domingo, 19 de janeiro de 2020

Como uma guerra embrutece: a história das adolescentes holandesas que seduziam e matavam nazistas


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A história destas mulheres, que seduziam nazistas e traidores holandeses para depois os matar, é recordada no livro de Sophie Poldermans "Seduzindo e Matando Nazis - Hannie, Truus, e Freddie: Heroínas Holandesas da II Guerra Mundial"
Freddie, de 14 anos, Truus Oversteegen, de 17 acabados de fazer, e Hannie Schaft, de 19, entraram para a resistência holandesa pouco tempo após a invasão alemã da Holanda, em 1940.

Criadas por uma mãe solteira com fortes convicções antifascistas, as irmãs Oversteegen trabalharam de perto com Hannie Schaft, numa célula da resistência composta por apenas sete pessoas, mas que causou muitos danos aos alemães durante a II Guerra Mundial.

"Estas mulheres nunca se consideraram heroínas", diz Sophie Poldermans, que é também uma ativista dos direitos humanos na Holanda, e que privou com as irmãs Oversteegen durante 20 anos, antes de decidir escrever o livro. "Eram extremamente dedicadas e acreditavam que não tinham opção senão juntar-se à resistência. Nunca se arrependeram do papel que tiveram durante a guerra", acrescenta a autora.

De protetoras de judeus a assassinas de nazis 
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As adolescentes, cuja missão principal era ajudar e proteger famílias judaicas na Holanda, tinham frequentemente como missão resgatar crianças de origem judia das mãos dos nazis.

Começaram por ter como missão principal roubar documentos de identificação holandeses para ajudar judeus perseguidos pelos nazis, mas depressa subiram na hierarquia da resistência local, assumindo-se como um dos maiores espinhos cravados na pele dos alemães.

Hannie Schaft, a mais velha, aprendeu alemão para melhor levar a cabo as missões que lhe eram destinadas. Tinha cabelo ruivo e uma cara bonita e pintava os lábios de vermelho vivo. Nos bares da cidade de Haarlem, onde residia, seduzia soldados alemães ou colaboracionistas holandeses, que depois eram mortos pela resistência.

Esta forma de atuação foi adotada também pelas irmãs Oversteegen, que usavam maquilhagem para parecerem mais velhas. Encantados com a beleza das jovens, os nazis, alemães ou holandeses, acompanhavam-nas para os bosques nas redondezas, onde eram mortos, normalmente, por colegas das jovens, escondidos no arvoredo.

Muitas vezes eram as próprias jovens que eliminavam os alvos. "Eram assassinas, mas tentaram manter-se humanas. Disparavam sempre pelas costas para eles não perceberem que iam morrer", recorda a autora do livro.

As encantadoras de nazis não se ficavam por este método. São conhecidos os casos das mortes em andamento, em que usavam a bicicleta para fugir do local após eliminarem um alvo.

As três adolescentes holandesas
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Freddie, a mais nova, tinha apenas 14 anos quando começou a trabalhar para a resistência holandesa. Passava por ser estudante e aproveitava esta imagem para servir de correio e levar informações durante a ocupação.

Truus tinha 17 anos acabados de fazer quando a Holanda foi ocupada. Um dia, viu um soldado alemão pegar numa criança judia pelas pernas e bater com ela na parede, até morrer. A jovem não se conteve. Sacou da arma e executou o nazi. "Não era uma missão, mas não me arrependo", contou, no livro agora publicado. "Estávamos a lidar com um cancro na nossa sociedade e tínhamos de o extirpar", acrescentou.

Hannie, de 19 anos, era uma jovem estudante quando os alemães irromperam pela Holanda. Participou em operações de sabotagem de instalações militares alemãs, bombardeamentos de linhas elétricas e de carregamentos de munições, mas foi por seduzir soldados nazis, levando-os para a morte que a jovem ruiva ficou conhecida e com a cabeça prémio durante o terceiro Reich.

Em pouco tempo, "a rapariga de cabelo vermelho" tornou-se um alvo prioritário para a Alemanha Nazi, por ordem do próprio Hitler. Perseguida, pintou o cabelo de preto e passou a usar óculos para escapar ao radar, até que foi capturada em março de 1945, numa operação de rotina.

Levada para a Casa de Detenção de Amsterdam, foi torturara pelos nazis e colocada numa solitária com um letreiro na porta: "morderin", assassina. Hannie foi executada a 17 de abril de 1945, apenas 18 dias antes da libertação da Holanda.

As famosas últimas palavras de Hannie
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As últimas palavras, em frente ao pelotão de fuzilamento, ficaram famosas e ajudaram a fazer de Hannie uma lenda para os holandeses. "Disparo melhor que vocês, idiotas", terá dito após a primeira ronda de tiros do pelotão de fuzilamento, que a deixou apenas ferida. A amiga Truus diz, no livro, que Hannie morreu com coragem, olhando os executores nos olhos.

Hannie Schaft foi agraciada, a título póstumo, como a Medalha da Liberdade, atribuída pelo Comandante Supremo das Forças Aliadas, o norte-americano Dwight Eisenhower.

As irmãs Oversteegen foram agraciadas pelo primeiro-ministro holandês em 2014, que lhes atribuiu a Cruz da Mobilização Militar. Truus foi também homenageada no Yad Vashem, o memorial israelita às vítimas do holocausto, pelo papel que teve na defesa e proteção dos judeus holandeses durante a segunda Guerra Mundial, 25% dos quais terão morrido nos cinco anos de ocupação alemã.

Truus morreu em 2016, com 92 anos. A irmã mais nova, Annie, morreu com a mesma idade, dois anos depois. 


Referência:
jn.pt

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Os mais cruéis e sanguinários Imperadores da Roma Antiga


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Apesar dos ‘ridículos tiranos’, os antigos romanos foram responsáveis por alguns dos avanços mais importantes da história. Sua arquitetura, política e cultura ainda exercem influência em todo o mundo

Mas nem tudo são flores e, apesar do seu valioso legado, o Império Romano também deu à luz imperadores cruéis e o cinema em especial, tem mostrado ao longo dos anos, várias atrocidades cometidas e autorizadas por dirigentes da Roma Antiga.

Há 20 anos, Ridley Soft dirigiu o ótimo “Gladiador”, onde Joaquin Phoenix vive um imperador extremamente cruel, - com requintes que incluem um incesto, - e que não hesita em aniquilar quem cruza o seu caminho.

A história está repleta dessa estirpe de déspotas e assassinos, entre os quais destacam-se os três seguintes:

Tibério
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Tibério Cláudio Nero César, segundo imperador de Roma, governou o Império Romano durante 23 anos, de 14 d.C. até 37 d.C. Ele chegou ao poder após uma série de mortes e intrigas familiares, e seu governo se destacou pela proibição das religiões e a perseguição aos astrólogos. Os historiadores da época descreveram a extrema importância que esse imperador deu à satisfação de seus desejos, a ponto de criar o cargo de “Intendente de Prazeres”. Tibério desconfiou de tudo e de todos, assassinando com crueldade senadores e colaboradores, incluindo alguns de seus descendentes. Aos 77 anos, ele morreu em circunstâncias suspeitas: historiadores sugerem que ele foi sufocado por um complô entre seu conselheiro pessoal e Calígula. 
Calígula Resultado de imagem para imperador caligula biografia
Calígula, o terceiro imperador de Roma, governou o Império Romano durante somente 4 anos, de 37 d.C. a 41 d.C. Ele herdou o poder após a morte de Tibério, que havia determinado que Calígula governasse junto com seu primo Tibério Gêmelo. Mas, para governar sozinho, Calígula mandou matar o primo. O historiador Sêneca descreveu o sadismo com que Calígula atormentava os que o rodeavam. Ele possuiu praticamente todas as mulheres que conheceu, incluindo a prometida de um amigo, a qual raptou em plena festa de casamento e a proclamou sua esposa. Guardava em seus armários amplas coleções de venenos, com os quais assassinava listas intermináveis de homens, mulheres e crianças. Calígula chegou a proclamar-se deus supremo e criou um templo para sua própria adoração. Foi assassinado por um capitão da Guarda Pretoriana.

Nero
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Nero, o último imperador da dinastia júlio-claudiana, governou Roma durante 14 anos, de 54 d.C. até 68 d.C. No poder, governava sob forte influência da mãe, Agripina, a Jovem. No ano 59 d.C., mandou matá-la, pois acreditava que ela faria oposição ao seu casamento com Popeia Sabina. Nero também teria matado seu meio-irmão, Britânico. Ele se considerava um ser todo poderoso e adorava ser amado pelo povo, o que o levou a perdoar a vida de muitos gladiadores. Após assassinar sua mãe, Nero se tornou um severo tirano e realizou gigantescas matanças. Seu governo é geralmente associado à tirania e à extravagância. A maioria dos historiadores romanos antigos, como Suetônio e Cássio Dio, oferecem relatos extremamente negativos de sua personalidade. Tácito afirma que o povo romano o considerava compulsivo e corrupto. Ele também foi acusado por alguns historiadores de ser o responsável pelo grande incêndio que devastou Roma em 64 d.C. Ele se suicidou em 9 de junho de 68 d.C., quando soube que havia sido julgado à revelia e condenado à morte como inimigo público, tornando-se o primeiro imperador romano a se suicidar.
Fonte: MSN 
Imagens: Shutterstock.com, Giovanni Dall'Orto, via Wikimedia Commons e cjh1452000, via Wikmedia Commons


sábado, 11 de janeiro de 2020

Salvador terá mural de 300 m2, de autoria de Eduardo Kobra


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A imagem de Santa Dulce dos Pobres em Salvador retratada em um mural, é a nova obra da referência mundial no grafite, o paulista Eduardo Kobra


Um dos maiores nomes do grafite mundial, o paulista Eduardo Kobra homenageará Santa Dulce dos Pobres com um mural de 300 metros quadrados, em uma das fachadas laterais do Shopping Barra, em Salvador, terra natal da primeira santa brasileira.

O muralista, que já grafitou murais com imagens de nomes como Ghandi, Madre Tereza de Calcutá, Martin Luther King e Mandela, agora retrata a santa baiana que foi canonizada em outubro do ano passado.


A obra terá 32 metros de altura por 10 de largura e começou a ser feita na última quarta-feira (8), com previsão de término em até 12 dias. A arte será baseada em uma foto de Irmã Dulce abraçando uma criança e fará parte do projeto “Olhares da Paz “.

Kobra é conhecido por transformar espaços neutros em grandes obras de arte. O uso de cores fortes, a riqueza de detalhes e a precisão dos traços são algumas de suas marcas. Quando for instalada, a fachada do Shopping Barra será o primeiro trabalho dele em um centro de compras.

Destaque nos EUA


Uma das obras mais destacadas de Kobra no exterior é o mural com imagem de David Bowie feito por Eduardo Kobra nos Estados Unidos. Trata-se de um descomunal painel com uma imagem bem colorida do ídolo pop.

Obras na “Praça do Poeta” levam à descoberta das ruínas do Teatro São João da Bahia


Antiga Fotografia Theatro
As escavações das obras da Praça Castro Alves, no Centro, trouxeram à baila um dos maiores orgulhos do centro da Salvador antiga, o Teatro São João da Bahia

Voltando no tempo, é possível até imaginar as carruagens luxuosas deixando senhoras e senhores à porta. Mais de 200 anos depois da inauguração de um dos maiores espaços culturais que o Brasil já teve, eis que o esqueleto do Teatro São João da Bahia ressurge em forma de ruínas. Parte da fachada e as escadas que davam acesso ao foyer, depois que se ultrapassavam uma das suas três suntuosas portas. 


Segundo secretário de Cultura e Turismo de Salvador, estrutura aparenta ser de uma fonte do Teatro São João. Arqueólogos fazem pesquisa para confirmar a relação.  — Foto: Arquivo Pessoal

O único testemunho material da existência de um dos principais prédios da história de Salvador deve fazer parte de um projeto de adaptação da prefeitura, que realiza a obra desde a Avenida Sete de Setembro. A ideia da Fundação Gregório de Matos é criar um espaço que utilize a estrutura da antiga fonte encontrada em escavações no final de 2019 como um palco para pequenos shows. Além disso, um sítio arqueológico com as ruínas da fachada do São João, fariam parte do mesmo ambiente e estariam ali para serem tocadas e contempladas.

Ocaso da Praça Castro Alves
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Afora o Carnaval e alguns parcos eventos pontuais, a Praça Castro Alves é pouco utilizada, apesar da sua vista linda e privilegiada. “Nossa ideia é fazer um projeto que movimente este lugar”, afirma Nivaldo Vieira de Andrade, professor da Faculdade de Arquitetura da UFBA, que vai elaborar o projeto da prefeitura. “Vamos agitar esse lugar o ano inteiro. Não seria um espaço para mega shows. É um palco pequeno. Esse seria um uso adequado. Até porque o palco está ali, pronto”, diz presidente da Fundação Gregório de Matos (FGM), Fernando Guerreiro, apontando para a fonte descoberta antes da fachada. “Pensei em chamar palco dos poetas”.

Discussão


O uso que se pretende dar às descobertas não chega a ser uma unanimidade. O professor de Teoria, Crítica e Projeto de Arquitetura da UFBA, Márcio Campos, diz que não vê sentido em colocar os achados para contemplação. “Caso não sejam enviados a um museu, a melhor forma de proteger é cobri-los novamente, o que acontece com 90% dos achados arqueológicos do mundo. Salvador não é Roma”, pondera Marcio Campos.

Polêmicas à parte, a descoberta não deixa de ser uma joia rara e traz reminiscências daquilo que foi a Capital dos Baianos” no passado. Se vai para um museu, exposta para contemplação ou recoberta com terra novamente, é uma discussão para os entendidos, - ou não, como diria Caetano Veloso, - e para o público em geral resta aguardar o desenrolar dos acontecimentos.

Referência: Correio da Bahia

“Dois Papas” – o filme mais comentado do final de 2019, merece todos os comentários elogiosos


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Em 2013, o mundo foi pego de surpresa quando o papa Bento XVI anunciou que iria renunciar ao cargo, algo tão inusitado que a última ocorrência conhecida de renúncia de um sucessor de São Pedro é a do Papa Celestino V em 1294, depois de apenas cinco meses de seu pontificado

Dentro da liturgia da Igreja, tal ato era impensável, tendo em vista a simbologia do papado como a representação de Cristo crucificado, que permaneceu no posto até sua derradeira morte. Se a eleição de um novo papa, Francisco I, fatalmente trouxe a produção de um sem número de produções oportunistas sobre sua vida, o diretor Fernando Meirelles entrega um filme bem mais ambicioso: discutir os bastidores da Igreja a partir de um encontro entre o atual e o futuro papa, no qual tal transição é não apenas comunicada, mas também justificada. Isto de forma muito bem-humorada, ao ponto de provocar deliciosas gargalhadas em vários momentos.

O diretor Meirelles e o roteirista Anthony McCarten tiveram a ideia genial de explorar a fundo a personalidade de cada um. Com isso, desde o início acompanhamos a simpatia do futuro Papa Francisco, ainda cardeal Jorge Bergoglio, bem como sua proximidade com a comunidade carente de seu país-natal, em belas cenas na periferia de Buenos Aires que tão bem exploram as cores locais da América Latina. Não se faz qualquer esforço para gostar de Bergoglio: ele é acessível, descontraído, informal, apaixonado por futebol e tango como todo bom argentino, ou seja, gente como a gente. Com extrema sensibilidade, Jonathan Pryce capta tais características e entrega um personagem adorável, capaz de assobiar "Dancing Queen", do Abba, em plena eleição no Vaticano ou pedir uma fatia de pizza em uma barraca qualquer assim que chega a Roma.

Bento – alemão impenetrável
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Já Bento, é totalmente diferente: catedrático, sisudo e autoritário, almejou o cargo que ocupa através da política interna do Vaticano. Sua ausência de carisma não o tornou tão amado quanto seu antecessor, João Paulo II, e ele tem consciência disto. De certa forma, é fácil não gostar dele e é tocante ver Anthony Hopkins, - um do maiores atores em atividade, se não for o melhor, - aos 80 anos, se sujeitar a um personagem que lhe exija tanto em relação à postura física. Seu conhecido olhar penetrante combina muito bem com a personalidade forte de Bento, não só ao se ver contrariado, mas também quando precisa convencer seu colega de fé. 
A bem da verdade, Bento e Bergoglio não são inimigos e é prazeroso ver o respeito que nutrem um pelo outro em tempos de tanta intransigência e egoísmo. A grande beleza do roteiro está justamente em estabelecer tão bem as características de cada um e, a partir delas, apresentar ao espectador diferentes facetas sobre a mesma questão. Não há mocinhos nem bandidos nesta história, apenas pessoas que, humanas que são, falham. Simples assim. 
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Se o debate exercido em Dois Papas por si só já vale (muito) a pena, Fernando Meirelles vai além ao incluir pílulas de um humor delicioso e absolutamente orgânico, em relação a ambos os personagens. Soma-se a isso uma trilha sonora que não apenas surpreende, pelo uso inusitado das canções "Dancing Queen" (Abba), "Bella Ciao" (música-tema da série La Casa de Papel) e "Blackbird" (Beatles), como ainda presta homenagem à América Latina como um todo, através de ícones como "Besame Mucho" e "Guantanamera". Ainda neste sentido, merece destaque o retrato feito da Argentina nas muitas sequências de flashback, de um apuro técnico e reconstituição impressionantes que auxiliam tanto nesta belíssima compreensão das dores e alegrias em ser latino-americano, tão bem refletida na história de vida de Bergoglio. Isso sem falar do belo trabalho de Juan Minujin, como a versão jovem do futuro papa.

Profundamente humano, Dois Papas conta com grandes atuações de seus protagonistas em um duelo verbal que dá gosto de ver, seja pela forma como se desenvolve ou mesmo por admirar a dedicação tanto de Pryce quanto de Hopkins em compor personagens o mais verossímil possível, diante da persona pública tão conhecida de ambos. Vale também destacar a fotografia de César Charlone, que perambula nos mais variados formatos e estilos sem jamais abandonar a coesão estética diante do exibido, e um momento específico, que fará a alegria de todo e qualquer apaixonado por futebol: quando Bergoglio usa a religião para explicar o jogo coletivo no esporte. Absolutamente genial!

Referência: Adoro Cinema

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Centro Integrado Assis Chateaubriand: um marco na educação de Feira de Santana, completa 50 anos em 2019


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Em dezenove de setembro de 1969, foi inaugurado em Feira de Santana – Bahia, o Centro Integrado de Educação Assis Chateaubriand (C.I.E.A.C.), um divisor de águas na educação pública da segunda cidade do Estado

Ao cortar a fita inaugural, o governador Luís Viana Filho afirmou que “ ... a Bahia homenageia não apenas a figura do grande brasileiro , mas acima de tudo, reverenciava o seu grande exemplo como jornalista e educador Assis Chateaubriand...”

Num pronunciamento feito perante dezenas de autoridades e cerca de mil estudantes perfilados em memória do fundador dos Diários Associados, o governador lembrou o carinho especial do jornalista Assis Chateaubriand para com as coisas da Bahia e, em particular, o seu amor declarado à cultura e à gente de Feira de Santana.

Ao descerrar o retrato de Assis Chateaubriand no salão principal do novo educandário, o jornalista Odorico Tavares agradeceu em nome dos Diários Associados do Brasil e lembrou dois exemplos do amor do homenageado por Feira de Santana: o Aeroclube e o Museu Regional, que possui um dos maiores acervos culturais do País.

O nome de Assis Chateaubriand está definitivamente inscrito entre os grandes beneméritos de Feira. Seus artigos sobre a cidade são citados com frequência, principalmente aquele publicado as vésperas da inauguração do museu: “Feira de Santana está com o Cão”.

50 anos de história
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Nesse meio século de existência, o Assis, como é conhecido pela população feirense, formou uma plêiade de profissionais que se destacaram em diversas áreas como medicina, direito, engenharia, administração e economia, entre tantas outras.

O Centro Integrado de Educação Assis Chateaubriand está localizado no bairro do Sobradinho, possui 3271 alunos (segundo dados do Censo Escolar de 2018) em Ensino Fundamental II, Ensino Médio e EJA. A escola possui 5 avaliações de pais e alunos e nota média de 4.86.

O filho do Vale do Jiquiriçá Gilton Della Cella lança seu novo trabalho, “Seu tempo”


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Ele veio ao mundo na cidade de Ubaíra-Ba, no verde vale do Jiquiriçá e botou a cara no sol em 1984 no Festival dos Bancários da Bahia, onde arrebatou o 2º lugar com a música “Grande Circo Brasileiro” e, para fechar com chave de ouro, ganhou também naquela noite o prêmio de melhor letrista

Em 1997 voltou a vencer o mesmo festival desta vez com a música “Canto de Açoite”, interpretada por Anna Magdalla, aliás, nos festivais, Gilton Della Cella teve presença marcante, vencendo o Festival Disparada – 1984, promovido pelo Sistema Nordeste de Comunicação , com a música “Destino Lavrador” , de parceria com Kleber Ramos e Renato Fechine , festival de música de Itaberaba 1984 e 1985 com as músicas “Grande Circo Brasileiro” e “Canto de Açoite”, participante do projeto Banco de Talentos, promovido pela Febraban em 1994-1998-2000-2002-2004 e 2006, com apresentações no Memorial da América Latina, Tom Brasil e Citibank Hall –São Paulo, sob a batuta dos maestros Nelson Ayres e Marco Romera.

Selecionado pelo projeto Circuito Cultural Banco do Brasil – 2003, dividiu o palco com Luiz Melodia. Classificado no festival da rádio Educadora da Bahia em 2004, 2005 e 2006 com as músicas “Brasis” e “Navegador de Sonhos” e “Solidão Pirata”; classificado no festival Canta Nordeste 1996; finalista dos festivais de Serra Negra-SP-2004, Toledo-PR –2004 e Tatuí-SP 2005, Seabra-BA 2007, Ribeirão Preto-SP 2007, Angra dos Reis-RJ 2007, Festival de samba paulista no Tuca-SP 2007, Garanhuns-PE 2007.

Novo trabalho
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Em parceria com Marcelo Nunes, Gilton compôs e está lançando “Seu tempo”, uma música que, conforme sua própria definição, é um convite à reflexão. Antenado com os novos caminhos da música, o álbum “A Boca e o Beijo” já está disponível na net para baixar e ouvir, assim como outros trabalhos desse baiano de fibra.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

No último dia 31, o Brasil celebrou o nascimento de um dos seus maiores expoentes musicais, o “O Rei do Ritmo” Jackson do Pandeiro


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Artista multifacetado, o cantor, instrumentista e compositor, Jackson do Pandeiro, desbravou o cenário musical do sul do país, sem abrir mão da sua proposta de música genuinamente Nordestina

Jackson nasceu em Alagoa Grande, Paraíba e era filho do oleiro José Gomes e da cantora de coco pernambucana Flora Mourão (Glória Maria da Conceição) e, quando pequeno, gostava de assistir aos emboladores de coco e repentistas na feira da cidade, assim como adorava cinema, principalmente os filmes de faroeste: “Na época eu brincava de artista, naquele tempo do cinema mudo.

E ele narra o início da sua trajetória: “Então tinha aquele pessoal do faroeste, e todo menino fazia suas quadrilhas, de índio, de chefe de quadrilha, de bandido, e eu era então o Jack Perry. Comprei um chapelão de palha, um revólver de madeira, e a gente brincava. Depois fui crescendo, tinha que ajudar minha mãe a dar de comer à moçada e tive que trabalhar. Parei com a brincadeira mas fiquei com o nome Jack, só J-a-c-k. Comecei a tocar pandeiro e os caras: – Come que é, e aí, Jack, Jack do Pandeiro… Fiquei sendo Jack do Pandeiro”.
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Em 1939, utilizando o nome artístico de Jack do Pandeiro, passou a fazer dupla com o irmão mais velho de Genival Lacerda, José Lacerda, começando a fazer sucesso em Campina Grande. Quando se mudou para o Recife, Pernambuco, em 1948, para trabalhar na Rádio Jornal do Commercio, passou a adotar o nome artístico de Jackson do Pandeiro, considerado de maior efeito sonoro, formando uma dupla com o já famoso compositor e apresentador Rosil Cavalcanti.

Gravou dezenas de músicas que fizeram sucesso nacional como O canto da ema (Ayres Vianna e João do Valle), Chiclete com banana (Gordurinha e Almira Castilho) e Cabo Tenório e Moxotó (Rosil Cavalcanti); 1 a 1 (Edgar Ferreira); Forró em Caruaru (Ze Dantas); Como tem Zé na Paraíba (Manezinho Araújo e Catulo de Paula), Casaca de Couro (Rui de Morais e Silva); Meu enxoval (Gordurinha e José Gomes); 17 na corrente (Edgar Ferreira e Manoel Firmino Alves); Coco do Norte (Rosil Cavalcanti); O velho gagá (Almira Castilho e Paulo Gracindo), Vou ter um troço (Arnô Provenzano, Otolindo Lopes e Jackson do Pandeiro) entre muitos outros.
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Expoentes da Música Popular Brasileira, como Luiz Gonzaga, Alceu Valença, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, gravaram alguns dos seus sucessos e ele tocou pandeiro na gravação de vários trabalhos de estúdio, a exemplo do primeiro disco de Elba Ramalho, “Ave de Prata”, lançado em 1979.

Em Portugal, a apoteose estrondosa de 'Jojo Rabbit'


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Uma comédia com Hitler como amigo imaginário foi ovacionada de pé no Festival de Toronto. Chama-se Jojo Rabbit, de Taika Waititi, e é mais um filme no congestionamento da antecâmara dos Óscares, juntamente com Le Mans '66: O Duelo e Knives Out

Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial. Jojo (Roman Griffin Davis) é um jovem nazista de 10 anos, que trata Adolf Hitler (Taika Waititi) como um amigo próximo, em sua imaginação. Seu maior sonho é participar da Juventude Hitlerista, um grupo pró-nazista composto por outras pessoas que concordam com os seus ideais. Um dia, Jojo descobre que sua mãe (Scarlett Johansson) está escondendo uma judia (Thomasin McKenzie) no sótão de casa. Depois de várias tentativas frustradas para expulsá-la, o jovem rebelde começa a desenvolver empatia pela nova hóspede.

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Ocaso mais sério do TIFF foi e vai ser até ao final Jojo Rabbit, de Taika Waititi, com Scarlett Johansson e Sam Rockwell. O tal filme sobre um menino nazi na Alemanha da Segunda Guerra Mundial que tem como amigo imaginário Adolf Hitler (interpretado pelo próprio Taika Waititi) é também uma história de amor e amizade entre o menino fã da suástica e uma rapariga judia escondida no seu sótão. 


Farsa antiódio com comicidade de gozo puro à crueldade do III Reich, Jojo Rabbit é das coisas mais originais e provocadoras de humor que um filme de uma major americana (a Fox) teve coragem de lançar. Humor que contagia, mas que também arrepia, um pouco como também acontecia com A Vida É Bela, de Benigni. Mas nesta sátira há o nonsense contemporâneo muito ao estilo do humor de Waititi (quem tiver visto o último Thor ou What We Do in the Shadows vai compreender...), capaz de aplicar coordenadas pop ou o disparate mais absurdo. 

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Jojo Rabbit situa-se entre os limites do humor correto e a fina linha que pode ofender. É óbvio que está do lado do universo judeu e do seu próprio código de humor, mas também recorre aos Beatles e a David Bowie (na sua versão alemã de Heroes) para baralhar tudo. O resultado é uma montanha-russa de gargalhadas e de momentos para nos deixar em pele de galinha. 


Uma ode à coragem de todas as mães e ao espírito de resistência de quem já foi vítima de opressão. Não poderia ser o objeto mais atual para estes dias, mesmo quando, paradoxalmente, homenageia o espírito das comédias dos ZAZ (em especial Top Secret - Ultra Secreto) e a tradição de Mel Brooks.

Concorrente da Netflix, a Apple revela o Apple TV+ como a grande novidade do setor


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O serviço de vídeos por assinatura da Apple no novo app Apple TV dará aos usuários acesso a séries, filmes e documentários originais e exclusivos

Durante o evento da Apple desta terça-feira, 10 de setembro, a gigante de Cupertino finalmente apresentou novidades mais concretas a respeito de data de lançamento e preço do seu serviço de streaming de filmes e séries que chega este ano para competir com gigantes da indústria como a Netflix, o Apple TV Plus.

No palco, o CEO da Apple Tim Cook confirmou que o TV Plus será lançado no dia 1 de novembro pelo preço de apenas US$ 4,99 (R$ 20) na inscrição familiar, valor muito inferior ao plano mais popular da Netflix nos Estados Unidos, que custa US$ 12,99 (R$ 53) e também inferior ao já competitivo valor da inscrição do Disney Plus, que será lançado no dia 12 e novembro por US$ 6,99 (R$ 24).

No dia do lançamento do serviço de streaming da Apple, produções originais da plataforma estarão disponíveis, incluindo The Morning Show com Jennifer Aniston e Reese Witherspoon, além do drama Dickinson sobre a poeta Emily Dickinson. Claramente a Apple não terá uma diversidade de catálogo tão grande como o que veremos no Disney Plus, mas seus conteúdos originais de alta qualidade deverão chamar muita atenção.

Mas a empresa está empenhada em apresentar produções cada vez melhores: segundo o Bloomberg, a Apple elevou o seu orçamento de US$ 1 bilhão para US$ 6 bilhões, e há informações de que a empresa esteja gastando uma quantia aproximada de US$ 15 milhões de dólares por cada episódio de suas séries atuais, incluindo não apenas o The Morning Show como também a nova série See, uma ficção científica com Jason Momoa.

Apple planeja apresentar novas séries, filmes e produções originais a cada mês, e o sistema de liberação de episódios será semanal, diferente da estratégia da Netlix em oferecer toda a temporada de uma só vez, mas próxima ao que outros serviços como Amazon Prime Video e Hulu adotam.

Durante o evento, a Apple afirmou que aqueles que comprarem os novos iPhones terão acesso gratuito ao TV Plus durante um ano.
Lançamento no Brasil?

Segundo Thássius Veloso, o Apple TV Plus será lançado no Brasil por apenas R$ 9,90 a partir do dia 1º de novembro junto com os 100 primeiros países. Mais informações e detalhes devem ser divulgados em breve.

Referência: tudocelular.com

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Um andarilho da cultura e da poesia na conexão Uauá / Feira, assim podemos definir Zecalu


O poeta Zecalu é advogado e produtor cultural, mas o seu talento de poeta nos remete às nossas vivências e dramas urbanos com bom humor e um traço bastante sertanejo
Geralmente, a criatividade que leva as pessoas a juntarem sílabas de dois nomes para formar um outro nome, resulta em palavras pouco palatáveis, digamos assim. Tenho um amigo cuja junção de parte do nome da mãe e do pai, resultou em Florisnaldo. Uma outra, o pai se chamava Valter e a mãe Regina... já perceberam a anomalia que resultou nas sílabas desses nomes, não é?

Mas existem exceções nessa regra e uma delas é o de José Luiz Guimarães Elpídio. Da mistura de José com Luiz nasceu Zecalu. O apelido de infância virou nome artístico e o menino que começou a escrever versos aos 16 anos virou poeta e compositor. Para isso, teve de vencer a timidez e apresentar as escrituras não apenas aos amigos, mas aos desconhecidos também. 

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E foi assim, arriscando aqui e ali que conquistou o segundo lugar no Concurso Literário da Faculdade de Letras enquanto estudava Direito na Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus. A primeira vitória acendeu a chama da poesia e há cinco anos ele exibe seus trabalhos para o mundo. É só acessar a página Zecalu numa Rede Social que o visitante vai conhecer a diversificada obra do artista que passeia por poemas longos, curtos, cordéis em sintonia com desenhos e fotografias. “A ideia é resgatar a infância e ser algo mais manual, com colagens e montagens saindo da digitalização e criando uma personalidade”.

A música também está na veia de Zecalu que tem parceria com diversos artistas, entre eles os cantores regionais João Sereno, Del Feliz e Tenison Del Rey. Com Maviael Melo a parceria se concretizou com um cordel. A inspiração vem do cotidiano, do amor, da política com pitadas de humor e protesto. Junto com um amigo DJ construiu o projeto Trilha Sonora Pra Criar Cabras, uma junção de música, teatro e poesia apresentado, em 2016 e que ele planeja repetir a dose. 

Resultado de imagem para zecalu - “Meio Poema Basta

O mais novo rebento de Zeca, como gosta de ser chamado, é “Meio Poema Basta!”. O livro é uma coletânea dos poemas curtos aliados as imagens e deve ser lançado, que foi lançado simultaneamente em Salvador, Feira de Santana e Uauá cidades que marcaram a vida do autor. Afinal, Zeca penou, mas chegou!

1994 – Primeiro poema

Pelos idos de 1994, lembra de ter escrito o que considera seu primeiro poema, num coletivo a caminho do colégio. Desde então, envolvido em gincanas culturais realizadas nos colégios e estimulado pelo Professor Marcus Moraes (in memoriam), passou a escrever textos para recitais e enquetes teatrais para apresentações em gincanas escolares. Começou, também, junto com colegas de escola, a compor músicas.

Em 1997, em virtude da aprovação no curso de Direito da Universidade Estadual de Santa Cruz, mudou-se para Ilhéus, onde, envolvido com o movimento político estudantil, passou a escrever de forma mais intensa e contínua músicas e poemas com inclinação para a temática política, com uma carga de protesto e denúncia.

Parceria com Rennan Mendes
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Juntando seu talento de poeta com a habilidade de Rennan Mendes, um virtuose da sanfona, provindo das terras do Uauá, Zecalu tem produzido em parceria com o talentoso músico, projetos como o “Conexão Uauá / Feira”, resultando em belíssimas apresentações no espaço Cúpula do Som, em Feira de Santana. No último desses espetáculos, realizado em maio/2019, surgiu a ideia de realizar o caminho inverso e viabilizar o “Conexão Feira / Uauá”, levando para a “Capital do Bode”, um punhado de gente boa e talentosa para se apresentar naquela bucólica e acolhedora cidade.

Os versos de Zecalu, sempre em caprichados “rabiscos” manuscritos, podem ser vistos na sua página no Instagran. Vale muito a pena conferir.

A bênção, poeta!

Roberto Mendes: um mago dos sons e mestre das chulas


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A exemplo de outros músicos da sua estirpe como, Sérgio Mendes e o percussionista pernambucano Naná Vasconcelos, Roberto Mendes é mais conhecido no exterior do que em seu próprio país


Natural de Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo da Bahia, conterrâneo portanto, dos monstros sagrados Caetano Veloso e Maria Betânia, Roberto Mendes tem três décadas de pesquisas sobre a chula e o samba de roda, fruto do contato direto com os grandes mestres de saberes da região, trabalho expresso em vários discos já lançados e no livro “Sotaque em Pauta – Chula: o canto do Recôncavo baiano”, onde o artista e escritor fala sobre as “verdadeiras origens” do samba brasileiro e registra em DVD um show de chula e técnica do ritmo com violão e voz.

Sobre a chula do Recôncavo
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A chula é um canto ritual, onde homens e mulheres têm os seus papéis definidos. Na roda somente homens em pé tocam e um deles puxa o canto ao estilo de uma declamação. As mulheres entram na roda quando o “comandante” da chula concede a permissão. Na roda de dança, apenas as mulheres podem entrar, uma de cada vez, reverenciando os tocadores. Depois tudo se transforma numa festa. A parte litúrgica tem os homens como protagonistas exclusivos, que cantam nos desafios das duas parelhas: uma canta e a outra responde. 
Roberto Mendes em Feira de Santana
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Foi esse verdadeiro mago dos sons e mestre maior da chula que se apresentou na última quinta-feira, 23, no Espaço Cultural Cidade da Cultura, em Feira de Santana, fazendo a festa com os convidados do agitador cultural, Asa Filho.

Como a cidade de Feira de Santana não tem apoio dos poderes públicos para manifestações culturais há mais de 20 anos, o espaço Cidade da Cultura faz o papel de guardião das nossas tradições, trazendo sempre artistas cuja obra é ligada à cultura, para se apresentar no seu palco.

Referência: http://mpumalanga.com.br