quinta-feira, 26 de julho de 2012

Chá, bebida típica do Oriente, ganha o mundo devido à grande versatilidade



Dizem os entendidos: “devemos chamar de 'chá', apenas a bebida preparada como Camellia sinensis. O resto é infusão.”
Champanhe é a definição exclusiva para a bebida produzida na região de Champagne, no nordeste de França. Todos os similares, devem ser chamados de “espumantes” já que o direito internacional reconheceu a propriedade da marca como restrita à bebida francesa. Raciocínio análogo acontece com o chá, como veremos adiante.

De acordo com a especialista em chá Carla Saueressig, proprietária da Tee Gschwendner, em São Paulo, a maior loja especializada do Brasil e da América Latina, há confusões em relação às definições da bebida. Ela conta que é comum generalizar e chamar toda a água quente com ervas de chá. “Chá é apenas aquilo preparado com a planta Camellia sinensis, o resto é infusão. Mas, como as pessoas já se acostumaram a falar errado, nós vamos corrigindo aos poucos para não criar ainda mais confusão”, conta.

Depois da água, o chá é a bebida mais consumida e democrática do mundo. Por ter preparação simples e muitas vezes barata, o produto está presente em diferentes níveis da sociedade. Aprovada por profissionais de saúde — desde que consumida em pouca quantidade —, a bebida acalma, reconforta e esquenta. Nos dias quentes, pode ser saboreada gelada, com a adição de frutas, flores e temperos. É essa simplicidade versátil que faz do chá algo adorado em todo o mundo e desperta cada local a produzir a sua versão da bebida.
 
O consumo de chá é fartamente utilizado com funções terapêuticas e, os mais tenazes defensores costumam afirmar que, “chá, se não fizer bem, mal não faz...” Médicos e especialistas no assunto não concordam com a máxima e chamam à atenção para a ingestão inadvertida da bebida. Defendem a tese que, determinados tipos de infusão, notadamente de plantas tidas como pouco usuais, podem sim trazer consequências danosas à saúde.

Na dúvida, os adeptos ficam naqueles sobejamente conhecidos e que, historicamente, não causam qualquer mal à saúde como o de camomila, erva-doce, erva cidreira, dentre outros tão consumidos nas diversas regiões do país.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publicado após análise.
Obrigado!