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sexta-feira, 18 de maio de 2018

O CAMINHO DO GRANDE SERTÃO PELAS VEREDAS DE GUIMARÃES ROSA


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Em 16 de maio de 1952, o escritor se lançou em uma jornada pelo interior de Minas Gerais, que inspiraria suas criações e hoje se tornou roteiro turístico
Nonada. É a primeira palavra que aparece em Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa e, ao longo das mais de seiscentas páginas, soma mais seis ocorrências. Antes de fechar o livro ela aparece de novo, na penúltima linha da última página.

Nonada é “coisa sem importância, um quase nada” e sai da boca de um jagunço e vai ganhando significado enigmático, assim como muitas outras palavras do livro: se mostra hora coloquial e quase banal, hora estranha e enigmática. Esta tensão entre o corriqueiro, o popular, o cotidiano por um lado e o estranho, o enigmático, o hermético, por outro lado, é também uma característica do romance todo.

Além disso, Nonada é também o antônimo ao último sinal gráfico do livro, que é o símbolo do infinito. Assim, o movimento da trama e das ideias de certa maneira vai do quase nada ao infinito.

Algumas viagens entram para a história. Outras entram também para a literatura. Foi o que aconteceu com o escritor João Guimarães Rosa, quando, em maio de 1952, se lançou numa empreitada pelo sertão mineiro que marcaria sua vida e sua obra. Acompanhado de oito vaqueiros e levando 300 cabeças de gado, percorreu em dez dias os 240 quilômetros que separam Três Marias e Araçaí, na região central de Minas Gerais, sua terra natal. Trazia amarrada ao pescoço uma caderneta, onde anotava tudo que via e ouvia – as conversas com os vaqueiros, as sensações, as dificuldades e tudo que brotasse daquele mundo que ele reencontrava depois de anos vivendo como diplomata no exterior.

As cadernetas, hoje parte do acervo do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo, foram reunidas em dois diários, que Rosa chamou de A Boiada 1 e A Boiada 2. As anotações seriam utilizadas como elementos de suas próximas obras – entre elas, Corpo de Baile (lançado em 1956), Tutaméia (de 1967) e Grande Sertão: Veredas (1956).

No dia 16 de maio, o escritor chegava à fazenda Sirga, de seu primo Francisco Moreira, em Três Marias. Três dias mais tarde, a boiada partiria para a viagem, fazendo seu pouso em várias fazendas e vilarejos da região. Rosa fez questão de acompanhar o dia-a-dia dos vaqueiros em tudo, comendo da mesma comida – carne-seca, toucinho, feijão e arroz com pequi – e dormindo nos mesmos locais. Em Barreiro do Mato, por exemplo, teria dormido dentro de uma grande forma de rapadura, um enorme tacho côncavo, e em vários outros locais passou a noite em colchões de palha de milho, comuns naquela época. Já próximo a Cordisburgo, cidade em que nasceu e etapa final da viagem, a comitiva teve um encontro com uma equipe da revista O Cruzeiro, que cobria a viagem do já famoso autor de Sagarana, lançado em 1946. 


Inspiração
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As obras de Rosa possuem uma infinidade de referências diretas e indiretas à viagem de 1952. A principal delas está em Corpo de Baile, mais especificamente na novela Uma Estória de Amor, inspirada na vida de Manuel Nardy, um dos oito integrantes da comitiva. Ele aparece transfigurado no personagem de Manuel Jesus Rodrigues, o Manuelzão. As semelhanças vão além do nome: estão em acontecimentos da vida do vaqueiro.

Outro vaqueiro que se destacou durante a viagem foi João Henrique Ribeiro, o Zito. Embora não tenha ficado tão famoso quanto Manuel, era Zito quem seguia o tempo todo ao lado do escritor. Assumiu as funções de guia e de cozinheiro da tropa e tirava quase todas as dúvidas de Guimarães Rosa. Embora não tenha resultado na criação de um personagem, a relação entre Zito e o escritor também teve seu destaque na obra. A perspicácia do vaqueiro chamou tanto a atenção de Rosa que, anos mais tarde, ele o homenagearia em Tutaméia, lançado no ano da morte do escritor. Em um dos quatro prefácios, Guimarães Rosa transcreve trechos de conversas com o vaqueiro e elogia sua inteligência e criatividade. 


O guia de Rosa
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Dono de uma memória prodigiosa, o vaqueiro Zito guardou detalhes da viagem de Guimarães Rosa que ajudaram a reconstituir cada passo da aventura vivida pelo escritor – incluindo nomes, lugares e datas. “Ele queria saber de tudo. Se visse aquele pau ali, queria saber o nome daquele pau. Se ouvisse uma conversa, queria saber do que a gente falava. E ia escrevendo tudo nas cadernetas que levava penduradas no pescoço”, disse, em 2001. 

Segundo o vaqueiro, Rosa teria dito que pagaria seus estudos no Rio de Janeiro, proposta que ele recusou. “Queria mesmo era ser vaqueiro.” Zito morreu aos 65 anos, em 2002, em Três Marias. Foi o penúltimo dos oito vaqueiros da tropa a morrer – o último foi Sebastião Leite, há dois anos. Da viagem, Zito deixou um caderno escolar. Todas as noites, sentava-se próximo à fogueira e escrevia versos sobre o duro dia de trabalho. Em frases simples e com uma caligrafia arrastada, Zito transformava a vida real em poesia, tal como o fez João Guimarães Rosa.

Roteiro turístico
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As andanças de Guimarães Rosa deixaram um sugestivo roteiro para quem deseja conhecer agradáveis cidades do cerrado mineiro. O livro relata a guerra de jagunços e tem cenários como o povoado de Barreiro Grande, hoje Três Marias, e o de Araçaí, ex-distrito de Sete Lagoas. 

A longa jornada, no lombo de mulas e cavalos, percorreu as cidades descritas por Rosa e foi descobrindo deliciosos detalhes que remetem a passagens do livro. Entre elas, Cordisburgo, onde fica o Museu Guimarães Rosa, e Andrequicé, onde as lembranças de Manuelzão também estão preservadas.

Referência: aventurasnahistoria.uol.com.br e https://revistacult.uol.com.br

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Por US$ 8,3 milhões é possível comprar as Ruínas de Bargylia, cidade da Grécia Antiga


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Ruínas de Bargylia, cidade com origem lendária, sendo área privada desde 1927, mas que se parece mais com uma cidade fantasma procuram por um comprador

A antiga cidade grega de Bargylia, atual Bogazici, na Turquia, foi colocada à venda por 35 milhões de liras turcas (cerca de R$ 29 milhões). A decisão foi tomada na intenção de afastar ladrões de artefatos e, ao mesmo tempo, evitar a decadência total do local.

A área é uma propriedade privada desde 1927. No entanto, se parece mais com uma cidade fantasma. Os restos de um mosteiro abandonado na área, por exemplo, servem hoje de pasto para vacas e abrigo de galinhas.

Além disso, a propriedade é alvo de ladrões de artefatos, um fato que preocupa os arqueólogos. “Nós ouvimos os sons dos ladrões de tesouros à noite, mas não podemos fazer nada por medo”, diz um morador em entrevista ao jornal Hurriyet. 


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Como a cidade nunca passou por escavações arqueológicas significantes, não se sabe quais artefatos estão perdidos pelo local. Todavia, o lugar, que, nas lendas, foi fundado pelo herói grego Belerofonte, tem um anfiteatro subterrâneo, uma necrópole antiga e muralhas. Além disso, estava localizado próximo do grande Templo de Ártemis.

Bargylia é classificada como um sítio arqueológico nível um, o que impede construções na propriedade. Assim, os arqueólogos anseiam que o Ministério da Cultura e Turismo efetue a compra para proteger as riquezas arqueológicas e impedir que outro possível comprador rebaixe esse status e transforme o local em um resort.


Fonte: http://www.vivamais.com.br

terça-feira, 15 de maio de 2018

Mostrando que continua sendo o velho e bom Spike Lee, o diretor se refere ao presidente Trump como um grande FDP


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Numa altura em que a imprensa cannoise já está histérica a prever a Palma de Ouro, o novo filme de Spike Lee, BlacKkKsman, chega com estrondo de um trovão

Um regresso aos seus dias de aclamação com uma obra que se passa nos anos 1970 mas que remete para a escalada de racismo nesta América de Trump (o filme acaba com imagens reais de Charlotte e da marcha de ódio do ano passado).

Inspirado no caso real de um detetive negro da polícia do Colorado que conseguiu enganar o líder do Ku Klux Klan e tornar-se membro da organização, Spike Lee faz um filme engagé, uma lança política que denuncia um dos piores flagelos americanos, a organização racista. Há uma militância orgânica que aqui é agilizada com um humor que é certeiro na caricatura dos assassinos racistas do KkK.

— Nós temos um sujeito na Casa Branca, eu não vou dizer o nome dele, que no momento decisivo, não apenas para a América, mas para o mundo, teve a chance de dizer: 'Nós estamos do lado do amor, não do ódio'. E aquele filho da puta não denunciou a maldita (Ku Klux) Klan, os extremistas de direita e os nazistas filhos da puta. Ele poderia ter dito ao mundo: "Nós somos melhores do que isso".  Resultado de imagem para spike lee BlacKkKsman 2018


Extremamente correto, repleto de ideias de cinema e com uma lavra de ensaio sobre a linguagem e a palavra, BlaKkKsman não hesita em seguir as pisadas do modelo do policial. Um documento dos nossos dias para a América refletir sobre o mal e as suas vozes cada vez mais vivas. A sua ovação de pé no Palais durante muitos minutos diz muito sobre este acontecimento cinematográfico.

Mas "Acontecimento" é também The House That Jack Built, de Lars von Trier, retrato de um serial killer americano encarnado com afinco por Matt Dilon. Passou fora da competição na seleção oficial e há relatos de revolta de um público indignado. Um belo filme de um cineasta que está com dons provocatórios cada vez mais requintados, embora, por vezes, se perca num certo exibicionismo teórico.

Fonte: https://www.dn.pt

Bruxas de Salém:mancha na história americana nos séculos XXVII ao XIX


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Tido como um período trágico da história americana, os Julgamentos das Bruxas de Salém, ficaram marcados pela morte de muitas mulheres inocentes por causa de suspeitas de bruxaria

As pessoas da cidade de Salém, Massachusetts, séculos mais tarde conseguiram seguir em frente mesmo com sua história puritana. Ainda assim, as pessoas que vivem lá certamente não esqueceram as raízes de sua comunidade.

É por isso que elas ainda mantêm a Casa Jonathan Corwin. Também conhecida como a Casa das Bruxas, este é o último edifício restante que possui ligações diretas com os Julgamentos das Bruxas de Salem… e tudo sobre o local é assustadoramente fascinante.

Spofford e os poderes hipnóticos a serviço de Satã
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Em 14 de maio de 1878, a cidade de Salem, Massachusetts, acompanhou o último julgamento por bruxaria dos Estados Unidos. Ele ficou conhecido como o Segundo Julgamento por Bruxaria de Salem e recebeu muita atenção na época por ter acontecido na mesma cidade da caça às bruxas de 1692, quando mais de 150 pessoas foram presas e 25 morreram.

O julgamento surgiu a partir do movimento religioso Christian Science (Ciência Cristã), fundado por Mary Baker Eddy, em 1866. Os adeptos da religião acreditavam que o mundo material é uma ilusão e que as doenças são erros mentais, não distúrbios físicos. Por isso, os doentes deviam ser curados por meio de orações e hipnoses.

Daniel Spofford, um veterano da guerra civil americana, aderiu à Ciência Cristã em 1875, e passou a estudar formas de cura metafísica. Logo, ele se tornou um membro importante da comunidade em Massachusetts – praticava seus aprendizados em pessoas doentes e se referia a si mesmo como “Doutor Daniel Spofford”. 


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Em 1878, uma mulher chamada Lucretia Brown, de 50 anos, que vivia em Ipswich, a cerca de 20 quilômetros de distância de Salem, acusou Spofford de tentar machucá-la usando mesmerismo. Durante a infância, uma lesão na coluna havia deixado Lucretia paralítica, e ela afirmava que estava sendo curada por meio da Ciência Cristã. Após sofrer duas recaídas, em 1877 e 1878, acusou Spofford de prejudicar sua saúde, utilizando seus poderes hipnóticos para o mal.

O julgamento começou em 14 de maio de 1978, e 21 membros da Ciência Cristã testemunharam contra Spofford, incluindo Mary Baker Eddy. Três dias depois, o advogado de Spofford, Amos Noyes, contestou o tribunal, argumentando que a corte não tinha jurisdição no caso. O juiz Horace Gray afirmou que a acusação era vaga e arquivou o caso. A corte decidiu ainda que não estava claro como poderia impedir que Spofford usasse seus poderes, mesmo que ele fosse preso.

O caso ganhou muita atenção da mídia, principalmente dos jornais Boston Globe, Newburyport Herald e Salem Observer, e foi relacionado à caça as bruxas de Salem. O julgamento de Spofford marcou a história como uma das sessões mais bizarras nos tribunais americanos.


Referências:portalconservador.com / aventurasnahistoria

terça-feira, 8 de maio de 2018

Os surreais monumentos abandonados na antiga Iugoslávia que parecem ter vindo de outro planeta


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A antiga Iugoslávia abriga construções absolutamente inusitadas cuja autoria é atribuída a alienígenas e que ainda hoje adornam os Bálcãs

A Segunda Guerra Mundial foi, indiscutivelmente, um dos mais catastróficos desastres provocados pelo homem na História. Mais de 60 milhões de pessoas morreram em todo o mundo, incluindo quase 600 mil pessoas da então Iugoslávia. 

Após a Guerra, a monarquia de curta duração da Iugoslávia, liderada pelo presidente Josef Broz Tito, colocou ênfase na “fraternidade e unidade”. Para promover essa filosofia, Tito encomendou uma série de monumentos grandiosos nos locais históricos de batalhas e campos de concentração. Projetados por escultores e arquitetos da época, alguns não foram construídos até depois da morte de Tito em 1980.

Os memoriais da Guerra eram destinos turísticos populares nos anos 80, mas enquanto as tensões levantaram-se na área, ficaram negligenciados. Ainda assim estes monumentos são lembretes do terror e da destruição na Europa Oriental durante a Guerra e eles parecem implacáveis e futuristas.

Dentre quase duas dezenas dessas construções, escolhemos seis delas para ilustrar essa matéria:

1 – Este símbolo do orgulho comunista é chamado de “Monumento ao povo de Moslavina”. Foi projetado por Dušan Džamonja e está em um campo na Croácia 

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2 – Este é “Kosmaj”, construído por um arquiteto desconhecido na Sérvia. Em respeito aos soldados caídos que lutaram contra os alemães no sul de Belgrado. 

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3 – Na Bósnia está o Tjentište, que presta homenagem à Batalha de Sujeska – uma falha nazista que levou à morte de cerca de 7.000 pessoas, a maioria civis. 

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4 – Localizado em Kruševo, Macedônia, Ilinden, também conhecido como Makedoniumit, foi inaugurado em 1974 e é dedicado aos que participaram na revolta Ilinden de 1903, bem como à Macedônia na Luta de Libertação Nacional de 1941 a 1944. 

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5 – “Kozara Memorial Monument” marca a batalha de 1942 em Banja Luka, a maior cidade da Bósnia e Herzegovina. Em abril daquele ano, o exército croata, a milícia alemã Ustaša e a Wehrmacht mataram 80.000 civis e enviaram outros 50.000 para campos de concentração; 1.700 partidários – guerrilheiros da força aérea iugoslava – também foram mortos. A estrutura está na montanha de Mrakovica e tem 9921 dos nomes dos partidários inscritos nele. 

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6 – No Monte Partisian em Mitrovica, Kosovo, está o Santuário da Revolução, ou Monumento aos Mineiros Mortos. O Santuário foi feito em memória dos combatentes locais sérvios e albaneses que trabalharam nas minas de Trepča. Enquanto as minas eram ocupadas por alemães, esses homens formaram a Tropa de Mineiros e desativaram com êxito as minas que estavam sendo usadas para os ganhos do Eixo.

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Referência: http://www.jornalciencia.com

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Filme “A Morte de Stalin” desagrada o establishment político russo e tem exibição proibida no país


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O palco é a União Soviética e o ano é 1953. Após a morte de Josef Stalin (Adrian McLoughlin), o alto escalão do comitê do Partido Comunista se vê em momentos caóticos para decidir quem será o sucessor do líder soviético

Nascido em 1878 em um território que fazia parte do Império Russo, Josef Vissariónovitch Stálin foi uma das personalidades políticas mais importantes do século 20. Stálin atuou em prol da revolução bolchevique e, a partir de 1924, passou a ser o líder máximo da União Soviética, em um governo marcado por centralização, perseguições políticas, urbanização e industrialização. 


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O líder soviético comandou o país durante a reação à invasão nazista em 1941 e a ofensiva contra a Alemanha que culminou com a conquista de Berlim em 1945. O evento levou ao fim da Segunda Guerra Mundial na Europa e à consolidação da influência soviética sobre o leste europeu. Em 1953, o líder morreu de hemorragia cerebral, dando início a uma disputa pelo poder dentro da União Soviética.

Esse capítulo da história é narrado em tom de sátira no filme “The death of Stalin” (“A morte de Stálin”, em uma tradução livre), dirigido pelo escocês Armando Iannucci e lançado mundialmente em setembro de 2017. Aprovada em geral pela crítica britânica e americana, e por parte da mídia russa, a obra mostra uma confusa briga palaciana entre figuras históricas.

Filme não agradou o Kremlin
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Mas Putin não gostou nada do filme e barrou a exibição. O Ministério da Cultura do país revogou a licença para distribuição do filme e afirma que está realizando uma análise jurídica sobre a obra.

A comédia desagradou a uma parcela importante do atual establishment político russo, que a encarou como ofensiva e desmoralizante em relação ao passado soviético do país. Apesar de a trajetória de Stálin ser associada a perseguições, prisões, execuções em massa e fome em partes da União Soviética, ele também é encarado por grande parcela da população russa como um estadista patriota, que modernizou o país e repeliu a ameaça nazista. 


Sua figura tem sido valorizada pelo governo nacionalista do presidente Vladimir Putin, e sua popularidade tem crescido no país. Em uma entrevista com o diretor de cinema Oliver Stone divulgada em 2017 e transformada em série documental, Putin comparou Stálin a Napoleão, e afirmou que, apesar dos “horrores do stalinismo”, o líder é uma “figura complexa”, e que a “excessiva demonização de Stálin é uma das formas de os inimigos da Rússia a atacarem”.

domingo, 6 de maio de 2018

Troncos de árvores dos quais jorra água: fenômeno ou obra de espertos?


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Em 2006, foi no Texas, em 2015 foi a vez de Dourados MS e mais recentemente uma verdadeira enxurrada jorra de uma árvore em Montenegro, um pequeno país na costa do Adriático

Os vídeos já inundaram a net e muitas pessoas se perguntam se aquilo é verdade, montagem ou obra de algum hábil encanador. Trata-se de um vídeo postado recentemente nas redes sociais sobre um fenômeno natural único que acontece em uma vila chamada Dinosa, localizada no sudeste de Montenegro, o pequeno país na costa do Adriático.

Muitos acham que se trata do trabalho de um encanador troll que instalou tubulações em uma amoreira solitária no prado, que se transforma em uma fonte abundante sempre que chove muito. De uma cavidade no tronco da árvore, é possível ver a água jorrando.

A explicação mais plausível, no entanto, é que as chuvas torrenciais inundam as fontes do lençol freático e a pressão adicional criada pela inundação empurra a água para cima do tronco da árvore através de rachaduras ou cavidades no tronco, até que seja derramada para fora do buraco a poucos metros acima do solo.

Como é possível ver nos vídeos, o solo é bastante pantanoso indicando grande quantidade de água subterrânea. É possível ver também outras gargantas de outros buracos no prado. Toda a área parece fluir como um riacho.

De acordo com morador local, isso vem acontecendo nos últimos 20-25 anos ou talvez até mais. Ele estima que a árvore tenha mais de 100 a 150 anos.

Texas

Em 2006, a norte-americana Lucille Pope anunciou que tinha uma árvore em casa que jorrou água há aproximadamente três meses sem parar. Especialistas não conseguiram explicar a origem do fenômeno.

Pope, 65 anos, atribui o fato a um "milagre de Deus". Órgãos públicos locais tiraram fotos e retiraram amostras da árvore para análise, mas até mas não chegaram a uma conclusão, segundo foi noticiado. "Eu tenho uma árvore misteriosa", afirmou Pope à época, ao jornal San Antonio Express News.

O filho dela, Lloys, 47 anos, descobriu que havia água saindo do carvalho. Especialistas do serviço de floresta do Estado do Texas estimam que possa ser orvalho a chave do mistério, mas ponderam que é difícil que essa seja a resposta, já que o verão tem sido muito seco nos Estados Unidos.

Também no Brasil
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Uma árvore da espécie sibipiruna chamou à atenção da população de Dourados MS, em 2015, por jorrar água de dentro do tronco para fora. Perto das raízes, um pequeno buraco é passagem de água que mina para fora. O mistério intriga moradores da cidade que fica a 214 km de Campo Grande.

A espécie, que tem o nome científico de Caesalpinia pluviosa, ficou famosa na cidade. Vizinhos tentaram entender o que consideram um fenômeno. "É um mistério, um fenômeno ou outra coisa qualquer, por que eu não posso entender também", disse Eneias Ferreira Lima, aposentado. Ele registrou a vazão da água com o celular.

O fenômeno na árvore foi descoberto por funcionários de uma unidade de saúde que fica em frente. Para o engenheiro agrônomo Homero Scalon Filho, a explicação para o mistério pode estar em algum cano estragado, já que a árvore não produz água.

"Se essa água está passando por dentro dela e está corroendo a árvore, está minando a área radicular dela. Essa árvore precisa ser apreciada até pelas autoridades aí do serviço público", alertou.

Polêmica na moda | Seria a Cruz de Ferro usada na grife um símbolo nazista?


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No final do mês de abril foi lançada a coleção da grife Lança Perfume fazendo alusão à Cruz de Ferro e levantou uma discussão se seria a cruz o mesmo que a suástica nazista

A grife feminina Lança Perfume, de Santa Catarina, lançou uma coleção com que a internet identificou como símbolos nazistas e, ainda que tenham negado veementemente e falado em Marlene Dietrich e a República de Weimar, ficou a pergunta: será que usar a cruz é o mesmo que ostentar uma suástica? Seria ela um símbolo nazista?

Se você perguntar aos neonazistas, a resposta provavelmente é: “sim”. Ou, ao menos, não faltam imagens deles desfilando com ela, acompanhada ou não pela suástica. Pois é, a Cruz de Ferro segue na ativa, como insígnia das diversas armas da Bündeswehr, as forças armadas da Alemanha democrática.

Mas é fato que o símbolo é muito anterior ao nazismo. A medalha física surgiu em 1813, durante as Guerras Napoleônicas, no reino da Prússia. Foi herdada pela Alemanha unificada em 1870 e usada amplamente na Primeira Guerra. Sua inspiração foi a cruz dos Cavaleiros Teutônicos, que moveram cruzadas contra os pagãos do Mar Báltico (e vários outros cristãos inconvenientes no caminho).

Com neonazistas de verdade entrando em evidência, a suástica se tornou exclusiva deles. Quanto à cruz, ela ficou. Se você perguntar aos bikers, aos skatistas, aos fãs da kultura kustom, aos fãs da banda Motörhead — várias subculturas, enfim, que adotaram a Cruz de Ferro — ela não tem nada a ver com nazistas.

Talvez a palavra final possa ficar com o lado mais afetado. A Liga Antidifamação, criada por judeus americanos para denunciar o neonazismo e episódios antissemitas, abordou a questão se a Cruz de Ferro é um símbolo ódio. Vejam o que disseram:

“O uso da Cruz de Ferro num contexto não racista proliferou enormemente nos Estados Unidos, ao ponto em que uma Cruz isolada (isto é, sem uma suástica sobreposta ou acompanhada por outros símbolos de ódio) não pode ser determinada como um símbolo de ódio. Cuidado deve ser tomado para interpretar corretamente este símbolo em qualquer contexto em que seja encontrado.”

Tudo é, assim, uma questão de contexto.

História
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Muitas vezes confundida com a cruz de Malta, o significado da tatuagem da cruz de ferro tem suas raízes com o Rei Friedrich Wilhelm da Prússia em meados de 1800. O rei ordenou que esta cruz fosse estilizada como um símbolo de bravura e como uma medalha de honorário para soldados durante a Guerra de Libertação.

Adolph Hitler adotou a cruz de ferro como uma medalha por seus próprios oficiais. Na verdade, ele foi o único a ser condecorado pelos nazistas antes do Terceiro Reich. 




A cruz de ferro tem algum simbolismo rebelde associado a ela, e usada por certas pessoas como uma mensagem de não conformidade com o sistema. Talvez a associação da cruz de ferro com a Alemanha nazista foi o que popularizou a tatuagem da cruz de ferro com grupos mais rebeldes de pessoas que desejam transmitir este tipo de mensagem. Motociclistas, skinheads e nichos hardcore muitas vezes usam a cruz para demonstrar suas raízes.

Por outro lado a tatuagem de cruz de ferro tem um significado redimido quando a vemos em departamentos civis como reconhecimento de bravura. O significado da cruz de ferro também está associada com os Cavaleiros Templários. Embora não seja usada de forma consistente, e certamente não foi reconhecida como seu símbolo oficial, a prova da cruz de ferro usada pelos cavaleiros apareceu em meados de 1100. Se você é um entusiasta dos Templários, e se relaciona com a missão histórica, a cruz de ferro pode ser uma ótima ideia tatuagem para você.

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E, enfim, chegando à polêmica da grife Lança Perfume, o contexto das cruzes em roupas comuns foi entre outros modelos na coleção: “Não somos especialistas em moda, mas um dos casacos não parece inspirado no Império Alemão, na Bündeswehr ou em motoclubes. A internet notou outros figurinos mais parecidos. Ninguém está chamando a grife de neonazista, mas o contexto, definitivamente, não leva a uma interpretação inofensiva.

Guernica – A vila destruída que inspirou a obra prima de Picasso


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A data do horror é 26 de abril de 1937, quando aviões alemães e italianos miraram em civis numa vila do país Basco dando início à tétrica estreia do bombardeio de terror uma das maiores marcas da Segunda Guerra

Foram 24 aviões, pilotados por homens das aeronáuticas da Alemanha e da Itália. Lentamente, alternando formações, voando a menos de 200 metros de altitude, eles gastariam três horas e 15 minutos sobre Guernica, entre 16h30 e 19h45 de 26 de abril de 1937. Quando eles se foram, mais de 70% da área urbana estava arrasada. As fábricas de armas que existiam na região havia décadas ficaram intocadas. Nenhum canal de acesso estratégico, nenhum edifício governamental, industrial ou militar foi destruído. Na doutrina militar em vigor até então, uma ação inútil. 

O ataque massivo visava única e exclusivamente a população civil e os locais onde ela vivia - em grande parte, mulheres e crianças, já que os homens estavam fora, disputando a Guerra Civil Espanhola. Era um ensaio: na grande guerra que viria, realizar ataques massivos contra inocentes se tornaria prática corriqueira. Aconteceu em Londres, em Dresden, e, seu ponto culminante, em Hiroshima e Nagasaki. "O bombardeio de terror contra Guernica teve o objetivo de levar as lideranças bascas ao pânico e forçá-las a aderir ao general Franco", afirma o historiador britânico Paul Preston, professor da London School of Economics e autor de The Destruction of Guernica.
Dia de feira

O ataque foi realizado em um dia estratégico: todas as segundas-feiras, os agricultores da região se reuniam (e até hoje se reúnem) na praça principal para vender seus produtos. A vila recebia visitantes dos vilarejos vizinhos, interessados na feira. Nessas ocasiões, circulavam pelas ruas de Guernica 10 mil pessoas. Há controvérsias se o mercado foi realizado naquela data em específico, porque o governo local vinha restringindo as grandes concentrações de pessoas. Mas o fato é que quem escolheu a data conhecia a região e queria alcançar o maior número possível de civis.

Porque 26 de abril?
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E quem escolheu a data? Por muitos anos, essa não foi uma resposta óbvia, ao menos para os próprios espanhóis. O massacre foi seguido por anos de negativas de seus perpetradores. Em tempos de guerra, as informações eram escassas e, quando o conflito acabou, os vencedores omitiram quaisquer informações. "Eles queimaram a cidade inteira e depois culparam os comunistas. Minha irmã dizia: Não, os vermelhos não têm aviões", e as pessoas respondiam: "Sua comunista, vamos cortar seu cabelo". Não podíamos nem dizer quem era o verdadeiro culpado pelo ataque", conta a sobrevivente Josefina Odriozola em uma entrevista à BBC.

A dificuldade de lidar com aqueles tempos confusos é tão grande que ainda hoje não se sabe exatamente quantas pessoas morreram no episódio: as estimativas variam de 150 a 1.650. A conta mais aceita fica na casa de 300 vítimas fatais. "O número exato de vítimas nunca vai ser conhecido, porque as forças de Franco tomaram a cidade logo depois, não tiveram a menor preocupação de registrar os nomes das vítimas. Só começaram a reerguer a cidade depois de 1939", afirma Paul Preston.
Memória dolorosa

Fênix
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A vila de Guernica se recuperou do ataque e passou dos 5 mil habitantes, para 16 mil que tem hoje. Continua sendo referência para os bascos e a Gernikako Arbola continua de pé. A cidade mantém um Museu da Paz, que se dedica a debater os efeitos pavorosos dos conflitos militares. Mas não abriga, curiosamente, a obra de arte que a consagrou no imaginário popular e transformou o bombardeio numa agressão impossível de esquecer.
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A Guernica de Pablo Picasso nasceu em 1937, na França. Entre 1939 e 1981, foi abrigada pelo Museu de Arte Moderna de Nova York, a partir de onde viajou o mundo inteiro, incluindo o Brasil, na década de 1950. Só voltou para a Espanha depois do estabelecimento da democracia - Picasso havia exigido que a obra só tocasse sua terra natal quando o país deixasse de ser uma ditadura. Desde 1991 permanece no Museu Rainha Sofia, em Madri. Os moradores de Guernica tentam há décadas, sem sucesso, ficar com a guarda do trabalho que eternizou seu sofrimento.

Se não conta com a obra-prima de Picasso, Guernica sobrevive sobre escombros e cadáveres insepultos. "O governo espanhol nunca procurou pelos corpos soterrados pelos escombros da cidade", afirma a professora Helen Graham. "Guernica se reergueu sobre os corpos nunca resgatados."

Referência: aventurasnahistoria.uol.com.br

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Encontrado em território islâmico refúgio cristão de 1700 anos


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Após expulsão do grupo islamista, arqueólogos encontraram local onde os cristãos se refugiaram das perseguições romanas

Durante escavações na cidade de Manbij, na Síria, arqueólogos encontraram as ruínas de uma Igreja dos primeiros séculos do Cristianismo, o tempo dos mártires. O lugar foi encontrado em 2014 pelo arqueólogo Abdulwahab Sheko, chefe do Comitê de Exploração do Conselho das Ruínas em Manbij. Mas as escavações só foram iniciadas em 2017, um ano após as forças do Estado Islâmico terem sido expulsas da cidade, após dois de ocupação.

Sobre as ruínas havia um depósito de lixo das forças do ISIS. Por sorte, os militantes não encontraram nada. Eles são, afinal, famosos por seu vandalismo cultural, destruindo as ruínas milenares de Palmira, entre outras atrocidades. Para eles, é tudo idolatria




A igreja serviu de refúgio para milhares de cristãos perseguidos pelo Império Romano durante os séculos 3 e 4. O espaço é repleto de túneis estreitos com rotas de fuga, portas secretas, inscrições em grego e até um altar improvisado – com cruzes e outros símbolos cristãos em todas a estrutura.

"Aqui é onde eu acho que o ‘segurança’ estaria observando qualquer movimento lá fora", diz Sheko em entrevista à Fox News. "Ele avisaria os outros para sair pela outra passagem caso precisassem fugir."

Além disso, o túnel também possui um cemitério que os arqueólogos acreditam ter sido de uso exclusivo do clero, repleto de restos humanos em grandes túmulos de pedra.

Até a conversão do imperador Constantino, em 313, os cristãos eram párias na sociedade romana. Foram rejeitados por não participarem das festas públicas aos deuses. Uma má interpretação da eucaristia "beber o sangue de Cristo" e "comer o corpo de Cristo", por exemplo, fez com que eles fossem acusados pelos romanos de praticar o canibalismo. Além disso, também se acreditava que eram incestuosos, pois chamavam uns aos outros de "irmãos”.

"A descoberta indica que havia uma população cristã significativa na área. Eles sentiam que precisavam esconder as suas crenças", diz John Wineland, professor de história e arqueologia da Universidade de Southeastern, nos EUA em entrevista à Fox News. "Esta é provavelmente uma indicação da perseguição pelo governo romano, que era comum no período."

Sheko explica que existem mais ruínas para serem descobertas. No entanto, os edifícios acima das áreas complicam o trabalho dos arqueólogos. Por outro lado, os pesquisadores não desanimam já que o fato das Forças Islâmicas terem sido expulsas indica que as escavações podem progredir.

Fonte: aventurasnahistoria.com

domingo, 29 de abril de 2018

Triste fim de carreira: os 73 anos da execução pública de Mussolini


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Um dos personagens centrais da ascensão do fascismo na Europa, o ex-todo poderoso Benito Mussolini morreu fuzilado pelos próprios italianos no dia 28 de abril de 1945

Desde 1943, com o avanço das tropas aliadas sobre a Itália, quando foi tirado do governo e preso pela liderança do partido fascista da Itália, Benito Mussolini tornou-se um fugitivo. Resgatado da prisão pelo exército nazista, ele se refugiou no norte do país, onde tentou resistir. Em 1945, no entanto, a situação ficou insustentável e ele resolveu deixar a Itália. 


Disfarçado, Mussolini deixou Milão e partiu em um comboio de soldados alemães, ao lado da companheira Clara Petacci, em direção à fronteira com a Suíça. Mas não iria muito longe: o comboio foi interceptado e Mussolini e Clara foram descobertos e presos por membros da resistência italiana, em 27 de abril de 1945, próximo ao vilarejo de Dongo. "A 52ª Brigada Garibaldina me capturou hoje, sexta-feira, 27 de abril, na praça de Dongo. O tratamento durante e depois da captura foi correto. Mussolini", escreveu no último documento assinado por ele, um bilhete encontrado em maio de 2003.

Rito sumário
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Julgado sumariamente, Mussolini foi fuzilado ao lado de Clara e dos homens que os escoltavam no dia seguinte, no vilarejo de Giulino di Mezzegra. Na madurada do dia 29, seus corpos foram levados até Milão, onde permaneceram expostos ao público, amontoados em uma pilha, em um posto de gasolina da praça de Loreto. Uma multidão chutou, baleou, cuspiu e urinou nos corpos, que depois foram pendurados de cabeça para baixo em uma viga de metal. 

As circunstâncias da morte de Mussolini foram investigadas por um tribunal do júri de Pádua, em maio de 1957, mas o processo não chegou a uma conclusão. Até hoje, não se sabe quem de fato disparou os tiros. Entre os italianos, a versão "oficial" é de que Walter Audisio executou Mussolini, obedecendo a uma ordem do Comando Geral da resistência. Alguns historiadores italianos acreditam que Michele Moretti, outro membro, teria dado os tiros. Outros, como Renzo De Felice, que escreveu a biografia de Mussolini, suspeitam de que a execução tenha sido tramada pelo serviço secreto britânico em conjunto com a resistência italiana.

Referência: aventurasnahistoria.com.br

sábado, 28 de abril de 2018

Jessier Quirino e Bráulio Bessa: viva o talento e a cultura do Nordeste!


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Um é Arquiteto, o outro Analistas de Sistemas, mas duas mentes brilhantes que vivem e respiram a verdadeira cultura Nordestina, preservando valores, crenças e costumes daquela região do país

Particularmente, considero Jessier Quirino como integrante da tríade dos maiores poetas paraibanos, ao lado do imortal Ariano Suassuna e do “poeta do necrotério, Augusto dos Anjos. Como ele mesmo autodefine-se, é arquiteto por profissão, poeta por vocação, matuto por convicção.

A inspiração do nome veio da folhinha no ano de 1954, na cidade de Campina Grande PB, mas declara-se filho adotivo de Itabaiana também na Paraíba, terra que adotou como domicílio desde 1983. O bacharelado em Arquitetura não o afastou da cultura popular e ele navega com rara desenvoltura no âmbito sinuoso dos matutos.

Palavras do poeta: “Mesmo não parecendo, sou desses cabras tímidos. Na infância vivia escondido feito segredo de abelha e era desconfiado feito doido em cemitério. A poesia me deixou um pouco mais solto, mas ainda hoje sou caseiro e reservado ou como diz o matuto: amoitado, feito carneiro que tomou bicho na capação.”

“Admirações e querenças tenho aos montes. Malquerença nenhuma. Não cultivo essas “lixas doze” que tornam a vida áspera e tediosa.”

“Sempre fui de recitar, de colocar inflexão e força no ato declamatório; sempre fui de formar pequenas plateias feito vendedor de casca de pau. Trabalhar isso e com humor era uma arma para me impor diante dos colegas superando assim minha timidez. A plateia foi aumentando e hoje encaro público numeroso feito político ladrão.”


As suas impagáveis obras são de uma habilidade rara em extrair momentos do universo “matuto”, falando a sua linguagem e respeitando os seus valores e crenças. 


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Essas são as principais poesias do Jessier e, logo depois a letra da mais popular delas, “Paisagem do Interior”:

1. Paisagem de Interior

2. Nada Faz Mais Zoada Que Três Mulher e Um Pato

3. Comício em Beco Estreito

4. Matuto Doente Das Partes

5. Vou-me Embora pro Passado

6. O CUSCUZ DO DIA-A-DIA

7. Virgulino Lampião, Deputado Federá

8. Voltando Pro Nordeste

9. Pobrema Cardíuco

10. Linda não, aquelas tuia

11. Zé Qualquer e Chica Boa

12. Bolero de Isabel

13. Agruras da Lata D'água

14. Um Sonhador Imaginando

15. A Morte do Matador

16. Parafuso de cabo de serrote

17. Uma paixão pra Santinha

18. Sou Fã do Bilhetismo do Amor

19. Maria Pano de Chão

20. Quatro Ave-Maria Bem Cheia de Graça



Paisagem de Interior

Jessier Quirino

Matuto no meio da pista

Menino chorando nu

Rolo de fumo e beiju

Colchão de palha listrado

Um par de bêbo agarrado

Preto véo rezador

Jumento, jipe e trator

Lençol voando estendido

Isso é cagado e cuspido

Paisagem de interior


Três moleque fedorento

Morcegando um caminhão

Chapéu de couro, gibão

Bodega com sortimento

Poeira no pé do vento

Tabuleiro de cocada

Banguela dando risada

Das prosa dum cantador

Buchuda sentindo dor

Com o filho quase parido

Isso é cagado e cuspido

Paisagem de interior


Bêbo lascano a canela

Escorregando na fruta

Num batente, uma matuta

Areando uma panela

Cachorro numa cadela

Se livrando das pedrada

Ciscador, corda e enxada

Na mão do agricultor

No jardim, um beija-flor

Num pé de planta florido

Isso é cagado e cuspido

Paisagem de interior


Mastruz e erva cidreira

Debaixo de jatobá

Menino quereno olhar

As calça da lavadeira

Um chiado de porteira

Um fole de oito baixo

Pitomba boa no cacho

Um canário cantador

Caminhão de eleitor

Com os voto tudo vendido

Isso é cagado e cuspido

Paisagem de interior


Um motorista cangueiro

E um jipe chêi de batata

Um balai de alpercata

Porca gorda no chiqueiro

Um camelô trambiqueiro

Aveloz, lagartixa

Bode véio de barbicha

Bisaco de caçador

Um vaqueiro aboiador

Um bodegueiro adormecido

Isso é cagado e cuspido

Paisagem de interior


Meninas na cirandinha

Um pula corda e um toca

Varredeira na fofoca

Uma saca de farinha

Cacarejo da galinha

Novena no mês de maio

Vira-lata e papagaio

Carroça de amolador

Fachada de toda cor

Um bruguelim desnutrido

Isso é cagado e cuspido

Paisagem de interior


Uma jumenta viçando

Jumento correndo atrás

Um candeeiro de gás

Véi na cadeira bufando

Rádio de pilha tocando

Um choriço, um manguzá

Um galho de trapiá

Carregado de fulô

Fogareiro, abanador

Um matador destemido

Isso é cagado e cuspido

Paisagem de interior


Um soldador de panela

Debaixo da gameleira

Sovaqueira, balinheira

Uma maleta amarela

Rapariga na janela

Casa de taipa e latada

Nuvilha dando mijada

Na calçada do doutor

Toalha no aquarador

Um terreiro bem varrido

isso é cagado e cuspido

paisagem de interior


Um forró pé de serra

Fogueira, milho e balão

Um tum-tum-tum de pilão

Um cabritinho que berra

Uma manteiga da terra

Zoada no mei da feira

Facada na gafieira

Matuto respeitador

Padre prefeito e doutor

Os home mais entendido

Isso é cagado e cuspido

Paisagem de interior
                                                                             -o-o-o-o-o-o-o-o-

Uma versão cearense do Jessier Quirino
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No mesmo estilo do poeta paraibano, o cearense de Alto Santo, Bráulio Bessa e ainda adolescente apaixonou-se pela poesia de seu conterrâneo Patativa do Assaré (1909-2002), a partir de uma trabalho escolar de pesquisa sobre o grande poeta de cordel e autor de ícones do cancioneiro nordestino, a exemplo da célebre “Triste Partida”, imortalizada na voz de Gonzagão.

Bráulio Bessa, “o neto de Dedé sapateiro”, como é conhecido em sua cidade natal, entrou em contato com a poesia de Patativa e se tornou um “fazedor de poesias”, como ele mesmo se define.

Desde 2012, Bráulio criou o blog “Nação Nordestina”, que logo conquistou milhares de seguidores. Com a força do projeto e o objetivo de divulgar a literatura de cordel, o poeta reuniu sua paixão pela cultura popular, pela poesia matuta de cordel e a internet, e em sua cidade natal, através do celular gravou um vídeo onde faz um protesto contra as drogas e postou na internet. O vídeo fez grande sucesso chegando ao ambiente da televisão e Bráulio passou a se apresentar em programas de entrevistas, onde declamava e contava suas histórias.

A partir do convite para apresentar-se no programa matutino ‘Encontro’, sua carreira foi catapultada e ele se apresenta todas as sextas na citada atração televisiva com o quadro intitulado “Poesia com Rapadura”. E foi na última sexta-feira, 27.04, que ele, tendo como fundo musical acordes forrozeiros de uma Orquestra Sanfônica, declamou uma poesia onde exalta o coração nordestino e com uma temática muito semelhante ao “Paisagem do Interior”, de Jessier Quirino. A letra, que tem personagens e flagrantes na mesma linha de inspiração, ainda não está disponível na net, mas a apresentação pode ser conferida no link

http://redeglobo.globo.com/videos/t/tudo-da-globo/v/encontro-com-fatima-bernardes-programa-de-sexta-feira-27042018-na-integra/6694621/

Dois poetas, duas cabeças pensantes a serviço da cultura e dos valores nordestinos. Só nos resta comemorar e aplaudir!

Euriques Carneiro

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Maceió: a capital das Alagoas continua sendo um dos melhores destinos da Região Nordeste


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Praias belíssimas, culinária ímpar e muito lazer fazem de Maceió uma cidade repleta de programas de dia ou à noite que fazem a festa de locais e visitantes

Nas praias, as formações de recifes formam piscinas naturais de águas cristalinas tomadas por peixinhos, como as de Pajuçara e de Paripueira. E tem ainda a lagoa de Mundaú que, desbravada a bordo de saveiros, descortina as atividades das populações ribeirinhas e toda a riqueza da flora e da fauna da região.

Na Orla Central - formada pelo trio Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca, além da mais afastada Cruz das Almas -, as atrações incluem barracas animadas, calçadão, ciclovia e, no caso de Pajuçara, um passeio de jangada até à barreira de recifes, repleta de peixes coloridos e sanfoneiros! Mas as mais procuradas estão fora desse circuito e para lá acorrem milhares de turistas durante todo o ano.

Praia do Gunga


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Uma das mais charmosas do litoral alagoano, ela descortina de um lado, um extenso pontal de areia branca às margens da Lagoa do Roteiro, com águas calminhas e do outro, uma sequencia de coqueirais a perder de vista, mar aberto e falésias coloridas apreciadas em passeios de bugre. O "conjunto da obra" faz da praia do Gunga um dos cartões-postais de Alagoas. Além da paisagem perfeita, oferece piscinas naturais, estrutura de lazer (aluguel de equipamentos náuticos), bares, restaurantes e lojas de artesanato. Um mirante, na entrada que dá acesso à praia, descortina vista panorâmica da região.

Paripueira 

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As piscinas de Paripueira, a 2,5 quilômetros da costa, são menos concorridas que as de Pajuçara, garantindo águas ainda mais claras e maior quantidade de peixes. O passeio é feito em lanchas, dura cerca de duas horas e inclui snorkel. A praia fica a 33 quilômetros do Centro de Maceió.

Praia do Francês 
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Uma das praias mais conhecidas de Alagoas, a praia do Francês fica a apenas 20 quilômetros de Maceió, no município de Marechal Deodoro. O tom das águas - que vai do verde claro ao azul intenso - é tão variado quanto seu público.
No canto esquerdo, protegido por recifes que formam piscinas naturais, a frequência é de famílias com crianças e da turma do burburinho, que lá encontram gigantescas e animadas barracas especializadas em frutos do mar.

E ainda tem passeios de barco com fundo de vidro ou de jangada até os recifes; aluguel de caiaques, de pranchas de stand up paddle e de equipamentos para snorkel.

Maragogi
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Fincada no coração da Costa dos Corais e situada entre Maceió e Recife está Maragogi. A vila chama à atenção pelo belo conjunto que reúne mar cristalino, areias finas, coqueirais e recifes, sem contar a excelente infraestrutura de hospedagem. Além dos elementos paradisíacos, a paisagem é incrementada ainda pelas Galés, as enormes piscinas naturais a seis quilômetros da costa, repletas de peixes e acessíveis por catamarãs e lanchas que partem da praia central.

Hoje, o acesso é controlado e o limite é de 720 pessoas por dia. Em compensação, outras piscinas também estão abertas ao público, como Taocas, Barra Grande e Barreira de Peroba - elas são menores, mas estão mais preservadas que a Galés.

Mas como nem tudo são flores, a oferta gastronômica em Maragogi é limitada a um único restaurante de qualidade, mas muito caro. Aí o turista fica refém desse estabelecimento que, sem concorrência, pratica o preço que quer.

OUTRAS ATRAÇÕES


Feira de Artesanato da Pajuçara 

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O mais tradicional espaço de lazer da Orla Central, o mercado fica no coração da Pajuçara e começa com uma curiosidade: bem ao lado do Mercado têm dois conjuntos de coqueiros em duas espécies de ilha. Um desses conjuntos conta com 4 coqueiros e outro com 3. Claro que o local é conhecido como “Sete Coqueiros”.

O centro de artesanato conta com 250 lojas repletas de artigos regionais feitos com palha, madeira, cerâmica, fibra do coqueiro, couro, barro e, como não poderia faltar, as famosas rendas e os tradicionais bordados.

Mercado do Artesanato
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Quase em frente à Feira da Pajuçara, fica o Mercado de Artesanato que comercializa basicamente os mesmos produtos da feira, mas o Mercado conta com uma infraestrutura melhor, tendo inclusive amplo estacionamento para ônibus de turismo. Também é diferencial do Mercado o espaço gastronômico com iguarias da culinária alagoana como a imbatível tapioca com os mais diversos recheios.

RESTAURANTES 

A variedade é de enlouquecer quem está de dieta: peixe fresco, camarão, lagosta, tapiocas, carne de sol com nata, queijo coalho, baião de dois, cuscuz de milho, paçoca sertaneja, galinha à cabidela... Esqueça a comidinha fitness porque Maceió vai aguçar sua gula. A cidade tem restaurantes de diversos tipos, pratos deliciosos e preços que, em alguns casos, não são dos mais atrativos.

Bodega do Sertão
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Para experimentar diversos pratos da cozinha regional, o Bodega do Sertão é uma das melhores opções em Maceió. O restaurante funciona no modelo self-service e expõe sobre um fogão a lenha os autênticos pratos da cozinha do Nordeste brasileiro (inclusive da alagoana). No local você poderá degustar os mais variados pratos da culinária nordestina, mas o destaque é para a Carne do Sol na Nata, um capricho dos deuses.

Preço: não é barato mas é justo para o que a casa oferece.

Parmegianno
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Uma das melhores opções gastronômicas da cidade, o Parmegianno é um restaurante com cardápio completíssimo e potencial para agradar muita gente. O lugar faz sucesso pelo seu cardápio que inclue camarões, lagostas, peixes, carnes e frango, cada um servido com esmero e qualidade.

Destaque para o Filé a Parmegianno Gigante, de carne, camarão ou frango, que serve bem até 7 adultos e vem com ótimos acompanhamentos. Na unidade da Jatiuca, este prato custa módicos R$ 149,00.

Preço: muito bom, mas fique atento ao fato de, apesar do mesmo nome, os preços variarem de uma para outra filial. Pelo mesmo filé que custa R$ 149,00 na Jatiuca, você vai pagar R$ 199,00 na filial da Pajuçara.

Imperador dos Camarões
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O Imperador dos Camarões, como sugere o nome, tem como prato principal o camarão. São diversas opções no cardápio e, provavelmente, ao ver outros clientes recebendo os pedidos em suas mesas, você já estará convencido de que escolheu um bom lugar para fazer sua refeição.

O prato mais pedido é o chamado "chiclete de camarão", cujo nome foi inspirado no fato ser preparado com cinco tipos de queijos e a mistura forma um verdadeiro chiclete.

O restaurante fica na Pajuçara, em dois endereços distintos: um deles em uma barraca de praia, no meio do calçadão mesmo, e outro em um quarteirão próximo, na avenida beira-mar. Enquanto o restaurante da praia tem uma atmosfera despretensiosa e o visual para o mar, o outro é mais formal e parece ter preços mais altos.

Preço: se você procura um restaurante mais em conta, caia fora do Imperador. Os preços são salgados e as porções bem pouco generosas. Qualidade e preço não cantam a mesma música nesse restaurante.

NOTA DESTOANTE

Para contrastar com as praias belíssimas e as demais atrações da capital alagoana, um dado negativo: a quantidade de pedintes e vendedores de bugigangas em geral não deixam ninguém em paz. Nas barracas das praias, na Orla Central e até nos restaurantes à beira mar, não se pode sequer conversar com a pessoa do lado sem ser importunado a cada 5 minutos. E alguns dos pedintes, - pessoas gozando de perfeita saúde, - chegam a ser agressivos quando não conseguem o seu intento.


Essas são algumas dicas do Artecultural sobre a belíssima Maceio. Para saber mais, visite-a. Para conhecer ou para voltar lá, vale a pena a viagem!

Euriques Carneiro