domingo, 15 de julho de 2012

“Lawrence da Arábia” faz 50 anos e retorna aos cinemas a partir de setembro



Tido como um dos melhores filmes de todos os tempos, Lawrence da Arábia, comemora o cinquentenário no ano que Peter  O´Toole anunciou que vai se aposentar 

Ano de 1962 -  há exatos 50 anos -, e o cinema produziu algumas obras-primas, entre elas Jules e Jim – Uma mulher para dois, de François Truffaut, O milagre de Anne Sullivan, de Arthur Penn, Sob o domínio do mal, de John Frankenheimer, e O homem que matou o facínora, de John Ford. No entanto, é difícil tirar o cetro de filme mais importante do ano daquele que definiu o sentido do épico no cinema: o monumental Lawrence da Arábia, de David Lean, que conquistou sete Oscars, inclusive o de Melhor Filme.

Decorrido meio século, a obra de arte continua a ser reverenciada. No último festival de Cannes, uma sessão especial em DCP (o padrão digital adotado pela indústria cinematográfica) comemorou o seu cinquentenário. A partir de setembro, o filme será relançado em cinemas da Austrália e do Reino Unido. Além da efeméride, Lawrence da Arábia também voltou a ser lembrado por causa dos eventos da Primavera Árabe, afinal, trata-se de uma biografia do militar inglês que promoveu uma revolução no Oriente Médio ao unir os povos da região. Outro motivo foi o anúncio da aposentadoria do ator Peter O´Toole, na última terça-feira. Após a filmagem de Lawrence da Arábia, o ator passou a ter sua imagem intimamente ligada ao personagem que ele interpretou de forma tão magistral.

Com produção que se estendeu por de dois anos, Lawrence da Arábia custou mais US$ 12 milhões, uma verdadeira fábula na época. Com filmagens na Jordânia e no Marrocos, o longa conta parte da história de T.E. Lawrence por meio de um longo flashback, a partir das ações representadas no livro Os sete pilares da sabedoria. A figura enigmática, complexa, messiânica e excêntrica de Lawrence, colocou em xeque a política inglesa e seus interesses colonialistas no Oriente Médio. 

Fernando Monteiro, escritor pernambucano que se notabilizou como uma das maiores autoridades da obra de T.E. Lawrence no Brasil, assistiu à primeira sessão do longa no dia de seu lançamento, no cinema Trianon. “"Vi o filme deslumbrado, mas o Trianon era o cinema menos indicado para exibi-lo por causa da tela pequena. Lawrence da Arábia não foi exibido em 70 mm, como deveria. “Quando o revi neste formato, na Inglaterra, a impressão era que você estava cercado pelo deserto”, relembra. 

Após as exibições de setembro, o filme vai ganhar o mundo, mostrando toda a exuberância da obra nas telonas do mundo inteiro.


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