domingo, 20 de janeiro de 2019

“Ressureição” | A saga de Jesus Cristo vista por outro prisma


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O mundo do cinema está repleto de filmes que abordam a história de Jesus Cristo, a exemplo de Jesus de Nazaré, Jesus Cristo Superstar, A Última Tentação de Cristo, A Paixão de Cristo, entre tantas outras

Desde 2016, chegou ao Brasil Ressurreição que narra a história de um ângulo um pouco diferente. Não mostra o nascimento de Cristo, crescimento, pregações ou encontros com apóstolos, mas já começa mostrando a crucificação do filho de Deus, a ressurreição e as consequências daí advindas.


A trama se passa no ano 33 DC e foca sua atenção, como o próprio título já diz, na ressurreição de Cristo. Após crucificá-lo, o exército romano deseja afastar qualquer ideia de que Jesus seria alguém especial ou objeto de fé.

A grande preocupação de Pilatos é afastar os boatos de que ele iria ressuscitar em três dias, os romanos decidem vigiar seu corpo, para provar que não tem nada de especial. No entanto, ele acaba desaparecendo. Diante disso, o oficial Clavius (Joseph Fiennes) é designado a encontrar seu corpo e abafar todos aqueles que idolatram Cristo.

Para cumprir as ordens de Pilatos, Clavius parte para um inquisição geral com requintes de maldades, até que ele mesmo testemunha a ressurreição, muda seu comportamento e o filme ganha um novo viés.


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Conhecido pelos trabalhos em Shakespeare Apaixonado e Elizabeth, Fiennes realiza uma performance competente e com algumas boas cenas, mas não passa disso. Destaque para o neozelandês Cliff Curtis(Fear The Walking Dead), que interpreta Cristo. Se não entrega uma atuação magistral, a escolha é interessante pela escolha de um ator com o tipo diferente daqueles loiros de olhos azuis que, no geral, interpretam Jesus Cristo.

Risen (no original) é um filme com bons cenários e figurinos. Ao mesmo tempo, é tudo muito simples. Não se trata de um mega-orçamento. De qualquer forma, é um filme que não ofende, mas também não tenta catequisar ninguém. Conta uma história. Tudo é muito simples e o ritmo não é bom, principalmente pelos 108 minutos de duração, mas não é algo ridículo, como tem sido a grande maioria dos filmes religiosos lançados nos últimos tempos.

Referência: adorocinema.com.br

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Uma das maiores tradições da Bahia, a Lavagem do Bonfim acontece nessa quinta, 17 de janeiro

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Foto: Euriques Carneiro
Com o mantra “Quem tem fé vai a pé,”, milhares de pessoas percorrem o trajeto de pouco mais de 8 km a caminho do Santuário de Senhor do Bonfim da Bahia para agradecer graças recebidas, fazer seus pedidos e, é claro, amarras as fitinhas no gradil do templo

Festa típica Popular que é comemorada na segunda quinta-feira do ano, a tradicional lavagem das escadarias Bonfim é considerada a segunda maior manifestação popular da Bahia, perdendo apenas para o Carnaval. O festejo começa em frente à Igreja da Conceição da Praia, onde acontece um Culto Ecumênico. 


Depois, dá-se início a uma caminhada de 8 km até a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim. A praça em frente ao Bonfim fica tomada de gente e barraquinhas de bebidas e comida boa. Vários cortejos fazem o trajeto, inclusive as baianas que ao chegarem, lavam a escadaria. 

Também é grande a quantidade de pessoas que se revezam no gradil da igreja para amarrarem suas fitinhas e fazerem seus pedidos. No final do dia, é comum grupos de amigos voltarem em festas dentro de barcos, escunas e lanchas pela Baía de todos os Santos. Vale cada centímetro dessa caminhada. 

Serviço

Local: Igreja da Conceição da Praia – Rua da Conceição da Praia, s/n – Comercio, Salvador.
Local: Igreja de Nosso Senhor do Bonfim – Largo do Bonfim, s/n – Bonfim, Salvador.
Preço: Gratuito

O Oscar 2019 promete acirradas disputas


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Tendo Roma, o filme de Alfonso Cuarón como o grande vencedor de mais uma cerimônia da temporada dos prémios, no Critics' Choice Awards, destacou-se ainda um empate : Lady Gaga e Glenn Close dividiram o prémio da atriz do ano

Mais uma cerimônia de prêmios na América, mais glória para Roma, de Alfonso Cuarón, que venceu em grande os prémios dos críticos americanos da rádio e televisão - Critics' Choice Awards (CCA). O projeto a preto e branco mexicano venceu melhor realização, filme, filme estrangeiro e fotografia (também assinada por Cuarón). Cuarón ouviu o seu nome da boca de Taye Diggs, o apresentador, por quatro vezes, reforçando o seu poderio para o Óscares, isto num ano em que parece haver uma grande divisão em termos de favoritos.

Se Roma não for a concurso para melhor filme, este poderá ser um dos poucos anos sem favorito, embora para realização e filme estrangeiro, Roma é quase um vencedor antecipado da Academia.

A escolha dos críticos também complicou as previsões na melhor atriz. Tal como nos Globos de Ouro, Glenn Close venceu o CCA de melhor intérprete, mas aqui empatada com Lady Gaga, de Assim Nasce uma Estrela, que antes da surpresa nos Globos parecia a favorita assumida. Olivia Colman, em A Favorita, perdeu aqui mas não na categoria de comédia, onde suplantou uma concorrência em que estavam Rachel McAdams, Constance Wu e Emily Blunt.


Fonte: dn.pt

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

X Jornada de Dança da Bahia movimenta a capital baiana até domingo, 18


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Artistas emprestam brilho à programação da X Jornada de Dança da Bahia com espetáculos, workshops, oficinas e debates que segue até domingo, em vários espaços de Salvador

Criada em 2005, a JORNADA DE DANÇA DA BAHIA é um encontro focado na relação entre dança e educação, realizado pela Escola Contemporânea de Dança, sob a coordenação da dançarina Fátima Suarez. Sua programação agrega três contextos interligados: o Fórum de Educadores de Dança, ação continuada voltada à reflexão sobre o ensino da dança na Bahia e no Brasil; as residências e oficinas artísticas, para contribuir na qualificação de dançarinos; e a mostra artística, que apresenta espetáculos com artistas locais, de outros estados e países, reunindo produções de dança moderna e contemporânea.

A JORNADA DE DANÇA DA BAHIA busca favorecer o intercâmbio, provocando a difusão de práticas artístico-pedagógicas e incentivando a discussão e a pesquisa. É um evento interessado no artista/professor/aluno e em como estabelecer conexões inventivas entre estes, tendo como pontos de apoio o aprimoramento técnico, o incentivo à criação e as observações e opiniões em torno de propostas com variadas metodologias.

Uma das marcas da JORNADA está em sua inspiração nos ideais e na filosofia de dança de Isadora Duncan, mãe da dança moderna. Este traço se revela em diversos aspectos técnicos e conceituais, permeando toda a programação. 


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Em 2018, a 10ª edição mergulha no tema “O Artista é o Espelho da Vida”, exaltando o papel questionador, reflexivo e aglutinador do artista na sociedade. A X JORNADA DE DANÇA DA BAHIA acontecerá de 14 a 18 de novembro, no Teatro Castro Alves, Goethe-Institut Salvador-Bahia, Escola de Dança da UFBA e praças públicas. A programação é quase toda gratuita, ou a preços populares.

Antes do marco efetivo do evento, o projeto realiza continuadamente a “Formação Itinerante de Professores de Dança”, que, em todos estes anos, já circulou por cerca de 20 localidades da Bahia, envolvendo mais de 1.500 alunos/educadores e criando uma rede de comunicação e troca de saberes. Neste ano, a iniciativa extrapola os territórios baianos e chegou ao Distrito Federal e outros quatro estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais.

Difundindo as múltiplas técnicas de dança para experimentação do corpo e suas possibilidades de expressão, a JORNADA propicia a professores, profissionais da dança, artistas e estudantes, crianças, adolescentes, jovens e adultos o estímulo a uma sensibilidade crítica que instiga ao aprimoramento. A JORNADA DE DANÇA DA BAHIA, ao perseguir o caminho da investigação da educação em dança, firma-se como evento fundamental para o desenvolvimento desta área, desenhando com seus participantes um futuro promissor para a dança no país.

Igreja do Rosário dos Pretos | Um dos mais emblemáticos das centenas de templos católicos de Salvador


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No século XVII, os negros eram proibidos de frequentar as igrejas de Salvador e, para professar a fé, eles resolveram construir sua própria igreja, tarefa que consumiu recursos que eles não dispunham e quase um século de árduo trabalho

Como outros grupos da colônia, os negros se organizavam em agrupações religiosas de ajuda mútua, as chamadas irmandades ou confrarias e eram particularmente devotos de Nossa Senhora do Rosário, São Benedito.

A Igreja da Venerável Ordem Terceira do Rosário de Nossa Senhora às Portas do Carmo, mais conhecida como Igreja do Rosário dos Pretos, situada no Largo do Pelourinho, na antiga rua das Portas do Carmo, foi fundada em 1685, por uma das primeiras irmandades dos homens pretos do Brasil. A Irmandade foi elevada à categoria de ordem terceira em dois de julho de 1899.

Inicialmente, o culto dessa Irmandade era realizado em uma capela da antiga Sé, dedicada à Nossa Senhora do Rosário, com uma imagem de 1685. A atual Igreja do Pelourinho começou a ser construída em 1704 pela própria Irmandade, pelos próprios irmãos negros, incluindo escravos. A imagem barroca de N.S. do Rosário, de 1685, foi transladada da Sé e está no altar-mor. 

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Em 1710, já se celebravam atos religiosos no local. Em 1718, a Igreja passou a abrigar também a Irmandade do Santíssimo Sacramento do Passo, até a construção da Igreja do Passo, a partir de 1736. O templo tem notável mérito arquitetônico. As torres, com terminações em bulbo, são revestidas de azulejos e foram concluídas em 1781, junto com a fachada em estilo rococó, pelo mestre Caetano José da Costa.

No início do século 19, são realizadas obras de reforma e ampliação. Seu interior é decorado com azulejos que retratam temas da devoção à N.S. do Rosário de Lisboa (cerca de 1790) e da vida de São Domingos. Acredita-se que esses azulejos foram confeccionados na Fábrica do Rato, em Portugal pelo renomado artista português Francisco Gonçalves da Costa. 
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O retábulo do altar-mor, de 1871 e inspiração neoclássica, é de autoria do entalhador João Simões F. de Souza. A pintura do teto da nave e do altar-mor é da mesma época, feita pelo artista José Pinto Lima dos Reis. Além da Imagem de N.S. do Rosário, a Igreja também abriga as imagens de São Benedito, de Santo Antônio de Catigerona e do Cristo Crucificado, em marfim.

Em 1872, foi demolido o cemitério da Irmandade. Entre 1873 e 1875, a fachada foi alterada com a construção de duas novas portas, ao lado da porta principal (veja uma fotografia de Ben Mulock, de 1859, com a fachada anterior). No final do século 19, outras melhorias foram realizadas, como a construção de um altar na sacristia (1894) e o douramento da Igreja (1895). Em 2011, a Igreja foi restaurada.

O conjunto arquitetônico da Igreja foi tombado pelo Iphan, em 1938. Todo o Pelourinho é um patrimônio da humanidade, na lista da Unesco.

Funcionamento:
Às terças, missa em louvor a Santo Antônio de Categeró – Terça da Benção.

Festas:
Santo Antônio de Categeró (2º dom janeiro)
São Benedito (Último dom abril)
Santa Bárbara (4/dez)
Aniversário da Irmandade (2/jul)
Festas dos santos negros (Elesbão, Efigênia), e N. Sra. Senhora dos Anjos, N. Sra. do Rosário (último dom de out).

Missas:
Segunda e domingo – 9h. Terça, última quarta do mês, 1ª quinta do mês e sexta, às 18h.

Visitação:
De seg a sáb, das 8 às 12h e das 13 às 17h
Taxa visitação: R$ 3,00 

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

'Amor sin límite' é o álbum de Roberto Carlos com repertório em espanhol, após 22 anos de ausência do mercado


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A edição em LP do álbum "Amor sin límite", de Roberto Carlos, chega às lojas do Brasil a partir da próxima sexta-feira (16), com o vinil da cor azul, revelando a paixão do cantor e compositor por essa cor

Após virar meme na internet em virtude da ausência durante o ano e a aparição anual no especial de Natal de uma rede de TV, o capixaba chega com o novo trabalho, dedicado ao mercado latino americano. 
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Essa é a primeira vez em 22 anos que o cantor e compositor tem lançado um álbum em LP. O último saiu em 1996. Desde o álbum de 1980, o azul é cor recorrente nas capas dos discos do Rei.

“ Amor Sin Límite ” é mais um integrante na discografia do rei Roberto Carlos, sendo o primeiro de canções inéditas em espanhol em 25 anos. O álbum de Roberto Carlos, que soma 10 canções inéditas em espanhol após 25 anos, tem as participações especiais de Alejandro Sanz e Jennifer Lopez.

Com um total de dez músicas no idioma, o disco possui quatro novas composições e outras seis que, pela primeira vez, foram gravadas em espanhol e, claro, prometem muito sucesso entre os fãs do cantor romântico. O álbum produzido pelo CEO e Presidente da Sony Latino Ibérica, Afo Verde, teve seu primeiro single Regreso , lançado no dia 8 de junho, e já é popular entre os fãs do cantor. 
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A canção traz piano e arranjo de cordas. Já o som que mistura violão, percussão, toques de salsa e mambo, que soam como um clássico na terceira faixa do trabalho, Que Yo Te Vea , foi lançado em dezembro passado pelo Rei. 
Embora “Amor Sin Límite” seja o primeiro álbum de inéditas em espanhol após 25 anos, Roberto é nome comum na região Latino Ibérica. Por lá ele marcou presença com dois grandes projetos nos últimos anos, além de uma grande turnê em 2016, com um total de 19 shows em países como Argentina, Chile, Colômbia, México e Uruguai.

Além de todo o romantismo típico de Roberto, o novo álbum do Rei também conta com grandes nomes mundiais da música. Alejandro Sanz, por exemplo, participa da segunda faixa do álbum, Esa Mujer , sobre os arranjos de Tim Mitchell e do pianista Pete Wallace.

domingo, 11 de novembro de 2018

Em seu novo livro 'Viver Entre Línguas', escritora e ensaísta Sylvia Molloy discute língua e identidade


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 Viver entre línguas é uma coleção de textos breves que podem ser lidos como ensaios ou peças de ficção autobiográfica 

Neles, uma mulher narra memórias e anedotas de sua vida enquanto reflete sobre língua, linguagem, plurilinguismo. Relatos sobre Jules Supervielle, Guillermo Hudson, George Steiner e Elias Canetti são intercalados com episódios de sua infância, atravessados por diferentes idiomas.

Na obra, Sylvia Molloy – argentina radicada há décadas em Nova Iorque e uma das maiores críticas literárias da América Latina – conta que, quando pequena, falava espanhol com a mãe, inglês com o pai e uma mistura de ambos com a irmã, quando ninguém as ouvia. Então veio o francês, como uma espécie de recuperação da língua que sua mãe herdara – e perdera – de seus pais. Cada idioma passou a ocupar espaços diferentes, colorindo-se de afetividades diversas. Vieram os anos de estudos na França, depois a mudança para os Estados Unidos. "Por que falo de bilinguismo, do meu bilinguismo, a partir de um idioma só, e por que escolhi fazê-lo a partir do espanhol?", pergunta-se a narradora. "Em que língua acorda o bilíngue?", "Em que língua sou?".


Trajetória da autora
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Sylvia Molloy nasceu em Buenos Aires e vive nos Estados Unidos há mais de 40 anos. Doutora em Literatura Comparada pela Sorbonne, lecionou nas universidades de Princeton e Yale e atualmente é professora emérita da cátedra Albert Schweitzer em Humanidades na Universidade de Nova Iorque, onde dirigiu o programa de escrita criativa em espanhol. 


É autora dos ensaios Las letras de Borges (1979), Acto de presencia (1996) – publicado no Brasil como Vale o escrito: a escrita autobiográfica na América Hispânica (Argos, 2004), Poses de fin de siglo - Desbordes del género en la modernidad (2012) e Citas de lectura(2017), e coeditora dos livros Women's Writing in Latin America (1991), Hispanisms and Homosexualities (1998) e Poéticas de la distancia (2006). Publicou ainda o livro de contos Varia imaginación (2003) e os romances El común olvido (2002), Em breve cárcere (Iluminuras, 1995) e Desarticulações (2010), adaptado como monólogo teatral no Brasil e publicado pela revista Serrote.


Sobre a Coleção Nosostras


Pronome feminino na primeira pessoa do plural. Desinência de gênero própria da língua espanhola. Uma coleção de textos escritos por autoras latino-americanas, mulheres brasileiras e hispanofalantes de hoje e de ontem, daqui, dali e de lá. Uma coleção a favor da alteridade e da sororidade, este substantivo ainda não-dicionarizado. Nós e outras, nós e elas, nós nelas e elas em nós. 

NOS.OTRAS pretende aproximar-nos, cruzando fronteiras temporais, geográficas, idiomáticas e narrativas. A proposta é pelo diálogo plural, dar voz e visibilidade a projetos literários heterogêneos que nem sempre encontram espaço editorial. Publicaremos sobretudo não-ficção – ensaios, biografias, crônicas, textos epistolares –, mas prosas de gênero híbrido, fronteiriças à ficção, também são bienvenidas. Porque nosotras somos múltiplas. Curadoria e coordenação editorial: Mariana Sanchez e Maíra Nassif.


Ficha
Viver entre línguas

Sylvia Molloy
Tradução de Julia Tomasini e Mariana Sanchez
Coleção Nosotras

68 p.| 2018 | 13 x 19 cm
ISBN: 978-85-66786-xx-x

“O Outro Lado do Vento” | Um filme de Orson Welles rodado há 40 anos, mas moderno como nunca


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A notícia se tornou um dos acontecimentos do ano no mundo dos cinéfilos, mesmo que a sua rodagem começou no início da década de 70: O Outro Lado do Vento (Netflix), filme póstumo de Orson Welles, expõe os bastidores do cinema num momento dramático da vida de Hollywood

Se o cinema moderno renascesse com Orson Welles? A pergunta pode ser encarada como exercício de absurdo - afinal de contas, o autor de O Mundo a Seus Pés (1941), A Dama de Xangai (1947) ou O Processo (1962) morreu em 1985, contava 70 anos. O certo é que a sua motivação provém de um novo filme de ... Orson Welles: chama-se O Outro Lado do Vento (título original: The Other Side of the Wind) e está a passar, em estreia, na Netflix.

A história da produção, desaparecimento e renascimento de O Outro Lado do Vento parece ser, ela própria, um conto moral sobre as atribulações que podem assombrar a vida dos filmes e respetivos criadores. Assim, é verdade que o filme entra na história com a data de 2018, uma vez que a conclusão da respetiva pós-produção ocorreu há poucos meses; mas não é menos verdade que a sua rodagem começou há mais de quatro décadas.

Na altura, Welles era há muito conhecido e consagrado como um dos pais da modernidade cinematográfica: as histórias do cinema garantem-nos, e com boas razões para isso, que há uma fronteira de linguagens e narrativas a separar o "antes" de O Mundo a Seus Pés e o "depois" de O Mundo a Seus Pés. Seja como for, e apesar do seu prestígio, Welles ia lutando com crescentes dificuldades para montar os seus projetos pessoais. A sua filmografia como ator (em filmes realizados por outros) é disso uma prova esclarecedora: não poucas vezes, foi surgindo no elenco de títulos claramente menores de modo a obter rendimentos para investir nas suas próprias realizações.

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Em termos simples: O Outro Lado do Vento foi sendo rodado ao longo da primeira metade da década de 70, Welles avançou com a montagem, mas nunca conseguiu meios para concluir o filme. Consciente das dificuldades que enfrentava, deixou a tarefa da sua conclusão entregue ao seu amigo, também cineasta, Peter Bogdanovich (n. 1939). Na prática, Bogdanovich foi uma personalidade central na recuperação das bobinas do filme, no seu tratamento laboratorial e, acima de tudo, na mobilização da Netflix para patrocinar a conclusão técnica do filme.

E se a modernidade no cinema fosse essa consciência magoada que nos leva a perguntar se o próprio cinema não estará à beira de desaparecer? Eis uma pergunta mais presente do que nunca: os novos recursos digitais operaram uma vertiginosa transformação dos filmes, desde a produção até à difusão, parecendo anunciar uma outra idade audiovisual que, sejamos realistas, ninguém sabe descrever de modo definitivo. Eis, afinal, a pergunta que Welles enuncia, num misto de ironia e angústia, em O Outro Lado do Vento.

Este é um espelho do que estava a acontecer no arranque da década de 70, em particular no sistema industrial do cinema dos EUA. O fim da organização clássica dos estúdios de Hollywood e a crescente transferência de públicos das salas escuras para o ecrã caseiro de televisão levavam a geração de Welles a interrogar-se sobre o sentido e o futuro do seu próprio trabalho.

O Outro Lado do Vento tem mesmo como figura central um realizador, Jake Hannaford, interpretado por John Huston (outro autor marcante da geração de Welles, falecido em 1987, contava 81 anos). Ele está no centro de uma insólita encruzilhada: por um lado, os meios jornalísticos e críticos mostram-se mais interessados do que nunca em dar conta, por vezes de modo leviano e irresponsável, da evolução do seu trabalho; por outro lado, o seu novo filme (intitulado, justamente, O Outro Lado do Vento), além de se distinguir por um experimentalismo que suscita muitas reticências, corre o risco de não ser concluído...

Não será preciso grande especulação simbólica para identificar as atribulações de Hannaford como uma projeção das dificuldades do próprio Welles naquele momento da sua carreira. Mais do que isso: há uma personagem de um outro cineasta, mais jovem, de seu nome Brooks Otterlake, uma espécie de discípulo relutante de Hannaford, cuja interpretação está entregue a... Peter Bogdanovich.

Através de um sarcasmo recheado de desespero, O Outro Lado do Vento evolui como a história breve (dir-se-ia que tudo acontece durante um dia e uma noite) de uma projeção falhada: Hannaford quer mostrar o seu filme inacabado, mas alguns incidentes técnicos vão obrigando a deslocar os seus convidados de um cenário para outro. Daí o delírio de peripécias a que assistimos, como se aquelas personagens - dos que fazem filmes aos que os comentam, passando pelos simples curiosos fascinados pela aura das estrelas de cinema - fossem já corpos transfigurados em fantasmas de uma civilização das imagens (e dos sons) à beira de ruir.

Estamos perante um exercício de reflexão e autorreflexão que não pode ser dissociado de outros títulos que Welles assinou na mesma época. A saber: F de Fraude (1973), retrato de um falsificador de arte que, com macabro humor, nos questiona sobre o próprio valor do trabalho artístico, e Filming Othello (1978), exercício de ambíguo e, mais uma vez, bem-humorado confessionalismo em que Welles recorda as atribuladas condições de rodagem do seu Otelo (1951), em si mesmo uma história shakespeariana.

Vemos, por isso, O Outro Lado do Vento com o fascínio perturbante de um luto interminável. O ecrã de cinema, seja ele qual for, existe, assim, como lugar de discussão da identidade dos filmes e, por isso mesmo, da nossa condição de espectadores.

Hannaford e os seus acompanhantes movimentam-se como zumbis de um paraíso cinematográfico. Naqueles anos 70 de todas as futilidades, dir-se-ia que Hollywood nunca existiu, sobrevivendo apenas como mitologia minada pela cegueira económica dos produtores, exponenciada pela miséria existencial do meio jornalístico (agora, sustentada por câmaras de filmar empunhadas como pistolas).

Apesar disso - ou melhor, através disso - deparamos ainda com o fulgor sensual do cinema como uma arte perversa: não se trata de reproduzir o mundo à nossa volta, mas de ocupar esse mesmo mundo com a obstinada promessa de uma existência alternativa, se não mais pura, pelo menos mais verdadeira. Há uma maneira muito simples de dizer tudo isso: O Outro Lado do Vento é um dos acontecimentos centrais da vida do cinema neste nosso ano de 2018. Da vida ou da morte.

Fonte: www.dn.pt

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Oxe Oxente | “A cultura Nordestina não precisa de DEFENSOR e sim de DIVULGADOR”

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Em tempos onde os investimentos oficiais em cultura estão cada vez mais parcos, o agitador cultural Nivaldo Cruz empunha a bandeira da cultura nordestina tal qual o Dom Quixote de jaleco e chapéu de couro, embrenhando-se na mata em defesa das manifestações e costumes da região mais sofrida do país

O multifacetado Nivaldo Cruz, - além de radialista e exímio declamador, atua como mestre de cerimonias em eventos diversos, - é um profundo conhecedor das raízes da cultura de um modo geral, com ênfase na vertente Nordestina. Em seu programa de rádio, costuma receber personagens das mais variadas vertentes da cultura, desde nomes consagrados da música até os simples trovadores e poetas do improviso.

Na sua página na web ele define o seu trabalho, da seguinte forma:


“Acreditando que a identidade cultural é a principal responsável pelo sentimento de valor individual de um povo, valor esse responsável direto por vários outros, como cidadania e educação moral e ética. Pois só que conhece a grandeza da sua cultura se sente inserido e responsável por ela e nela. Esse é o sentido que move o "Oxe,Oxente", que tem o objetivo principal de divulgar a Boa Cultura Popular do Nordeste do Brasil. Então aqui é o lugar para desfilar principalmente músicas nordestinas, poesias e causos e se caminho para outras formas de cultura nordestina como as artes plásticas, o artesanato, a culinária, a xilogravura dentre outras.” 

Trajetória 


O Projeto "Oxe, Oxente" nasceu, em setembro de 2013, no Rádio convencional através de um Programa do mesmo nome, na Rádio Subae AM de Feira de Santana, na Bahia e em setembro de 2018, ele chega a internet através da Rádio Oxe, Oxente WEB, adaptando-se assim aos novos tempos e novas mídias, sempre no intuito de divulgar as nuances das tradições do Nordeste.

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Nivaldo, fala ainda sobre seu trabalho: “A Rádio Oxe, Oxente WEB, defende a tese de que a "A Boa Cultura Nordestina não precisa de defensor, ela precisa é de DIVULGADOR. Pois, existe muita gente boa fazendo coisa BOA, aliás, ela acredita que exista mais gente boa fazendo coisa boa, do que gente fazendo o que não presta. O problema é que a grande mídia (e algumas outras vão atrás) só divulgam o que não presta. Por isso, ESSE É O CANTINHO DA BOA CULTURA NORDESTINA.”.

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Lembrete do Nivaldo Cruz: "PS:. Não quero aqui dizer que a Cultura Nordestina é melhor que as outras, porque não é. Defendemos e compartilhamos da ideia de que não existe Cultura Boa e Cultura Ruim, existe sim culturas diferentes que devem ser respeitadas. A escolha de divulgar só a Boa Cultura Nordestina é porque somos do Nordeste, acho e incentivo que quem é do Sul deve compartilhar a do Sul, quem é do Sudeste, a do Sudeste, quem é do Norte, a do Norte, quem é do Centro-Oeste, a do Centro-Oeste."

E viva a cultura, valores e tradições do valoroso Nordeste, terra da resistência!


terça-feira, 25 de setembro de 2018

Rennan Mendes: um talento raro que mescla sofisticação com o melhor do forró tradicional


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Rennan Mendes: uma agradável surpresa ao participar do evento especial, a Conexão Uauá / Feira, no espaço Cúpula do Som, em Feira de Santana
O cartaz ressaltava como atração Rennan Mendes & Banda, até então um desconhecido para mim.

Aceitamos com prazer o convite dos amigos e fomos ao agradável espaço que tinha como fundo musical forró autêntico e uma canção em especial me fez prever que teríamos uma noite de musicalidade da melhor espécie. Estou falando de “Tributo a Zé Marcolino”, de Ton Oliveira que foi gravada pelo autor em parceria com Flávio José. Trata-se de uma música que dificilmente toca em rádios e só um público restrito tem conhecimento dela.

Por volta das 22:30 horas, abriram-se as cortinas e tem início o show da noite com Rennan Mendes trazendo no peito uma bela sanfona preta de 120 baixos, acompanhado de zabumba, triângulo e contrabaixo. Foram quase 3 horas de agradabilíssima apresentação com o Renan dando um show particular. 


O jovem sanfoneiro toca tudo de Dominguinhos sem esquecer de beber na fonte suntuosa de Gonzagão e outros nomes consagrados do forró como o maior compositor vivo de forró, Petrúcio Amorim, Maciel Melo e Flávio Leandro. Mas ele vai além e toca seresta, música baiana, - só as de qualidade, - e capricha no regionalismo da musicalidade da sua terra natal: Uauá. Como o ambiente estava repletos de uauaenses, cada canção que exaltava aquele pedaço do Nordeste levava o público a um estado de êxtase.

História
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Natural da conhecida “Terra do Bode”, Rennan está atualmente radicado em Juazeiro, tendo feito apresentações recentes em Angola, ao lado do consagrado sanfoneiro, cantor e compositor, Targino Gondim. Com raro talento, Rennan mistura o melhor do tradicional com pitadas de sofisticação, criando um ambiente para todas as tribos com qualidade e leveza incontestáveis.

Filho do também sanfoneiro Veinho de quem herdou o talento, ele tem influências musicais que vão além dos nomes consagrados, tendo como inspiradores Cavachão, Eugênio Cruz, Zé Manoel, Nilton Freitas, Maciel Melo, Maviael Melo, João Sereno, Sivuca, Adelmário Coelho, Trio Nordestino, Flávio José, Alcymar Monteiro, Amelinha, Acyoli Neto, Djavan, Zé Ramalho, Caetano Veloso, Villa Lobos, Tom Jobim, Gilberto Gil e muitos, muitos outros, além dos sons que vagam ao ar, poesias, causos, contos, jornais, revistas e notícias do cotidiano. 

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O que mais chamou a minha atenção no músico foi a sua intimidade com a sanfona. Mesmo quem não toca nenhum instrumento como eu, percebe a simbiose entre ele a sua companheira que traz colada no peito. Ele não faz qualquer esforço para tocar pois a música flui com incrível naturalidade. 

Prova disso foram as 3 horas ininterruptas de show sem aparentar qualquer cansaço. A impressão que eu tive é que ele tocaria mais 3 horas, pegaríamos o sol com a mão, com diz o verso da célebre canção de Luiz Gonzaga e ficaria inteiro como se tivesse começado a tocar há meia hora.

Um talento nato, desses que só aparecem de quando em vez. Esse é o Renan Mendes que ainda vai dar muito que falar no universo da música nordestina.

Euriques Carneiro

terça-feira, 28 de agosto de 2018

A saga de Yasuke, o escravo negro que se tornou samurai no século XVI


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“Ele media cerca de 1,90 metros, era negro ... e sua pele era como carvão”. Este testemunho é o de Matsudaira Ietada, um samurai, que conta a primeira vez que viu, em 1582, Yasuke, o samurai negro

Quando ele chegou ao Japão, provavelmente em 1579, Yasuke era servo de um jesuíta italiano. Se os japoneses começaram a se acostumar a ver comerciantes brancos europeus, eles descobriram homens negros da África. O fato era tão inimaginável na época que algumas testemunhas teriam sido executadas por contar sua experiência, suspeitas de mentiras.

Vale a pena contar a história de Yasuke, o escravo negro que se tornou um samurai no Japão, pois a história antepassada mostra que o Japão era um país fechado para estrangeiros há muito tempo. Por isso, é muito raro ver na história deste país que os estrangeiros se integram perfeitamente com as normas sociais.

Descoberta segundo Lévi-Strauss
O Japão foi descoberto duas vezes, escreve Lévi-Strauss: em meados do século XVI, quando os jesuítas vieram na esteira dos mercadores portugueses e três séculos depois, quando os Estados Unidos forçaram o Japão a se abrir para o comércio internacional. Relatos da época, compilados por observadores japoneses e europeus, evocam a relação entre um dos maiores senhores da guerra, Oda Nobunaga, e um escravo da África. 


O que é um samurai? Quando falamos de samurai, todos temos praticamente uma imagem que nos vem à mente. Mas nem todos sabem realmente qual é o período correspondente a esses guerreiros, ou qual é seu status social ou simplesmente sua função.

A palavra significa "aquele que serve" e é usada desde o início do século XVII, mas é em torno do século XII que a casta guerreira samurai aparece. Na verdade, este período é um período agitado, cheio de guerras civis.

O samurai é um homem (e sim o feminismo não era muito desenvolvido na época) a serviço de um senhor. Ele é unido a esse senhor por um código que exige lealdade absoluta. O samurai recebe uma educação severa que visa não ter medo do sofrimento e da morte, respeitar um código ( bushido ) de honra e torná-lo um guerreiro eficaz no manejo de armas. Em caso de perda de honra ou culpa, o samurai se mata em uma cerimônia pública ( seppuku ). Um samurai não ligado a um senhor é chamado de ronin .

Trajetória de Yasuke
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Com o a ausência de, Nobunaga cometeu seppuku – suicídio ritual, - Yasuke se juntou ao filho de Nobunaga, Oda Nobutada. Ele lutou ao lado das forças do herdeiro por um longo tempo, mas o daimiô não passaria do fim do dia, sendo forçado a se matar.

Yasuke, sem ter para onde ir, propôs se juntar ao lado inimigo. Ao invés de cometer o suicídio de honra, ele seguiu o costume ocidental e ofereceu a sua espada a Mitsuhide. Foi esnobado pelo general, que o chamou de "fera que não sabia nada".

Talvez melhor para ele. O xogunato de Mitsuhide duraria 13 dias. Ele morreria em condições misteriosas em junho, assassinado na estrada. O poder passaria a outro general de Nobunaga, Toyotomi Hideyoshi. Que unificaria o Japão.

Quanto a Yasuke, voltou a servir os jesuítas. E nada mais se ouviu dele.


Fonte: https://planetenomade.com/yasuke-samourai-noir

Teresa de Benguela: a líder do Quilombo do Quariterê que resistiu por duas décadas


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Tereza de Benguela é a figura que representa o 25 de Julho no Brasil, dia Internacional da Mulher Afro-latinoamericana. Ela foi a liderança do Quilombo de Quariterê durante o século XVIII

A história não sabe se Tereza de Benguela nasceu no continente Africano ou no Brasil, muito menos a data em que ela veio ao mundo. O que se tem conhecimento é que Tereza viveu durante o século XVIII no Vale do Guaporé, no Mato Grosso, e foi a maior liderança do Quilombo do Quariterê, hoje município de Vila Bela da Santíssima Trindade, há 548 km da capital do estado, Cuiabá.

Tereza coordenou o maior quilombo do Mato Grosso, que resistiu às ações de bandeirantes de 1730 a 1795, quando o espaço foi atacado e destruído, a mando da capitania regional. As decisões tinham a participação do seu companheiro, José Piolho, assassinado por soldados do Estado.

O quilombo, território de difícil acesso, foi o ambiente perfeito para Tereza coordenar um forte aparato de defesa e articular um parlamento para decidir em grupo as ações da comunidade, que vivia do cultivo de algodão, milho, feijão, mandioca, banana, e da venda dos excedentes produzidos.

“Governava esse quilombo a modo de parlamento, tendo para o conselho uma casa destinada, para a qual, em dias assinalados de todas as semanas, entravam os deputados, sendo o de maior autoridade, tido por conselheiro, José Piolho (…). Isso faziam, tanto que eram chamados pela rainha, que era a que presidia e que naquele negral Senado se assentava, e se executavam à risca, sem apelação nem agravo” (Anal de Vila Bela do ano de 1770). 

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O Quilombo do Quariterê abrigava mais de 100 pessoas, com destacada presença de negros e indígenas. Todos conviviam juntos sob a coordenação da Rainha Tereza, como ficou conhecida em alguns registros históricos.


Outro ponto nebuloso de sua trajetória é a morte da líder quilombola. Uma versão diz que ela se suicidou depois de ser capturada por bandeirantes a mando da capitania do Mato Grosso, por volta de 1770, e outra afirma que Tereza foi assassinada e teve a cabeça exposta no centro do Quilombo.

O que se tem conhecimento é que alguns quilombolas conseguiram fugir depois do ataque dos bandeirantes e restituir o espaço, que foi novamente vítima de ação da capitania do Mato Grosso em 1777 e dizimado de maneira definitiva em 1795.

Mesmo sem a Rainha Tereza e o Quilombo do Quariterê, a história é muito presente no imaginário da região, onde a oralidade garante a permanência do mito de Tereza de Benguela. Entre os relatos, alguns moradores da Vila Bela da Santíssima Trindade contam que ela navegava com barcos imponentes pelos rios do pantanal.

Ela também foi eternizada nos versos da escola de samba Unidos do Viradouro, com o enredo da agremiação de 1994, cujo título é “Tereza de Benguela – Uma Rainha Negra no Pantanal”. 

Fonte: https://www.almapreta.com

Brilho de Anjo: A bactéria que salvou soldados da guerra civil americana


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Enquanto o sol se punha após a Batalha de Shiloh em 1862, durante a Guerra Civil, alguns soldados notaram que suas feridas estavam brilhando em um azul fraco e esses foram os que sobreviveram de forma inexplicável

Os dois dias de conflito na Batalha de Shiloh, em abril de 1862, durante a Guerra Civil Americana, resultaram em 3 mil mortos. Esses foram os sortudos: nos dias seguintes, 16 mil feridos agonizavam no campo de batalha. Como acontecia em toda a guerra (e ainda acontece), os que sobreviveram tiveram que lidar com os ferimentos causados por balas e cortes com baionetas num terreno imundo e caótico. Microrganismos ainda não eram bem compreendidos e os antibióticos só viriam muito depois. Os grandes matadores não atendiam por canhão ou fuzil, mas gangrena e choque séptico.

Pareceu, então, realmente um milagre o que aconteceu em Shiloh. Na espera por ajuda, os combatentes ficaram sentados na lama por dois dias e duas noites. No primeiro anoitecer, algo horripilante e jamais ouvido: as feridas infeccionadas brilharam num tom azul-claro. Quando os soldados finalmente receberam tratamento, os médicos tiveram de abandonar seu ceticismo ao notar que os que relataram brilho em suas feridas se recuperaram melhor que os não “abençoados” pela luminosidade – apelidada então de Angel's Glow (“Brilho do Anjo”). 


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O episódio permaneceu um mistério até 2001, quando Bill Martin, um garoto de 17 anos, visitou o local onde ocorreu a batalha. Após ouvir sobre a história dos “soldados que brilharam no escuro”, Martin e o seu amigo John Curtis realizaram experimentos para descobrir se havia alguma conexão entre a cura das feridas e as bactérias bioluminescentes que vivem no solo. Sua mãe era uma microbióloga e já havia estudado esse tipo de microrganismo.
Bactérias brilhantes

Ao pesquisarem sobre as condições de clima e solo durante a Batalha de Shiloh, os dois descobriram que as luzes eram as bactérias Photorhabdus luminescens, que vivem nas vísceras de nematoides, vermes do solo. Eles invadem corpos de insetos e se fixam em seus vasos sanguíneos.

Ao infectarem esses animais, as “bactérias brilhantes” são liberadas no fluxo sanguíneo deles e produzem toxinas, que matam o inseto hospedeiro e expulsam ou dizimam outros microrganismos que estejam ali. As toxinas não funcionam em humanos. A outra parte é basicamente um antibiótico. Havia um buraco na teoria: as bactérias Photorhabdus luminescens não são capazes de sobreviver à temperatura do corpo humano. Como, então, teriam se infiltrado nas feridas dos soldados em 1862?

Os garotos descobriram que, no começo de abril daquele ano, a temperatura teria sido tão baixa que os soldados, à espera de ajuda médica, quase sofreram de hipotermia durante a noite. O frio tornou o corpo dos combatentes favorável ao microrganismo. O milagre, assim, atingiu quem esteve mais perto da morte.

Esses tiveram suas feridas tomadas pela Photorhabdus, que eliminou os organismos responsáveis pelas necroses. Como a bactéria não é adaptada para atacar humanos, o sistema imunológico dos soldados não teve dificuldade em eliminá-la. Resultando numa chance maior de sobreviver que a de quem não passou por hipotermia.

Referência: aventurasnahistoria (Thiago Lincolins)


“Menina com espigas” | Uma das mais expressivas obras de Renoir compõe o acervo do MASP desde 1952


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O artista francês Renoir, teve problemas ao se tornar portador da doença articular artrite, mas ainda assim continuou pintando até o fim de sua vida e entrou para a história da arte ao produzir belíssimos trabalhos amarrando o pincel em seu braço

Quando pesquisamos as principais obras de Pierre-Auguste Renoir encontramos “Mulher com sombrinha” de 1867, “O camarote” de 1874, “Le Moulin de La Galette” de 1876, “Madame Georges Charpentier e suas filhas” de 1878, “Remadores em Chatou” de 1879, “Elizabeth e Alice de Anvers” de 1881, “A dança em Bougival” de 1883, “Mulher amamentando” de 1886, entre outras, mas poucas são tão enigmáticas como “Menina com espigas” de 1888

Renoir (1841 – 1919,) alegrava-se por ter nascido num família de grande talento manual, onde havia alfaiates, ourives e desenhista de modas. Para ele teria sido mais difícil se tivesse nascido numa família de intelectuais, pois teria levado muito tempo para se livrar das ideias recebidas. De origem humilde, aos 13 anos de idade ele deu início à sua carreira artística, pintando porcelanas, cortinas e leques para ajudar financeiramente sua família composta por mais seis irmãos. Émile Laporte, seu colega nas aulas noturnas da Escola de Desenho e Arte Decorativa, incentivou-o a frequentar o ateliê do mestre suíço Charles Gleye, para que pudesse se ingressar na Academia, o que aconteceu dois anos depois.

“Menina com as Espigas”
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A composição denominada Menina com as Espigas, também conhecida como Menina com Flores, é uma obra do pintor. Faz parte do acervo do MASP desde 1952. Renoir fez inúmeros retratos de crianças, na maioria das vezes valendo-se de uma técnica em que usava cores vistosas, trabalhando minuciosamente os detalhes, como acontece com esta pintura em que o artista usa um colorismo exuberante e superfícies esmaltadas, possivelmente lembrando a sua juventude, quando decorava leques e porcelanas.

Ficha técnica
Ano: 1888
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 65 x 54 cm
Localização: Museu de Arte, São Paulo, Brasil
Fonte: Enciclopédia dos Museus/ Mirador

sábado, 18 de agosto de 2018

Centro gastronômico busca a revitalização da Rua Chile, um dos marcos da capital baiana no século passado


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Centro gastronômico que vai reunir oito restaurantes de cozinhas variadas no Palacete do Tira do Chapéu, um dos mais belos imóveis históricos do começo do século 20, promete ser o point do Centro Histórico de Salvador

O prédio, construído pelo comendador Bernardo Martins Catharino, em 1914, vai abrigar restaurantes de cozinhas: italiana, portuguesa, pescados e mariscos, pizzaria, choperia, e um café no terraço, no terceiro andar, com vista para a Baía de Todos os Santos. No térreo, haverá mais um espaço com cadeiras nas calçadas, interagindo com a rua.

As obras de restauração já foram iniciadas e a previsão é que sejam concluídas nos próximos dois anos. Concebido com inspiração nos modelos europeus, a proposta do empreendimento, que tem como referências o Mercado de São Miguel, em Madri, e o El Nacional, em Barcelona, ambos na Espanha, é reunir restaurantes locais e de outros estados como São Paulo.

Preservação do Centro Histórico

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A intenção do investidor é a preservação do valioso conjunto de vitrais está sendo restaurado, assim como os afrescos e outros elementos históricos da decoração interna. O imóvel possui três andares e todos serão ocupados com espaços voltados para a gastronomia.

A implantação do centro gastronômico é mais uma ação para devolver aos baianos o requinte da Rua Chile que já foi a mais chique da cidade. Com o Fera Palace funcionando, o Fasano, que vai inaugurar em dezembro, um edifício garagem com 250 vagas, o centro gastronômico e as obras públicas de revitalização que vêm sendo feitas na área, a Rua Chile terá funcionalidade de ´promenade´ (calçadão), onde as pessoas vão poder passear, sentar nas cadeiras ao ar livre para tomar um drinque, comer, ler o jornal ou simplesmente ver a vida passar, como já aconteceu aqui e, até hoje, acontece em várias cidades do mundo.

Referência: correio24h

Festival de Gramado 2018: a busca pelo Kikito já começou


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Mantendo a tradição da Orquestra de Gramado tocando clássicos do cinema e a presença de autoridades, foi aberto na tarde da última sexta-feira (17) o 46º Festival de Cinema de Gramado

O evento que reúne o melhor da produção do audiovisual brasileira, gaúcha e latina, começou mostrando uma das marcas desta edição: a inclusão. Considerado o Festival mais inclusivo da história, o protocolo foi aberto por Carilissa Dall’ Alba, do movimento “Legenda para quem não ouve mas se emociona”, que r importância de políticas e iniciativas inclusivas para aproximar o cinema de pessoas com deficiência.

Tendo a Itália como país convidado de honra, o 46º Festival de Cinema de Gramado foi aberto com a exibição de dois longas-metragens brasileiros inéditos no circuito nacional. Fora de competição "O Grande Circo Místico", de Cacá Diegues, é inspirado no poema de Jorge de Lima, e com trilha sonora de clássicos de Chico Buarque e Edu Lobo. O filme conta a história de cinco gerações de uma mesma família circense, do apogeu à decadência, passando por grandes amores e aventuras. A segunda produção a ser exibida será "A voz do silêncio", de André Ristum, que é o primeiro filme em competição a ser projetado neste ano.


Convidada especial: Itália

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A Itália, por sua vez, será homenageada nas tardes da quinta e da sexta-feira (23 e 24 de agosto), quando ocorrerá a exibição de dois filmes italianos. O primeiro será "Hotel Gagarin", de Simone Spada. Na trama, cinco italianos em busca de sucesso são convencidos por um que se diz produtor a gravar um filme na Armênia. Uma vez chegados ao Hotel Gagarin, isolado na floresta, explode uma guerra e o produtor foge com o dinheiro.


Já na segunda, a Mostra Itália apresenta "Made in Italy", de Luciano Ligabu, cujo protagonista, Riko, é um homem com grandes virtudes, mas com pouca sorte, encalhado em um trabalho que não lhe permite manter a família e em luta contínua contra uma sociedade que não o representa.


"A história do nosso cinema começa já na época dos irmãos Lumière. O nascimento de Cinecittà abre uma nova fase de produção. Graças ao cinema neorrealista do pós-guerra, ao cinema de autor de meados da década de 1950, até o final da década de 1970, e à "commediaall'italiana", o cinema italiano atinge uma posição de grande prestígio nacional e internacional", explicou o embaixador italiano no Brasil, Antonio Bernardini, que lidera a comitiva do país em Gramado.

Referência: www.terra.com.br

domingo, 12 de agosto de 2018

Ilhas incríveis do Brasil que merecem uma visita e até o retorno de quem já conheceu


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Apesar da definição de Ilhas, - pedaço de terra separada do continente, – algumas delas estão tão perto da terra firma que nem percebemos

Foram ocupadas por diferentes espécies, sofreram as ações do vento, da chuva, do mar e mudaram de forma conforme o passar do tempo, adquirindo características únicas. Cada vez que desembarcamos em uma parece que estamos entrando em um novo mundo.

Praias incríveis não faltam por aqui, tanto que todos listam no nosso país variadas ilhas para que o turista não precisar ir ao Caribe. Mas e as ilhas do Brasil? Também temos muitas espetaculares que merecem entrar pra lista de destinos de qualquer andarilho.

10 ILHAS DO BRASIL

1. FERNANDO DE NORONHA 


Resultado de imagem para ilhas do brasil FERNANDO DE NORONHA

O arquipélago pode ser chamado de o “rei das ilhas” do Brasil. Águas verdinhas e transparentes, fauna protegida, pôr do sol de tirar o fôlego e atividades pra todos os gostos em meio à natureza são algumas das atrações. É aqui também que fica a Praia do Sancho, eleita mais de uma vez a mais linda do mundo. Como é um dos destinos mais caros do país, vale se planejar com antecedência, pois até para se permanecer na ilha paga-se por isso. E não é barato...

2. ILHA DE TINHARÉ 


Resultado de imagem para ilhas do brasil TINHARE

É nessa ilha paradisíaca da Bahia que fica Morro de São Paulo. Suas praias e o clima agitado da vila atraem turistas do mundo todo. O acesso é feito por barcos pequenos e catamarãs que partem em diversos horários de Salvador e, principalmente, de Valença. Mas quem quiser evitar o “saculejo” do barco, pode fazer boa parte do caminho por terra, embora nem mais longo.

3. ILHA GRANDE 


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Esse paraíso no litoral do Rio de Janeiro, próximo a Angra dos Reis, tem sua costa recortada por enseadas e penínsulas, que dão origem a diversas praias de águas claras em meio à mata preservada.

4. ABROLHOS 


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O Arquipélago de Abrolhos, na Bahia, é protegido e tem a visitação monitorada. É um prato cheio para mergulhadores e, com sorte, entre julho e novembro, você pode avistar baleias Jubarte durante o passeio.

5. ILHABELA 


Resultado de imagem para ilhas do brasil ILHABELA

Apesar de super badalada e disputada pelos paulistas, Ilhabela, em São Sebastião, guarda praias praticamente desertas e de águas claras, cachoeiras, ilhotas e montanhas.

6. ILHA DO MEL 


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O nome doce já adianta que essa reserva natural é perfeita pra casais ou viajantes que querem sossego. Para chegar à ilha no litoral do Paraná, é possível vir de Paranaguá ou Pontal do Sul, próximas da capital paranaense.

7. ILHA DE SANTA CATARINA 


Resultado de imagem para ilhas do brasil ILHA DE SANTA CATARINA

Com 54 km de comprimento e 18 km de largura, é onde fica Florianópolis. A ilha e outras ilhotas nas redondezas oferecem praias pra todos os gostos, das mais badaladas às mais tranquilas, além de lagoas e dunas.

8. ILHA DO CAJU 


Resultado de imagem para ilhas do brasil ILHA DO CAJU

Apesar de localizada no Maranhão, o acesso é feito principalmente pelo Piauí. Faz parte de um conjunto de dezenas de ilhas fluviais do Delta do Parnaíba, mas se destaca pelas dunas, piscinas naturais e praias de água doce. Na agenda dos visitantes, além de curtir o visual, normalmente estão atividades como caiaque e passeios a cavalo.

9. ILHA DE BOIPEBA
Resultado de imagem para ilhas do brasil ILHA BOIPEBA

Localizada ao lado da Ilha de Tinharé, no litoral da Bahia, Boipeba pertence ao município de Cairu. Apesar da proximidade, é o oposto de Morro de São Paulo. Aqui reina o sossego nas vilas de pescadores, coqueirais e praias vazias. Passeios de barco levam os turistas até as piscinas naturais de Moreré.

10. ILHA DE MARAJÓ 


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A maior ilha fluvial do mundo, localizada no Pará, é famosa por seus búfalos e paisagens naturais. Os turistas encontram ainda um lugar de cultura rica, com destaque para a culinária e o famoso artesanato marajoara. O principal acesso é via Belém.

Na dezena de ilhas citadas acima, algumas preservam santuários marinhos, como o Arquipélago de Abrolhos, outras foram palco de batalhas entre piratas e corsários, como a Ilha Grande. Já Fernando de Noronha encanta pelas praias que estão na lista das mais bonitas do Brasil.

O fato é que nenhuma ilha é igual à outra e explorá-las sempre nos trará novas experiências. Reserve o hotel, arrume as malas e boa viagem!

Referência: www.essemundoenosso.com.br