segunda-feira, 12 de novembro de 2018

'Amor sin límite' é o álbum de Roberto Carlos com repertório em espanhol, após 22 anos de ausência do mercado


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A edição em LP do álbum "Amor sin límite", de Roberto Carlos, chega às lojas do Brasil a partir da próxima sexta-feira (16), com o vinil da cor azul, revelando a paixão do cantor e compositor por essa cor

Após virar meme na internet em virtude da ausência durante o ano e a aparição anual no especial de Natal de uma rede de TV, o capixaba chega com o novo trabalho, dedicado ao mercado latino americano. 
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Essa é a primeira vez em 22 anos que o cantor e compositor tem lançado um álbum em LP. O último saiu em 1996. Desde o álbum de 1980, o azul é cor recorrente nas capas dos discos do Rei.

“ Amor Sin Límite ” é mais um integrante na discografia do rei Roberto Carlos, sendo o primeiro de canções inéditas em espanhol em 25 anos. O álbum de Roberto Carlos, que soma 10 canções inéditas em espanhol após 25 anos, tem as participações especiais de Alejandro Sanz e Jennifer Lopez.

Com um total de dez músicas no idioma, o disco possui quatro novas composições e outras seis que, pela primeira vez, foram gravadas em espanhol e, claro, prometem muito sucesso entre os fãs do cantor romântico. O álbum produzido pelo CEO e Presidente da Sony Latino Ibérica, Afo Verde, teve seu primeiro single Regreso , lançado no dia 8 de junho, e já é popular entre os fãs do cantor. 
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A canção traz piano e arranjo de cordas. Já o som que mistura violão, percussão, toques de salsa e mambo, que soam como um clássico na terceira faixa do trabalho, Que Yo Te Vea , foi lançado em dezembro passado pelo Rei. 
Embora “Amor Sin Límite” seja o primeiro álbum de inéditas em espanhol após 25 anos, Roberto é nome comum na região Latino Ibérica. Por lá ele marcou presença com dois grandes projetos nos últimos anos, além de uma grande turnê em 2016, com um total de 19 shows em países como Argentina, Chile, Colômbia, México e Uruguai.

Além de todo o romantismo típico de Roberto, o novo álbum do Rei também conta com grandes nomes mundiais da música. Alejandro Sanz, por exemplo, participa da segunda faixa do álbum, Esa Mujer , sobre os arranjos de Tim Mitchell e do pianista Pete Wallace.

domingo, 11 de novembro de 2018

Em seu novo livro 'Viver Entre Línguas', escritora e ensaísta Sylvia Molloy discute língua e identidade


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 Viver entre línguas é uma coleção de textos breves que podem ser lidos como ensaios ou peças de ficção autobiográfica 

Neles, uma mulher narra memórias e anedotas de sua vida enquanto reflete sobre língua, linguagem, plurilinguismo. Relatos sobre Jules Supervielle, Guillermo Hudson, George Steiner e Elias Canetti são intercalados com episódios de sua infância, atravessados por diferentes idiomas.

Na obra, Sylvia Molloy – argentina radicada há décadas em Nova Iorque e uma das maiores críticas literárias da América Latina – conta que, quando pequena, falava espanhol com a mãe, inglês com o pai e uma mistura de ambos com a irmã, quando ninguém as ouvia. Então veio o francês, como uma espécie de recuperação da língua que sua mãe herdara – e perdera – de seus pais. Cada idioma passou a ocupar espaços diferentes, colorindo-se de afetividades diversas. Vieram os anos de estudos na França, depois a mudança para os Estados Unidos. "Por que falo de bilinguismo, do meu bilinguismo, a partir de um idioma só, e por que escolhi fazê-lo a partir do espanhol?", pergunta-se a narradora. "Em que língua acorda o bilíngue?", "Em que língua sou?".


Trajetória da autora
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Sylvia Molloy nasceu em Buenos Aires e vive nos Estados Unidos há mais de 40 anos. Doutora em Literatura Comparada pela Sorbonne, lecionou nas universidades de Princeton e Yale e atualmente é professora emérita da cátedra Albert Schweitzer em Humanidades na Universidade de Nova Iorque, onde dirigiu o programa de escrita criativa em espanhol. 


É autora dos ensaios Las letras de Borges (1979), Acto de presencia (1996) – publicado no Brasil como Vale o escrito: a escrita autobiográfica na América Hispânica (Argos, 2004), Poses de fin de siglo - Desbordes del género en la modernidad (2012) e Citas de lectura(2017), e coeditora dos livros Women's Writing in Latin America (1991), Hispanisms and Homosexualities (1998) e Poéticas de la distancia (2006). Publicou ainda o livro de contos Varia imaginación (2003) e os romances El común olvido (2002), Em breve cárcere (Iluminuras, 1995) e Desarticulações (2010), adaptado como monólogo teatral no Brasil e publicado pela revista Serrote.


Sobre a Coleção Nosostras


Pronome feminino na primeira pessoa do plural. Desinência de gênero própria da língua espanhola. Uma coleção de textos escritos por autoras latino-americanas, mulheres brasileiras e hispanofalantes de hoje e de ontem, daqui, dali e de lá. Uma coleção a favor da alteridade e da sororidade, este substantivo ainda não-dicionarizado. Nós e outras, nós e elas, nós nelas e elas em nós. 

NOS.OTRAS pretende aproximar-nos, cruzando fronteiras temporais, geográficas, idiomáticas e narrativas. A proposta é pelo diálogo plural, dar voz e visibilidade a projetos literários heterogêneos que nem sempre encontram espaço editorial. Publicaremos sobretudo não-ficção – ensaios, biografias, crônicas, textos epistolares –, mas prosas de gênero híbrido, fronteiriças à ficção, também são bienvenidas. Porque nosotras somos múltiplas. Curadoria e coordenação editorial: Mariana Sanchez e Maíra Nassif.


Ficha
Viver entre línguas

Sylvia Molloy
Tradução de Julia Tomasini e Mariana Sanchez
Coleção Nosotras

68 p.| 2018 | 13 x 19 cm
ISBN: 978-85-66786-xx-x

“O Outro Lado do Vento” | Um filme de Orson Welles rodado há 40 anos, mas moderno como nunca


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A notícia se tornou um dos acontecimentos do ano no mundo dos cinéfilos, mesmo que a sua rodagem começou no início da década de 70: O Outro Lado do Vento (Netflix), filme póstumo de Orson Welles, expõe os bastidores do cinema num momento dramático da vida de Hollywood

Se o cinema moderno renascesse com Orson Welles? A pergunta pode ser encarada como exercício de absurdo - afinal de contas, o autor de O Mundo a Seus Pés (1941), A Dama de Xangai (1947) ou O Processo (1962) morreu em 1985, contava 70 anos. O certo é que a sua motivação provém de um novo filme de ... Orson Welles: chama-se O Outro Lado do Vento (título original: The Other Side of the Wind) e está a passar, em estreia, na Netflix.

A história da produção, desaparecimento e renascimento de O Outro Lado do Vento parece ser, ela própria, um conto moral sobre as atribulações que podem assombrar a vida dos filmes e respetivos criadores. Assim, é verdade que o filme entra na história com a data de 2018, uma vez que a conclusão da respetiva pós-produção ocorreu há poucos meses; mas não é menos verdade que a sua rodagem começou há mais de quatro décadas.

Na altura, Welles era há muito conhecido e consagrado como um dos pais da modernidade cinematográfica: as histórias do cinema garantem-nos, e com boas razões para isso, que há uma fronteira de linguagens e narrativas a separar o "antes" de O Mundo a Seus Pés e o "depois" de O Mundo a Seus Pés. Seja como for, e apesar do seu prestígio, Welles ia lutando com crescentes dificuldades para montar os seus projetos pessoais. A sua filmografia como ator (em filmes realizados por outros) é disso uma prova esclarecedora: não poucas vezes, foi surgindo no elenco de títulos claramente menores de modo a obter rendimentos para investir nas suas próprias realizações.

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Em termos simples: O Outro Lado do Vento foi sendo rodado ao longo da primeira metade da década de 70, Welles avançou com a montagem, mas nunca conseguiu meios para concluir o filme. Consciente das dificuldades que enfrentava, deixou a tarefa da sua conclusão entregue ao seu amigo, também cineasta, Peter Bogdanovich (n. 1939). Na prática, Bogdanovich foi uma personalidade central na recuperação das bobinas do filme, no seu tratamento laboratorial e, acima de tudo, na mobilização da Netflix para patrocinar a conclusão técnica do filme.

E se a modernidade no cinema fosse essa consciência magoada que nos leva a perguntar se o próprio cinema não estará à beira de desaparecer? Eis uma pergunta mais presente do que nunca: os novos recursos digitais operaram uma vertiginosa transformação dos filmes, desde a produção até à difusão, parecendo anunciar uma outra idade audiovisual que, sejamos realistas, ninguém sabe descrever de modo definitivo. Eis, afinal, a pergunta que Welles enuncia, num misto de ironia e angústia, em O Outro Lado do Vento.

Este é um espelho do que estava a acontecer no arranque da década de 70, em particular no sistema industrial do cinema dos EUA. O fim da organização clássica dos estúdios de Hollywood e a crescente transferência de públicos das salas escuras para o ecrã caseiro de televisão levavam a geração de Welles a interrogar-se sobre o sentido e o futuro do seu próprio trabalho.

O Outro Lado do Vento tem mesmo como figura central um realizador, Jake Hannaford, interpretado por John Huston (outro autor marcante da geração de Welles, falecido em 1987, contava 81 anos). Ele está no centro de uma insólita encruzilhada: por um lado, os meios jornalísticos e críticos mostram-se mais interessados do que nunca em dar conta, por vezes de modo leviano e irresponsável, da evolução do seu trabalho; por outro lado, o seu novo filme (intitulado, justamente, O Outro Lado do Vento), além de se distinguir por um experimentalismo que suscita muitas reticências, corre o risco de não ser concluído...

Não será preciso grande especulação simbólica para identificar as atribulações de Hannaford como uma projeção das dificuldades do próprio Welles naquele momento da sua carreira. Mais do que isso: há uma personagem de um outro cineasta, mais jovem, de seu nome Brooks Otterlake, uma espécie de discípulo relutante de Hannaford, cuja interpretação está entregue a... Peter Bogdanovich.

Através de um sarcasmo recheado de desespero, O Outro Lado do Vento evolui como a história breve (dir-se-ia que tudo acontece durante um dia e uma noite) de uma projeção falhada: Hannaford quer mostrar o seu filme inacabado, mas alguns incidentes técnicos vão obrigando a deslocar os seus convidados de um cenário para outro. Daí o delírio de peripécias a que assistimos, como se aquelas personagens - dos que fazem filmes aos que os comentam, passando pelos simples curiosos fascinados pela aura das estrelas de cinema - fossem já corpos transfigurados em fantasmas de uma civilização das imagens (e dos sons) à beira de ruir.

Estamos perante um exercício de reflexão e autorreflexão que não pode ser dissociado de outros títulos que Welles assinou na mesma época. A saber: F de Fraude (1973), retrato de um falsificador de arte que, com macabro humor, nos questiona sobre o próprio valor do trabalho artístico, e Filming Othello (1978), exercício de ambíguo e, mais uma vez, bem-humorado confessionalismo em que Welles recorda as atribuladas condições de rodagem do seu Otelo (1951), em si mesmo uma história shakespeariana.

Vemos, por isso, O Outro Lado do Vento com o fascínio perturbante de um luto interminável. O ecrã de cinema, seja ele qual for, existe, assim, como lugar de discussão da identidade dos filmes e, por isso mesmo, da nossa condição de espectadores.

Hannaford e os seus acompanhantes movimentam-se como zumbis de um paraíso cinematográfico. Naqueles anos 70 de todas as futilidades, dir-se-ia que Hollywood nunca existiu, sobrevivendo apenas como mitologia minada pela cegueira económica dos produtores, exponenciada pela miséria existencial do meio jornalístico (agora, sustentada por câmaras de filmar empunhadas como pistolas).

Apesar disso - ou melhor, através disso - deparamos ainda com o fulgor sensual do cinema como uma arte perversa: não se trata de reproduzir o mundo à nossa volta, mas de ocupar esse mesmo mundo com a obstinada promessa de uma existência alternativa, se não mais pura, pelo menos mais verdadeira. Há uma maneira muito simples de dizer tudo isso: O Outro Lado do Vento é um dos acontecimentos centrais da vida do cinema neste nosso ano de 2018. Da vida ou da morte.

Fonte: www.dn.pt

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Oxe Oxente | “A cultura Nordestina não precisa de DEFENSOR e sim de DIVULGADOR”

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Em tempos onde os investimentos oficiais em cultura estão cada vez mais parcos, o agitador cultural Nivaldo Cruz empunha a bandeira da cultura nordestina tal qual o Dom Quixote de jaleco e chapéu de couro, embrenhando-se na mata em defesa das manifestações e costumes da região mais sofrida do país

O multifacetado Nivaldo Cruz, - além de radialista e exímio declamador, atua como mestre de cerimonias em eventos diversos, - é um profundo conhecedor das raízes da cultura de um modo geral, com ênfase na vertente Nordestina. Em seu programa de rádio, costuma receber personagens das mais variadas vertentes da cultura, desde nomes consagrados da música até os simples trovadores e poetas do improviso.

Na sua página na web ele define o seu trabalho, da seguinte forma:


“Acreditando que a identidade cultural é a principal responsável pelo sentimento de valor individual de um povo, valor esse responsável direto por vários outros, como cidadania e educação moral e ética. Pois só que conhece a grandeza da sua cultura se sente inserido e responsável por ela e nela. Esse é o sentido que move o "Oxe,Oxente", que tem o objetivo principal de divulgar a Boa Cultura Popular do Nordeste do Brasil. Então aqui é o lugar para desfilar principalmente músicas nordestinas, poesias e causos e se caminho para outras formas de cultura nordestina como as artes plásticas, o artesanato, a culinária, a xilogravura dentre outras.” 

Trajetória 


O Projeto "Oxe, Oxente" nasceu, em setembro de 2013, no Rádio convencional através de um Programa do mesmo nome, na Rádio Subae AM de Feira de Santana, na Bahia e em setembro de 2018, ele chega a internet através da Rádio Oxe, Oxente WEB, adaptando-se assim aos novos tempos e novas mídias, sempre no intuito de divulgar as nuances das tradições do Nordeste.

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Nivaldo, fala ainda sobre seu trabalho: “A Rádio Oxe, Oxente WEB, defende a tese de que a "A Boa Cultura Nordestina não precisa de defensor, ela precisa é de DIVULGADOR. Pois, existe muita gente boa fazendo coisa BOA, aliás, ela acredita que exista mais gente boa fazendo coisa boa, do que gente fazendo o que não presta. O problema é que a grande mídia (e algumas outras vão atrás) só divulgam o que não presta. Por isso, ESSE É O CANTINHO DA BOA CULTURA NORDESTINA.”.

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Lembrete do Nivaldo Cruz: "PS:. Não quero aqui dizer que a Cultura Nordestina é melhor que as outras, porque não é. Defendemos e compartilhamos da ideia de que não existe Cultura Boa e Cultura Ruim, existe sim culturas diferentes que devem ser respeitadas. A escolha de divulgar só a Boa Cultura Nordestina é porque somos do Nordeste, acho e incentivo que quem é do Sul deve compartilhar a do Sul, quem é do Sudeste, a do Sudeste, quem é do Norte, a do Norte, quem é do Centro-Oeste, a do Centro-Oeste."

E viva a cultura, valores e tradições do valoroso Nordeste, terra da resistência!


terça-feira, 25 de setembro de 2018

Rennan Mendes: um talento raro que mescla sofisticação com o melhor do forró tradicional


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Rennan Mendes: uma agradável surpresa ao participar do evento especial, a Conexão Uauá / Feira, no espaço Cúpula do Som, em Feira de Santana
O cartaz ressaltava como atração Rennan Mendes & Banda, até então um desconhecido para mim.

Aceitamos com prazer o convite dos amigos e fomos ao agradável espaço que tinha como fundo musical forró autêntico e uma canção em especial me fez prever que teríamos uma noite de musicalidade da melhor espécie. Estou falando de “Tributo a Zé Marcolino”, de Ton Oliveira que foi gravada pelo autor em parceria com Flávio José. Trata-se de uma música que dificilmente toca em rádios e só um público restrito tem conhecimento dela.

Por volta das 22:30 horas, abriram-se as cortinas e tem início o show da noite com Rennan Mendes trazendo no peito uma bela sanfona preta de 120 baixos, acompanhado de zabumba, triângulo e contrabaixo. Foram quase 3 horas de agradabilíssima apresentação com o Renan dando um show particular. 


O jovem sanfoneiro toca tudo de Dominguinhos sem esquecer de beber na fonte suntuosa de Gonzagão e outros nomes consagrados do forró como o maior compositor vivo de forró, Petrúcio Amorim, Maciel Melo e Flávio Leandro. Mas ele vai além e toca seresta, música baiana, - só as de qualidade, - e capricha no regionalismo da musicalidade da sua terra natal: Uauá. Como o ambiente estava repletos de uauaenses, cada canção que exaltava aquele pedaço do Nordeste levava o público a um estado de êxtase.

História
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Natural da conhecida “Terra do Bode”, Rennan está atualmente radicado em Juazeiro, tendo feito apresentações recentes em Angola, ao lado do consagrado sanfoneiro, cantor e compositor, Targino Gondim. Com raro talento, Rennan mistura o melhor do tradicional com pitadas de sofisticação, criando um ambiente para todas as tribos com qualidade e leveza incontestáveis.

Filho do também sanfoneiro Veinho de quem herdou o talento, ele tem influências musicais que vão além dos nomes consagrados, tendo como inspiradores Cavachão, Eugênio Cruz, Zé Manoel, Nilton Freitas, Maciel Melo, Maviael Melo, João Sereno, Sivuca, Adelmário Coelho, Trio Nordestino, Flávio José, Alcymar Monteiro, Amelinha, Acyoli Neto, Djavan, Zé Ramalho, Caetano Veloso, Villa Lobos, Tom Jobim, Gilberto Gil e muitos, muitos outros, além dos sons que vagam ao ar, poesias, causos, contos, jornais, revistas e notícias do cotidiano. 

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O que mais chamou a minha atenção no músico foi a sua intimidade com a sanfona. Mesmo quem não toca nenhum instrumento como eu, percebe a simbiose entre ele a sua companheira que traz colada no peito. Ele não faz qualquer esforço para tocar pois a música flui com incrível naturalidade. 

Prova disso foram as 3 horas ininterruptas de show sem aparentar qualquer cansaço. A impressão que eu tive é que ele tocaria mais 3 horas, pegaríamos o sol com a mão, com diz o verso da célebre canção de Luiz Gonzaga e ficaria inteiro como se tivesse começado a tocar há meia hora.

Um talento nato, desses que só aparecem de quando em vez. Esse é o Renan Mendes que ainda vai dar muito que falar no universo da música nordestina.

Euriques Carneiro

terça-feira, 28 de agosto de 2018

A saga de Yasuke, o escravo negro que se tornou samurai no século XVI


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“Ele media cerca de 1,90 metros, era negro ... e sua pele era como carvão”. Este testemunho é o de Matsudaira Ietada, um samurai, que conta a primeira vez que viu, em 1582, Yasuke, o samurai negro

Quando ele chegou ao Japão, provavelmente em 1579, Yasuke era servo de um jesuíta italiano. Se os japoneses começaram a se acostumar a ver comerciantes brancos europeus, eles descobriram homens negros da África. O fato era tão inimaginável na época que algumas testemunhas teriam sido executadas por contar sua experiência, suspeitas de mentiras.

Vale a pena contar a história de Yasuke, o escravo negro que se tornou um samurai no Japão, pois a história antepassada mostra que o Japão era um país fechado para estrangeiros há muito tempo. Por isso, é muito raro ver na história deste país que os estrangeiros se integram perfeitamente com as normas sociais.

Descoberta segundo Lévi-Strauss
O Japão foi descoberto duas vezes, escreve Lévi-Strauss: em meados do século XVI, quando os jesuítas vieram na esteira dos mercadores portugueses e três séculos depois, quando os Estados Unidos forçaram o Japão a se abrir para o comércio internacional. Relatos da época, compilados por observadores japoneses e europeus, evocam a relação entre um dos maiores senhores da guerra, Oda Nobunaga, e um escravo da África. 


O que é um samurai? Quando falamos de samurai, todos temos praticamente uma imagem que nos vem à mente. Mas nem todos sabem realmente qual é o período correspondente a esses guerreiros, ou qual é seu status social ou simplesmente sua função.

A palavra significa "aquele que serve" e é usada desde o início do século XVII, mas é em torno do século XII que a casta guerreira samurai aparece. Na verdade, este período é um período agitado, cheio de guerras civis.

O samurai é um homem (e sim o feminismo não era muito desenvolvido na época) a serviço de um senhor. Ele é unido a esse senhor por um código que exige lealdade absoluta. O samurai recebe uma educação severa que visa não ter medo do sofrimento e da morte, respeitar um código ( bushido ) de honra e torná-lo um guerreiro eficaz no manejo de armas. Em caso de perda de honra ou culpa, o samurai se mata em uma cerimônia pública ( seppuku ). Um samurai não ligado a um senhor é chamado de ronin .

Trajetória de Yasuke
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Com o a ausência de, Nobunaga cometeu seppuku – suicídio ritual, - Yasuke se juntou ao filho de Nobunaga, Oda Nobutada. Ele lutou ao lado das forças do herdeiro por um longo tempo, mas o daimiô não passaria do fim do dia, sendo forçado a se matar.

Yasuke, sem ter para onde ir, propôs se juntar ao lado inimigo. Ao invés de cometer o suicídio de honra, ele seguiu o costume ocidental e ofereceu a sua espada a Mitsuhide. Foi esnobado pelo general, que o chamou de "fera que não sabia nada".

Talvez melhor para ele. O xogunato de Mitsuhide duraria 13 dias. Ele morreria em condições misteriosas em junho, assassinado na estrada. O poder passaria a outro general de Nobunaga, Toyotomi Hideyoshi. Que unificaria o Japão.

Quanto a Yasuke, voltou a servir os jesuítas. E nada mais se ouviu dele.


Fonte: https://planetenomade.com/yasuke-samourai-noir

Teresa de Benguela: a líder do Quilombo do Quariterê que resistiu por duas décadas


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Tereza de Benguela é a figura que representa o 25 de Julho no Brasil, dia Internacional da Mulher Afro-latinoamericana. Ela foi a liderança do Quilombo de Quariterê durante o século XVIII

A história não sabe se Tereza de Benguela nasceu no continente Africano ou no Brasil, muito menos a data em que ela veio ao mundo. O que se tem conhecimento é que Tereza viveu durante o século XVIII no Vale do Guaporé, no Mato Grosso, e foi a maior liderança do Quilombo do Quariterê, hoje município de Vila Bela da Santíssima Trindade, há 548 km da capital do estado, Cuiabá.

Tereza coordenou o maior quilombo do Mato Grosso, que resistiu às ações de bandeirantes de 1730 a 1795, quando o espaço foi atacado e destruído, a mando da capitania regional. As decisões tinham a participação do seu companheiro, José Piolho, assassinado por soldados do Estado.

O quilombo, território de difícil acesso, foi o ambiente perfeito para Tereza coordenar um forte aparato de defesa e articular um parlamento para decidir em grupo as ações da comunidade, que vivia do cultivo de algodão, milho, feijão, mandioca, banana, e da venda dos excedentes produzidos.

“Governava esse quilombo a modo de parlamento, tendo para o conselho uma casa destinada, para a qual, em dias assinalados de todas as semanas, entravam os deputados, sendo o de maior autoridade, tido por conselheiro, José Piolho (…). Isso faziam, tanto que eram chamados pela rainha, que era a que presidia e que naquele negral Senado se assentava, e se executavam à risca, sem apelação nem agravo” (Anal de Vila Bela do ano de 1770). 

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O Quilombo do Quariterê abrigava mais de 100 pessoas, com destacada presença de negros e indígenas. Todos conviviam juntos sob a coordenação da Rainha Tereza, como ficou conhecida em alguns registros históricos.


Outro ponto nebuloso de sua trajetória é a morte da líder quilombola. Uma versão diz que ela se suicidou depois de ser capturada por bandeirantes a mando da capitania do Mato Grosso, por volta de 1770, e outra afirma que Tereza foi assassinada e teve a cabeça exposta no centro do Quilombo.

O que se tem conhecimento é que alguns quilombolas conseguiram fugir depois do ataque dos bandeirantes e restituir o espaço, que foi novamente vítima de ação da capitania do Mato Grosso em 1777 e dizimado de maneira definitiva em 1795.

Mesmo sem a Rainha Tereza e o Quilombo do Quariterê, a história é muito presente no imaginário da região, onde a oralidade garante a permanência do mito de Tereza de Benguela. Entre os relatos, alguns moradores da Vila Bela da Santíssima Trindade contam que ela navegava com barcos imponentes pelos rios do pantanal.

Ela também foi eternizada nos versos da escola de samba Unidos do Viradouro, com o enredo da agremiação de 1994, cujo título é “Tereza de Benguela – Uma Rainha Negra no Pantanal”. 

Fonte: https://www.almapreta.com

Brilho de Anjo: A bactéria que salvou soldados da guerra civil americana


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Enquanto o sol se punha após a Batalha de Shiloh em 1862, durante a Guerra Civil, alguns soldados notaram que suas feridas estavam brilhando em um azul fraco e esses foram os que sobreviveram de forma inexplicável

Os dois dias de conflito na Batalha de Shiloh, em abril de 1862, durante a Guerra Civil Americana, resultaram em 3 mil mortos. Esses foram os sortudos: nos dias seguintes, 16 mil feridos agonizavam no campo de batalha. Como acontecia em toda a guerra (e ainda acontece), os que sobreviveram tiveram que lidar com os ferimentos causados por balas e cortes com baionetas num terreno imundo e caótico. Microrganismos ainda não eram bem compreendidos e os antibióticos só viriam muito depois. Os grandes matadores não atendiam por canhão ou fuzil, mas gangrena e choque séptico.

Pareceu, então, realmente um milagre o que aconteceu em Shiloh. Na espera por ajuda, os combatentes ficaram sentados na lama por dois dias e duas noites. No primeiro anoitecer, algo horripilante e jamais ouvido: as feridas infeccionadas brilharam num tom azul-claro. Quando os soldados finalmente receberam tratamento, os médicos tiveram de abandonar seu ceticismo ao notar que os que relataram brilho em suas feridas se recuperaram melhor que os não “abençoados” pela luminosidade – apelidada então de Angel's Glow (“Brilho do Anjo”). 


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O episódio permaneceu um mistério até 2001, quando Bill Martin, um garoto de 17 anos, visitou o local onde ocorreu a batalha. Após ouvir sobre a história dos “soldados que brilharam no escuro”, Martin e o seu amigo John Curtis realizaram experimentos para descobrir se havia alguma conexão entre a cura das feridas e as bactérias bioluminescentes que vivem no solo. Sua mãe era uma microbióloga e já havia estudado esse tipo de microrganismo.
Bactérias brilhantes

Ao pesquisarem sobre as condições de clima e solo durante a Batalha de Shiloh, os dois descobriram que as luzes eram as bactérias Photorhabdus luminescens, que vivem nas vísceras de nematoides, vermes do solo. Eles invadem corpos de insetos e se fixam em seus vasos sanguíneos.

Ao infectarem esses animais, as “bactérias brilhantes” são liberadas no fluxo sanguíneo deles e produzem toxinas, que matam o inseto hospedeiro e expulsam ou dizimam outros microrganismos que estejam ali. As toxinas não funcionam em humanos. A outra parte é basicamente um antibiótico. Havia um buraco na teoria: as bactérias Photorhabdus luminescens não são capazes de sobreviver à temperatura do corpo humano. Como, então, teriam se infiltrado nas feridas dos soldados em 1862?

Os garotos descobriram que, no começo de abril daquele ano, a temperatura teria sido tão baixa que os soldados, à espera de ajuda médica, quase sofreram de hipotermia durante a noite. O frio tornou o corpo dos combatentes favorável ao microrganismo. O milagre, assim, atingiu quem esteve mais perto da morte.

Esses tiveram suas feridas tomadas pela Photorhabdus, que eliminou os organismos responsáveis pelas necroses. Como a bactéria não é adaptada para atacar humanos, o sistema imunológico dos soldados não teve dificuldade em eliminá-la. Resultando numa chance maior de sobreviver que a de quem não passou por hipotermia.

Referência: aventurasnahistoria (Thiago Lincolins)


“Menina com espigas” | Uma das mais expressivas obras de Renoir compõe o acervo do MASP desde 1952


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O artista francês Renoir, teve problemas ao se tornar portador da doença articular artrite, mas ainda assim continuou pintando até o fim de sua vida e entrou para a história da arte ao produzir belíssimos trabalhos amarrando o pincel em seu braço

Quando pesquisamos as principais obras de Pierre-Auguste Renoir encontramos “Mulher com sombrinha” de 1867, “O camarote” de 1874, “Le Moulin de La Galette” de 1876, “Madame Georges Charpentier e suas filhas” de 1878, “Remadores em Chatou” de 1879, “Elizabeth e Alice de Anvers” de 1881, “A dança em Bougival” de 1883, “Mulher amamentando” de 1886, entre outras, mas poucas são tão enigmáticas como “Menina com espigas” de 1888

Renoir (1841 – 1919,) alegrava-se por ter nascido num família de grande talento manual, onde havia alfaiates, ourives e desenhista de modas. Para ele teria sido mais difícil se tivesse nascido numa família de intelectuais, pois teria levado muito tempo para se livrar das ideias recebidas. De origem humilde, aos 13 anos de idade ele deu início à sua carreira artística, pintando porcelanas, cortinas e leques para ajudar financeiramente sua família composta por mais seis irmãos. Émile Laporte, seu colega nas aulas noturnas da Escola de Desenho e Arte Decorativa, incentivou-o a frequentar o ateliê do mestre suíço Charles Gleye, para que pudesse se ingressar na Academia, o que aconteceu dois anos depois.

“Menina com as Espigas”
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A composição denominada Menina com as Espigas, também conhecida como Menina com Flores, é uma obra do pintor. Faz parte do acervo do MASP desde 1952. Renoir fez inúmeros retratos de crianças, na maioria das vezes valendo-se de uma técnica em que usava cores vistosas, trabalhando minuciosamente os detalhes, como acontece com esta pintura em que o artista usa um colorismo exuberante e superfícies esmaltadas, possivelmente lembrando a sua juventude, quando decorava leques e porcelanas.

Ficha técnica
Ano: 1888
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 65 x 54 cm
Localização: Museu de Arte, São Paulo, Brasil
Fonte: Enciclopédia dos Museus/ Mirador

sábado, 18 de agosto de 2018

Centro gastronômico busca a revitalização da Rua Chile, um dos marcos da capital baiana no século passado


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Centro gastronômico que vai reunir oito restaurantes de cozinhas variadas no Palacete do Tira do Chapéu, um dos mais belos imóveis históricos do começo do século 20, promete ser o point do Centro Histórico de Salvador

O prédio, construído pelo comendador Bernardo Martins Catharino, em 1914, vai abrigar restaurantes de cozinhas: italiana, portuguesa, pescados e mariscos, pizzaria, choperia, e um café no terraço, no terceiro andar, com vista para a Baía de Todos os Santos. No térreo, haverá mais um espaço com cadeiras nas calçadas, interagindo com a rua.

As obras de restauração já foram iniciadas e a previsão é que sejam concluídas nos próximos dois anos. Concebido com inspiração nos modelos europeus, a proposta do empreendimento, que tem como referências o Mercado de São Miguel, em Madri, e o El Nacional, em Barcelona, ambos na Espanha, é reunir restaurantes locais e de outros estados como São Paulo.

Preservação do Centro Histórico

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A intenção do investidor é a preservação do valioso conjunto de vitrais está sendo restaurado, assim como os afrescos e outros elementos históricos da decoração interna. O imóvel possui três andares e todos serão ocupados com espaços voltados para a gastronomia.

A implantação do centro gastronômico é mais uma ação para devolver aos baianos o requinte da Rua Chile que já foi a mais chique da cidade. Com o Fera Palace funcionando, o Fasano, que vai inaugurar em dezembro, um edifício garagem com 250 vagas, o centro gastronômico e as obras públicas de revitalização que vêm sendo feitas na área, a Rua Chile terá funcionalidade de ´promenade´ (calçadão), onde as pessoas vão poder passear, sentar nas cadeiras ao ar livre para tomar um drinque, comer, ler o jornal ou simplesmente ver a vida passar, como já aconteceu aqui e, até hoje, acontece em várias cidades do mundo.

Referência: correio24h

Festival de Gramado 2018: a busca pelo Kikito já começou


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Mantendo a tradição da Orquestra de Gramado tocando clássicos do cinema e a presença de autoridades, foi aberto na tarde da última sexta-feira (17) o 46º Festival de Cinema de Gramado

O evento que reúne o melhor da produção do audiovisual brasileira, gaúcha e latina, começou mostrando uma das marcas desta edição: a inclusão. Considerado o Festival mais inclusivo da história, o protocolo foi aberto por Carilissa Dall’ Alba, do movimento “Legenda para quem não ouve mas se emociona”, que r importância de políticas e iniciativas inclusivas para aproximar o cinema de pessoas com deficiência.

Tendo a Itália como país convidado de honra, o 46º Festival de Cinema de Gramado foi aberto com a exibição de dois longas-metragens brasileiros inéditos no circuito nacional. Fora de competição "O Grande Circo Místico", de Cacá Diegues, é inspirado no poema de Jorge de Lima, e com trilha sonora de clássicos de Chico Buarque e Edu Lobo. O filme conta a história de cinco gerações de uma mesma família circense, do apogeu à decadência, passando por grandes amores e aventuras. A segunda produção a ser exibida será "A voz do silêncio", de André Ristum, que é o primeiro filme em competição a ser projetado neste ano.


Convidada especial: Itália

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A Itália, por sua vez, será homenageada nas tardes da quinta e da sexta-feira (23 e 24 de agosto), quando ocorrerá a exibição de dois filmes italianos. O primeiro será "Hotel Gagarin", de Simone Spada. Na trama, cinco italianos em busca de sucesso são convencidos por um que se diz produtor a gravar um filme na Armênia. Uma vez chegados ao Hotel Gagarin, isolado na floresta, explode uma guerra e o produtor foge com o dinheiro.


Já na segunda, a Mostra Itália apresenta "Made in Italy", de Luciano Ligabu, cujo protagonista, Riko, é um homem com grandes virtudes, mas com pouca sorte, encalhado em um trabalho que não lhe permite manter a família e em luta contínua contra uma sociedade que não o representa.


"A história do nosso cinema começa já na época dos irmãos Lumière. O nascimento de Cinecittà abre uma nova fase de produção. Graças ao cinema neorrealista do pós-guerra, ao cinema de autor de meados da década de 1950, até o final da década de 1970, e à "commediaall'italiana", o cinema italiano atinge uma posição de grande prestígio nacional e internacional", explicou o embaixador italiano no Brasil, Antonio Bernardini, que lidera a comitiva do país em Gramado.

Referência: www.terra.com.br

domingo, 12 de agosto de 2018

Ilhas incríveis do Brasil que merecem uma visita e até o retorno de quem já conheceu


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Apesar da definição de Ilhas, - pedaço de terra separada do continente, – algumas delas estão tão perto da terra firma que nem percebemos

Foram ocupadas por diferentes espécies, sofreram as ações do vento, da chuva, do mar e mudaram de forma conforme o passar do tempo, adquirindo características únicas. Cada vez que desembarcamos em uma parece que estamos entrando em um novo mundo.

Praias incríveis não faltam por aqui, tanto que todos listam no nosso país variadas ilhas para que o turista não precisar ir ao Caribe. Mas e as ilhas do Brasil? Também temos muitas espetaculares que merecem entrar pra lista de destinos de qualquer andarilho.

10 ILHAS DO BRASIL

1. FERNANDO DE NORONHA 


Resultado de imagem para ilhas do brasil FERNANDO DE NORONHA

O arquipélago pode ser chamado de o “rei das ilhas” do Brasil. Águas verdinhas e transparentes, fauna protegida, pôr do sol de tirar o fôlego e atividades pra todos os gostos em meio à natureza são algumas das atrações. É aqui também que fica a Praia do Sancho, eleita mais de uma vez a mais linda do mundo. Como é um dos destinos mais caros do país, vale se planejar com antecedência, pois até para se permanecer na ilha paga-se por isso. E não é barato...

2. ILHA DE TINHARÉ 


Resultado de imagem para ilhas do brasil TINHARE

É nessa ilha paradisíaca da Bahia que fica Morro de São Paulo. Suas praias e o clima agitado da vila atraem turistas do mundo todo. O acesso é feito por barcos pequenos e catamarãs que partem em diversos horários de Salvador e, principalmente, de Valença. Mas quem quiser evitar o “saculejo” do barco, pode fazer boa parte do caminho por terra, embora nem mais longo.

3. ILHA GRANDE 


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Esse paraíso no litoral do Rio de Janeiro, próximo a Angra dos Reis, tem sua costa recortada por enseadas e penínsulas, que dão origem a diversas praias de águas claras em meio à mata preservada.

4. ABROLHOS 


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O Arquipélago de Abrolhos, na Bahia, é protegido e tem a visitação monitorada. É um prato cheio para mergulhadores e, com sorte, entre julho e novembro, você pode avistar baleias Jubarte durante o passeio.

5. ILHABELA 


Resultado de imagem para ilhas do brasil ILHABELA

Apesar de super badalada e disputada pelos paulistas, Ilhabela, em São Sebastião, guarda praias praticamente desertas e de águas claras, cachoeiras, ilhotas e montanhas.

6. ILHA DO MEL 


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O nome doce já adianta que essa reserva natural é perfeita pra casais ou viajantes que querem sossego. Para chegar à ilha no litoral do Paraná, é possível vir de Paranaguá ou Pontal do Sul, próximas da capital paranaense.

7. ILHA DE SANTA CATARINA 


Resultado de imagem para ilhas do brasil ILHA DE SANTA CATARINA

Com 54 km de comprimento e 18 km de largura, é onde fica Florianópolis. A ilha e outras ilhotas nas redondezas oferecem praias pra todos os gostos, das mais badaladas às mais tranquilas, além de lagoas e dunas.

8. ILHA DO CAJU 


Resultado de imagem para ilhas do brasil ILHA DO CAJU

Apesar de localizada no Maranhão, o acesso é feito principalmente pelo Piauí. Faz parte de um conjunto de dezenas de ilhas fluviais do Delta do Parnaíba, mas se destaca pelas dunas, piscinas naturais e praias de água doce. Na agenda dos visitantes, além de curtir o visual, normalmente estão atividades como caiaque e passeios a cavalo.

9. ILHA DE BOIPEBA
Resultado de imagem para ilhas do brasil ILHA BOIPEBA

Localizada ao lado da Ilha de Tinharé, no litoral da Bahia, Boipeba pertence ao município de Cairu. Apesar da proximidade, é o oposto de Morro de São Paulo. Aqui reina o sossego nas vilas de pescadores, coqueirais e praias vazias. Passeios de barco levam os turistas até as piscinas naturais de Moreré.

10. ILHA DE MARAJÓ 


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A maior ilha fluvial do mundo, localizada no Pará, é famosa por seus búfalos e paisagens naturais. Os turistas encontram ainda um lugar de cultura rica, com destaque para a culinária e o famoso artesanato marajoara. O principal acesso é via Belém.

Na dezena de ilhas citadas acima, algumas preservam santuários marinhos, como o Arquipélago de Abrolhos, outras foram palco de batalhas entre piratas e corsários, como a Ilha Grande. Já Fernando de Noronha encanta pelas praias que estão na lista das mais bonitas do Brasil.

O fato é que nenhuma ilha é igual à outra e explorá-las sempre nos trará novas experiências. Reserve o hotel, arrume as malas e boa viagem!

Referência: www.essemundoenosso.com.br

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Índios e comunidades isoladas do Norte Brasileiro correm risco de extinção


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Apesar de virem sendo dizimados há séculos por fazendeiros, grileiros e madeireiros, - sempre sob o manto da impunidade, - sabemos que ainda existe no Brasil uma grande população indígena

Depois de mais de meio milênio de sofrimento, até hoje eles enfrentam muitos problemas como o risco de extinção devido a doenças e perda de terras. Outro problema é a invasão de madeireiros ilegais e fazendeiros em suas terras, que também trazem doenças ao povo indígena. Como seres humanos, os índios devem ter seus direitos respeitados e é por essa causa que a sociedade civil deve lutar!

Nas profundezas da floresta amazônica do Brasil vivem tribos que não têm contato com o mundo exterior. A Amazônia brasileira é lar para um grande número de tribos isoladas, mais do que em qualquer outro lugar no mundo. Segundo estudos, acredita-se que existam pelo menos 77 grupos de índios isolados na parte brasileira da floresta amazônica.

A decisão desses índios de não manter contato com outras tribos e não-índios é quase certamente resultado de anteriores encontros desastrosos e da contínua invasão e destruição de sua floresta.

Muito pouco se sabe sobre esses povos. O que sabemos é que eles desejam permanecer isolados: eles já dispararam flechas contra intrusos e aviões, ou simplesmente evitam o contato escondendo-se floresta a dentro. 


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Alguns, como os Awá, são caçadores-coletores nômades em constante movimento, capazes de construir uma casa dentro de horas e abandoná-la dias depois.Outros são mais sedentários, vivendo em casas comunitárias e cultivando plantações de mandioca e outros vegetais em clareiras na floresta, bem como praticando a caça e a pesca.

No Acre, estima-se que existam cerca de 600 índios pertencentes a quatro grupos diferentes. Eles vivem em relativa tranquilidade em vários territórios demarcados, que são praticamente intocados. É possível que 300 índios vivam isolados no território Massaco, em Rondônia.

No entanto, outros grupos isolados estão oscilando à beira da extinção com não mais que alguns indivíduos restantes. Esses pequenos grupos fragmentados que vivem principalmente em Rondônia, Mato Grosso e Maranhão são os sobreviventes da brutal grilagem de terras, quando foram alvejados e mortos por madeireiros, fazendeiros e outros. Hoje, eles ainda são deliberadamente caçados e suas florestas estão sendo rapidamente destruídas.

Todos são extremamente vulneráveis a doenças comuns como a gripe ou o resfriado que são transmitidas por pessoas de fora e para as quais os índios não apresentam resistência imunológica: esses são bons motivos para evitar o contato.

As tribos isoladas do Brasil devem ser protegidas e terem seus direitos à terra reconhecidos antes que elas, juntamente com as florestas das quais dependem, desapareçam para sempre.

Não ‘desconhecidas’
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Existem tribos em todo o mundo que decidiram permanecer isoladas da sociedade nacional, ou mesmo de outros povos indígenas. Isso não significa que elas permaneçam ‘desconhecidas’ ou ‘inalteradas’. Muitas já são conhecidas e, por mais isoladas que se encontrem, estão sempre em constante adaptação a mudanças. Muitas tribos mantêm contato ocasional, por vezes hostil, com tribos vizinhas. As tribos isoladas têm conhecimento de outras sociedades ao seu redor. Grupos de indígenas vizinhos e a FUNAI muitas vezes conhecem o paradeiro aproximado de tais grupos.

Desde 1987, a FUNAI tem um departamento dedicado aos índios isolados, cuja política é fazer contato somente nos casos em que sua sobrevivência está em risco imediato. Caso contrário, nenhuma tentativa de contato é feita. Em vez disso, a FUNAI busca demarcar e proteger as suas terras dos invasores através de seus postos de proteção.

As tribos isoladas devem ter o direito de decidir se preferem viver em isolamento ou não. Mas, a fim de exercer esse direito, elas precisam de tempo e espaço para desempenhá-lo.

Elas só sobreviverão caso suas terras, às quais têm direito perante leis internacionais e nacionais, sejam protegidas. Deve-se deixá-las viver em paz, sem medo de extermínio e de contatos desastrosos. O contato só deve acontecer quando e onde as tribos isoladas decidirem que elas estão prontas para tal.

Fonte: https://comunidadesisoladas.wordpress.com/

Santuário do Cristo Redentor do Corcovado e seu Monumento ao Cristo será restaurado


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Principal monumento e cartão-postal do país, confeccionado em concreto armado e pedra-sabão, o Cristo Redentor ganhará restauração de todo o seu Santuário

Dado o clima de insegurança que ronda a cidade do Rio de Janeiro, medidas que tragam de volta o turista ressabiado se fazem necessárias e, dentro desse contexto, um convenio foi celebrado entre a Arquidiocese e a Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio), que possibilitará a restauração e manutenção do Santuário do Cristo Redentor do Corcovado e seu Monumento ao Cristo

Para que não se dependa apenas dos poderes públicos, as obras que serão iniciadas fazem parte do programa Empresas Apoiadoras do Cristo Redentor, que teve início em 2013 com o objetivo de motivar o apoio de instituições públicas e privadas para promover o turismo, manutenção, restauração da iluminação interna e externa do monumento, e até mesmo a viabilização de obras sociais na capital fluminense.

Atração maior do Rio
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A estátua do Cristo Redentor, marco do Rio de Janeiro, está no topo do Monte Corcovado com vista para a cidade e pode ser vista a quilômetros de distância. É um monumento de proporções épicas. Para que se tenha uma ideia, a cabeça por si só mede quase 4 m de altura - e pesa 40 toneladas! O monumento foi construído de 1926 a 1931.

A camada externa do monumento (e do coração de Cristo no interior) é confrontada com revestimentos de mosaicos triangulares de pedra-sabão. Esta pedra é muito suave, mas altamente hidro-repelente.

O monumento
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Os criadores do Cristo Redentor são o desenhista Heitor da Silva Costa, o pintor Carlos Oswald e o escultor Maximiliam Paul Landowsky, que esculpiu a cabeça e as mãos do monumento.

O Cristo Redentor encontra-se de braços abertos, formando uma cruz, e tem 38 metros de altura, o que equivale a um edifício de 13 andares. Desse total, 30 metros são do monumento e oito do pedestal. Cada braço tem área de 88 metros quadrados e o pé mede 1,35 metro. Somente a cabeça pesa 30 toneladas.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Reviravolta no caso da morte de Emmett Till: caso reaberto pela justiça americana


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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos reabriu a investigação sobre o brutal assassinato de Emmett Till, um menino negro de 14 anos que foi sequestrado e linchado em 1955 no Mississippi

Apesar de terem se passado cerca de 60 anos, o caso de Emmett Till ainda paira na memória dos negros estadunidenses e da toda uma geração moldada na luta pelos diretos civis. Sua morte mudou os EUA e iniciou todo o processo de mobilização em torno dos direitos civis.

Histórico

Em agosto de 1955 no Mississipi, dois homens brancos, J.W. Milam e seu meio-irmão Roy Bryant, torturaram e assassinaram Emmett Louis Till, um rapaz negro de 14 anos, por ter supostamente assobiado para a noiva de Bryant, Carolyn, de 21 anos, enquanto ele estava um uma loja comprando chiclete. O primo de Emmett, Wheeler Parker, que estava com ele na loja, confirma o assobio do garoto, mas alega que não fizeram nada para a mulher.

Naquele momento, em que o sul dos EUA ainda era extremamente racista, onde a violência era tão cotidiana quanto aceitada, Bryant e Milam alguns dias mais tarde, em 28 de agosto de 1955, sequestraram o jovem Emmett Till. Colocaram-no na parte traseira da caminhonete e o levaram para um galpão na cidade vizinha Sunflower County, onde o espancaram quase até a morte, arrancaram-lhe um olho e lhe deram um “tiro de misericórdia”. Um descaroçador de algodão de 30 quilos foi amarrado ao pescoço de Till com arame farpado e em seguida lançado ao rio local, o Tallahatchie. O casal Roy e Carolyn eram donos do Mercado de Carnes e Comestíveis Bryant.

Três dias depois, o cadáver inchado e desfigurado foi encontrado. Os irmãos assassinos e a polícia tentaram convencer a população que não era Till, que ele havia retornado para Chicago após as ameaças de Roy e Milan. As graves lesões tornaram a identificação do corpo de Emmett muito difícil, mas ele acabou sendo reconhecido graças ao anel que usava e que tinha sido de seu pai. Os irmãos Bryant foram acusados formalmente pelo assassinato e presos.

O conjunto de jurados de Sumner, composto em sua totalidade por homens brancos, demorou apenas uma hora para dar seu veredicto: absolvidos de todas as acusações. Com a proteção legal de não poderem mais ser julgados pela mesma causa, a revista Look pagou a J.W. Milam e Roy Bryant, cerca de 4 mil dólares para que contassem a verdadeira história. Os irmãos confirmaram em detalhes o crime e afirmaram não ter tido escolha diante da situação.

Velório aberto
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O corpo de Till foi colocado num caixão simples, feito de pinho que é um material de fácil degradação, para ser enterrado, mas sua mãe, Mamie Till Bradley, queria que o corpo voltasse para Chicago e se recusou a permitir o enterro no Mississipi. Já em Chicago, o caixão não podia ser aberto devido ao estado do corpo. Após muita insistência da mãe do jovem, o caixão permaneceu aberto durante o velório: "Eu quero que o mundo veja o que fizeram com meu bebê".

Seu assassinato foi um catalisador para o Movimento de Direitos Civis americanos, meses antes do boicote aos ônibus de Montgomery, após a prisão de Rosa Parks, que disse em uma entrevista na época: “Eu penso em Emmett Till e sei que não posso voltar atrás”.

Durante o julgamento, Carolyn Bryant testemunhou que Emmett "a tinha agarrado e a ameaçado verbalmente”. Ela disse que, enquanto ela não conseguia pronunciar a palavra "impronunciável" que ele usara ... "ele disse [que tinha]" feito alguma coisa "com mulheres brancas antes". Seu testemunho segundo o juiz não era relevante para o assassinato de Emmett, porém foi ouvido pelos espectadores da corte e colocado no registro porque a defesa queria usá-lo como provas em caso de recurso se os réus passaram a ser condenados.

Embora sempre se acreditasse que Bryant e Milam, agora mortos, agiram sozinhos, novas evidências, muitas delas propiciadas por um recente documentário sobre o caso de autoria de Keith Beauchamp, indicam que vários outros indivíduos poderiam estar envolvidos, alguns ainda vivos, inclusive testemunhas disseram ter visto Carolyn na caminhonete quando o menino foi raptado. Ela negou qualquer envolvimento. Dois anos depois, o FBI e os procuradores do Mississipi encerraram definitivamente o caso, por "falta de provas suplementares".

Quebra do silêncio

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No entanto, agora, Carolyn Bryant quebrou seu silêncio de décadas. Em um novo livro O sangue de Emmett Till, o autor Timothy Tyson, um estudioso da pesquisa da Universidade Duke, revela que em 2007 Carolyn, aos 72 anos, admitiu que ela havia inventado a parte mais condenatória de seu testemunho. "Essa parte não é verdade", disse Carolyn a Tyson sobre sua alegação de que Emmett fez avanços físicos e verbais em sua direção. Convenientemente, de acordo com Vanity Fair, ela disse que ela não conseguia lembrar o resto do que aconteceu naquela noite de agosto na loja.

Tyson disse que Carolyn foi mudada pelos avanços sociais e legais que envolveram os direitos dos negros e que varreram o Sul nas últimas décadas. "Ela estava feliz por as coisas terem mudado [e ela] achava que o velho sistema de supremacia branca estava errado, embora ela tivesse tomado mais ou menos como normal na época", acrescentou.

Realidade brasileira


Isso diz muito da naturalização que existe ainda hoje entorno da morte e encarceramento dos jovens negros no Brasil. Não é nada comum que cerca de 40% dos presos estejam lá sem julgamento e que a probabilidade de um jovem negro ser preso, mesmo que sem provas, seja 70% maior do que a probabilidade de um jovem branco receber o mesmo tratamento. A naturalização deste tipo de situação deve ser debatida pelo conjunto da sociedade, mas infelizmente se encontra somente nos círculos de debate dos diretos humanos e de associações que lutam pelo fim da violência contra os jovens negros no Brasil e no mundo. 



A morte de Emmett Till não pode ter sido em vão. No ano passado, uma placa colocada no rio em que Emmett foi encontrado que conta sua história foi vandalizada com quase 60 tiros. Enquanto isso a placa que mostra a antiga localização da casa de J. W. Milem segue preservada e foi adornada com flores.

Como naquela época, a luta pelos direitos civis plenos para os negros não pode ser deixada para trás. Devemos organizar fortes campanhas contra a mortes do e encarceramento dos jovens negros, de maneira a exigir do estado não apenas a liberdade imediata dos presos sem julgamento, mas também que esses jovens sejam julgados por um júri comporto por seus pares, ou seja, integrantes da comunidade em que vivem.

http://www.esquerdadiario.com.br