terça-feira, 29 de maio de 2012

As entrevistas da Paris Rewiew: Vladimir Nabokov

O autor de "Lolita", Vladimir Nabokov entrevistado pela Paris Review





Vladimr Nabokov escreveu seus primeiros nove romances em russo e então chegou à fama internacional como um mestre estilista de prosa em inglês. Nascido numa família da antiga aristocracia, em 1919, a instabilidade produzida pela revolução bolchevique (1917) obrigou-o a abandonar a União Soviética. Estudou em Cambridge e licenciou-se em literatura russa e francesa. Mudou-se para Berlim, onde iniciou sua produção literária e intenso trabalho como tradutor.

Para entrevistar Vladimir Nabokov, em 1967, o escritor Herbert Gold precisou passar por um pequeno processo. Enviou algumas perguntas e posteriormente passou na casa do escritor para pegar um envelope com as respostas. A formalidade (muito antes dos tempos dos e-mails, quando escritores quase se recusam a atender uma ligação) era justificada pela pouca familiaridade do autor russo com o inglês, mas, segundo Gold, foi a forma que ele encontrou para evitar “citações incorretas”.


O relato está em As entrevistas da Paris Review, vol. 2 (Cia. das Letras, 456 páginas, R$ 58), coletânea de textos da idolatrada revista americana, que ainda traz nomes como Julio Cortázar, Elizabeth Bishop, Arthur Miller, Milan Kundera e Hunter S. Thompson. Na “conversa” com Gold, Nabokov duvida da veracidade das afirmações do entrevistador e fala, por exemplo, do regime soviético. Ante a acusação de ser um autor repetitivo, declara: “Escritores derivativos parecem versáteis porque imitam muitos outros, do passado e do presente. A originalidade artística tem apenas seu próprio eu para imitar”. Uma pequena amostra das polêmicas e reflexões do volume.


A coletânea está recheada de excelentes entrevistas com nomes de peso em varias áreas da cultura contemporânea, com destaque para aquelas realizadas com Elizabeth Bishop e Milan Kundera (A Insustentável Leveza do Ser), além do próprio Nabokov. Trata-se de uma leitura de refinado gosto.


Curiosidades sobre a trajetória de Luiz Gonzaga




Estudando a vida e a obra de Luiz Gonzaga há cerca de 20 anos, aproveitei o feriado local de 29.05 para rever alguns livros e reportagens sobre o Rei do Baião. Em meio a várias curiosidades sobre a trajetória do Gonzagão, vejam o que encontrei:

"Em 1953, os músicos que acompanhavam Gonzaga eram Catamilho e Zequinha, mas como Catamilho bebia muito, foi posto pra fora do grupo e até surgiu um boato de que Gonzaga havia matado o músico por causa de Helena. Os boatos foram tantos que Gonzaga se viu obrigado a contratar Catamilho de novo só para provar ao povo que o homem estava vivo!

Mas Catamilho continuou bebendo muito e acabou saindo de vez. No seu lugar entrou o anão Osvaldo Nunes Pereira, que Gonzaga conheceu trabalhando num posto de gasolina, em Jequié, na Bahia.

Zequinha, solidário com Catamilho, também pediu pra sair do grupo em plena excursão pelo Ceará. Gonzaga se viu de repente sem acompanhantes. Mandou buscar um engraxate engraçado de nome Juraí Miranda, que morava no Piauí. Antes de um show em Santo Antonio de Jesus (BA), Gonzaga parou num riacho próximo ao município baiano para ensaiar com os dois novos componentes que nem de música entendiam.

Aquele era o dia 23 de outubro de 1953. Luiz botou nome artístico nos dois recém-formados músicos. Osvaldo, o anão, iria ser chamado de Xaxado. E Juraci seria chamado de Cacau. O anão Xaxado, em virtude da sua pouca estatura, ficou sendo chamado de Salário Mínimo."

Euriques Carneiro




Obra da banda Titãs, disponivel no iTunes


Em 2012, o Titãs completa 30 anos de estrada. E para celebrar a data, a banda vai lançar no iTunes uma nova versão do álbum Cabeça Dinossauro.
Na primeira formação da banda, a maioria dos integrantes se conheceu no Colégio Equipe, em São Paulo, no final da década de 1970 e, a partir de uma apresentação na Biblioteca Mário de Andrade no ano de 1981, passaram a fazer shows em várias casas noturnas da cidade, com o nome Titãs do Iê-Iê.
Antes do surgimento dos Titãs do Iê-Iê, os integrantes da banda já tocavam em vários grupos. Arnaldo Antunes e Paulo Miklos eram parte da banda Performática; Nando Reis era percussionista da banda Sossega Leão; Branco Mello, Marcelo Fromer e Tony Bellotto formavam o Trio Mamão e as Mamonetes, no qual chegou a se apresentar na televisão, num programa em que Wilson Simonal, após a apresentação dos 3 garotos, disse que eles precisavam evoluir, e que tinham um gosto mais moderno. Sérgio Britto e Marcelo Fromer também chegaram a se apresentar no Chacrinha, sendo "gongados" cantando a música "Eu Também Quero Beijar", sucesso de Pepeu Gomes.
O primeiro show dos ainda Titãs do Iê-Iê ocorreu no dia 28 de setembro de 1982, no SESC Pompeia, descrito pelo hoje baixista e vocalista da banda Branco Mello como uma "sessão maldita", pois teria começado muito tarde, sendo esta após a meia-noite. No ínício, a banda contava com visual extravagante, com penteados estranhos, maquiagens e ternos coloridos, além de gravatas de bolinhas. Além disso, a primeira formação contava com 9 integrantes, sendo eles Arnaldo AntunesBranco MelloMarcelo FromerNando ReisPaulo MiklosSérgio BrittoTony BellotoCiro Pessoa e André Jung, dos quais 6 deles eram vocalistas. Arnaldo, Ciro e Branco eram apenas vocalistas. Sérgio Britto cantava e tocava teclado em algumas músicas. Paulo Miklos e Nando Reis se revezavam no baixo e cantavam, Tony e Marcelo tocavam guitarra e violão respectivamente e André Jung tocava bateria.
Com o lançamento no iTunes, a banda reafirma a sua posição de vanguarda e brinda os seus fãs com uma ótima relação de de álbuns, que abrange os grandes momentos de um dos melhores grupos do rock nacional.
Confira a discografia do Titãs no iTunes:


Titãs 1984), Televisão (1985), Cabeça de dinossauro (1986), Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas (1987), Go Back (1988), O Blesq Blom (1989), Tudo Ao Mesmo Tempo Agora (1991),Titanomaquia (1993), 84 94 – Volume 1 (1994), 84 94 – Volume 2 (1994), Domingo (1996), Acústico MTV (1997), Volume 2 (1997) e As Dez Mais (1999).

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O cinquentenário de “O Pagador de Promessas”



Há 50 anos, O Pagador de Promessas sagrava-se como o grande vencedor de Cannes.

Em 1962, em plena efervescência do quadro político nacional, Anselmo Duarte rodava O Pagador de Promessas, que foi o primeiro e até agora o único filme brasileiro a ser premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Motivo de grande orgulho, após o recebimento do prêmio em Cannes, o diretor e a equipe do filme que viajou até o Festival foi recebida com um desfile público em carro aberto, ao desembarcar no Brasil.

O filme conta a saga de Zé do Burro (Leonardo Villar) e sua mulher Rosa (Glória Menezes), que vivem em uma pequena propriedade a 42 quilômetros de Salvador. Um dia, o burro de estimação de Zé é atingido por um raio e ele acaba indo a um terreiro de candomblé, onde faz uma promessa a Santa Bárbara para salvar o animal.

Com o restabelecimento do bicho, Zé põe-se a cumprir a promessa e doa metade de seu sítio, para depois começar uma caminhada rumo a Salvador, carregando nas costas uma imensa cruz de madeira. Mas a via crucis de Zé ainda se torna mais angustiante ao ver sua mulher se engraçar com o cafetão Bonitão (Geraldo Del Rey) e ao encontrar a resistência ferrenha do padre Olavo (Dionísio Azevedo) a negar-lhe a entrada em sua igreja, pela razão de Zé haver feito sua promessa em um terreiro de macumba.

O padre se recusa a receber a cruz de Zé após ouvir dele a razão pela qual a carregou e as circunstâncias “pagãs” em que a promessa foi feita. Vários segmentos em Salvador tentam se aproveitar do inocente e ingênuo Zé. Os praticantes de candomblé querem usá-lo como líder contra a discriminação religiosa que sofrem do catolicismo e a imprensa sensacionalista transforma a sua promessa de dar a terra aos pobres em grito por uma ansiada reforma agrária.

A polícia é chamada para prevenir a entrada de Zé do Burro na Igreja, e ele acaba assassinado em um confronto violento entre policiais e manifestantes a seu favor. Na última cena do filme, os manifestantes colocam o corpo morto de Zé em cima da cruz e entram à força na catedral.

Foi no início dos anos 60 que os brasileiros conheceram a história que se transformou num marco da cultura do país. 'O Pagador de Promessas’ nasceu como peça de teatro, fez sucesso primeiro nos palcos até que Anselmo Duarte, mais conhecido como ator do tipo galã assistiu e ficou obcecado: queria levar a história para o cinema e, para convencer o autor, Dias Gomes, a deixá-lo dirigir o filme, Anselmo fez também uma promessa.

Prometeu ao Dias que se ele revisse essa posição, iria fazer um filme que ganharia a Palma de Ouro”, afirma Anibal Massaini Neto. A obstinação e a parceria com o produtor Oswaldo Massaini tornaram o filme possível e, até o que parecia dar errado, acabou dando certo. Glória Menezes seria a prostituta. Na última hora virou a mulher de Zé do Burro.

Estudar um personagem e passar de um dia para outro completamente diferente. Não sei, é uma irresponsabilidade que deu certo”, ressalta atriz Glória Menezes.. Deu tão certo que a força da história brasileira foi sentida do outro lado do mundo afinal, vencer o Festival de Cannes, era mais que o Oscar naquele tempo. 
 
A glória transformou os artistas em heróis. E fez do ‘O Pagador de Promessas’ um clássico, um orgulho que atravessa o tempo. “Persiste como algo que a gente pode voltar a ver. Novas gerações podem ter contato e ele está vivo”, destaca o crítico de cinema Ismail Xavier.

Decorridos 50 anos do portentoso feito, vários filmes nacionais “bateram na trave”, a exemplo de “Central do Brasil” e “O Quatrilho”, mas nunca levaram a estatueta e ainda estamos em busca de uma premiação do cinema brasileiro que volte a nos encher de orgulho como há meio século atrás.

domingo, 27 de maio de 2012

Paulo Afonso: a capital da energia

“Delmiro deu a ideia/Apolônio Aproveitô
Getúlio fez o decreto /E Dutra realizô
O presidente Café/A usina inaugurô
E gracas a esse feito/De homens que tem valô
Meu Paulo Afonso foi Sonho/Que já se concretizô...”

Com os versos acima, Luiz Gonzaga inicia a musica em homenagem a uma das cidades mais bonitas da Bahia. Estamos falando de Paulo Afonso, situada no nordeste do Estado, há 480 km de Salvador.

Territorialmente falando, é uma cidade baiana, mas poucas referências tem-se da Bahia naquela cidade. Como a emancipação política data de 10 anos após a fundação da Companhia Hidroelétrica do São Francisco – CHESF  e esta tem a sua sede em Pernambuco, todo o referencial da cidade é com aquele Estado. Some-se a isto, o fato da BR que liga Paulo Afonso à Salvador ter ficado por varias décadas  em estado lastimável, enquanto a estrada para o Recife sempre esteve conservadíssima.

Os regionalismos e a linguagem coloquial são todas oriundas de Pernambuco e, nesta esteira, não se conhece aipim  pois lá é “macaxeira”, requeijão é “queijo manteiga”, ensopado  é “guizado” e galinha de quintal é “galinha de capoeira”. Se você quiser comer uma moqueca baiana, tem que ir ao Bate Papo, por que o proprietário, Carlos, é de Salvador e prepara-a com maestria. Nos demais restaurantes, é servido o peixe ao coco, à moda pernambucana. E os regionalismos? Lá se fala: “chegasse de que hora?”, “Tú visse?” “Tú fizesse?”e outros componentes do cotidiano da terra de Luiz Gonzaga.

PA, - como é carinhosamente chamada pelos munícipes, - é dotada de inúmeras belezas naturais e para lá acorrem milhares de turistas em busca das belezas dos cânions, do passeio de catamarã, da visita às instalações das usinas  do complexo da CHESF, da Copa de Vela, - micareta realizada no mês de setembro ou do Moto Energia, um dos maiores encontros motociclisticos do Nordeste, que lota os hotéis da cidade no mês de maio.

Chegando a Paulo Afonso, o visitante se depara com o Bairro Tancredo Neves – BTN, que tem uma peculiaridade: com seus cerca de 40 mil habitantes, ele estaria em entre os 50 maiores municípios da Bahia, caso se emancipasse politicamente. Após passar pelo PCTRAN, - barreira policial próxima à ponte que dá acesso ao centro, - adentra-se a uma cidade limpa, com pavimentação asfáltica na sua quase totalidade e extremamente acolhedora.

Como na maioria das cidades daquela região, o calor é sufocante e, alcançar os 42 graus por volta do meio dia, é uma constante. Ar refrigerado, longe de ser artigo de luxo, é um item essencial. Mesmo as pequenas lojas são climatizadas por que, se não dispuserem do diferencial a clientela simplesmente não entra.

A cidade dispõe de boa rede hoteleira, restaurantes de qualidade e bares agradáveis. A prefeitura disponibiliza central de informações ao turista, com guias para o famosíssimo tour pelas usinas da CHESF e uma operadora privada já oferece passeio de catamarã pelos cânions do Rio São Francisco, partindo de Paulo Afonso. Antes, opção semelhante só partindo de Piranhas (AL), há cerca de 90 km de distancia.

O tour pelas usinas da CHESF é destino obrigatório de 10 em cada 10 visitantes da cidade. Nele, é possível visitar o coração da usina, o monumento em homenagem a Castro Alves, a Usina de Angiquinho e, o ápice do passeio: tomar o bondinho que leva até próximo ao outro lado do Rio São Francisco, já no estado de Alagoas e poder contemplar do alto o leito do majestoso rio.
Bondinho da CHESF

Outra atração de PA é visitar a casa onde nasceu Maria Gomes de Oliveira, a MARIA BONITA, a rainha do cangaço, que está situada no Povoado Malhada da Caiçara, zona rural do município, há 38 km do centro da cidade.  Lá funciona o "MUSEU CASA DE MARIA BONITA", aberto à visitação pública. O atrativo faz parte do Roteiro Cânion e Cangaço.

Vejam as dicas do Artecultural para fazer uma agradabilíssima viagem a Paulo Afonso:

ROTEIRO:
 Saindo de Salvador, o roteiro é Feira de Santana/Serrinha/Ribeira do Pombal/Cicero Dantas/Jeremoabo/Paulo Afonso

ONDE FICAR:
Hotel San Marino, Hotel Belvedere, Hotel Executive e Pousada Energia

RESTAURANTES (Pratos sugeridos):
Aconchego do Egydio (Peixe a Brasileira)
Sparttacus (Salmão ao Molho de Maracujá)
Churrascaria Tambaú (Bufet a Quilo)

BARES:
Bate Papo (Moqueca de Camarão e o melhor Arrumadinho da cidade)

Maiores informações sobre a cidade: www.pauloafonso.ba.gov.br/turismo
Ponte que liga os estados da Bahia e Alagoas


sábado, 26 de maio de 2012

Cataratas do Iguaçu: uma das 7 maravilhas da natureza


Neste sábado (26), outra placa de bronze será entregue em Puerto Iguazú, no lado argentino das cataratas




As Cataratas do Iguaçu receberam na sexta-feira (25) a placa de bronze que as distingue como uma das Sete Maravilhas da Natureza, em uma cerimônia apadrinhada por representantes dos outros locais eleitos pela fundação suíça New 7 Wonders.

Foto: DivulgaçãoAs Cataratas do Iguaçu são tombadas pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade

A festa de consagração das cataratas aconteceu durante a noite desta sexta-feira no Gramadão da Vila A, um parque situado em Foz do Iguaçu, cidade brasileira da Tripla Fronteira, que recebeu cerca de 20 mil pessoas.
O presidente da fundação New 7 Wonders, Bernard Weber, destacou o fato de ser a primeira vez em que o mundo reconhece as maravilhas da natureza, assim como fez com as sete maravilhas criadas pelo homem. Ele afirmou que «nunca antes as maravilhas da natureza haviam alcançado o estatuto das maravilhas feitas pelo homem» e atribuiu o resultado a um «momento histórico» de consenso mundial
"As maravilhas da natureza formam agora parte da memória mundial", manifestou Weber no grande ato de entrega da placa de 130 quilos.
Outra placa de bronze será entregue neste sábado (26) em Puerto Iguazú, no lado argentino das cataratas, um espetáculo natural formado por 275 quedas d'água que se precipitam ao longo de 2.700 metros no leito do rio Iguazú.
Participam das cerimônias em Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú representantes das outras seis maravilhas da natureza, que foram eleitas em novembro passado pela fundação New 7 Wonders mediante uma votação mundial pela internet.
As outras seis maravilhas naturais são a Floresta Amazônica, a ilha de Jeju (Coreia do Sul), o rio subterrâneo de Puerto Princesa (Filipinas), a baía de Halong (Vietnã), o Parque Natural de Komodo (Indonésia) e a montanha da Mesa (África do Sul).
Floresta amazônica: mais uma das 7 maravilhas
 da natureza, situada no Brasil

quinta-feira, 24 de maio de 2012


O Artecultural prossegue indicando opções de São João no Nordeste, falando dos festejos que rivalizam com o de Caruarú: o São João de Campina Grande. Quando a cidade pernambucana autoproclamou-se a detentora do MELHOR SÃO JOÃO DO BRASIL, Campina Grande atacou de MAIOR SÃO JOÃO DO MUNDO. Guerrinhas à parte, ambas são festas de grande porte e arrebanham milhares de turistas todos os anos, no mês de junho.

Em 2012, Campina Grande terá 31 dias de festa no Parque do Povo, de 1º de junho a 1º de julho, com inúmeras atrações e a Prefeitura de Campina Grande já divulgou a programação completa do Maior São João do Mundo.

 A edição 2012 terá shows no Parque do Povo, localizado no Centro da cidade e, entre as principais atrações estão os cantores Dominguinhos, Elba Ramalho, Zé Ramalho, Alcymar Monteiro e as bandas Garota Safada e Magníficos.

Conforme já anunciado, o evento será aberto pelo cantor e compositor Flávio José, tendo em seguida a presença do grupo Os Três do Nordeste e dos cantores Capilé e Jairo Madruga. O segundo dia terá o Forró Fest, maior festival de música nordestina do país realizado pela Rede Paraíba de Comunicação. Além dos compositores que estão na competição apresentando suas músicas inéditas, tocam as bandas Forró Três Desejos e Cavalo de Pau.

Conforme a programação, o primeiro domingo depois da abertura terá shows de Garota Safada, Dominguinhos e sua filha, Liv Moraes. No dia 19 de junho, quem sobe ao palco é a banda Calypso. A véspera de São João (23 de junho), uma das datas mais esperadas, será comemorada com as apresentações de Elba Ramalho, Tony Dumond e Geraldinho Lins. Já o dia de São João (24) terá Léo Magalhães e Oswaldinho, que fará uma homenagem a Luiz Gonzaga.
 

Dominguinhos e Liv Moraes
 
A véspera do dia de São Pedro (28) terá os espetáculos de Alcymar Monteiro, Magníficos e Assisão. O cantor e compositor Zé Ramalho, que também é presença tradicional no evento, toca no dia 27. O encerramento será feito por Santanna, Amazan e Bonde do Brasil.

O lançamento das novidades aconteceu na Vila do Artesão, e foi animado por trio de forró pé de serra e quadrilhas juninas. Entre as novidades da festa neste ano estão a homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga e a revitalização do Parque do Povo.

Atrações que completam a festa

Complementando a festa no Parque do Povo, os distritos de Galante e de São José da Mata também vão receber eventos, com apresentações de grupos folclóricos e de quadrilhas juninas. Uma das atrações mais procuradas é o Expresso Forrozeiro, também conhecido como Trem do Forró, que segue viagem de Galante até a Estação Velha, em Campina Grande. Em cada vagão, os participantes dançam ao som do tradicional forró pé de serra e conhecem a paisagem rural da região.

Outras atrações já tradicionais todos os anos que terão continuidade nesta edição do Maior São João do Mundo são o casamento coletivo, os shows pirotécnicos, a exposição de obras da literatura de cordel e a presença de bares e restaurantes com pratos representativos da culinária regional. O projeto Cantoria de Viola no São João levará ao arraial apresentações de repentistas.

São atrações para todas as vertentes e, se você tiver fôlego para tanto forró, curta a valer os 31 dias de festejos juninos de Campinha Grande. Quem já foi diz que vale muito a pena.



Caruarú: a Capital do Forró!


Os festejos de São João na Bahia serão negativamente impactados pela longa estiagem que atinge o Estado, tida como uma das mais devastadoras dos últimos 50 anos. Muitas prefeituras foram forcadas a reduzir ou cancelar as festas pela necessidade de canalizar os recursos para o combate às mazelas provocadas pela escassez de chuvas.


Alguns municípios chegaram a ser questionados pelo Tribunal de Contas do Estado – TCE, pois insistiam na manutenção dos festejos, mesmo tendo decretado estado de emergência. Diante da realidade, as festas serão bem mais modestas, bem como as atrações contratadas, abrindo espaço assim para baianos buscarem outros estados, que fazem as mais famosas festas do Nordeste.

Dentre as melhores, destacamos aqui aquela chamada eufemisticamente de O MAIOR SÃO JOAO DO MUNDO, na cidade de Caruaru (PE). Já tivemos oportunidade de participar desta manifestação cultural e pode não ser o melhor do mundo, mas trata-se de uma bela festa. No inicio de mês de junho, a cidade já respira São João e há toda uma estrutura montada para os quase 30 dias de festa e para os milhares de visitantes, onde desfilam as maiores atrações do forró e de outros ritmos, com espaços como os "palhoções" lotados todos os dias.

São João de Caruaru 2012 será oficialmente aberto no dia 2 de junho no Pátio de Eventos Luiz “Lua” Gonzaga  e contará com 28 dias de festa – 2 a 30 de junho.
O Pátio do Forró Luiz Gonzaga é o principal dos cinco polos de animação. A festa deste ano contará com quadrilhas, palhoças, comidas típicas, cantadores, poesias matutas, literatura de cordel, fogueiras, bandeiras, causos, comidas gigantes e muito mais.
 Principais atrações do São João de Caruaru 2012:

Vale lembrar que,  também como homenageado do São João de Caruaru 2012, está o cantor Azulão que completa 70 anos em julho e 50 destes dedicados à carreira musical. Ele também estará presente na programação.
Como podemos perceber, há atrações para todos os gostos, mesclando o autentico forró pé-de-serra, forró eletrônico, axé e new-sertanejo. Para maiores informações sobre os quase 30 dias de festa, visite o site www.caruaru.pe.gov.br.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Falsa notícia sobre a morte de Gabriel Garcia Marquez, movimenta as redes sociais


Rumores no Twitter não são novidades, mas o da segunda-feira (14), envolveu um grande nome da literatura.
Uma falsa conta sob o nome Umberto Eco (famoso escritor italiano) afirmou que o também escritor Gabriel García Marquez havia falecido. "Gabriel García Marquez está morto. Sua família e Mario Vargas Llosa me confirmaram a notícia. Umberto Eco", dizia a mensagem.
A par da comoção que a declaração gerou nas redes sociais e nos principais meios de comunicação, Jaime Abello Banfi, diretor da Fundación Nuevo Periodismo, se apressou em desmentir o ocorrido.
"Estou aqui em minha casa muito tranquilo, se algo neste rumor fosse verdadeiro, não estaria assim. Esqueçam estes rumores, liguei para a casa de Gabo e ele está muito bem", disse Banfi ao site La Republica de Peru.
Gabriel García Márquez, nasceu em Aracataca, em 6 de março  de 1927, é  escritorjornalista, editor, ativista e político colombiano.
Recebeu o Nobel de Literatura de 1982 pelo conjunto de sua obra, que entre outros livros inclui o aclamado Cem Anos de Solidão. Foi responsável por criar o realismo mágico na literatura latino-americana. Viajou muito pela Europa e vive actualmente em Cuba. É pai do cineasta Rodrigo García.
Em 1 de abril de 2009 declarou que se aposentou e não pretende escrever mais livros. Os milhões de leitores e fãs de Marquez sentiram muito a sua decisão e ainda aguardam que o renomado escritor reconsidere a sua inatividade literária.


Bloco Olodum: patrimônio cultural da Bahia!

O Bloco Olodum, há muito cruzou a fronteira do bloco de carnaval para transformar-se em uma das mais expressivas manifestações culturais da Bahia. Desfilar no Carnaval de Salvador passou a ser apenas mais uma das atrações da associação pois ao longo do ano, ela desenvolve inúmeras outras atividades de cunho cultural e social.

A atuação do grupo envolve ações de inclusão social, como o combate à discriminação social, estímulo à auto-estima e ao orgulho dos afro-brasileiros, defesa e luta para assegurar os direitos civis e humanos das pessoas marginalizadas, inclusive fora do estado.

Fundado como bloco afro carnavalesco em Salvador no ano de 1979, a Banda Olodum é atualmente um grupo cultural, considerado uma organização não governamental reconhecida como de utilidade pública pelo governo do estado da Bahia. Depois da estréia no carnaval de 1980, a banda conquistou quase dois mil associados e passou a abordar temas históricos relativos às culturas africana e brasileira.

O primeiro LP da banda foi chamado de "Egito, Madagascar" e foi gravado em 1987, ele estourou na Bahia com a música "Faraó", a idéia desse LP foi homenagear as raízes do grupo e mostrar ao Brasil a Mamma Africa, e também mostrar a todos como surgiu o grupo (do batuque as influências dos Deuses africanos) Pouco depois, o Olodum passou a ser conhecido internacionalmente como grupo de percussão afro-brasileira e excursionou por muitos países da Europa, o Japão e e quase toda América do Sul.

Um dos momentos de maior exposição do grupo foi em 1990, quando o mesmo participou da faixa "The Obvious Child", do disco de Paul Simon, "The Rhythm of the Saints", cujo videoclipe foi gravado no Pelourinho e exibido em mais de cem países. 
Depois desse fato o Olodum passou a gravar com outros músicos consagrados internacionalmente e nacionalmente, como Wayne Shorter, Michael Jackson, Jimmy Cliff, Herbie Hancock e Caetano Veloso, divulgando ao mundo sua mistura de ritmos que inclui batuques africanos, reggae, samba e ritmos latinos. Paralelamente ao sucesso artístico, a banda Olodum participa de movimentos sociais contra o racismo e pelos direitos civis e humanos.

Terça da Bênção

Uma das maiores atrações turísticas da Bahia, a Terça da Bẽnção, são os ensaios do Olodum que acontecem sempre às terças-feira, logo após a bênção da Igreja de São Francisco, localizada no coração do Centro Histórico do Pelourinho.

Quem ouve pela primeira vez a batida dos tambores do Olodum se encanta. “O coração bate forte demais, é muito bom”, afirma uma turista que visita o Pelourinho pela primeira vez.

E quem já conhece de vários carnavais, ainda se emociona pois a batida do grupo é envolvente. Fica difícil resistir aos encantos do ritmo dos tambores coloridos de preto, amarelo e vermelho do grupo. . É assim quase toda a semana na Terça do Olodum, ou Terça da Benção, como ficou conhecida a festa que lota a Praça Tereza Batista. São baianos e visitantes do Brasil e de todos os cantos do planeta em busca de música e energia.

No palco, a banda capricha na performance, com os músicos fazedo malabarismo com os instrumentos e mostrando a força da percussão.A festa entra pela madrugada e não tem hora para acabar.

Samba-Reggae

Neguinho do Samba e Mestre Jackson, foram os regentes da Banda, e responsáveis pela criação do Ritmo “Samba –Reggae” que deram ao Olodum os maiores sucessos musicais ate hoje.

Bando de Teatro

O Bando de Teatro Olodum é um grupo teatral que foi criado vinculado ao bloco afro, formado por atores negros em 1990.
Com o passar dos anos, o Bando de Teatro Olodum se desvinculou do bloco afro, e passou a residir no Teatro Vila Velha. Graças à ocupação do Bando, o espaço foi revitalizado, em 1994 começou a ser reformado, e em 1998, reinaugurado. O Bando está no Teatro Vila Velha até hoje e por ele passaram grandes nomes, como o ator Lázaro Ramos, por exemplo.
Focado nas questões do negro brasileiro em seus diversos aspectos, o Bando, como é mais comumente chamado, desenvolve uma linguagem própria em um formato de Teatro Experimental Negro.

Escola Olodum

A Escola Olodum tem como missão o desenvolvimento da cidadania e preservação da cultura negra, oferecendo um saber afro brasileiro e novas formas de conhecimentos adicionais àqueles adquiridos no sistema formal de ensino.
Esse projeto pioneiro de educação popular afro brasileiro teve origem no projeto Rufar dos Tambores, desenvolvido em 1984, pelo Olodum, composto de aulas gratuita de percussão de bloco afro, e dos cursos afro - brasileiros de curta duração.
Inicialmente visava atender uma solicitação da comunidade do Maciel/Pelourinho para que fosse formada uma banda de percussão integrada por crianças e adolescentes do bairro.
Eles viviam em situação de risco e vulnerabilidade social e sem perspectivas de integrar-se socialmente por conta do estigma marginal que na época existia contra os moradores da área.

Referência nacional e internacional

A Escola Olodum tornou-se um espaço real de participação e expressão da comunidade negra. É hoje uma referência nacional e internacional pela inovação no trabalho com arte, educação e pluralidade cultural.
Em 1996, o cantor pop Michael Jackson gravou junto ao Olodum a canção They Don't Care About Us. O clipe desta, filmado na Favela Santa Marta, no Rio de Janeiro, e no Pelourinho, em Salvador, levou o Olodum à fama e reconhecimento mundial.


domingo, 20 de maio de 2012

"Plano de Fuga" marca o retorno de Mel Gibson aos filmes de ação


Capa do filme Plano de Fuga

O controvertido A Paixão de Cristo, Mad Max 1 e 2, Sinais, Coração Valente, Hamlet e as quatro edições de "Máquina Mortífera" (1987, 1989, 1992 e 1998), são trabalhos destacados de Mel Gibson e que ele espera repetir com um novo filme de ação, só que, desta vez, atuando do lado oposto da lei

O filme "Plano de Fuga", estreia como diretor de Adrian Grunberg (após longa carreira como assistente de direção em filmes como "Amores Brutos" e "Efeito Colateral"), possui aqueles ingredientes que agradam aos fãs do gênero: protagonista durão, mas de bom coração; doses generosas de pancadaria; injustiças que precisam ser corrigidas e uma virada pessoal.
Nem todos esses ingredientes, no entanto, estão bem diluídos na trama e o resultado é um filme irregular, deixando a desejar justamente no que o público do gênero mais gosta, ação. O filme começa com uma perseguição policial na fronteira entre o México e os Estados Unidos, em que o motorista e seu companheiro em fuga, que está ferido, estão vestidos de palhaços.
Como não estão sendo perseguidos por terem fugido do circo, fica logo claro que eles têm problemas com a lei. E como surge uma mala com dinheiro, o veredicto é claro: assaltaram um banco e tentam fugir para o México, como faziam os ladrões no velho Oeste.
Mas o pesadelo da fuga, que culmina com a morte do ferido, está longe de acabar. O motorista (Gibson) é levado para uma prisão mexicana onde se dá conta de que é alvo de uma engrenagem corrupta, na qual policiais, diretores do presídio e os próprios bandidos operam em parceria uma rede criminosa dentro e fora das grades, comandada com mão de ferro pelo mafioso Javi (Daniel Gimenéz Cacho).
O mais estranho, como nota um desconfiado funcionário do consulado norte-americano, é que o motorista, como é chamado na cadeia, não foi identificado e fichado. Os policiais que o prenderam acreditam que ele tenha escondido mais que os 2 milhões de dólares confiscados por eles.
A prisão é uma espécie de favela murada, onde os bandidos andam livremente e fazem negócios. Por mais estranho que possa parecer, mães presas vivem ali com seus filhos pequenos, enquanto cumprem pena.
Um exemplo é um garoto de 9 anos (Kevin Hernandez), que se aproxima do americano e o ajuda a sobreviver nessa prisão bizarra. O menino é órfão de pai e vive com a mãe, presa por tráfico de drogas. Ele conhece todos os segredos do lugar, mas tem um que ele não quer revelar ao motorista.


sábado, 19 de maio de 2012

Madrugada de sábado, após assistir “Sherlock Holmes 2”, resolvo dar uma zapeada e vejo o Jô Soares chamar para a entrevista, ninguém menos que o pianista, arranjador e maestro, João Carlos Martins.

João Carlos Martins travou contato com o piano ainda criança, mas viu-se por diversas vezes privado de seu contato com o instrumento, como quando teve um nervo rompido e perdeu os movimentos da mão direita em um acidente em um jogo de futebol em Nova Iorque.
Após vários tratamentos, recuperou parte dos movimentos da mão, mas com o correr dos anos desenvolveu a doença chamada Contratura de Dupuytren. Novamente teve que parar de tocar, e dessa vez acreditou seria para sempre. Vendeu todos seus pianos e tornou-se treinador de boxe, querendo estar o mais longe possível do que sua carreira significava como músico. Mas sua incontrolável paixão o fez retornar, e realizou grandes concertos, comprou novos instrumentos e tentou utilizar o movimento de suas mãos criando um estilo único de tocar e aproveitar ao máximo a beleza das peças clássicas. Utilizou-se da mão esquerda para suas peças e obteve extremo sucesso com esta atitude.
Ao realizar um concerto em Sofia na Bulgária, sofreu um ataque em um assalto, e um golpe na cabeça lhe fez perder parte do movimento de mãos novamente. E ao se esforçar, sofria dores intensas em suas mãos, principalmente na esquerda. Novamente pensou que nunca mais voltaria a tocar. João perdeu anos de sua carreira em tratamentos, treinamentos e encontrou novamente uma nova maneira de tocar, utilizando os dedos que podia em cada mão, mas dia a dia podia tocar menos e menos com o estilo e maestria de antigamente.
Com um histórico de sofrimento desta estirpe, seria aceitável que ele desistisse de tudo e passasse o resto dos seus dias a lamentar sua má sorte, mas João Carlos seguiu em frente. “Eu estava sem rumo, em 2003, já sabendo que não poderia mais tocar nem com a mão esquerda. Sonhei então, que estava tocando piano, com o Eleazar de Carvalho, que me dizia: - vem para cá, que eu vou te ensinar a reger.” - palavras de João Carlos em uma entrevista.
Em maio de 2004, esteve em Londres regendo a English Chamber Orchestra, uma das maiores orquestras de câmara do mundo, numa gravação dos seis Concertos Branndenburguenses de Johann Sebastian Bach e, já em dezembro, realizou a gravação das Quatro Suites Orquestrais de Bach com a Bachiana Chamber Orchestra. Os dois primeiros CDs já foram lançados (lançamento internacional).
Incapaz de segurar a batuta ou virar as páginas das partituras dos concertos, João Carlos faz um trabalho minucioso de memorizar nota por nota, demonstrando ainda mais seu perfeccionismo e dedicação ao mundo da música.
Revelando parte da sua história e revelando uma incomum veia histriônica, contou várias piadas tendo como tema o ego inflado que é tido como característica da maioria dos maestros. Para abrir o programa, ele trouxe parte de um grupo com o qual ele trabalha, e eles interpretaram a Ave Maria, resultando em dos mais belos momentos do Programa do Jô.
Qual a lição maior que podemos aprender com a história do João Carlos? Com certeza, a superação! Dar tantas voltas por cima como o maestro deu, é atitude para os obstinados, os guerreiros e os iluminados para quem, sempre que a vida lhes oferece limões, eles os transformam em saborosas limonadas.