sábado, 14 de julho de 2012

O acadêmico Moacyr Scliar inovou quando escreveu “A Mulher Que Escreveu a Bíblia”



O médico e escritor gaúcho Moacyr Scliar (1937-2011) fez uma viagem aos tempos do rei Salomão em "A Mulher que Escreveu a Bíblia"

Certa vez, o crítico literário americano Harold Bloom escreveu que, a julgar pela riqueza de detalhes e pelo refinamento de estilo, só poderia ter sido uma mulher a autora da primeira versão da Bíblia. Na trama, que conquistou o Prêmio Jabuti de 2000, uma mulher, guiada por um ex-historiador, agora convertido em terapeuta de vidas passadas, descobre ter sido uma das centenas de esposas de Salomão.

Em busca de si mesma e das linhas que podem dar sentido à sua história, a moça sem nome nos guia pelos mistérios do passado, num trajeto embalado pela narrativa irônica de Scliar. Ao fantasiar o regresso da protagonista, o romance revela a vida da jovem considerada a mais feia entre as esposas do soberano, porém a única capaz de ler e escrever. Seu dom a levaria à nobre missão de escrever a história da humanidade.

PALAVRAS IMORTAIS

Nascido em Porto Alegre e formado em medicina, Moacyr Scliar publicou mais de 70 livros, entre romances, crônicas, contos e ensaios. O gaúcho foi o sétimo ocupante da cadeira de número 31 da Academia Brasileira de Letras. Scliar foi eleito em 31 de julho de 2003, quando sucedeu o escritor mineiro Geraldo França de Lima.
Os livros de Moacyr abordam temas que vão desde a imigração judaica no Brasil até o socialismo, a medicina e a classe média. Seu acervo já foi traduzido para 12 idiomas e alcançou leitores por todo o mundo.

 Referencia: Ilustríssima (FOLHA)

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