domingo, 30 de dezembro de 2012

Um dos maiores sucesso de bilheteria, filme ET completa 30 anos


 
Dois exemplos do absoluto sucesso do filme: a frase “E.T. telefone casa”, dita pelo alienígena pescoçudo e enrugado, que é reconhecida por 11 entre cada 10 cinéfilos e a silueta da lua cortada pela imagem do menino pedalando uma bicicleta, que se tornou tão icônica que o próprio Spielberg usou-a como logomarca de sua produtora, a Amblin

Exibido no encerramento do Festival de Cannes e lançado em 11 de junho no Estados Unidos, E.T. – O Extraterrestre (E.T. The extra-terrestrial) só chegou aos cinemas brasileiros no dia 25 de dezembro de 1982. Nessas três últimas décadas, muita coisa mudou – os filmes, por exemplo, são lançados simultaneamente em quase todo o mundo –, mas uma coisa permaneceu intacta: a magia da fábula sobre a amizade entre um menino e um alienígena, realizada pelo mago Steven Spielberg. Desde então, E.T. é um dos tesouros mais queridos da história do cinema.

O sucesso de E.T. foi tão estupendo – cerca de US$ 400 milhões – que ficou no topo da lista campeões de bilheteria por mais de 15 anos. Atualmente, está situado no 38º entre os filmes mais lucrativos de todos os tempos, com uma arrecadação de US$ 792,9 milhões. No ano em que comemora 30 anos, os correios americanos homenagearam-no com a efígie de E.T. em um selo postal. Criado pelo italiano Carlo Rambaldi, o rosto de E.T. foi inspirado em trejeitos faciais do físico Albert Einstein.
Criador e criatura: já se passaram 30 anos!

Quando dirigiu o filme, Steven Spielberg tinha 35 anos e já detinha o posto de novo Midas de Hollywood. Um ano antes, a aventura Os caçadores da arca perdida (Raiders of the lost ark, 1981) se transformara num sucesso mundial maior que Tubarão (Jaws, 1975), feito por ele havia seis anos e em que criara a mística do blockbuster do verão americano. Na época, Spielberg era criticado por fazer filmes escapistas. Era considerado uma espécie de Peter Pan – alguém que se recusava a crescer e enfrentar as durezas da realidade.

Como o tempo provou, as críticas se mostraram apressadas e o cineasta desenvolveu sua carreira livremente, realizando filmes adultos como A lista de Schindler (Schindler’s List, 1993) e O resgate do soldado Ryan (Saving private Ryan, 1998), pelos quais ganhou Oscar de Melhor Direção. Como ficou provado com o passar dos anos, em quase todos os filmes que dirigiu há algum elemento de sua infância. Em E.T., Spielberg expurgou parte dela ao se espelhar na pele de Elliot, um menino filho de pais divorciados, que encontra um ser de outro planeta e estabelece uma grande amizade. Antes de completar 20 anos, seus pais se divorciaram e ele e a irmã sofreram com a experiência. E como reza a lenda, consta que Spielberg aprendeu a contar lendo números nos braços dos parentes judeus que sobreviveram ao holocausto, o que coloca A lista de Schindler como outro filme próximo de sua vida pessoal.

Em E.T., na verdade, Spielberg se coloca na pele de dois personagens. Além de Elliot, o personagem do cientista (Peter Coyote) que procura o alienígena também é um projeção pessoal. Nesse filme, claramente uma obra de juventude, o cineasta deixa transparecer o carinho que tem pelos irmãos Elliot e Gertie e E.T., como também do mundo à parte dos subúrbios das grandes cidades americanas. Isso certamente explica a emoção genuína com Spielberg seus atinge os telespectadores. Com personagens tão bonitos, qualquer pessoa acredita em extraterrestres.

Mas, para fazer com que a magia acontecesse, o cineasta contou com a tocante música de John Williams, os primorosos efeitos especiais da Industrial Light & Magic (IL&M), a destreza de Carlo Rambaldi em manipular E.T. e simpatia da dupla Henry Thomas e Drew Barrymore, como os irmãos Elliot e Gertie.

Referencia:  JC online

Cantores eruditos precisam estudar a fundo os idiomas para cantar


 
Quando a plateia não é selecionada, até consegue-se um “faz de contas”, mas no caso da música erudita, esta tentativa pode jogar por terra a carreira do artista


Quando um cantor sobe ao palco e encara a plateia, espera-se que ele seja “a voz”. Não que timbre, entonação e pureza vocal não sejam critérios importantes. Mas, a eles, soma-se um outro aspecto que nem sempre ganha o mesmo destaque: a mensagem, o significado do que se interpreta. No caso dos cantores líricos, a necessidade de se expressar traduz-se em uma medida obrigatória (e árdua): é preciso entender a lógica, e de preferência, dominar, diversos idiomas. Enrolar não vale. “Para vencer no mercado nacional e internacional, é preciso investir nesse lado (o de novas línguas). É uma peneira mesmo”, conta Janette Dornellas, anos de dedicação aos palcos e ao ensino dos cantos lírico e popular.


“Se duas pessoas estão participando de um concurso e as notas estão próximas, são essas filigranas que fazem a diferença”, revela Elizabeth Catapano, professora de fonética, pronúncia e dicção da Escola de Música de Brasília (EMB), responsável pelo ensino de línguas na instituição. Janette, hoje versada em francês, italiano, inglês, espanhol e alemão, sabia disso e, desde cedo, investiu nessa formação eclética. Decidiu começar pela língua germânica, que considerava a mais difícil, mas se surpreendeu com a facilidade que encontrou . Complicado mesmo, diz ela, foi assimilar as regras do francês. “Há muitas vogais abertas, semivogais e sons nasais que são diferentes dos nossos”, conta.

Fonte: CB

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Matt Damon aborda 'fraturamento hidráulico' em novo filme


 O tema polêmico do fraturamento hidráulico finalmente chegou a Hollywood no novo filme "Promised Land", que estreia nos EUA nesta sexta-feira com os atores Matt Damon e John Krasinski, unidos para aprofundar o debate sobre a técnica de perfuração

O filme explora o impacto social da técnica do fraturamento hidráulico, que provocou batalhas ambientais e políticas nacionalmente sobre seus efeitos sobre a água potável, o uso de energia dos EUA, atividade sísmica e outras áreas.
"Promised Land" reúne Damon, 42 anos, com o diretor Gus Van Sant pela terceira vez, depois de seu sucesso com o filme "Gênio Indomável", de 1997, e "Gerry", em 2002. Em seu mais recente filme, Damon interpreta um vendedor corporativo que vai a uma cidade rural dos EUA para comprar ou arrendar terras em nome de uma empresa de gás, de olho na perfuração petroleira. Ele logo enfrenta a oposição de um ambientalista, interpretado por Krasinski.
Na vida real, Damon não se esquiva de se envolver em questões políticas e sociais. O ator tem trabalhado com instituições de caridade e organizações para erradicar a Aids em países em desenvolvimento, chamou a atenção para as atrocidades na região sudanesa de Darfur, forneceu água potável e impediu que árvores fossem cortadas. "Promised Land", no entanto, co-escrito e produzido por Damon, não toma uma atitude notável sobre o fraturamento hidráulico. O ator não declarou publicamente seus pontos de vista, dizendo à Reuters não acreditar que sua opinião tenha "qualquer influência" no filme.
Matt Damon estrela a produção
"O ponto é que o filme deve começar um debate. Certamente não é um filme pró-fraturamento, mas nós não queríamos dizer às pessoas o que pensar", disse Damon. O fraturamento hidráulico envolve o bombeamento de água misturada com produtos químicos e areia a alta pressão para quebrar a densa rocha de xisto e liberar hidrocarbonetos. Os críticos temem que fluidos do fraturamento ou hidrocarbonetos ainda possam vazar para os lençóis freáticos de poços, ou acima do solo.
O ator contou que ele e Krasinski nunca tiveram a intenção de fazer um filme com consciência social, e o faturamento hidráulico foi adicionado mais tarde, como um pano de fundo para a história. "Não é que nós dissemos que queríamos fazer um filme sobre fraturamento hidráulico tanto quanto queríamos fazer um filme sobre a identidade americana, sobre pessoas reais. Nós queríamos fazer um filme sobre o país hoje, de onde viemos, onde estamos e para onde estamos indo", disse Damon.
"O fraturamento foi perfeito porque as apostas são incrivelmente altas e as pessoas estão muito divididas. (O filme) faz todas as perguntas sobre pensamento de curto prazo versus pensamento de longo prazo." À primeira vista, a parceria de Damon com Krasinski pode não parecer a combinação perfeita, já que Damon tem sido principalmente associado com o amigo de longa data e colaborador Ben Affleck - ambos ganharam um Oscar por escrever "Gênio Indomável".
Damon mais tarde se tornou colega e amigo de vários atores importantes de Hollywood, como George Clooney e Brad Pitt, com quem coestrelou a franquia "Onze Homens e Um Segredo".
Fonte: estadao

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

E L James, com a sua trilogia “50 tons...”, é a personagem literária de 2012

E L James, escritora inglesa foi a maior vendedora
 de livros do planeta, em 2012

A sua narrativa pode ser pobre, o enredo inexistente e a história próxima de uma Adelaide Carraro do século XXI, mas os livros de E L James causaram frisson nas livrarias do planeta e ela termina 2012 como a personagem literária do ano

A eleição de E L James como “a personagem literária de 2012”, passou a quilômetros da unanimidade. Os críticos chiaram, os intelectuais reclamaram, mas não deu para ninguém. A britânica E. L. James é o mais notável nome da literatura mundial em 2012. Se os 70 milhões de exemplares da trilogia Cinquenta tons não forem suficientes para corroborar a história, a americana Publishers Weekly, bíblia do setor, encerrou a discussão e a elegeu personalidade do ano. Foi a primeira vez que um autor recebeu o título. A expressiva vendagem (somente nos Estados Unidos, foram 35 milhões de cópias) foi o bastante para a publicação acreditar que a série de E. L. James mexeu com a indústria literária. A inglesa fez do gênero erótico um sucesso comercial. Feito inédito.

A reação à eleição foi imediata e, em maior parte, negativa, dando mostra de que nem todo mundo parece impressionado. O New York Daily News não perdoou: “É o fim da civilização”. O prestigiado Los Angeles Times entrou na mesma onda: “O que o pessoal da Publishers Weekly está pensando?”. Os argumentos dos jornais recaem na teoria de que a obra de E. l. James não possui mérito literário. No artigo do Los Angeles Times, a inglesa é descrita como uma mera sortuda: “James escreveu um fan fiction (versão de um fã para uma obra referencial. No caso de James, Crepúsculo), que se tornou viral. Daí, conseguiu acordo para um livro, pelo qual recebeu diversos pagamentos. Ótimas notícias para a autora, mas não justifica escolhê-la a personalidade das publicações do ano. Difícil dizer que James tenha feito alguma coisa, se não ter tido muita, muita sorte”. Pode ser, mas leitores e leitoras (estas formando a esmagadora maioria), se lixaram para as opiniões dos críticos e garantiram tiragens recordes e gordos lucros para as editoras e, principalmente para a autora.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Memorial Caetano Veloso, na Praça da Purificação, abriga o velório de D. Canô


Matriarca dos Veloso será  sepultada por volta das 10h de quarta-feira (26), no cemitério de Santo Amaro. Antes, a família participará de uma missa de corpo presente, na Matriz da Purificação

O corpo de Dona Canô foi levado no final da tarde desta terça (25) até o Memorial Caetano Veloso, na Praça da Purificação, onde os moradores poderão se despedir da matriarca da família Veloso. Familiares, amigos e populares seguiram o cortejo, marcado por muita emoção e aplausos. Maria Bethânia e Caetano, filhos ilustres de Dona Canô, foram ao memorial se despedir da mãe, morta aos 105 anos.
O sepultamento está marcado para as 10h de quarta-feira (26), no cemitério de Santo Amaro. Antes, a família vai realizar uma missa de corpo presente na Matriz da Purificação.
Mãe Carmen, do Terreiro do Gantois, em Salvador, esteve na casa da matriarca, na tarde desta terça. Ela deixou o local por volta das 18h, amparada por amigos e familiares. "Estou com o coração destroçado. Olorum está guardando um lugar para ela no céu", disse a ialorixá.

Claudionor Viana Teles Veloso, mais conhecida como Dona Canô, morreu aos 105 anos, nesta terça-feira (25), em sua casa, localizada na cidade de Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano. 

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Atualizarei o nosso Artecultural, assim que for possível

Marcel, Euriques e Victor


Meus irmãos que me acompanham aqui no Artecultural: peço-lhes desculpas pela falta de novas matérias, mas estou passando por momento terrível. O meu filho Marcel Carneiro,  foi vítima de um bêbado irresponsável e imbecil, resultando em um grave acidente automobilístico. Meu amado filho sofreu TCE de grau 4, foi operado e só resta aguardar as próximas 48 horas, que serão cruciais para o seu destino.

Uma dor excruciante dilacera meu peito de pai, mas tudo que os médicos poderiam fazer, já fizeram. Agora é esperar pela misericórdia Divina, orar sempre e desesperar jamais. Peço-lhes que orem independentemente da crença, pois o DEUS ONIPOTENTE é um só e jamais abandona um filho seu!

Obrigado a todos e retornaremos às nossas postagens, assim que tenhamos condições.

Euriques Carneiro

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Antologias chegam às livrarias com a proposta de reunir autores diferentes




Companhia das Letras reúne vários autores, de diferentes estilos, em coletâneas que visam prender a atenção do leitor pela diversidade temas e narrativas

Literatura agrupada em temáticas pode ser um artifício para fisgar a atenção de jovens leitores nem sempre assíduos ou dedicados. Afinal, se o amor na pena de Lygia Fagundes Telles, Machado de Assis e Vinicius de Moraes é saboroso, por que não alinhavá-lo na mesma lombada? O fantástico de Murilo Rubião e Moacyr Scliar pode até ter origem diferente, mas há uma clima capaz de manter os autores unidos. E escrever sobre animais não foi privilégio de Guy de Maupassant, dos irmãos Grimm ou de Lima Barreto, mas eles o fizeram, e muito bem. Com experiência de mercado e um catálogo valioso de mais de 3 mil títulos, a Companhia das Letras percebeu que podia reciclar esses autores e agrupá-los em livrinhos temáticos destinados ao público jovem.

As primeiras antologias da coleção Boa Companhia chegam às livrarias com a proposta de reunir, sob o mesmo guarda-chuva, autores muito diferentes em épocas e estilos, mas que, em algum momento, trataram de temas semelhantes. O resultado é divertido e pode funcionar como isca na criação do hábito de leitura. É, também, uma maneira de a editora colher lucro com um velho catálogo. “Temos muitos autores consagrados, recebemos recentemente toda a obra do Jorge Amado, toda a obra da Lygia Fagundes Telles, veio o (Carlos) Drummond e a gente queria aproveitar esses autores todos para criar novos livros”, conta a editora Mariana Mendes, coordenadora da coleção.

"Calma aí, coração": trabalho de Zeca Baleiro terá cinco shows na capital paulista


Zeca Baleiro agenda shows do seu novo trabalho "Calma aí, coração", com cinco apresentações em São Paulo, em janeiro de 2013.


"O Disco do Ano", que saiu em abril pela Som Livre, teve de uma das faixas do disco, "Calma Aí, Coração", escolhidas para dar nome ao show  que estreou nos dias 12 e 13 de abril na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional de Brasília, passando depois por Goiás, Rio de Janeiro, Vitória, São Paulo e saindo em turnê pelo país.

O show terá o repertório baseado no CD, destacando canções como Nada Além (Frejat e ZB), Tattoo (ZB), Último Post (ZB e Lúcia Santos), Ela Não se Parece com Ninguém (ZB) e Calma Aí, Coração (Hyldon e ZB). Baleiro ainda recupera algumas faixas menos conhecidas de discos anteriores, como Mundo dos Negócios e Comigo, e faz releituras de Marina Lima e Martinho da Vila.

Zeca Baleiro (voz, violões, guitarra e ukelele) será acompanhado pela banda formada por: Tuco Marcondes (violão, guitarra, gaita, ukelele e banjo), Fernando Nunes (baixo e violão), Kuki Stolarski (bateria e percussão), Pedro Cunha (teclados, samplers, sintetizadores e acordeon) e Adriano Magoo (teclados, samplers, sintetizadores e acordeon).




sábado, 22 de dezembro de 2012

Stevie Wonder fará show gratuito na praia de Copacabana


Cantor aceitou o convite da prefeitura do Rio para se apresentar no Natal e os promotores esperam a presença de um milhão de pessoas na famosíssima praia carioca

O cantor Stevie Wonder fará duas apresentações no Rio de Janeiro em dezembro deste ano. O músico, conhecido pelos hits "Overjoyed" e "I Just Called to Say I Love You", aceitou o convite da prefeitura carioca para se apresentar em 25 de dezembro na praia de Copacabana. Antes, no dia 23, Wonder fará um show beneficente.
Durante a apresentação gratuita em Copacabana o cantor deve receber no palco Gilberto Gil. Os dois já se apresentaram juntos no País, durante o Free Jazz Festival de 1995. Na ocasião a dupla cantou uma versão em português do hit "I Just Called to Say I Love You".
O púbico estimado pela prefeitura do Rio é de um milhão de pessoas. O número é superior ao do show feito por Roberto Carlos no mesmo período, em 2010, que contou com 400 mil pessoas. Mas está abaixo do público de 1,5 milhão de pessoas que comparecem à Copacabana para ver os Rolling Stones em fevereiro de 2006.

Oportunidade imperdível para cariocas e visitantes poderem ver um dos maiores astros da música pop internacional e, o melhor da festa, a custo zero. Um luxo!
Gil: o convidado do astro pop

Livro revela pioneirismo do Centro Cultural São Paulo


Quem projetou o edifício do Centro Cultural São Paulo? Poucos saberão responder, mas desde a sua inauguração ele se firma como um dos expoentes da cultura paulistana


Marco na paisagem paulistana, o edifício do Centro Cultural São Paulo, na Rua Vergueiro, acomoda-se com suavidade num declive do terreno e abre-se democraticamente para os transeuntes que passam por sua calçada, afirmando uma utopia arquitetônica socializante. Mas poucos serão aqueles que saberão dizer de bate-pronto quem foi o arquiteto que o projetou - mesmo no dia de sua inauguração, em 13 de maio de 1982, os arquitetos "não foram citados e assistiram camuflados na massa", segundo lembra o livro "Centro Cultural São Paulo - Espaço e Vida", de Fernando Serapião.
Eurico Prado Lopes e seu sócio Luiz Telles, autores do projeto, tinham menos de 40 anos na época e eram "azarões" na empreitada. Tinham desenvolvido o projeto do Mercado de Pinheiros anteriormente. Eurico Prado Lopes, especialmente, era um promissor enfant terrible da arquitetura paulistana, um flâneur de classe média de orientação progressista, seguidor de Vilanova Artigas (Eurico morreria precocemente, aos 45 anos, em um acidente de automóvel na Via Dutra, em 1985).
Com o auxílio de Luiz Telles, Fernando Serapião faz uma pequena biografia comentada dos protagonistas e do projeto, "o primeiro equipamento multicultural" de São Paulo, e aborda seu desenvolvimento no volume a partir de uma perspectiva social, política e histórica da cidade. Ele considera que a solução do concreto no projeto é "uma resposta à crítica endereçada tanto às obras da escola paulista quanto às da escola carioca de Niemeyer e Lúcio Costa".
CCSP: contraponto com o estilo arquitetônico de Niemeyer
O autor conta que lembra precisamente da primeira vez que viu o Centro Cultural São Paulo. Passeava com o pai pela Avenida 23 de Maio e tinha 10 anos. "Ele foi inspirado naquele projeto de Paris", comentou o pai, referindo-se ao Centro Georges Pompidou. "O que poucos perceberam é que sua arquitetura libertária é uma resposta aos anos de chumbo. O espaço carrega essa contradição: se por um lado, a escala e a maneira como foi construído revelam uma era de imposição, por outro, o desenho franco como extensão da rua é um grito de liberdade."
O livro de Serapião é ricamente ilustrado com fotos e desenhos do terreno, da obra e dos personagens de sua construção, além de ensaios fotográficos de Cristiano Mascaro, Mauro Restiffe e Nelson Kon. Ele narra os percalços da construção, as improvisações, os problemas que persistiram por mais de uma década, e também as vocações naturais dos espaços de exposição e de apresentações.
"É um dos espaços mais democráticos da cidade, onde um morador de albergue pode jogar xadrez, o estudante navegar na internet e um pesquisador de música encontrar a partitura desejada. Tudo de graça", escreve Serapião. Em 30 anos, o CCSP já teve 13 diretores, de advogados a filósofos. Alguns o dirigiram por sete anos, outros por um mês. Na entrada, a escultura Eva, de Brecheret, recebe os cerca de 800 mil visitantes que passam por ali a cada ano. O autor sustenta que sua biblioteca é a mais visitada do País. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
CENTRO CULTURAL SÃO PAULO - ESPAÇO E VIDA
CCSP (Rua Vergueiro, 1.000). Tel. (011) 3397-4002. Quarta, das 19 h às 22 h (lançamento e debate).
Agencia estado

Depois de perder o rumo, MTV promove mudanças e nega fechamento


Após incursões em campos que não agradaram a faixa de público dominante na MTV, a direção confirma que a música volta a ser a prioridade da emissora


"A MTV perdeu o fio da meada quando passou a se levar a sério". Zico Goes, diretor de programação da emissora, recebeu a reportagem em sua sala para uma conversa franca sobre os rumos do canal em 2013. De antemão, o aviso: não fechará. Pelo menos, não nos próximos seis meses. Há projetos engatilhados que ocupam a primeira parte do calendário e a produção começa a todo vapor em janeiro. Em relação às mudanças, saem alguns VJs veteranos, atrações desgastadas deixam a grade e a música volta a ser prioridade.

As baixas previstas para 2013: Ellen Jabour, Marimoon, China e Jana Rosa. Suas saídas estão relacionadas à nova fase da emissora, que estará focada em música e humor. Bruno Sutter fica até fevereiro, mas na função de redator. Daniella Cicarelli permanece na geladeira, sem contrato, e retorna somente se houver interesse do mercado publicitário pela 3ª temporada do "Provão". Dani Calabresa negocia com a Band e deve integrar a bancada do "CQC". Marcelo Adnet é dado como certo na Globo.

Dois ou três novos VJs serão apresentados ao público. Os candidatos estão em processo de seleção, são anônimos e entrarão na emissora sem alarde. "Já estão em fase de testes. A princípio buscamos um menino e uma menina. Pode ser que contratemos três. Não há um perfil definido. Serão treinados para entrar no ar logo em fevereiro", afirmou.

As saídas beneficiarão boa parte do casting remanescente, que terá mais visibilidade. Uma das principais apostas de Zico é Bento Ribeiro. "Do time de comédia, ele é o que mais tem a cara da MTV. Ele é fora da curva, tem o humor politicamente incorreto. Poderia comandar um programa ao vivo, sozinho, com entrevistas, atender telefonemas. Ou seja, ser o novo Cazé Peçanha, que faz um pouco de tudo. É o que eu quero para ele no ano que vem, até para que saia um pouco da cola da Dani (Calabresa)".

A dupla Deco e Lucas, do MTV Sports, deve ganhar novas funções. Titi Müller e Didi Effe terão a boa parceria do "MTV Sem Vergonha" explorada em outras atrações. PC Siqueira segue com os atuais programas. Tatá Werneck e Paulinho Serra comandarão a área de humor. Chuck Hipolitho, Gaía Passarelli e Thunderbird reservados para as principais atrações musicais.

Exposição em São Paulo, tem fotos que revelam a dor das famílias de desaparecidos


Atrocidades de ditaduras da América de Sul, sob a ótica de fotógrafo argentino

A exposição “Ausências – Brasil,” do fotógrafo argentino Gustavo Germano, aborda a ação das ditaduras que dominaram a América Latina, notadamente entre os anos 60 e 80
Continua aberta, no Arquivo Público do Estado de São Paulo, a exposição Ausências – Brasil, do fotógrafo argentino Gustavo Germano. Ela estreou em 2007 na cidade espanhola de Barcelona, onde Germano está radicado, e já passou pela Argentina, Itália, Suíça e França. Sua vinda ao Brasil, nesse momento de plena atividade da Comissão da Verdade, é patrocinada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
O trabalho denuncia a violência das ditaduras que se abateram sobre a América Latina – entre as décadas de 60 e 80 – recorrendo a uma forma simples e contundente. O fotógrafo selecionou várias famílias com uma história comum: a perda de um parente morto em decorrência da repressão política. Em seguida pediu a elas uma foto antiga, que apresentasse a família completa.
Estas fotos selecionadas estão na exposição, ao lado de uma outra, atual, feita no mesmo local, com as mesmas pessoas – exceto o morto ou desaparecido. A justaposição de imagens tem um efeito comovente, revelando a dor, o vazio, a ausência – que nomeia a exposição. Segundo Gilney Viana, coordenador do Projeto Direito à Memória e à Verdade, da Secretaria de Direitos Humanos, o efeito vai além do drama familiar: “Mostra também a perda política para todo o nosso povo.”

Ao lado de inúmeras outras, figuram na mostra as famílias de Bergson Gurjão Farias, Luiz Almeida Araújo, Iuri Xavier Pereira, Alex Xavier Pereira, Arnaldo Cardoso Rocha, Ana Rosa Kucinski Silva, Jana Moroni Barroso, Virgílio Gomes da Silva, Luiz Eurico Tejera Lisboa, João Carlos Haas Sobrinho e Devanir José de Carvalho, todos mortos nos anos da ditadura militar.
O projeto começou na Argentina, onde cerca de 30 mil pessoas figuram em listas de mortos e desaparecidos nos anos da ditadura militar instaurada em 1976. Germano, originário de Entre Ríos, iniciou o trabalho na própria cidade natal, onde um de seus irmãos foi assassinado, aos 18 anos.

A exposição ficará aberta até o dia 1.º de abril, no horário das 9 às 17 horas, de segunda a sexta-feira. A partir de janeiro também haverá abertura para visitação em alguns sábados. Para saber mais é preciso consultar o site do arquivo, na internet.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Saiu a lista dos nove concorrentes ao Oscar de melhor filme estrangeiro. ‘O Palhaço', de Selton Mello, ficou de fora

A torcida era grande, mas o filme não foi indicado


Ainda não vai ser desta vez que o cinema brasileiro terá a sensação de ver uma produção nacional trazer uma estatueta para casa. "O Palhaço”, de Selton Mello, ficou de fora da relação dos concorrentes

O filme brasileiro "O palhaço", dirigido e estrelado por Selton Mello, ficou fora da corrida pelo Oscar de melhor filme estrangeiro. O site oficial da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, responsável pela premiação, listou as nove produções que avançam à penúltima fase da disputa.

Confira:

Áustria: "Amour", de Michael Haneke
Canadá: "War witch", Kim Nguyen
Chile: "No", de Pablo Larraín
Dinamarca: "A royal affair", de Nikolaj Arcel
França: "Os intocáveis", de Olivier Nakache e Eric Toledano
Islândia: "The Deep", de Baltasar Kormákur
Noruega: "Kon-Tiki", de Joachim Rønning e Espen Sandberg
Romênia: "Beyond the Hills", de Cristian Mungiu
Suíça: "Sister", de Ursula Meier

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A história da Rádio Nacional será contada em exposição na cidade de São Paulo

Algumas das fotos expostas

Sem internet, sem TV e com as telecomunicações apenas engatinhando, o rádio era o único veículo de comunicação de massa, em meados do século passado


"Alô, alô Brasil! Aqui fala a Rádio Nacional do Rio de Janeiro!" Foi com essa frase que o locutor Celso Guimarães deu início à transmissão da Rádio Nacional, em 1936. Alguns anos depois, a emissora virou referência: por ela passaram grandes intérpretes da música popular brasileira, tais como Dalva de Oliveira, Lamartine Babo, Francisco Alves, Orlando Silva e Dolores Duran. Nela surgiram também os programas de auditório de variedades e de humor. E foi por meio de suas ondas que foram transmitidas as famosas radionovelas, que enriqueceram o imaginário brasileiro.

Para homenagear toda essa história, que ajudou a construir a história do rádio no país, a Caixa Cultural Sé, localizada no centro de São Paulo, vai abrigar uma exposição que apresenta 75 fotografias do acervo da rádio do Rio de Janeiro. No passeio, o visitante também poderá ouvir programas e gravações do estúdio e do auditório da rádio.

Segundo o curador e historiador Carlos Eduardo França de Oliveira, o foco da exposição, chamada Uma Rádio Ligando o Brasil: Memória da Rádio Nacional, é a década de 1950. “É uma exposição sobre a Rádio Nacional e busca retratar um pouco da trajetória que ela percorreu desde os anos 1930 até hoje. Por uma questão de acervo, acabamos restringindo a exposição aos anos 1950 porque buscamos trabalhar com o acervo da própria Rádio Nacional, fotográfico e de fonogramas”, disse Oliveira, em entrevista à Agência Brasil.

Em 76 anos de existência, a Rádio Nacional reuniu um acervo considerável de discos, gravações, imagens e cartazes. Tudo isso ajudou a consolidar a ideia de nacionalidade brasileira, um pedido feito pelo então presidente Getulio Vargas. Foi então, no rádio, que surgiram os primeiros símbolos dessa unidade nacional: a cantora Carmem Miranda e o compositor Ary Barroso, ritmos como o samba e o choro, a música Aquarela do Brasil (de Ary Barroso) e o programa de notícias Repórter Esso.

“A Rádio Nacional foi um projeto criado no final dos anos 1930 quando o Brasil ainda não tinha uma identidade cultural, um traço cultural. Havia uma série de manifestações dispersas por todo o país, mas nada que as unificasse. No governo de Getulio Vargas, no Estado Novo, tentou-se, de diversas formas, dar uma cara para o Brasil e dizer o que o simboliza. A Rádio Nacional vai muito de encontro com isso”, explicou o curador.

Um impulso ao samba
Dorina Ponto Samba: apoio da lendária radio


Segundo Oliveira, um exemplo disso é o que ocorreu com o samba. “Até os anos 1930, o samba era restrito a algumas partes do território nacional. Ele foi então trabalhado por meio da Rádio Nacional como sendo elemento nacional por excelência”, disse.

No percurso da exposição, o visitante irá se deparar com muitas fotografias que ajudam a contar a história da Rádio Nacional na década de 1950. “Ao longo da exposição [o visitante] encontrará os cantores, cantoras e músicos, os personagens dos programas de auditório e imagens das pessoas que frequentavam a Rádio Nacional. Haverá também uma área sobre o backstage [bastidores] da Rádio Nacional, ou seja, sobre as pessoas que trabalhavam na rádio, na parte técnica ou administrativa, mas que os ouvintes não conheciam. Haverá também um espaço para as radionovelas, que eram um grande sucesso dos anos 1950”, disse o curador. Segundo ele, haverá inclusive fotos que mostrarão como eram feitas as sonoplastias das radionovelas, desde os ruídos que lembravam o barulho da chuva até os passos dos cavalos.

Além das imagens, haverá uma área voltada para a audição, em que o visitante poderá escutar trechos dos programas da rádio, e outra que vai apresentar uma animação, mesclando publicidade, áudio e imagens da época e que pretende mostrar como era a Rádio Nacional.
Fonte: JC online

Músico Dominguinhos é internado em estado grave no hospital Santa Joana, no Recife

Os amantes da boa música e da cultura nordestina estão em uma corrente de oração pelo pronto restabelecimento do cantor e compositor Dominguinhos, que foi internado hoje, no Recife



O cantor e compositor José Domingos de Morais, o Dominguinhos, de 71 anos, está internado no Hospital Santa Joana, no bairro do Derby, área central do Recife. As primeira informações dão conta de que ele teria contraído um forte gripe, durante as festividades em Exu (PE), em comemoração ao centenário de Luiz Gonzaga.

De acordo com a assessoria de imprensa da unidade de saúde, o estado do pernambucano de Garanhuns, Agreste do Estado, é grave e ele está na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). O músico estaria internado desde a última terça-feira (18), acompanhado da esposa e da filha.
Segundo amigos próximos, ele estaria com um câncer no pulmão – desde 2011 -, além de ser diabético. Não se sabe se o internamento tem relação com os antigos problemas de saúde do artista. Os familiares de Dominguinhos não permitem passar outras informações e nos resta apenas orar e aguardar a intervenção do Senhor Jesus Cristo.


Euriques Carneiro.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Retratos de Mao, por Andy Warhol não poderão ser vistos na China

Os retratos de Mao, por Andy Warhol

Os mandatários chineses vetaram a inclusão dos dez quadros “Retratos de Mao” na exposição "The Andy Warhol: 15 minutes Eternal exhibition". Quem quiser vê-los, terá que ir a Hong Kong

Hong Kong - Os famosos retratos de Mao criados por Andy Warhol, que figuravam em uma grande retrospectiva dedicada ao artista que lançou o movimento pop art, não serão expostos no próximo ano em Pequim e Xangai, anunciaram nesta quarta-feira os organizadores da mostra. A exposição "The Andy Warhol: 15 minutes Eternal exhibition", pelo 25º aniversário de sua morte, reúne mais de 300 obras do artista, entre as quais havia 10 retratos em serigrafia e acrílico de Mao Tsé-Tung.

Os retratos de Mao, realizados em 1972 e 1973, marcaram o retorno à pintura de Andy Warhol (1927-1987) e podem ter sido inspirados pela visita histórica do presidente americano Richard Nixon à China em 1972 e seu encontro com o pai da Revolução Cultural. Os retratos de Mao podem ser vistos em Hong Kong, um território semiautônomo no sul da China, até março de 2013.

Fonte: CB

Zélia Duncan lança disco apenas com canções feitas por Itamar Assumpção


 
Em uma troca de amabilidades e Itamar Assumpção dizia que Zélia Duncan era bondosa em excesso. A cantora, por sua vez, garantia que não: “você Itamar, é que merece toda a bondade do mundo...”
 Certo dia, o compositor paulista chegou para a amiga com a canção Zélia mãe Joana, que havia criado brincando com a tal “dupla personalidade” dela. “Levo fama de Zélia boazinha/Mas mato, se for preciso/Você que faça gracinha/Na festa, banque o Narciso/Eu corto sua asinhas/Te expulso do meu paraíso”, diz a letra.

A faixa permaneceu inédita, guardada no baú de Zélia por anos, e vem a público no álbum que a cantora e compositora nascida em Niterói (RJ) lança agora apenas com canções feitas por Assumpção, morto em 2003. “Sou Zélia moderna, não Zélia banana”, continua a faixa. Há quem diga que Itamar, que incendiou a MPB com sua linguagem musical desconcertante nas décadas de 1980 e 1990, seja um compositor difícil, com um repertório repleto de lados B. Em Tudo esclarecido, que é também nome de uma das 13 canções que integram o disco, Zélia optou pelo “lado B” do “lado B” do artista.

Importância de Itamar Assumpção para a cultura brasileira
Nascido Francisco José Itamar de Assumpção m Tietê, SP, em 13 de setembro de 1949,já acompanhava Arrigo Barnabé quando viveu em Londrina e participou da banda “Sabor de Veneno”. Experimentou a mistura dos sons do rock com o samba e o funk, criando uma linguagem urbana, trazendo ainda na bagagem sua experiência como ogã no terreiro de Candomblé de seu pai. Itamar compunha apoiado na linha do contrabaixo (... componho para o contrabaixo). Não é harmonia, acorde, são só notas e foi diretamente responsável pela aproximação de Alice Ruiz à Vanguarda Paulista, quando mostrou ao público os sons dos versos da poetisa.

Foi o mais assíduo parceiro de Alice Ruiz, Alzira Espíndola e Ná Ozzetti e também parceiro de Tetê Espíndola, até a data de sua morte, em 2003. Poeta e músico genial, viveu à margem da mídia, recusando-se inclusive a editar suas músicas e a entrar no que chamava de sistema. Negro, foi parar na cadeia com 23 anos de idade, quando esperava um ônibus na Rodoviária de Londrina com sua mala e um toca-fitas. Passou cinco dias preso e incomunicável, num cubículo com mais uns quinze caras lá dentro, todos de cócoras porque não havia espaço para deitar [2]. Itamar afirmou que não usou essa experiência em música, no entanto é interessante notar que a primeira banda que formou chamava-se Isca de Polícia, e até hoje, é difícil alguém pensar em Itamar Assumpção sem chamar pelo Nego Dito.

Faleceu precocemente vítima de câncer, em 12 de junho de 2003. Mais do que um grande compositor, o Brasil perdeu um gênio, um mito, aquele que mais inovou a música paulista.

Euriques F. Carneiro

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Mais uma pré-estreia de filme é cancelada nos EUA: 'Django Livre', de Tarantino


O novo filme do diretor, "Django Livre", - um dos candidatos a 'melhor filme', no Globo de Ouro, -  teria sua première nesta terça, 18, mas decidiu-se pelo cancelamento em virtude de mais um massacre em escola americana

Vários eventos para promover filmes foram adiados ou cancelados desde o tiroteio de sexta-feira (14), enquanto em eventos esportivos foram realizados momentos de silêncio e orações. Uma delas foia a pré-estreia em Hollywood do filme do diretor Quentin Tarantino "Django Livre", a última resposta ao massacre da escola de Connecticut.
Em vários eventos esportivos, jogadores utilizaram braçadeiras pretas em homenagem às vítimas, 20 das quais eram crianças. A Weinstein Company afirmou que a première marcada para esta terça-feira (18) em Los Angeles de "Django Livre" - que deve estrear no dia de Natal nos cinemas americanos - foi sobrestada.
Quentim Tarantino volta à cena com um faroeste

Um porta-voz da Weinstein Company afirmou: "Nossos pensamentos e orações estão com as famílias da tragédia em Newtown, Connecticut, e neste momento de luto nacional decidimos abrir mão de nosso evento”. O estúdio ainda realizará uma projeção com plateia restrita ao elenco, funcionários, amigos e familiares.

A violência nas telas é uma marca de Tarantino, diretor conhecido por filmes como "Cães de Aluguel", de 1992, a "Bastardos Inglórios", de 2009. Em seu novo filme, um escravo que se tornou um caçador de recompensas tenta resgatar sua mulher de um proprietário de terras brutal. No novo filma, também não faltam cenas de impacto e violência.

O filme teria sua première depois que o lançamento no fim de semana do último filme de Tom Cruise, "Jack Reacher", também foi adiado. "Nossos corações estão com todos os que perderam seus entes queridos", afirmou o estúdio Paramount, acrescentando que tomou a decisão "em homenagem e respeito às famílias das vítimas cujas vidas foram tomadas de forma insensata".

Euriques F. Carneiro

12 anos após ter gravado o último disco solo, Herbert Vianna lança o álbum Victoria


 Duas faixas do disco merecem destaque especial: “Pense Bem” e “Só Pra Te Mostrar”. Elas fazem parte das 20 músicas de Victoria, novo disco solo de Herbert Vianna. Intimista, o álbum conta apenas com um músico além de Herbert: Chico Neve

Quando um compositor decide fazer um disco com músicas próprias já gravadas por outros intérpretes, o trabalho tem dois caminhos: soar como remix de sucessos ou ser um álbum único, capaz de recriar canções. E, como era de se imaginar, Victoria, novo CD de Herbert Vianna, seguiu a segunda opção. Com 20 músicas autorais (cinco delas em parceria com Paulo Sérgio Valle, Leoni e Paula Toller), o disco é uma mensagem de amor, a começar pelo título. Victoria é o primeiro nome de Lucy Needham Vianna, esposa de Herbert, morta em um acidente de ultraleve, em 2001.

Porém, nem por isso é triste. O disco é uma lembrança saudável em tom de homenagem. O clima intimista é responsável pela fluidez da obra, que revela outro sentimento: o carinho entre o cantor e Chico Neves, produtor do CD. Em todas as faixas, os instrumentos (violão, percussão, baixo e xilofone, entre outros) contam só com Herbert e Chico Neves, dupla criadora dos arranjos.
No disco há várias músicas que ficaram famosas nas vozes de cantoras como Ivete Sangalo, Marina Lima, Paula Toller e Ana Carolina, por exemplo. Herbert gravou também sua primeira composição, “Penso Em Você”, anterior ao Paralamas do Sucesso, que completa 30 anos em 2013.
Ouça “Pense Bem” e “Só Pra Te Mostrar”, duas das 20 faixas de Victoria, novo disco solo de Herbert Vianna. Intimista, o álbum conta apenas com um músico além de Herbert: Chico Neves.
No disco há várias músicas que ficaram famosas nas vozes de cantoras como Ivete Sangalo, Marina Lima, Paula Toller e Ana Carolina, por exemplo. Herbert gravou também sua primeira composição, “Penso Em Você”, anterior ao Paralamas do Sucesso, que completa 30 anos em 2013.
Veja a lista das faixas do álbum Victoria:

1 - “Só Pra Te Mostrar”
2 - “Pense Bem”
3 - “Junto Ao Mar”
4 - “Eu Não Sei Nada De Você”
5 - “A Lua Que Eu Te Dei”
6 - “Noites De Sol, Dias De Lua”
7 - “Mulher Sem Nome”
8 - “Pra Terminar”
9 - “Penso Em Você”
10 - “Une Chanson Triste”
11 - “Quando Você Não Está Aqui”
12 - “Canção Para Quando Você Voltar”
13 - “Vem Pra Mim”
14 -“Nada Por Mim”
15 - “Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim”
16 - “Um Amor, Um Lugar”
17 - “Só Sei Amar Assim”
18 - “Blues Da Garantia”
19 - “Sinto Muito”
20 - “Derretendo Satélites”

Euriques F. Carneiro

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Novo livro de Flávio Aguiar reconstrói narrativa bíblica pela voz de coadjuvantes


A partir da perspectiva de Beliel, o anjo da virtude expulso do reino dos céus, o escritor Flávio Aguiar constrói uma narrativa da Bíblia Sagrada com nova versão para o fim dos tempos
São Paulo - “No passar das claridades e escuridões (ninguém ainda inventara as horas) Adão se entediava. Depois de contar interminavelmente as folhas das palmeiras, começou a contar grãos de areia.” A passagem é de A Bíblia Segundo Beliel, novo livro de ficção do professor e pesquisador do programa de pós-graduação em Literatura Brasileira da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/ USP), e colunista da RBA, Flávio Aguiar, que será lançado este mês, contando “da criação ao fim do mundo, como tudo de fato aconteceu”.
Ancorado nas tradições bíblicas, com o quê o autor trabalhou a maior parte da vida, o livro dá voz a personagens menos famosos do mais famoso livro do mundo, como a pomba solta por Noé para procurar terra firme, o escravo de Jó e o próprio Beliel, antigo anjo da virtude que, juntamente com Lúcifer, foi banido do reino dos céus. O livro registra as teorias e previsões sobre o fim do mundo, como descrito no Apocalipse de São João Evangelista. No entanto, o autor não trabalha somente com previsões de origem religiosa, mas também aquelas de natureza científica ou histórica, como o aquecimento global.
A Bíblia segundo Beliel combina a leveza da chanchada com reflexões profundas e ousadas sobre temas como a religião, o fanatismo, a crença e a descrença, a opressão e a liberdade, a desigualdade e a justiça. E o amor como objetivo e possibilidade de redenção da humanidade. Da mesma forma em que fala do passado, a narrativa de A Bíblia segundo Beliel mira o futuro, nos levando a uma versão absolutamente fantástica do fim dos tempos e do destino da Criação.
Ao comentar a obra, o escritor foi enfático: “Passei muitos anos estudando as Bíblias como fontes literárias e das demais artes. Mais da metade das literaturas e das artes que estudamos são incompreensíveis sem um conhecimento mínimo das diversas Bíblias. Acho que isso se materializou numa reescritura do que eu lera e me inspirara, na minha vida de professor e crítico literário. Como se todo esse mundo acumulado pegasse um desvio da linha e saísse em busca de um caminho próprio. Por isso não consigo dizer, por exemplo, que o livro é meu. Ele é mesmo do Beliel, esse anjo torto que se materializou em mim. Eu fui apenas seu porta-voz”.

Euriques F. Carneiro

Coleção Aplauso lança 11 títulos, sendo 10 da série Música


 
Livros da coleção Aplauso serão lançados nesta segunda-feira, em São Paulo. “O Cidadão do Mundo”, do dramaturgo Geraldo Thomas está sendo lançado pela série Especial e os demais pela série Música
 Acontece nesta segunda-feira, no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, o lançamento de 11 títulos da Coleção Aplauso, criada pela Imprensa Oficial para resgatar a produção cultural brasileira. Pela série Especial sairá título dedicado a Gerald Thomas. Os outros 10 são da série Música e contarão a história de Adelaide Chiozzo, Quarteto em Cy, Cida Moreira, Célia, Francisco Carlos, Inezita Barroso, Jair Rodrigues, Leny Andrade, Johnny Alf e Marlene. Em 2013, devem ser lançados títulos sobre Cacilda Becker, Alaíde Costa e Vida Alves. Os livros custam R$ 30 e os volumes mais antigos da coleção podem ser lidos no site www.colecaoaplauso.com.br
O gerente de produtos editoriais e institucional da Imprensa Oficial, Carlos Roberto Campos de Abreu Sodré explica que o objetivo é lançar luz sobre a contribuição desses artistas para a cultura brasileira. "A coleção visa homenagear o registro do artista e a importância de sua arte, seja na música ou no teatro".
Cada exemplar pode ser comprado pelo valor de R$ 30, mas os volumes mais antigos da "Coleção Aplauso" podem ser acessados gratuitamente no site. A coleção foi criada em 2004 e visa preservar a memória da cultura nacional e democratizar o acesso ao conhecimento e à informação. Para o primeiro semestre de 2013, estão previstos os lançamentos das biografias da atriz Cacilda Becker, da cantora Alaíde Costa e da atriz Vida Alves.

Confira os títulos:

Adelaide Chiozzo - O acordeom e o beijinho doce
Autora: Patricia Rodrigues

As meninas do Cy - Vida e música do Quarteto em Cy
Autora: Inahiá Castro

Cida Moreira - A dona das canções
Autor: Thiago Sogayar Bechara

Célia - Entre o mundo e a minha voz
Autor: Caio de Andrade

Francisco Carlos - O maior ídolo dos anos dourados
Autor: Jonas Vieira

Inezita Barroso - Com a espada e a viola na mão
Autor: Valdemar Jorge

Jair Rodrigues - Deixa que digam, que pensem, que falem
Autora: Regina Echeverria

Leny Andrade - Alma mia
Autora: Regina Ribas

Johnny Alf - Duas ou três coisas que você não sabe
Autor: João Carlos Rodrigues

 Marlene - A incomparável
Autora: Diana Aragão

 Gerald Thomas - Cidadão do mundo
Autor: Edi Botelho

SERVIÇO
Lançamento de 11 títulos da "Coleção Aplauso"
Dia 17 de dezembro, às 19h
Museu da Imagem e do Som - MIS (Avenida Europa, 158, Jardim Europa, SP

domingo, 16 de dezembro de 2012

2013 está chegando e muitos já pensam onde e como passar o CarnavalO cartaz


Cartaz oficial da festa de 2012
As festas de final de ano estão chegando e logo após virá o Carnaval. Qual o seu destino para a folia de momo de 2013?

O Rio de Janeiro apresentará o seu espetáculo de luxo e fantasias tendo como alvo os turistas. A folia em Salvador é recheada de participação popular e de milhões de pessoas atrás do trio elétrico. Em Recife e Olinda, o carnaval é de tradição com os famosos Bonecos de Olinda e o maior bloco de carnaval do mundo, o Galo da Madrugada, deixando um rastro de dois milhões de foliões pelas ruas da capital pernambucana.

Sem tradição de grandes carnavais, Curitiba apresenta uma atração alternativa que vem crescendo ano após ano. Não se tem notícia de nenhuma outra localidade no Brasil que apresente este tipo de manifestação, chamada de “Zombie Walk”.

A caminhada com aspectos macabros surgiu no Canadá, por volta de 2003. Inicialmente com menos de 10 participantes, hoje arrasta multidões que curtem este tipo de manifestação.

A Zombie Walk – que na tradução literal significa “caminhada de zumbis” – reuniu em 2012 em Curitiba, mais de três mil pessoas, segundo a organização, que neste ano espera ter pelo menos um número equivalente de participantes. Para participar basta se fantasiar de morto-vivo, abusar do sangue de catchup e entrar na onda. A caminhada marcada para a terça de Carnaval, a partir das 13h, sai da Praça Osório, passa pela Praça Santos Andrade e termina nas Ruínas de São Francisco.

Para quem não gosta das folias tradicionais ou não está a fim de dourar a pele ao sol de uma das centenas de praias da costa brasileira, fica a opção da Zombie Walk, da capital paranaense. É tudo uma questão de gosto!

Euriques Carneiro

sábado, 15 de dezembro de 2012

Paul McCartney substituiu Kurt Cobain em reunião do Nirvana

McCartney com o Nirvana

Músicos se apresentaram nos EUA em show beneficente às vítimas da tempestade Sandy e Paul McCartney, viveu Kurt Kobain, quase duas décadas após a morte do líder do Nirvana

Paul McCartney foi Kurt Cobain por uma noite. O ex-beatle substituiu o ex-vocalista do Nirvana, morto em abril de 1994, durante um show que reuniu os ex-integrantes da banda grunge: Dave Grohl e Krist Novoselic.
 A apresentação foi realizada nesta quarta-feira, no Madison Square Garden, em Nova York, dentro do concerto beneficente em prol das vítimas da tempestade Sandy , que atingiu os EUA em novembro. McCartney subiu ao palco ao lado de Grohl e Novoselic para tocar uma nova música. Os ex-integrantes do Nirvana não tocam juntos há 20 anos.
Um porta-voz disse ao jornal que recentemente Grohl convidou McCartney para "dar uma canja com alguns amigos". Além de Grohl na bateria e Novoselic no baixo, a reunião contou com Pat Smear (que chegou a tocar com o Nirvana nos últimos seis meses de vida da banda) na guitarra.
McCartney disse: "Eu não sabia realmente quem eles eram. Eles ficavam dizendo como era bom voltar a tocar juntos. Eu disse: 'Que? Vocês não tocavam juntos há todo esse tempo?' E alguém sussurrou para mim: 'Eles são o Nirvana. Você é Kurt'. Não pude acreditar".
Foi uma união inusitada, mas visou ajudar os flagelados da tempestade Sandy, que ceifou vidas e deixou inúmeros desabrigados nos Estados Unidos.


'Lincoln' bate “Argo” e “Django Livre” nas indicações ao Globo de Ouro

"Lincoln": o favorito às principais premiações do Globo de Ouro

Produção dirigida por Steven Spielberg teve sete indicações, duas a mais que 'Argo' e 'Django Livre' e tornou-se o maior favorito nesta que é a 70ª edição do Globo de Ouro

Com a marca registrada de Steven Spielberg e abordando uma das maiores polêmicas da história americana que foi o processo de abolição da escravatura naquele país, o filme “Lincoln” foi confirmado como favorito ao Globo de Ouro. O anúncio foi feito nesta quinta-feira e ratificou todas as previsões que indicavam o trabalho de Spielberg como grande favorito para a temporada de prêmios em Hollywood, ao monopolizar o maior número de indicações para a 70ª edição do Globo de Ouro.

"Lincoln" obteve sete indicações, entre elas melhor filme, melhor diretor e melhor ator (Daniel Day-Lewis) e ultrapassou em duas menções "Argo" e "Django Livre". Esses três títulos junto com "A Hora Mais Escura" e "As Aventuras de Pi", com quatro e três indicações respectivamente, formaram o grupo de finalistas que vão concorrer ao prêmio de melhor filme do ano.

"Os Miseráveis" e "O Lado Bom da Vida" (quatro indicações cada um) medirão suas forças na categoria de melhor filme de comédia ou musical, também disputada por "Moonrise Kingdom", "Amor Impossível" e "O Exótico Hotel Marigold".
Considerados a prévia do Oscar, mais por seu alcance midiático que por sua capacidade para prever os vencedores de estatuetas, os Globos de Ouro constam de 25 categorias divididas entre cinema e televisão, nas categorias drama e comédia, e são concedidos a cada ano pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA).
Os membros desta organização, cerca de 90, decidiram com seus votos fazer coincidir as indicações de melhor direção com as de melhor filme de drama, por isso que Spielberg, Ben Affleck, Quentin Tarantino, Kathryn Bigelow e Ang Lee competirão também pelo prêmio de diretor.
No terreno interpretativo destaque para a ausência do espanhol Javier Bardem entre os candidatos a melhor ator coadjuvante por seu trabalho de vilão em "007 - Operação Skyfall". Bardem estará na corrida pelos prêmios Critics' Choice e SAG por esse trabalho. Naomi Watts conseguiu a única indicação para a produção espanhola "O Impossível", em seu caso como melhor atriz protagonista em um drama.
O anúncio das indicações dos Globos de Ouro aconteceu hoje, 13, no hotel Beverly Hilton de Los Angeles, mesmo palco onde vai acontecer a entrega da 70ª edição destes prêmios no dia 13 de janeiro.

Efe