no Teatro de Santa Isabel, no Recife, - o mesmo no qual foi gravado o DVD de Petrúcio Amorim (vide matéria aqui no Artecultural), - para apresentar os detalhes da montagem.
José Pimentel ensaia com o grupo a montagem do espetáculo

O serra-talhadense Anildomá Willans de Souza é o autor do texto e a direção é de José Pimentel. A montagem vai mostrar a noite que antecede a morte do Rei do Cangaço e da sua mulher, Maria Bonita, em 28 de julho de 1938. "Não há nenhuma obrigação histórica, embora o texto esteja estruturado em depoimentos e relatos verídicos, que recolhi em todos esses anos de vida e estudos da matéria. Mas  a peça não é uma fonte de pesquisas", afirma o autor.

O massacre de Angico - a morte de Lampião vai buscar nas referências da oralidade e do imaginário popular a linha para conduzir a história que, segundo os produtores, é marcada por traição, amor e ódio. A estrutura da peça conta com um palco de 50 metros de largura, com quatro cenários (incluindo uma casa de taipa), armados no Centro de Serra Talhada. Participam do projeto mais de 50 atores - metade recifense e outra metade local. 

Após as apresentações em Serra Talhada, - cidade onde nasceu Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, - a produção pretende se apresentar em outras cidades de Pernambuco e de outros estados do Nordeste, contando a saga do controvertido personagem que compõe a historia e aguça o imaginário do povo da região. Daqui, ficamos torcendo para que a produção consiga o apoio necessário para seguir em frente com o projeto.

Euriques Carneiro 

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