sábado, 30 de junho de 2012

O Chile evoluiu e já produz os melhores vinhos da América do Sul


O Chile já é o maior fornecedor dos vinhos importados consumidos no Brasil, com a fatia de 31%. Logo após, está a Argentina com 25%. Alemães e franceses completam a lista com 11e 9%, respectivamente.
 
A liderança do Chile não causa nenhum espanto, já que, indubitavelmente, é o país da América Latina que possui os melhores vinhos tintos elaborados com a uva Cabernet Sauvignon, alguns dos quais colocados pelos especialistas entre os melhores do mundo. Os vinhos tintos de outras uvas, especialmente a Merlot, melhoram a cada dia e alguns também já se destacam mundialmente. Os vinhos brancos, particularmente os elaborados com as uvas Chardonnay e os Sauvignon Blanc, fracos até cerca de uma década atrás, melhoraram substancialmente.
Uma das peculiaridades do Chile é o fato de não ter sido vítima da praga Phylloxera Vastatrix, que devastou grande parte dos vinhedos do mundo, devido à sua condição geo-climática, protegido pelo Oceano Pacífico à oeste e pela Cordilheira dos Andes à leste. Desse modo as parreiras chilenas são da espécie europeia (Vitis vinifera) plantadas em "pé-franco", isto é, plantadas diretamente no solo, sem necessidade de enxertá-las sobre raízes de espécies americanas, resistentes à Phylloxera.
Outra delas foi a descoberta de mudas da variedade Carmenère nos vinhedos de Merlot. Essa uva foi julgada extinta quando a Phylloxera dizimou os vinhedos europeus e como que renasceu no Chile. Atualmente a Carmenère é a variedade emblemática do Chile, da qual se produzem varietais e também diversos cortes em vinhos Top.
Outras variedades que têm crescido no Chile são a Syrah, bem adaptada, com bons resultados em diversos vales e a Pinot Noir, surpreendendo com ótima tipicidade em sub-regiões mais frias. Especialistas creditam o sucesso da produção chilena à prática de plantar cada tipo de uva em região diferente, procurando adaptar as características dos parreirais às diversidades de solo e clima do país.
Apesar da flagrante evolução da qualidade dos vinhos chilenos, o que turbinou o consumo no Brasil foi a baixa dos preços. Há uma década, vinho importado era artigo de luxo e reservado apenas aos consumidores mais abastados. Na atualidade, é possível adquirir um vinho de boa safra, - chileno ou argentino, - por cerca de R$ 50,00, o que os emparelha com os melhores vinhos nacionais.
Aproveitando o inverno e o friozinho que está chegando, um bom vinho, acompanhado de uma massa de qualidade, mais uma companhia agradável ao lado, é uma infalível receita de sucesso para uma noite memorável.

Euriques Carneiro



Série de filmes de Indiana Jones será disponibilizada em um box com tecnologia blu-ray. A caixa especial será lançada em setembro

Indiana Jones está de volta e em tecnologia blu-ray, para deleite dos fãs da série de Steven Spielberger. Serão versões remasterizadas de todos os filmes da série, que foi feita sob a supervisão diretor Steven Spielberg e do sonoplasta Bem Burtt. A preocupação foi com a preservação do visual e som originais, mantendo assim a magia da série.
O Box traz o filme “Os Caçadores da Arca Perdida”, totalmente restaurado a partir da base refeita em 1981, mas melhorando a qualidade dos diálogos e corrigindo imperfeições. Após o lançamento de “Indiana Jones e a Última Cruzada”, último filme da sequencia, o famoso arqueólogo voltou aos cinemas em 2008 com “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”.
A serie com os quatro longas ganharam sete Oscars e agora, de forma inédita, serão colocados à venda em alta definição. Para assistir ou para colecionar, as aventuras do personagem de Harrison Ford são sempre uma boa opção.

quinta-feira, 28 de junho de 2012



Caruaru ergue fogueira de 11 metros em homenagem a São Pedro, sem derrubar uma única árvore


Engana-se quem pensa que os festejos juninos de Caruaru chegaram ao fim. A queima de uma fogueira gigante fez parte da programação junina e aconteceu no pátio do Convento dos Capuchinhos, no bairro Divinópolis. Após a tradicional missa, com a benção dos freis, a queima da fogueira de 11 metros foi iniciada. Para celebrar, grupos culturais de bacamarteiros, trios pé de serra, quadrilhas e bandas de pífano foram os integrantes da festa.



Às 20h30, com a ajuda de um guindaste, o frei Willian Oliveira acendeu a fogueira. Para ele, a festa é sinônimo de fé. "O povo também expressa sua fé através de manifestações culturais, de acordo com o costume de cada região. Em Caruaru, a fogueira tem esse simbolismo de reunir as famílias.
O povo lotou a praça onde foram realizadas as festividades. Uma dessas pessoas foi o autônomo José Marcelino, que acompanha, todos os anos, a queima da fogueira. "Eu moro no mesmo bairro onde a fogueira é acesa e acompanho a festa desde que ela começou. Para mim, essa tradição tem que ser mantida, assim como todas as outras que temos no Nordeste. Não pode deixar morrer. Porque nós vamos deixar esse costume para nossos netos, assim como deixei para meus filhos. Os meus netos terão que cultivar essa tradição e passar para as gerações futuras", defende José.
Fogueira ecológica
Os defensores das matas não precisam se preocupar com as dezenas de metros cúbicos de madeira consumidas pela fogueira. Ela foi toda construída com sobras da podação pública da cidade, garantindo assim que nenhuma árvore seja derrubada para manter a tradição. "É uma fogueira ecologicamente correta. O Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura guarda, durante o ano todo, a poda das árvores de toda a cidade. A madeira fica em um galpão, esperando o dia da confecção da fogueira gigante", explicou o presidente da Fundação de Cultura, José Pereira.


Festival de Música Bahia Café Hall, acontecerá no mês de julho, em Salvador


Flávio José e Trio Nordestino são as primeiras atrações confirmadas na primeira edição do mês de julho/2012, do Festival de Música Bahia Café Hall




Dando a continuidade aos festejos juninos, o Festival de Música Bahia Cafá Hall terá como primeiros convidados o forrozeiro Flávio José e o Trio Nordestino, que garantem o arrasta-pé da noite de estreia, na sexta-feira (06), às 21h. Além das atrações renomadas oito bandas novas disputam o título de Campeã 2012 do evento. 

Programado para acontecer no mês de julho, o Festival Bahia Café Hall 2012 terá quatro edições e será realizado sempre às sextas feiras, de 06 a 27/07. 

Cada semana o evento contará com duas bandas concorrentes no Palco Festival, além de shows de bandas de reconhecimento nacional e bandas locais que vem se destacando na capital baiana. As duas primeiras concorrentes são as bandas Soterosamba e Paranauê. 

Os ingressos para o festival podem ser adquiridos nos Balcões de Ingresso, na Ticket Mix e no Pida.

Festival de Música Bahia Café HallSexta-feira, dia 06 de julho, às 21h
Bahia Café Hall - Paralela
Ingressos: pista – R$40,00; camarote – R$70,00
Pontos de vendas: Balcões de Ingresso, na Ticket Mix e no Pida.



Woody Allen está de volta, em comédia filmada na Europa

"Para Roma Com Amor", de Woody Allen: uma comédia no currículo do renomado diretor


Woody Allen está de volta. Na comédia, ele dá sequência a sua franquia de filmes feitos na Europa, que começou com o londrino "Ponto Final - Match Point" (2005) e que o levou também à Espanha ("Vicky Cristina Barcelona", 2008) e à França ("Meia-Noite em Paris", 2011). 

Em "Para Roma com Amor", Allen volta a atuar, no seu primeiro papel desde "Scoop - O Grande Furo"(2006). Ele faz um diretor de ópera recém-aposentado, que viaja a Roma com a mulher (Judy Davis) para conhecer o noivo italiano de sua filha, Hayley (Alison Pill). 

Do outro lado da cidade, um casal de jovens americanos (Jesse Eisenberg e Greta Gerwig) tem a relação abalada com a chegada de uma amiga espevitada (Ellen Page), enquanto outro casal, de jovens italianos, se envolve com uma prostituta (Penélope Cruz) e um galã da TV (Antonio Albanese). Há ainda um burocrata (Roberto Benigni) que vira celebridade sem razão alguma, além de muitos postais romanos e música italiana. 

PARA ROMA COM AMOR - TO ROME WITH LOVE
DIREÇÃO Woody Allen
QUANDO: a partir de julho
CLASSIFICAÇÃO 12 anos

"Sarau": música, cultura e arte, à Chico Pinheiro

O histórico das duas últimas décadas atesta que programas de televisão com viés cultural não se sustentam nas emissoras abertas. Mostrar cultura e arte não costuma render “ibope” e, consequentemente, não atrai anunciantes.
No inicio dos anos 80, a grade da Rede Globo mostrava nas manhãs de domingo, o Som Brasil, com a magistral condução de Rolando Boldrin. Pelo programa, desfilaram os mais renomados representantes da cultura nacional, entre cantores, poetas e outras representações artísticas. Apresentações memoráveis como as de Venâncio & Corumba, Luiz Gonzaga, Renato Teixeira, Milton Nascimento e os impagáveis Pena Branca & Xavantinho, entre outros, ainda estão vivas na lembrança de quem teve a oportunidade de assisti-los.
Após a saída do paulista de São Joaquim da Barra, Rolando Boldrin, a atração passou a ser conduzida pelo ator mineiro Lima Duarte que, apesar do carisma, não detêm os dotes artísticos de Boldrin, com a sua ímpar capacidade de cantar, declamar e contar “causos”. O "Som Brasil" foi extinto na forma em que foi concebido, em 1989. Hoje é apresentado esporadicamente e em um horário de “exílio”: sempre no início da madrugada. Amanhã, 29.06, tem "Som Brasil" em homenagem a artistas mineiros, após o Programa do Jô, ou seja, por volta de 1 da manhã.
Boldrin ficou na Globo de 1981 a 1983, em 1984 ele apresentou “Empório Brasileiro”, na Bandeirantes, em 1989, o “Empório Brasil”, no SBT, em 1997, o “Estação Brasil”, na TV Gazeta e a partir de 2005, o “Senhor Brasil”, na TV Cultura.
Afora os programas que foram conduzidos por Boldrin, ainda sobrevive, o Viola, minha viola, apresentado por Inezita Barroso, um dos mais antigos programas no ar pela televisão brasileira, com 28 anos de transmissão ininterrupta. Digno de aplausos, mas ressalte-se que a atração só continua sendo exibida porque é bancada pela TV Cultura, que não depende de verbas publicitárias.
Isto posto, fica a indagação: porque os programas que abordam cultura e arte na televisão aberta são fadados à morte prematura? Porque atrações que podem ser classificadas como “besteirol” continuam a figurar na grade de programação por anos a fio? São questões que ficam para análise e reflexão do telespectador, dos responsáveis pela programação das emissoras e dos anunciantes.
A exceção está na SKY
Embora seja exibida na TV por assinatura, ainda é possível ver um bom programa de cultura. Estamos falando do “Sarau”, apresentado na Globo News, pelo jornalista, e profundo conhecedor de música, Chico Pinheiro. Durante o “Sarau”, Chico questiona os convidados, relembra músicas e, não raro, dá uma canja e solta a voz. Trata-se de uma rara oportunidade de se ouvir histórias e boa música dos seletos convidados.
Chico Pinheiro e a sua relação com a música
A ligação de Chico Pinheiro com a música é antiga. Amigo dos "conterrâneos" do "Clube da Esquina", como Milton Nascimento, o jornalista não esconde o entusiasmo ao falar do Sarau, único programa musical da Globo News, exibido nas noites de sexta. "Já fizemos mais de 500 edições e recebemos os maiores nomes da música brasileira. A seleção é uma confusão, mas tenho autonomia", garante Chico, que elege a homenagem a São Jorge, que reuniu Jorge Mautner, Jorge Aragão, Jorge Vercilo, Jorge Ben e Seu Jorge, como uma das edições mais emblemáticas.
Fica aqui, a dica do Artecultural para uma viagem pela MPB e pelas raízes da cultura brasileira, sob a batuta deste gaúcho de nascimento, mineiro por adoção e cidadão brasileiro na essência.


Euriques Carneiro


Drummond & Cyro: livro revela teor das correspondências trocadas pelos dois escritores


Confidências trocadas através de cartas por Carlos Drummond de Andrade e Cyro dos Anjos, vêm a púbico através do livro Drummond & Cyro, a ser lançado no inicio de julho.

Aproveitando os fortes laços de amizade, dois amigos e compadres mineiros, trocaram confidências por cartas que seriam apenas amenidades não fossem eles os escritores Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) e Cyro dos Anjos (1906-1994). Companheiros de geração, conheceram-se jovens no final da década de 1920, em Belo Horizonte, onde Drummond era editor do Diário de Minas, no qual Cyro, futuro autor de O Amanuense Belmiro, ingressava como redator.

Entre 1931 e 1986, os amigos trocaram 163 textos, entre cartas, bilhetes, telegramas, radiogramas e cartões-postais. Mais que novidades, compartilharam confissões pessoais e literárias que, por serem tão íntimas, nunca figuraram em nenhuma de suas obras. Essa é uma das principais atrações do livro Cyro & Drummond, compilação da correspondência entre os dois autores que a editora Globo lança na próxima semana, durante a Festa Literária Internacional de Paraty, que vai homenagear justamente Drummond.

"As cartas revelam que Cyro foi o escritor com quem Drummond se sentiu mais à vontade para atravessar as barreiras da formalidade e da discrição", observam, no prefácio, os organizadores Wander Melo Miranda e Roberto Said. "Essa amizade, calcada em afinidades profundas, cria condições especiais para que ambos se exponham francamente."

Pelo inusitado, chegam a surpreender algumas críticas reveladas por Drummond em relação aos seus pares. Em 1953, por exemplo, ao colocar o amigo a par dos acontecimentos literários do ano, o poeta, como bem notam os organizadores, estabelece linhas divisórias de suas preferências e, principalmente, de suas antipatias literárias. Escreveu Drummond: "O arraial das Letras anda muito alvoroçado com os últimos produtos do engenho nordestino, que são uma tragédia da Raquel, onde os personagens se matam a metralhadora em cena aberta, e o romance do Zé Lins, que teve a habilidade de descobrir novos palavrões, ou acepções novas dos antigos, para ornamentar a sua prosa tão límpida (a publicação no Cruzeiro sairá expurgada)", comenta o poeta, referindo-se à peça Lampião, publicada naquele ano por Rachel de Queiroz, e ao romance Cangaceiros, de José Lins do Rego.

 
Continuando, ele detalha sua opinião: "O livro da Raquel, pelo menos, tem o mérito de uma linguagem saborosa, mas falta-lhe qualquer resquício de interesse psicológico, pois a alma de Lampião e de seus cabras é tão elementar como a do Zé Lins. Já o livro deste lucraria em arte se fosse escrito pelo próprio Lampião. O que me impressiona verdadeiramente, depois de tantos anos de residência no Rio e de conhecimento da turma, é o entusiasmo causado por qualquer produto daquela região, que faz noticiaristas e críticos avulsos babarem de gozo, enquanto o mais absoluto silêncio envolve uma obra do quilate do Romanceiro da Inconfidência, da Cecília (Meireles). É exato que, no caso desta, se trata de dama difícil, mas ao menos em homenagem à beleza, que é evidente até para os calhordas, eles deviam cair de queixo diante dela". Era o poeta revelando sua admiração pelos dotes físicos da colega.

As críticas de Drummond referiam-se às obras e não aos seus autores. Nas suas palavras, exibia uma coerência de opinião ao revelar sua visão estética e política do mundo. Percebe-se na troca de correspondências que Cyro dos Anjos comporta-se como discípulo e admirador do amigo poeta, mesmo quando atuou no México, cumprindo suas funções de diplomata. "Drummond serve-lhe como guia, modelo, uma espécie de interlocutor secreto a orientar a sua escrita", observam os organizadores do livro.

Referência: AE





quarta-feira, 27 de junho de 2012

É possível utilizar a crase antes de palavras masculinas?


A tal da crase costuma gerar dúvidas na hora de escrever. Quando usar? Quando não usar? Mesmo aqueles que detêm lauto conhecimento da língua portuguesa, cercam-se de cuidados no momento de utilizar a crase.

Uma das maiores autoridades no assunto, o professor Sérgio Nogueira, publicou na sua coluna Dicas de Português no G1 de hoje, a matéria abaixo a respeito do uso da crase. São observações importantes, que reproduzimos para os amigos do Artecultural.
Euriques Carneiro

Saiba quando podemos usar crase antes de palavras masculinas




Publicamos outro dia nesta coluna: “Não há crase antes de palavra masculina”. Entre os comentários recebidos estava uma crítica de um leitor. Veja: “Acredito que há exceção a esta regra, tanto no que se refere a expressões que denotam modo/moda (Filé à Osvaldo Aranha) quanto no uso do pronome demonstrativo “aquele” com verbo que peçam a preposição “a” (Dedicou-se àquele amor por toda a vida).”
Os exemplos analisados pelo leitor estão corretíssimos. Devemos usar o acento da crase nos dois casos.
Quando dizemos que não há crase antes de palavras masculinas, estamos fazendo referência ao caso mais frequente da crase (preposição “a” + artigo definido feminino “a”). Antes de palavra masculina, é impossível haver o artigo definido feminino: “Andar a pé”; “Vender a prazo”; “Falar a respeito disso”.
Não devemos confundir uma “dica” com regras. Os dois exemplos citados pelo leitor não são exceções. São apenas casos diferentes.
 PERCENTAGEM  ou  PONTO PERCENTUAL?
Leitor quer saber: “Qual é o significado de 2 pontos percentuais? Não seria simplesmente 2%?”
Percentagem e ponto percentual não são sinônimos. Não tenho culpa. É a “matemática” da vida.
Vou responder com um exemplo bem simples. Vamos imaginar que a inflação subiu de 2% para 4%. Isso significa que a inflação subiu 100% ou 2 pontos percentuais.
Vejamos outro caso. A inflação subiu de 2% para 3%. Agora o aumento foi de 50% ou de 1 ponto percentual.
 0,5 PONTO  ou  PONTOS?
Leitor quer saber se a concordância se faz no singular ou no plural.
Vou responder com uma pergunta: como você diria se fosse 1,5? A maioria diria “um ponto vírgula cinco” ou “um ponto e meio”. Para 2,5, diríamos “dois pontos vírgula cinco” ou “dois pontos e meio”. Parece claro que o ponto se refere ao número que vem antes da vírgula. Assim sendo, eu diria “zero ponto vírgula cinco” ou simplesmente “meio ponto”. Prefiro, portanto, 0,5 ponto.
Fonte: www.g1.com.br


terça-feira, 26 de junho de 2012

O mundo das artes desdenha da crise financeira internacional





Miró e Picasso passam ao largo da crise financeira



A tela Estrela Azul, de Juan Miró, acaba de ser leiloado em Londres por US$ 37 milhões, cifra que chama ainda mais atenção pelo atual contexto econômico, no qual obras de outros artistas espanhóis alcançaram números que confirmam que a arte, se for boa, não entende de crise.

Mas o caso de Miró não é isolado, como mostra o leilão de arte impressionista e moderna realizado há alguns dias na casa Christie's de Londres, na qual o óleo Mulher Sentada, de Pablo Picasso, foi cotada em 10,6 milhões de euros (US$ 13,4 milhões) muito acima do preço estimado.

Estrela Azul foi leiloado na terça-feira, dia 19 de junho, na londrina Sotheby's, em um leilão no qual atingiu um preço recorde para uma obra do pintor catalão.

O quadro, descrito pelo próprio Miró como um "ponto-chave" em sua trajetória artística, incorpora símbolos e elementos surrealistas que o artista repetiria em suas obras e a característica cor azul que influenciaria, além disso, pintores como o letão Mark Rothko e o francês Yves Klein.

Mas esses não são os únicos exemplos de arte como refúgio seguro na crise, como prova a venda, há apenas dois meses, de O Grito, do norueguês Edvard Munch. Sendo um dos maiores ícones da história da arte, agora torna-se  detentor da obra de arte contemporânea mais cara de um leilão, ao chegar aos 95 milhões de euros (US$ 120 milhões) durante um leilão na Sotheby's de Nova York.

Munch bateu assim o recorde de um leilão de arte contemporânea arrematado em 2010 por Nu, Folhas Verdes e Busto, na qual Picasso retratava a sua amante Marie-Thérèse Walter, vendido por 83 milhões de euros (US$ 106,5 milhões).
 
No mesmo leilão de Estrela Azul, o quadro Homem Sentado, de Pablo Picasso, foi vendido por 7,6 milhões de euros (US$ 9,6 milhões), o que confirma que as obras do malaguenho estão entre as mais valorizadas da pintura espanhola.

Assim, a representação de outra das musas e amantes de Picasso, Dora Maar, em Mulher Sentada em uma Poltrona, alcançou recentemente em Nova York os 22,8 milhões de euros (US$ 29,2 milhões).

Mas o florescimento da arte espanhola não atinge apenas os artistas mortos, encontra seu reflexo entre os pintores vivos, como Miquel Barceló e Antonio López, dois dos mais cotados artistas espanhóis.

Há apenas um ano, em junho de 2011, a obra sobre touradas de Miquel Barceló Faena de Muleta era vendida na galeria londrina Christie's por 4,42 milhões de euros (US$ 5,6 milhões).

Barceló batia assim o recorde anterior em uma venda em leilão de um artista vivo espanhol, Antonio López, cuja obra Madri Desde Torres Brancas, pintada entre 1976 e 1982, recebeu em 2007 o lance de 1,74 milhão de euros (US$ 2,2 milhões) na mesma galeria.

Entre os pintores nacionais mais cotados fora das fronteiras espanholas está Juan Gris (1887-1927), com a venda de obras como Violon et guitare, por 20,1 milhões de euros (US$ 25,5 milhões) em Nova York, há um ano e meio.

Mas indubitavelmente um dos mais conhecidos é o "pintor da luz", o valenciano Joaquín Sorolla, do quem acabam de leiloar Pescadores. Barcas Varadas e Pescador de Bagatelaspor 1,15 milhão de euros (US$ 1,4 milhão) e mais de 595 mil euros (US$ 744 mil), respectivamente.

Os compradores de ambas as obras-primas, colecionadores particulares dos Estados Unidos e da Ásia, adquiriram telas pintadas no período de maturidade do autor, entre 1908 e 1910, quando retornou a Valência após ter atingido sucesso internacional.

Outros quadros do mestre valenciano, como O Pescador, também alcançaram, com 3,9 milhões de euros (US$ 4,9 milhões), preços de venda acima do máximo estimado, da mesma forma que Crianças na Praia, leiloado por 2,3 milhões de euros (US$ 3 milhões).

No entanto, nem todos os momentos são bons para a arte, como aconteceu em junho de 2010 com o leilão de dois quadros de Sorolla, O Batismo, de costumes, e a paisagem Dia de Tempestade.

Ambos foram vendidos em Londres pelo preço mínimo estimado pela Sotheby's, 800 mil euros (US$ 1 milhão) e 180 mil euros (mais de US$ 227 mil), respectivamente, em um leilão dedicado à pintura europeia, que teve resultado decepcionante para a coleção espanhola.



Ref.: Agencia AE

Paulo Freire, o mentor da educação para a consciência, tem livro sobre sua vida, escrito por ex-aluno


O mais célebre educador brasileiro, autor da pedagogia do oprimido, que defendia como objetivo da escola ensinar o aluno a "ler o mundo" para poder transformá-lo, tem livro sobre sua vida escrito por ex-aluno
Paulo Freire (1921-1997) foi o mais célebre educador brasileiro, com atuação e reconhecimento internacionais. Conhecido principalmente pelo método de alfabetização de adultos que leva seu nome, ele desenvolveu um pensamento pedagógico assumidamente político. 

De tão laureado, escrever sobre Paulo Freire (1921-1997) usando adjetivos é fácil. "Considerado um dos maiores educadores brasileiros de todos os tempos" é tão verdade quanto lugar-comum. Sua produção intelectual influenciou a chamada pedagogia crítica, o "método Paulo Freire" entrou para o vocabulário dos professores e as suas teorias foram usadas com sucesso na alfabetização de jovens e adultos. Freire recebeu dúzias de títulos de doutor honoris causa em universidades do mundo --Harvard, Cambridge e Oxford estão entre elas. Seu nome virou sinônimo de  premiação.
Os tempos da ditadura prendeu-o e exilou-o e ele só voltou ao Brasil com a Lei da Anistia. "Pedagogia do Oprimido", sua obra-prima, foi publicado originalmente em inglês, depois em espanhol. "Ação Cultural" foi escrito em Cambridge e publicado pela Universidade de Harvard. Viajou pelo mundo e observou a sociedade e a sua relação com a prática pedagógica. A alfabetização, para ele, servia como instrumento de libertação e luta por dignidade.
Paulo Ghiraldelli Jr., professor, filósofo, escritor e responsável pela coleção "Filosofia em Pílulas", foi aluno de Freire na década de 1980. Em "Lições de Paulo Freire: Filosofia, Educação e Política", Ghiraldelli apresenta uma série de artigos com análises sobre a obra do pensador pernambucano.
O livro não é uma biografia, mas conta com uma introdução na qual o autor conta as sua experiência no curso de pós-graduação da PUC-SP. "É um livro de quem se inspira em Paulo Freire", explicou em recente entrevista.
"As Lições de Paulo Freire", lançamento da editora Manole, traz o debate sobre conceitos como oprimido, "método Paulo Freire", pedagogia bancária e libertadora do professor reflexivo. Uma obra que cabe bem naquela frase: "ao mestre com carinho..."

A história de Gonzagão & Gonzaguinha estará nas telas dos cinemas em outubro


O cineasta Breno Silveira leva para o cinema mais uma história envolvendo artistas nacionais. Desta vez, ele aborda a relação inicialmente conflituosa mas com um final prá lá de feliz entre Luiz Gonzaga e Gonzaguinha, dois dos maiores expoentes da música nacional

A relação de Gonzaguinha com seu pai nunca foi das mais amistosas. Quando ele nasceu, Gonzagão decidiu registrá-lo como seu filho, -mesmo não sendo o pai biológico, - mas ele passou a ser criado pelos padrinhos, já que D. Helena, esposa de Gonzaga, não aceitava que eles vivessem sob o mesmo teto.

Gonzaguinha cresceu sem maior contato com o pai e, desde a adolescência, optou por trilhar a orientação politica de esquerda, totalmente contrária às convicções de Luiz Gonzaga. Foi mais um motivo para aumentar o fosso existente entre os dois e a relação só se tornou de pai e filho em 1981, quando eles fizeram uma turnê juntos, registrada no disco Gonzagão & Gonzaguinha e em áudios gravados durante os shows e nos bastidores.

Em uma destas imagens, Gonzaguinha pergunta ao pai sobre a sua mãe, sobre o próprio pai e seu passado e, quando o áudio da gravação chegou ao conhecimento de Breno Silveira, ele percebeu que ali havia uma boa historia. Assim surgiu “Gonzaga – De pai para filho”, quarto longa metragem do diretor brasiliense, com previsão de estreia nos cinemas em outubro próximo. “Ouvindo aquelas fitas, em que Gonzagão conta quase toda a vida dele para o filho, descobri que tinha um drama familiar muito bonito. Uma briga que durou anos, mas que acabou bem”, diz Silveira.
O diretor é o responsável pelo filme “Dois filhos de Francisco”, onde ele narra a história de Zezé de Camargo e Luciano sob a ótica do pai deles. Em “Gonzaga – De pai para filho”, a saga é contada a partir do prisma do filho, igualmente famoso. A base do roteiro são os relatos de Regina Echeverria, condensados no ótimo livro “Gonzaguinha & Gonzagão – Uma história brasileira”, lançado pela Ediouro, em 2006. O diretor contou ainda com o auxilio de conhecedores da história dos artistas, além da família dos músicos. “Levei quase sete anos para conseguir roteirizar as historias dele a partir das visitas que fazia ao Nordeste, das pesquisas dos estudiosos e das conversas com com as famílias”, explica Saraiva.

O ator gaúcho Júlio Andrade faz o Gonzaguinha, ao passo que o musico Nivaldo Expedito de Carvalho, conhecido como Chambinho do Acordeon, dá vida a Gonzagão depois de passar por uma peneira de mais de 5 mil candidatos. Os atores Adélio Lima e Land Vieira, vivem Luiz “Lua” Gonzaga, nas diversas fases da vida do maior tocador de 120 baixos da historia brasileira.

Como falamos, o filme está previsto para chegar às salas de cinema em outubro, mas não está afastada a hipótese de postergar a estreia para dezembro, coincidindo assim o centenário de nascimento de Gonzagão.


Referência: revista de bordo da GOL

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Disco de Tom Jobim fora de catálogo há décadas, será lançado em agosto próximo




Nascido em 25 de janeiro de 1927, Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, o famoso Tom Jobim, foi um dos criadores do movimento da bossa nova. Praticamente uma unanimidade entre críticos e público em termos de qualidade e sofisticação musical. Poucos compositores brasileiros têm reconhecimento internacional como o Tom e poucos foram gravadas no exterior como ele. Apenas "Garota de Ipanema", teria oficialmente perto de 300 gravações, mas o número real deve estar perto do dobro disso, considerando-se as versões não autorizadas que vivem sendo feitas.

Seu último álbum, Antônio Brasileiro, foi lançado em 1994, pouco antes da sua morte. Tom faleceu em dezembro de 1994, de parada cardíaca quando estava se recuperando de um câncer de bexiga no Hospital Mount Sinai, em Nova Iorque. 

Em julho próximo, o selo Varèse Sarabande anuncia para agosto o lançamento de um disco há décadas fora de catálogo, a trilha sonora que o compositor Antonio Carlos Jobim compôs para um filme americano, The Adventurers (Os Aventureiros), cujo tema Children's Game foi depois transformado pelo maestro na popular canção Chovendo na Roseira

O filme, de 1970, foi dirigido pelo inglês Lewis Gilbert (Alfie) e é baseado num popular romance de Harold Robbins. Duas outras faixas da trilha se tornaram populares com títulos trocados, entre elas Olha Maria

A trilha foi regravada com a orquestra de Quincy Jones, tendo o lendário Ray Brown no contrabaixo.

Fernando Pessoa nos palcos brasileiros


'Abito' foi encenada em São Paulo e  no Festival Internacional de Teatro Palco e Rua, de Belo Horizonte
 
Parecia uma manhã como outra qualquer. Um homem desperta e prepara-se para o trabalho. Em meio a esse ritual cotidiano, descobre, porém, que tudo que era seu foi subitamente tomado por outra pessoa: suas roupas, seu emprego, sua casa, sua própria personalidade. 

Eis o mote de Abito, um dos três espetáculos que a Fondazione Pontedera de Teatro, do diretor Roberto Bacci, apresentou durante o Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte (FIT-BH). Em sua 11.ª edição, o evento terminou ontem, depois de levar à capital mineira uma boa seleta de criações nacionais e estrangeiras.

Para conceber Abito, Roberto Bacci deu vazão a uma antiga admiração pela obra de Fernando Pessoa. “Sempre roubei imagens e textos de Pessoa para utilizar nas minhas criações”, diz o diretor. A atual montagem toma emprestados trechos do Livro do Desassossego, uma das poucas criações em prosa do poeta português. 

Lança mão da questão dos heterônimos como pretexto para discutir identidades. “Era um tentativa de refletir sobre a prisão em que vivemos. A eterna luta entre a liberdade e a máscara que construímos para nós. Quando alguém vem e rouba a sua identidade, também o liberta para ser outro, lhe dá a possibilidade de sair da vida ordinária”, argumenta Bacci.

 Abito, também foi vista em São Paulo no início de junho e a produção pretende levar o espetáculo para outras capitais do país. Se confirmado, será uma excelente oportunidade para o público brasileiro aprofundar conhecimentos sobre a obra de um dos maiores poetas da língua portuguesa.
 

Fátima Bernardes: a coragem para sair da "zona de conforto" do JN, para a "carreira solo"



Por força do trabalho, não assisti à estreia do programa “Encontro”, com Fátima Bernardes, na manhã desta segunda-feira, mas garimpei os noticiários e reuni algumas opiniões de colunistas de TV dos grandes jornais do país, além de blogueiros da área.
Quando a apresentadora anunciou a sua decisão de largar o JN e partir para uma produção própria, fiquei admirado com a sua coragem. São poucos que deixam "a zona de conforto" e se aventuram em algo novo e desafiador. Trouxe-me a lembrança de Luciano do Vale que, em 1983, deixou a sua pomposa função de chefe do departamento de esportes da Globo, para se aventurar em uma "join venture" com a Bandeirantes, para transmitir voleibol, que não era exatamente um esporte de massa no Brasil. Foi exatamente isto que a jornalista fez e resta-nos apenas acompanhar como será a sua trajetória na nova empreitada.
Segundo o noticiário, a estreia alcançou média de 10 pontos, com picos de 12 e alavancou a média matinal da emissora, que sofria com as intermitências do Mais Você Bem Estar, mas, segundo matéria do Estadão, foi cansativa e muito sisuda para o horário.
A atração começou com um vídeo mostrando o que Fátima Bernardes fez desde sua saída do Jornal Nacional. Afinal, após ficar 14 anos à frente da bancada do principal noticiário da emissora e se ausentar por pouco mais de seis meses merecia uma justificativa. Bela produção. "Enfim, chegou a hora!", dizia a última narração da apresentadora antes de entrar no palco do estúdio.
"Hoje o programa está pronto, mas eu tenho certeza de que ele vai mudar a cada dia, vai ficar diferente, porque, a partir de hoje, ele vai contar com você. Eu quero muito que você se sinta parte de tudo o que vamos discutir aqui. Que você se divirta, colabore com ideias que serão úteis pra todos. E pode ter certeza de que a nossa equipe estará atenta, cuidando pra que você fique sempre muito bem informado. O jornalismo da Globo estará a postos para que as notícias que vão fazer diferença no seu dia a dia você veja aqui comigo. Seja muito bem vindo a nossa casa nova", disse Fátima antes de partir para as pautas da atração.
Dois dos temas escolhidos para o programa de estreia: "adoção" e "aumento de número de brasileiros que viajam para fora do País", se não empolgam, também não são de todo insossos, mas "depilação masculina" ficaria melhor para atrações do tipo "Vera Gimenez". Não dá, não é D. Fátima?
Sob a ótica do articulista do Estado de São Paulo, não funcionou no "Encontro" de hoje:
    - Fátima está num programa descontraído, que requer leveza em sua postura. Ela se saiu bem, tirando o fato de jogar seus cabelos para o lado inúmeras vezes. Tira o foco do telespectador em seu discurso.
    - Por estar em um programa leve, Fátima precisa exercitar a locução e trabalhar melhor a demonstração de suas emoções. Sorriso constante no rosto não significa simpatia. Dizer somente um "obrigado" ao marido após ser elogiada ao vivo pareceu uma das brincadeiras pontuais que faziam na bancada do Jornal Nacional. O clima é outro e uma interação mais calorosa seria de bom tom.
    - Suor: Marcos Losekann e Marcos Veras, um em Londres e o outro no estúdio carioca, sofreram de calor. O correspondente apareceu no telão do programa secando a testa com um lenço, enquanto o humorista exibia as marcas na região das axilas de sua camisa.
    - Pautas: os assuntos do programa de estreia eram batidos e não trouxeram nenhuma novidade ao público. Não foi informativo, tampouco divertido. Fazer um programa de variedades pede mais que intermináveis debates. É preciso encontrar uma saída para deixar os blocos menos cansativos
    - Break: a apresentadora se posicionou no centro do palco ao final de cada bloco, esperou as luzes do estúdio baixarem e as propagandas serem exibidas. O atraso para a entrada dos comerciais fez Fátima parecer perdida, sem ter com quem interagir enquanto a vinheta rodava. O recurso utilizado para evitar o constrangimento da solidão foi olhar para as fichas que segurava. Além disso, a música apresentada ao fim dos blocos é muito baixa, lenta e sem emoção. Não combinou com a temática da atração.
Como podemos perceber, a Srª Bonner e equipe vão ter que melhorar bastante a atração para que ela caia no gosto do público matinal, mas tratando-se do programa inaugural, há que se relevar algumas falhas. Para que ela consiga cativar telespectadores que exijam um  pouco mais de conteúdo, necessário se faz que os temas discutidos venham somar, agregar conhecimentos e contribua para a melhoria da qualidade da TV brasileira, repleta de BBB, "A Fazenda", e outros desserviços menos cotados e votados, como diria o mestre Armando Oliveira.
 Aguardemos os próximos capítulos e torçamos para que a atração não caia no lugar comum e se torne mais uma "novela" mal sucedida.
Euriques Carneiro

De Hercule Poirot a Sherlock Holmes:os maiores detetives dos romances policiais

No histórico dos romances policiais, as estrelas são os detetives e investigadores, personagens que frequentam vários livros de um mesmo autor.




Os grandes clássicos da literatura policial, têm um investigador a elucidar os casos mais enigmáticos e insolúveis para os mortais comuns. Na descrição dos autores, são pessoas com tirocínio muito acima da média, argutos e altamente capazes de juntar peças desconexas, transformando-as em um perfeito quebra-cabeças.

Com exceção de Sherlock Holmes, - que alia a lógica dedutiva às habilidades com punhos e armas, - são mortais comuns que não se destacam pela força física. Utilizam-se da incomum capacidade investigativa para solucionar os mistérios urdidos pelos escritores que lhe dão vida.

Neste post, falaremos de Hercule Poirot, famoso personagem da maior autora do gênero, Agatha Christie e, nas próximas matérias, abordaremos os não menos famosos Sherlock Holmes ( Arthur Conan Doyle), Jules Maigret (Georges Simenon), Auguste Dupin (Edgar Allan Poe) e o mais novo personagem que, apesar de ser um inofensivo professor, passou a fazer parte deste time, ao resolver inúmeros mistérios nos livros " O Código da Vinci",  "Anjos e Demônios, "Ponto de Impacto", "O Símbolo Perdido" e "Fortaleza Digital": Robert Langdon (Dan Brown).

A escritora inglesa Agatha Christie (1890-1976), criou o detetive Hercule Poirot , cuidadoso, fleumático e assombrosamente observador. Poirot é o mais famoso dos personagens de Christie, afinal de contas ele atuou em vários clássicos como “Assassinato no Expresso do Oriente” (1934) e “Assassinato no campo de golfe” (The murder on the links) (1923), encerrando a sua carreira em "Cai o Pano”, cujo título já sugere a morte do impagável detetive. Agatha Christie mostra ao leitor as múltiplas façanhas dedutivas de Poirot sob, o ponto de vista de um certo Capitão Hastings, mostrando verdadeiras aulas de como caçar criminosos.

Ao estabelecer um 'denominador comum', uma 'interseção' entre os vários depoimentos, as várias testemunhas e suas perspectivas,
Poirot estabelece as 'possibilidades do fato', onde a realidade é dada pela 'verossimilhança' (ou o 'real' recriado pelo 'imaginário'), quando o detetive finaliza a montagem do 'puzzle', o quebra-cabeças.

Como a saborear sua vitória e zombar dos envolvidos, ele sempre opta por colocar todos sob suspeição para, em seguida, revelar a identidade do verdadeiro criminoso. Tal um cientista diante de um fenômeno natural, o detetive está diante do mistério, e com seu método (aliado ao seu talento) explica o que é 'nebuloso' e 'inacessível' aos leigos . Dentre vários manias Poirot, que é belga, fica furioso quando alguém confunde a sua nacionalidade, indagando se ele é francês, diante da sua exímia capacidade de falar aquele idioma.

domingo, 24 de junho de 2012

Estante Virtual: a leitura ao alcance de todos

A Estante Virtual, uma grande livraria da web, vem mudando o hábito de leitura dos brasileiros, com preços e despesas de envio muito baixos.

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