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terça-feira, 17 de outubro de 2017

Exposição em SP homenageia Francisco Brennand, um dos maiores artistas pernambucanos


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A exposição “Francisco Brennand – Mestre dos Sonhos”, organizada em torno da produção do artista pernambucano reconhecido por sua arte sincrética, estreia na Caixa Cultural São Paulo, no centro da capital paulista, no ano em que o artista completa 90 anos

As obras são organizadas cronologicamente, convidando o público a uma viagem centenária que começa em 1927, no bairro da Várzea, subúrbio de Recife, no local onde hoje está a Oficina Cerâmica Francisco Brennand. Serão exibidas cerâmicas, pinturas, desenhos e fotografias que trazem um pouco do universo místico e fantástico da oficina e do Parque das Esculturas, criados pelo artista, na capital de Pernambuco.

Com objetivo de proporcionar um passeio sensorial, a ambientação propõe uma experiência de imersão visual e sonora que remete o público à oficina, onde está a maior parte do acervo de Brennand. Reproduções em profundidade de ambientes do local, vistos em grandes painéis fotográficos, são acompanhados por sonorização de cantos gregorianos, som marcante do museu-ateliê em Pernambuco.

A mostra conta com 31 obras do acervo original do artista, criadas em diversas fases da sua carreira, que evidenciam temas como reprodução, mitologia, sexualidade, fauna e flora, personagens históricos e divindades, permeados por signos da tradição popular do Nordeste, bastante valorizados em suas criações.

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“O público vai conhecer o homem Brennand e a riqueza da sua arte. A exposição pontua seu timbre nordestino com referências diversas à sua família, à literatura, às vivências adquiridas e interações com outros artistas como Abelardo da Hora e Cícero Dias, seus tutores, e os amigos de sua geração que se influenciavam mutuamente como Ariano Suassuna e Lina Bo Bardi”, disse Rose Lima, curadora da exposição.

Dispostas em quatro alas, as obras são costuradas por uma linha do tempo que passa pelos 90 anos de vida do artista. O público poderá conhecer peças representativas da carreira de Brennand, que vão desde o começo, a exemplo do óleo Autorretrato aos 19 anos (1947), até outras mais recentes, como Toques (Série O Castigo) (2013). Além das pinturas e desenhos, há o destaque às cerâmicas, que o notabilizaram internacionalmente. Entre elas, as cerâmicas vitrificadas “La tour de Babel” (1975), “Antígona” (1978) e “Pelicano” (1988), além da escultura em bronze a Arvore da vida (1987), com quase 2 metros de altura.

A curadora mesclou também ao trabalho de Brennand fotos de seu arquivo pessoal, em que ele aparece com seus pais, sua esposa e amigos como Abelardo da Hora e Ariano Suassuna. A exposição apresenta ainda conteúdo audiovisual composto pela exibição do filme documentário Francisco Brennand, dirigido por Mariana Brennand Fortes, sobrinha-neta do artista.

A exposição Francisco Brennand – Mestre dos Sonhos fica em cartaz na Caixa Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111 – Centro), até 17 de dezembro de 2017. A entrada é gratuita.

Fonte: EBC


Premiação do Festival do Rio 2017 tem como destaque 'As boas maneiras'


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O longa de terror de Juliana Rojas e Marco Dutra venceu em cinco categorias, enquanto 'Aos teus olhos', de Carolina Jabor, conquistou quatro premiações e também foi destaque no mundo dos cinéfilos

 

Uma noite para celebrar o cinema nacional. Assim foi o evento de premiação da 19aedição do Festival do Rio, que aconteceu no CCLSR – Cine Odeon NET Claro, na noite de domingo, 15 de outubro. As mestres de cerimônia da noite foram Renata Boldrini e Suzana Pires.

Foram 10 dias exibindo diversidades, dramas, alegrias, histórias que nos fizeram rir e chorar, e admirar. Tudo isso, com o apoio de todos os patrocinadores, parceiros, equipe e o público, que sempre apoia o festival. 

Em um vídeo, foram mostrados alguns dos momentos mais marcantes dos festival: o RioMarket, os show do “Rio, Pipoca e Biscoito”, as sessões gratuitas, galas, diretores estrangeiros que vieram prestigiar o evento, a Sinfônica da Petrobras em um concerto com músicas de Tim Burton e muito mais!

O "As boas maneiras", foi o grande vencedor da 19ª edição do Festival do Rio. O longa de terror venceu cinco categorias da mostra – Melhor longa metragem de ficção pelo júri oficial, Melhor atriz coadjuvante, Prêmio da Federação Internacional de Críticos de Cinema, Melhor fotografia, Melhor longa de ficção do Prêmio Félix.

O filme foi seguido de perto por "Aos teus olhos", de Carolina Jabor, que arrebatou quatro premiações – Melhor ator coadjuvante, Melhor roteiro, Melhor longa de ficção pelo voto popular, Melhor ator.


Novo site do Museu da Língua Portuguesa está no ar


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 Construído com a premissa de permitir a navegação de todos os públicos, o site celebra a memória do Museu e traz informações sobre sua reconstrução


Está no ar o novo site do Museu da Língua Portuguesa (MLP), instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. O novo ambiente é parte do conceito “O Museu está sendo reconstruído. Mas é a nossa língua que está sempre em construção”, que busca manter viva a conexão entre o Museu e seu público durante o período de reconstrução, por meio da presença digital e também da realização de atividades off-line. O novo ambiente conta com três seções principais: Reconstrução, Memória e Educativo, além da área de novidades.

No ambiente RECONSTRUÇÃO, o visitante pode se informar sobre o processo de reconstrução e restauro do Museu da Língua Portuguesa. Na seção, é possível acompanhar uma LINHA DO TEMPO completa, que mostra cada marco, desde o incêndio que atingiu o prédio em dezembro de 2015 até hoje, além de um cronograma da obra até a reabertura.

A linha do tempo também registra as ações de mobilização realizadas durante o período de reconstrução, como a comemoração do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, na Estação da Luz, a presença do Museu na 15ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) e na 18ª edição da Bienal Internacional do Livro Rio, entre outras, mostrando que o Museu segue vivo durante o restauro.

A seção MEMÓRIA é totalmente dedicada à celebração dos quase 10 anos em que o Museu da Língua Portuguesa esteve de portas abertas e recebeu aproximadamente 4 milhões de pessoas. Nela, o visitante pode relembrar, por meio de fotos e textos, como era a EXPOSIÇÃO PRINCIPAL, em um modelo de navegação intuitivo, dividido entre os andares do prédio. Na seção, também é possível conhecer ou recordar algumas das 34 EXPOSIÇÕES TEMPORÁRIAS que passaram pelo Museu, como “Menas o Certo do Errado, o Errado do Certo”, “Clarice Lispector A Hora da Estrela”, “O Francês no Brasil em Todos os Sentidos”, entre outras. Futuramente, a área será atualizada com mais exposições temporárias.

Na seção EDUCATIVO, o visitante tem acesso a materiais educativos do Museu. No lançamento, serão disponibilizadas três áreas: BIBLIOTECA, que contém textos sobre língua portuguesa e artigos relacionados ao nosso idioma, produzidos por diversos autores; EDUCAÇÃO EM MUSEUS, que traz textos sobre práticas educativas em museus brasileiros, mapeadas pelo Museu da Língua Portuguesa para propiciar trocas de experiências e potencializar iniciativas que auxiliem a formação de mediadores culturais; e CADERNOS EDUCATIVOS, que apresenta materiais educativos sobre exposições temporárias do Museu, preparados pelo seu Núcleo Educativo para desdobrar os conteúdos e aspectos da língua portuguesa presentes nessas exposições.

Por fim, o visitante pode se manter atualizado na seção FIQUE POR DENTRO, que traz notícias, entrevistas e artigos relacionados à língua portuguesa e ao Museu.

ACESSIBILIDADE DIGITAL

Hoje, no Brasil, existem mais de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência – uma população do tamanho do Canadá, Espanha e Argentina. Porém, estima-se que pelo menos 95% dos sites brasileiros apresentem barreiras de navegação e não sejam acessíveis. Assim, a acessibilidade digital foi uma das principais preocupações durante a reestruturação do site do Museu da Língua Portuguesa.

Para proporcionar a navegação de públicos diversos – com ou sem algum tipo de deficiência –, o site atende às Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG) 2.0 e está adaptado para cegos, pessoas com baixa visão, deficiência auditiva, deficiência motora ou mobilidade reduzida, deficiência intelectual, além de pessoas com idade avançada.

Desenvolvido pela agência Espiral Interativa, com expertise na área da acessibilidade digital, o site também é responsivo e está pronto para a navegação por meio de dispositivos móveis.

HISTÓRICO DA RECONSTRUÇÃO
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Apenas 48 horas após o incêndio, foram iniciadas as ações emergenciais na Estação da Luz e no Museu da Língua Portuguesa, com o objetivo de preservar o conjunto arquitetônico, protegendo as áreas descobertas. Dentre elas, a impermeabilização das lajes expostas, instalação de sistemas de drenagem e construção de uma cobertura provisória, além da limpeza de equipamentos e mobiliário.

Três meses depois, foi realizado na Pinacoteca de São Paulo um seminário aberto ao público, com participação de profissionais envolvidos na criação e operação do Museu, com o objetivo de debater as conquistas e os caminhos para sua reconstrução, após o incêndio de dezembro de 2015. Ao longo de todo ano de 2016, o IDBrasil realizou atividades educativas e exposições itinerantes em São Paulo.

O custo estimado da reconstrução é de R$ 65 milhões, sendo R$ 36 milhões provenientes da iniciativa privada e R$ 34 milhões da indenização do seguro contra incêndio. R$ 3 milhões foram utilizados em ações emergenciais e R$ 2 milhões serão destinados para contribuir com o primeiro ano de manutenção do Museu após sua reinauguração.

SOBRE O MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA
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Em 10 anos de funcionamento, o Museu recebeu cerca de 4 milhões de visitantes (319 mil destes em ações educativas). Primeiro do mundo totalmente dedicado a um idioma, trouxe ao país um novo conceito museográfico, que alia tecnologia e educação. Com uma narrativa audiovisual e ambientes imersivos, permitiu aos visitantes descobrir novos aspectos do idioma, elemento fundador da cultura do país. Foi eleito pelo Trip Advisor um dos três melhores museus do Brasil e da América Latina em 2015. Sua instalação na Estação da Luz é simbólica: foi ali o ponto de chegada de imigrantes de vários lugares do mundo, com diferentes idiomas e sotaques, no coração de São Paulo – maior cidade de falantes de português do mundo.

Fonte: http://museudalinguaportuguesa.org.br

terça-feira, 10 de outubro de 2017

A histórica Mucugê BA, sediará o evento 'Forró da Chapada' no mês de outubro


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A Chapada Diamantina se consolida como a região com grande número de festivais de música no segundo semestre do ano e Mucugê é a bola da vez

E em 2017 acontece pela primeira vez o Festival de Forró, que promete esquentar as noites frias do histórico município de Mucugê entre os dias 12 e 14 de outubro. A grade de programação já circula nas redes sociais e na cidade chapadeira.

Na programação, além de Targino Gondin, estão ainda nomes como o de Genival Lacerda, Estakazero, Tato do Falamansa, Jô Miranda, João Lacerda, Cezzinha, Mestrinho, Zelito Miranda, Renato Borghetti e artistas locais. 

Para manter a dinâmica dos dias de evento acontece na quinta, sexta e sábado as oficinas de sanfona (das 9 às 12h), aulas de dança (da 16 às 18h) e ainda tem a participação da Rural Elétrica (sempre às 17h). Vale lembrar que toda a programação é gratuita e as oficinas também serão abertas ao público com inscrição prévia.

Chapada Cultural
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Na região chapadeira, já foram confirmados eventos como os festivais de Igatu e o de Jazz do Vale do Capão, além da Fligê que acontece em agosto, e o de Lençóis, que ainda é aguardado por moradores, já que acontece nas mesmas datas que o de forró. 

Oportunidade não vai faltar e variedades também não, isso sem contar nos eventos regionais como festas de vaqueiros, festivais de cachaça e tantos outras festas que movimentam a Chapada Diamantina neste semestre, fique atento.

Exposição de relíquias e cerâmica da Serra da Capivara ganha destaque no Rio de Janeiro


Resultado de imagem para exposição serra da capivara rjUma exposição inédita começou na última terça-feira (3), no Rio de Janeiro, e ficará por três meses aberta ao público, mostrando um pouco do impressionante universo da arqueologia








A mostra revela a beleza e o mistério da unidade de conservação arqueológica considerada patrimônio cultural da humanidade pela Unesco, que é a Serra da Capivara, no Piauí.
A exposição é uma oportunidade de despertar a atenção de quem não conhece essa joia preciosa que é Serra da Capivara aumentando o interesse de turistas e também de estudiosos do Brasil, e do mundo. Trata-se de um momento em que a Serra da Capivara é estudada, é olhada. A serra modifica a própria história da humanidade. 

Antes, a história contava que o homem havia chegado à América pelo Estreito de Bering, e hoje estudos coordenados pela arqueóloga Niede Guidon comprovam que a presença mais antiga do homem nas Américas é na região de São Raimundo Nonato.
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A exposição reúne peças de cerâmica produzidas por 32 mestres ceramistas, além de raras obras pré-históricas do acervo do Museu do Homem Americano, no Piauí, e por meio tecnológicos os visitantes podem conhecer, por projeção, imagens do local onde estão instalados 1.200 sítios arqueológicos e também interagir em uma mesa digital, simulando a escavação de um sítio arqueológico na busca de vestígios dos primeiros homens que viveram no continente americano. 

A mostra é dividida em Sala da Arqueologia, Sala Inscrições Rupestres, Sala Mestres Ceramistas e Sala Oficina.

Intolerância religiosa marca a estreia de documentário de Clara Nunes


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O documentário que narra em primeira pessoa a vida e carreira da cantora Clara Nunes, conhecida por ter forte conhecimento e ligação cultural com os ritmos e folclore do Brasil, estréia com protestos

Através de depoimentos de diversos artistas e personalidades como Nana Caymmi, Marisa Monte e Chico Buarque, o filme traça um panorama da personagem mais de 30 anos após a sua morte.

O documentário é resultado de um minucioso trabalho de pesquisa e traz cenas inéditas, como a apresentação da cantora na Suécia, na década de 1970. Em outras passagens, Clara Nunes revela suas raízes, desde sua saída de Paraopeba – cidade próxima a Belo Horizonte – até se tornar intérprete de compositores como Cartola e de Candeia. Ela também narra a influência das religiões afro em sua obra. Candeia, aliás, é autor de O mar serenou, uma das músicas mais executadas de Clara até hoje, passados mais de 30 anos de sua morte. Clara faleceu prematuramente, por uma complicação após uma cirurgia de varizes.

Para a estréia ontem a produção do filme pediu que espectadores comparecessem vestidos de branco para um protesto contra a intolerância religiosa, um tema relevante para Clara Nunes, que era umbandista. O documentário também foi exibido hoje (10), às 18h, no Espaço BNDES, no centro, e na quarta-feira (11), às 14h, no Ponto Cine, no bairro de Guadalupe, na zona norte. A cantora era idolatrada na região, popularmente conhecida como subúrbio.

Primeira pessoa
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A direção optou por um documentário em primeira pessoa, sem entrevistas com artistas contemporâneos ou biógrafos. A diretora Susanna Lira explicou que, diante do vasto acervo audiovisual, seria importante deixar a própria se apresentar, sobretudo às novas gerações.

Quando não é a própria Clara quem comenta sua vida em inúmeras entrevistas dadas a emissoras de TV e rádio ao longo dos anos, a atriz Dira Paes é quem interpreta a cantora em alguns trechos. Apesar do vasto material disponível, Clara Nunes, que rompeu paradigmas na indústria fonográfica e chegou a vender mais de 100 mil cópias, não tinha sido retratada em um documentário até hoje. Para os realizadores, essa foi também uma oportunidade de misturar passado e presente.

Première Brasil
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Clara Estrela integra a mostra Retratos, que reúne biografias dentro da Première Brasil. Nela, também está em cartaz o filme Callado, da documentarista Emília Silveira e Henfil, de Angela Zoé. O primeiro marca o centenário do escritor e jornalista Antônio Callado, incluindo a passagem dele pela britânica BBC, além de bastidores de suas reportagens. As últimas exibições de Callado no festival são hoje, às 18h, no BNDES, e amanhã, às 14h, no Ponto Cine.

Já o filme sobre Henfil recupera o trabalho do cartunista e ativista dos direitos humanos com depoimentos de seus colegas do jornal Pasquim. A obra mostra como o artista usou seus desenhos contra a ditadura militar e também para falar da hemofilia, doença da qual sofria. Ele precisava fazer constantes transfusões de sangue, por meio das quais acabou contraindo o vírus HIV. O longa estreou semana passada e sua última exibição será sexta-feira (13), às 14h, no Ponto Cine.

Referência: EBC

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

O maior dos mistérios da Pirâmides do Egito: como foram construídas?

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O maior dos mistérios da Pirâmides do Egito: como foram construídas?A mais velha das sete maravilhas do mundo Antigo sempre foi cercada por uma aura de mistério, muito graças a seu enigmático processo de construção, iniciado há pelo menos 2,5 mil anos a.C.

Apesar dos mais de dois milênios, elas continuam maravilhando o mundo – e os cientistas – pelo enorme esforço e pelos engenhos usados na sua construção.

Para construir suas imponentes pirâmides, os egípcios tiveram que transportar gigantescos blocos de pedra e estátuas que pesavam toneladas pelo deserto. Para fazer isso eles usavam grandes trenós de madeira.

As grandes quantidades de operários que mobilizaram em grandes projetos dá uma ideia do grande conhecimento técnico e organizacional desta civilização, que se baseou em métodos simples.

Especialistas em física da Fundação para a Investigação Fundamental sobre a Matéria e da Universidade de Amsterdã disseram recentemente ter descoberto um truque simples e efetivo que pode ter sido utilizado pelos egípcios para facilitar a passagem dos trenós de madeira carregados com pedras. Eles umidificariam a areia sobre a qual os trenós deslizavam.

Ao usar a quantidade adequada de água, segundo os cientistas, eles conseguiriam reduzir pela metade o número necessário de operários para arrastar os trenós.

“Demonstramos de forma experimental que a fricção deslizante sobre a areia se reduz muito ao se adicionar um pouco – mas não muito – de água” diz o estudo realizado por um grupo liderado pelo professor Daniel Bonn e publicado na revista especializada Physical Review Letters.
Castelos de areia

Quem já construiu castelos de areia poderá entender facilmente o que propõe os cientistas: é praticamente impossível manter a forma de um monte de areia seca. Quando ela está saturada de água, a dificuldade é semelhante.

A chave está, como nos castelos de areia, na quantidade adequada de umidade. E os pesquisadores afirmam que para facilitar a tração dos pesados trenós pelo deserto, o mais provável é que os egípcios fizeram justamente isso: molhar a areia em frente ao trenó.

Esses cientistas realizaram experimentos para mostrar que a quantidade adequada de umidade reduz à metade a força necessária para empurrar um objeto. Em um laboratório, criaram uma versão do trenó egípcio e a colocaram sobre uma superfície de areia. Assim determinaram a força necessária e a firmeza da areia de acordo com a quantidade adicionada de água.

Para medir a firmeza eles usaram um reômetro, instrumento que mede o escoamento de líquidos ou misturas líquidas quando submetidas a forças externas. Com ele, determinaram que a força necessária para mover o trenó diminuía de maneira proporcional à firmeza da areia.

A razão é que quando se adiciona água à areia surgem as chamadas pontes capilares, pequenas gotas de água que unem os grãos entre si. Na presença da quantidade correta de água, a areia úmida do deserto é cerca de duas vezes mais firme que a areia seca, segundo os físicos.

Dessa forma, um trenó desliza com muito mais facilidade sobre a areia firme simplesmente porque ela não se acumula em frente ao veículo – como acontece com a areia seca.

Pista encontrada

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Segundo os cientistas, os construtores egípcios conheciam esse truque útil. Eles baseiam sua afirmação em uma pintura encontrada em uma das paredes da tumba de Djehutihotep, governante de uma das regiões do Alto Egito durante os reinados de Amenemhat II, Sesostris II e Sesostris III (1914-1852 a.C.). Ela mostra claramente uma pessoa parada na parte dianteira do trenó jogando água sobre a areia.

Mas além de revelar mais um aspecto da destreza daquela civilização antiga, esses resultados também são interessantes para suas aplicações modernas, segundo os pesquisadores. Até hoje não se entende completamente o comportamento físico dos materiais granulares – mesmo dos mais comuns, como a areia, o asfalto, o concreto e o carvão.

Os cientistas acreditam que essa descoberta pode ser útil para otimizar o transporte e o processamento de material granular, que atualmente representa cerca de 10% do consumo de energia do mundo.

E se o que você aprendeu na escola não fosse mais verdade nos dias de hoje?


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Nada nesta vida quase nada é estático e os exemplos se sucedem mostrando que alguns fatos que você aprendeu ao longo da vida, por erros de tradução ou simplificações mal feitas, simplesmente não são verdade

Nem sempre a culpa é de alguém: a própria ciência avança e transforma aquilo que conhecemos como fatos, em geral se adequando à realidade complexa em que vivemos.O site Business Insider reuniu algumas dessas pérolas – e nós selecionamos alguns dos “fatos” que vivem sendo ensinadas errado para te explicar direitinho. 


1. Existem três (ou cinco) reinos dos seres vivos

Reino animal (Animalia), vegetal (Plantae) e das bactérias (Monera) eram os “originais” dos livros didáticos. O dos protozoários (Protista) e dos fundos (Fungi) se tornaram adições comuns – mas nem esse apêndice dá conta da classificação mais atualizada dos seres vivos. Costumávamos jogar grande parte dos micro-organismos na mesma caixinha. O problema é que sabemos, hoje, que eles representam a enorme maioria das espécies do planeta. Conhecemos 1,7 milhão delas, já classificadas pela ciência. Mas estima-se que exista um total de 9 milhões de espécies na Terra – e mais de 5 milhões seriam tipos diferentes de micro-organismos.

2. A Muralha da China é a única estrutura humana que pode ser vista do espaço

Esse já de cara não parece um fato muito consolidado, não é mesmo? A verdade é que tudo depende da distância em que você está da Terra. Da Lua, segundo um dos astronautas da Missão Apollo, você só vê uma esfera esbranquiçada, com pontos de azul e no máximo uns sinais de vegetação. Já da subórbita próxima, em que ficam os satélites, dá para enxergar luzes das grandes cidades, represas, aeroportos… Grandes estruturas em geral, especialmente quando estão “destacadas” por uma camada de neve. O mesmo vale para a Muralha da China.

3. Diamante é a estrutura mais dura que existe
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O recordista desta categoria muda com frequência, já que seguimos descobrindo como combinar diferentes compostos (geralmente a pressões altíssimas) para criar materiais mais resistentes. A maioria deles é extremamente raro na natureza, mas pode ser criado em laboratório simulando as condições extremas de surgimento.

É o caso da lonsdaleíta, parecida com o diamante: também é composta de átomos de carbono, mas em outro arranjo geométrico, que a torna 58% mais resistente que ele. Pelo que sabemos do seu comportamento, provavelmente é forjada naturalmente em impactos de asteróides. Outro é o nitrato de boro de wurtzita, que surgiria em erupções vulcânicas muito violentas.

4. As bruxas de Salém foram queimadas na fogueira

De acordo com Richard Trask, arquivista da cidade (que hoje se chama Danvers), a queima de mulheres acusadas de bruxaria não aconteceu em Salém. O vilarejo, que fica em New England, nos EUA, ainda seguia a lei britânica na época, que punia a bruxaria (acusação “guarda-chuva” para qualquer não conformismo feminino à época, vale acrescentar) com enforcamento.

Queimar mulheres vivas foi uma tática mais difundida na Europa Ocidental, por recomendação da Igreja. Olha só, que “alívio”.

5. Os escravos construíram as pirâmides do Egito

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A narrativa bíblica e os filmes acabaram influenciando a história, nesse caso – muita gente associa a escravidão do povo de Israel no Egito à construção das pirâmides. Em primeiro lugar, não há menção nenhuma disso na Bíblia. Em segundo lugar, as evidências arqueológicas indicam que os trabalhadores que construíram as pirâmides eram egípcios livres. 

Alguns arqueólogos e historiadores defendem que esses homens eram subordinados a nobres, para os quais deviam uma parcela do seu tempo de trabalho, de forma similar ao feudalismo. Não seria uma escolha, propriamente dita, ficar carregando blocos de pedra, mas também não seria trabalho forçado sem qualquer remuneração. Na realidade, as evidências apontam para uma função que era até bastante privilegiada. 

Os trabalhadores tinham sua própria cidade, seu próprio cemitério e uma alimentação quase luxuosa para a época. O trabalho era sim, precário e árduo, mas era feito por gente de status social mais elevado que o de escravos.

Referência: Super Interessante

O glamour de viajar de Zeppelin no século passado

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“Eu queria passear de Zeppelin,
na cadeira ao lado do Conde Ferdinando,
num balão de gás inflamável,
pelos ares da Europa viajando.”
Para quem viveu os anos 80, a lembrança do Zeppelin se resumia à música de Sá & Guarabira, mas esses dirigíveis ficaram populares depois da 1ª Guerra Mundial, onde uma passagem de Berlim para o Rio de Janeiro custava mais de US$ 10 mil em valores atuais

A palavra “zeppelin” descreve vários dirigíveis desenvolvidos pela empresa do conde alemão Ferdinand von Zeppelin. Ele projetou uma série de modelos e o primeiro, o LZ1, decolou em 1900. Mas foi depois da 1ª Guerra que o Zeppelin se tornou o maior símbolo da aviação comercial da época. O modelo mais bem-sucedido, o LZ 127, ou Graf Zeppelin, foi usado em 1928 e ficou em operação até 1937. Nesse período, realizou 590 voos. 

No Brasil, os pousos aconteciam em Recife e no Rio de Janeiro: uma passagem Berlim - Rio custava US$ 590 (mais de US$ 10 mil em valores atuais). O acidente de 1937 com o Hindenburg, um dos sucessores do Graf Zeppelin, provocou a substituição do hidrogênio como combustível pelo hélio, que não é inflamável. Mas os alemães não produziam hélio e precisariam comprar dos EUA. Com o início da 2ª Guerra, os Zeppelins acabaram engavetados e substituídos pelos aviões.

IMPULSO PARA A FRENTE

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Para o veículo ser impulsionado, havia dois meios: ou deixar-se levar pelas correntes de ar (autonomia de 100 horas sem escalas) ou estabelecer uma direção usando motores a gasolina. Eram cinco, do modelo Maybach de 410 kW. Eles garantiam a segurança da aeronave para a necessidade de avançar contra o vento. Mas tinham autonomia menor: com gasolina, era possível viajar por apenas 67 horas sem escalas.

DEZENAS DE BALÕES

Um dirigível voa por causa de bolsas internas que podem ser enchidas (no caso do Graf, com gás hidrogênio) ou esvaziadas individualmente. Quando as 12 bolsas do Graf eram cheias, a aeronave ganhava altitude, podendo chegar a até 600 m (embora a altitude de voo fosse 200 m). Ao esvaziá-las, ela se aproximava do solo. O volume total de gás, com todas as células preenchidas, era de 105 mil m3.

CENTRO DE CONTROLE

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Os pilotos e seus assistentes ficavam na sala de controle, de onde tinham uma boa visão do trajeto. Eles operavam com base em informações fornecidas pela sala de mapas e pelos operadores de rádio. Na gôndola ficavam também os passageiros, que contavam com salões, quartos e banheiros. Os dejetos eram acumulados em um compartimento abaixo das latrinas e depois lançados no ar!

MOMENTO RARO: ENCONTRO EM VOO

Em 1935, o Graf Zeppelin permaneceu "estacionado" no ar nas imediações de Recife por cinco dias inteiros, enquanto aguardava que a situação política do país se normalizasse. De abril até meados de novembro, realizou 16 viagens ao Brasil, conduzindo 572 viajantes, numa média de 35 passageiros a cada voo. O mesmo número de passageiros que pode atualmente ser transportado em um único voo do quadrireator A380, da Airbus. 

No ano de 1936, com as instalações de Santa Cruz já quase concluídas e, conforme os compromissos que a Luftschiffbau Zeppelin havia assumido com o governo brasileiro, foram realizadas 20 viagens redondas entre a Alemanha e o Brasil: 13 operadas pelo dirigível Graf Zeppelin e as demais pelo seu irmão mais novo, o Hindenburg. Por volta das duas horas da madrugada de 31 de outubro de 1936, aconteceu algo inédito na história dos dirigíveis alemães: quando o Hindenburg fazia a viagem de regresso à Alemanha, encontrou-se em pleno oceano com o Graf Zeppelin, afastando-se da costa de Cabo Verde rumo ao Brasil.

sábado, 23 de setembro de 2017

Jau faz show com distribuição gratuita de novo álbum


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Neste sábado, 23, o Terminal Marítimo de Salvador, será palco do show de lançamento de Jau, com participação do Alavontê

Após o lançamento de Lázaro, álbum lançado em 2015, o cantor e compositor Jau retorna aos palcos com novo projeto, denominado Jau Natural. 

O novo trabalho autoral será lançado neste sábado (23), às 17h, no Porto Salvador Eventos, localizado no Terminal Marítimo de Salvador, no Comércio, com participação do Alavontê.

O público que já estava com saudades do cantor Jau em breve curtirá o novo trabalho do artista. O projeto denominado ‘Jau Natural’ terá 1:30 h de show e o artista promete passar muita maturidade, amor e verdade para a plateia.

O novo projeto de Jau terá ‘Serenata de Amores’ como música de trabalho. Além das 14 faixas inéditas autorais e as regravações das músicas “Tudo se transforma” e “Eu voltei/Portão”. Os interessados poderão adquirir os ingressos nos balcões de vendas da Ticketimix e na sede AMB no valor de R$60.

Serviço:

Data: 23/09/2017

Local: Porto Salvador Eventos – Terminal Náutico de Salvador

Série de ‘Máquina Mortífera’ já estreou na TV aberta


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Para os fãs que se divertiram com a franquia "Máquina Mortífera” e as loucuras de Martin Riggs (Mel Gibson) que levavam Roger Murtaugh (Danny Glover) à loucura, ta na hora de reviver as emoções com a nova série, mas com outros atores

Exibida no Brasil pela Warner Channel, a produção terá em seu segundo ciclo 22 episódios, quantidade superior à primeira, que contou com apenas 11, recebendo um acréscimo de mais sete após seu sucesso com o público e a crítica.

A nova temporada estreou ontem, sexta-feira, 22, na TV aberta, com Clayne Crawford (‘Rectify’) no papel que foi de Mel Gibson, enquanto Jordana Brewster (‘Velozes e Furiosos’) viverá a Dra. Maureen “Mo” Cahill, negociadora que trabalha como psicóloga dentro da Polícia de Los Angeles e ajuda os colegas de profissão.

Damon Wayans viverá Roger Murtaugh – interpretado por Danny Glover nos cinemas, nos três longas que fizeram sucesso há três décadas quando foi lançada o primeiro filme da série.

Perda irreparável
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A série trará o policial e ex-militar Martin Riggs se mudando para Los Angeles para recomeçar sua vida após perder seu filho e sua mulher. Com atitudes insanas e parecendo estar sempre disposto a morrer, ele se mete em situação onde parece não ter saída mas sempre se safa com uma boa dose de sorte. Na cidade, ele se torna parceiro de Roger Murtaugh (Glover), um detetive com crises de nervoso que recentemente sofreu um ataque cardíaco e vive olhando para a cicatriz e para um aparelho que controla os batimentos cardíacos.

Último fruto de uma longa safra de adaptações de clássicos do cinema para a TV (veja o Bloco X sobre o tema), a versão seriada de Máquina Mortífera não tem o charme ou o apelo da série de filmes iniciada por Shane Black e Richard Donner em 1987.

A produção da Fox ensaia, com boa vontade, criar a sua própria linguagem, mas a soma do episódio-piloto, exibido na San Diego Comic-Con 2016, mostra apenas reprodução ao pé da letra da fórmula que fez a fama do filme estrelado por Mel Gibson e Danny Glover.

Falta o contraste de personalidades fortes da dupla original. Enquanto Damon Wayans ganha facilmente o público com um estilo de humor conhecido de séries como Eu, a Patroa e as Crianças; Clayne Crawford, que tem no currículo participações em Jericho e 24 Horas, ainda é uma incógnita. O ator chega a ter momentos charmosos como Martin Riggs, mas qualquer comparação com a versão de Gibson anula todo o seu esforço.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Caetano Veloso reúne filhos para projeto especial e fará shows a partir de outubro


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Tem novidade na MPB: Caetano Veloso está preparando sua volta aos palcos, desta vez ao lado dos seus três filhos Moreno, Zeca e Tom e já tem datas agendadas para Rio, Minas, São Paulo e Bahia

A informação foi publicada no Twitter oficial de Paula Lavigne, esposa e empresária do cantor e compositor baiano. ''Olha a turma que vem aí: Caetano, Moreno, Zeca, Tom Veloso. Caetano reuniu os filhos para montar um show para outubro'', escreveu na legenda de uma imagem em que todos aparecem reunidos.

Apesar das informações ainda serem escassas, este será o primeiro projeto de Caetano Veloso desde o fim da turnê ao lado da cantora Teresa Cristina, com a qual percorreu o Brasil e também realizou shows na Europa.

O último disco de estúdio lançado pelo músico foi Abraçaço (2012), último capítulo da trilogia Banda Cê - em que Caetano se apresentava ao lado de Pedro Sá (guitarra), Ricardo Dias Gomes (baixo) e Marcelo Callado (bateria). A parceria ainda rendeu os discos Cê (2006) e Zii e zie (2009).

DNA musical

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Assim como o pai, os filhos também seguiram a carreira musical. Moreno, o mais velho, filho do relacionamento de Caetano com sua primeira esposa, Andreia Gadelha. Em 2000 ele lançou seu primeiro disco, Máquina de escrever música. O último lançamento foi Coisa boa (2014).

Já Zeca e Tom são filhos do casamento com Paula Lavigne. O primeiro deles já participou de músicas lançadas por Gal Costa. Já Tom é integrante da banda Dônica, que teve seu álbum de estreia, Continuidade dos parques, lançado em 2015.

Salvador
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Após os cariocas, mineiros e paulistas a Bahia não poderia ficar de fora e será agraciada com o novo projeto do filho da terra. O show 'Caetano, Moreno, Zeca e Tom Veloso' chega a Salvador em janeiro, na Concha Acústica do TCA. “Há muito tempo tenho vontade de fazer música junto a meus filhos publicamente. Desde a infância de cada um deles gosto de ficar perto. Cada um é um. Sempre cantei para eles dormirem”, falou Caetano.

Avenida Paulista ganha novo centro cultural com acesso gratuito: Instituto Moreira Salles (IMS)


Resultado de imagem para Instituto Moreira Salles (IMS) inaugura, no próximo dia 20, o mais novo espaço cultural da Avenida Paulista

A Avenida Paulista não para de apresentar novidades. Ao longo dos seus 3 quilômetros tem arranha-céus, escritórios, lojas, centro culturais, shoppings e agora mais um centro cultural acaba de ser inaugurado: O Instituto Moreira Salles (IMS) abre dia 20 de setembro com programação cultural gratuita

Cinco mostras distintas, entre elas a célebre série Os americanos, do fotógrafo Robert Frank, e a premiada videoinstalação The Clock, de Christian Marclay, marcam a inauguração da nova sede do Instituto Moreira Salles em São Paulo, em 20 de setembro. O centro cultural instalado na Avenida Paulista, 2424, em prédio com características inovadoras, apresentará ao público uma ampla programação de exposições, filmes, palestras, debates, cursos e shows, entre outros eventos.

As primeiras mostras a ocuparem os mais de 1.200 metros quadrados dedicados unicamente a exposições, e divididos em quatro andares, apresentam obras de artistas com linguagens visuais diversas, num conjunto que reforça a pluralidade da imagem na arte contemporânea.

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“A proposta do IMS é permitir ainda uma interação do público com artistas e a sua participação em debates sobre arquitetura, em cursos e oficinas. Estão previstos eventos gratuitos e pagos incluindo um show com o Clube do Choro, no próximo dia 24, às 16h, cujos ingressos poderão ser retirados 30 minutos antes e com limitação de retirada de duas senhas por pessoa. No próximo dia 26, às 20h30, está programada uma homenagem aos 120 anos de Pixinguinha.

Para o dia de inauguração, no próximo dia 20, estará presente o artista suíço-americano, Christian Marclay, que exibe a obra The Clock, uma videoinstalação com 24 horas de duração, composta por milhares cenas de cinema e televisão sobre as horas do dia e que ganhou o prêmio Leão de Ouro, na 54ª Bienal de Veneza, em 2011.

A exibição prosseguirá até o próximo dia 19 de novembro com apresentações sempre aos sábados e domingos. Para isso, o IMS ficará aberto durante as madrugadas nesse período, já que a obra será projetada das 10h do sábado às 20h do domingo.

Essa obra já passou por mais de 20 locais no mundo entre os quais está o Centro Pompidou, em Paris (2011); o Museu de Arte Moderna, em Nova Iorque (2012); o Museu de Arte Moderna de São Francisco (EUA/ 2013) e o museu espanhol Guggenheim Bilbao (2014).

Grupo de trabalho definirá destino de peças religiosas apreendidas no século 20


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Grupos religiosos de matriz africana solicitaram hoje (20), em audiência pública no Rio de Janeiro, a entrega de peças religiosas consideradas sagradas

Os objetos estão sob a posse da Polícia Civil, que confiscou os objetos no início do século 20. Na época, cultos afrobrasileiros eram classificados como crime pelo Código Penal vigente. As peças compõem uma coleção atualmente fechada ao público, denominada Magia Negra, no Museu da Polícia Civil, que está em reforma.

Em audiência na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), os grupos religiosos e o governo do Rio não chegaram a um consenso. A Polícia Civil, órgão do estado, reivindicou o acervo e demonstrou a intenção de exibi-lo no futuro.

Para discutir a questão, foi criado um grupo de trabalho com a participação de lideranças religiosas, polícia, Ministério Público Federal (MPF), parlamentares e outros órgãos públicos. Em até quinze dias, o grupo fará sua primeira reunião, incluindo documentos sobre as condições do acervo de cerca de 200 peças, segundo os religiosos.

Paralelamente, a Comissão de Direitos Humanos da Alerj solicitará ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) – que tombou o acervo em 1938 – a mudança imediata do nome da coleção, considerado pejorativo. Para os grupos religiosos, o termo Magia Negra reforça o preconceito contra a umbanda e o candomblé.

Restituição
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A responsável pelo terreiro Ilê Omolu Oxum, na Baixada Fluminense, Mãe Meninazinha de Oxum, que desde a década de 1980 defende a restituição das peças, disse que a audiência voltou a tratar de um tema esquecido. Hoje, ela propõe a devolução como segunda opção.

“O certo seria, não vou falar em museu, mas em memorial para esse sagrado. Não se fala em peças para visitação, mas para que as pessoas possam conhecer essa história”, disse a sacerdotisa, de 79 anos, uma das lideranças da campanha Libertem Nosso Sagrado.

Nos cálculos de Mãe Meninazinha, a Polícia Civil tem a guarda de centenas de peças, entre assentamentos (objetos de representação), símbolos dos orixás, instrumentos musicais, além de roupas rituais. Ela chegou a ver as peças uma vez, há mais de uma década.

Com a mediação entre a sociedade e governo do estado, parlamentares pretendem suspender inquérito aberto pelo MPF, pedindo a repatriação dos objetos. Os procuradores argumentam que os crimes que motivaram as apreensões não existem mais, caíram com as leis do Estado Laico, e querem que as peças sejam entregues aos religiosos. Segundo as autoridades, a guarda das peças no Museu da Polícia Civil sem tratamento adequado configura "racismo religioso".

Segundo o deputado estadual Flávio Serafini (PSOL), que convocou a audiência, o grupo de trabalho continuará a discussão sobre a reparação do que considera um "erro histórico" e, caso não se chegue a uma conclusão, o MPF voltará a ser acionado para dar andamento à ação judicial.

Reparação
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“As religiões poderão amadurecer a proposta da Secretaria de Cultura, de intermediar a relação, recebendo as peças por um tempo e formatar uma proposta para o futuro”, afirmou.

A Polícia Civil, que reivindica o acervo como parte da história da corporação, lamentou não ter condições de exibi-la agora, por problemas de infraestrutura. O diretor do Museu da Polícia Civil, Cyro Advínculo defendeu a manutenção das peças onde estão.

“Um museu não apreende suas peças, um museu preserva, pesquisa e expõe”, disse, na audiência. “Todos os museus constituem seus acervos com os objetos mais variados, que pertenceram a outras pessoas, grupos ou nações, e que, por circunstancias históricos, foram abrigados nesses espaços”,

O representante da chefia de Polícia Civil, Gilbert Stivanello, disse que a instituição terá “enorme felicidade” em abrir o acervo à população, quando possível. A intenção é evidenciar a mudança de atuação da polícia ao longo dos anos.

“Queremos mostrar o que o tempo faz, que a polícia que cooperou para a intolerância religiosa está sendo substituída por outra, que quer firmemente combater a intolerância para que o passado de erros não se repita.”

Já o secretário estadual de Cultura, André Lazzaroni, está de acordo com a devolução, identificação e exibição do acervo em outras condições. Ele comparou a guarda das peças pela polícia com o confisco de obras de artes por nazistas. “Se entendermos que o Estado é o verdadeiro dono desse acervo, concordaremos que a Alemanha e a Áustria são donas do acervo roubado dos judeus”.

Fonte: EBC

Zygmunt Bauman um dos maiores acadêmicos do Ocidente e as teorias levantadas em “Modernidade líquida”


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O sociólogo polonês Zygmunt Bauman é conhecido mundialmente por seu conceito de Modernidade líquida - em que as ideias de emancipação, individualidade, tempo/espaço, trabalho e comunidade estão propensas a mudar com rapidez e de forma imprevisível

Bauman, que foi professor emérito de sociologia nas Universidades de Leeds (Inglaterra) e de Varsóvia (Polônia), foi agraciado com o Prêmio Príncipe das Astúrias de comunicação e humanidades em 2010, tem mais de vinte obras publicadas no Brasil, dentre as quais Modernidade líquida, O mal-estar da pós-modernidade e Vidas desperdiçadas.

Falecido em janeiro de 2017 aos 91 anos, em Leeds, na Inglaterra, é um dos mais influentes sociólogos do último século.

Houve um tempo em que conceitos eram sólidos. Ideias, ideologias, relações, blocos de pensamento moldando a realidade e a interação entre as pessoas. O século 20, com suas conquistas tecnológicas, embates políticos e guerras viu o apogeu e o declínio desse mundo sólido. A pós-modernidade trouxe com ela a fluidez do líquido, ignorando divisões e barreiras, assumindo formas, ocupando espaços diluindo certezas, crenças e práticas.

Para analisar este novo contexto, surgia um dos maiores intelectuais contemporâneos, Zygmunt Bauman, que ficou mundialmente conhecido por seu conceito de Modernidade líquida - em que as ideias de emancipação, individualidade, tempo/espaço, trabalho e comunidade estão propensas a mudar com rapidez e de forma imprevisível.

Autor de mais de 50 livros, o polonês guardava vivas as memórias da Polônia natal, do período que passou na União Soviética, da luta na Segunda Guerra Mundial, até a consagração como acadêmico no Ocidente.
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Todas estas mudanças e lembranças foram discutidas por Bauman em sua entrevista ao Fronteiras, concedida em sua casa em Leeds, onde faleceu. Democracia, laços sociais, comunidade, rede, pós-modernidade, dentre outros tópicos são analisados por esta que foi uma das grandes mentes do nosso tempo.

Em seu último livro, Estranhos à nossa porta (Zahar, 2017), o professor discutiu a crise da imigração mundial e o pânico por ela causado. O tema também apareceu em recente animação da emissora Al Jazeera, narrada pelo próprio intelectual

Bauman foi casado com a também socióloga e escritora Janina Bauman desde a época do pós-guerra. A esposa também faleceu em Leeds, em 2009. Zygmunt Bauman deixa três filhas.

Concluímos esta triste notícia com uma das falas mais emblemáticas do sociólogo:

"Estamos todos no mesmo barco. Essa é a primeira vez na história em que o mundo é realmente um único país, em certo sentido. E não há reversão. Logicamente, podemos tentar construir muros impenetráveis ao redor do nosso lugar escolhido, onde queremos ser felizes sozinhos, sem compartilhar com os outros, mas essas são tentativas fracassadas. Não darão certo a longo prazo. O fato é que nós somos, agora, interdependentes."


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domingo, 17 de setembro de 2017

CCBB Rio é apontado como uma das instituições culturais mais visitadas do mundo


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Apontado em março desse ano pela revista britânica The Art Newspaper como uma das instituições culturais mais visitadas no mundo, o Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB Rio) acaba de conquistar mais um reconhecimento internacional 

Em um estudo realizado pela Universidade Erasmus, de Roterdã (Holanda), sobre a reputação das instituições culturais mais prestigiadas de dez países, o CCBB do Rio ficou em 18º lugar no ranking liderado pelo Museu do Louvre, em Paris, inaugurado em 1793, e o mais famoso do mundo.

Intitulado Por que as pessoas amam os museus de arte – estudo sobre a reputação dos 18 museus mais famosos segundo visitantes em 10 países, o relatório, publicado pelo jornal espanhol El Pais, compara as respostas de 12 mil entrevistados na Europa, nas Américas e na Ásia, todos frequentadores e não frequentadores das instituições. O estudo baseia-se em um modelo internacional que considera a estima, a boa vontade, a confiança e a admiração dos consumidores em relação a uma organização.

Em uma escala de até 100 pontos na avaliação global, todos os museus e centros culturais contaram com pontuação acima de 70 pontos, o que indica que todos são vistos de forma muito positiva. O Louvre, que encabeça a lista, ficou apenas dez pontos acima da instituição mais jovem da lista, justamente o CCBB, inaugurado em 1989, que alcançou 74,4 pontos.

“Recebemos com muito entusiasmo esse resultado, que é fruto de uma ação longeva e consistente do Banco do Brasil que visa fomentar a produção artística brasileira, proporcionar acesso fácil à programação cultural e gerar conhecimento complementar para os alunos que participam das atividades do nosso programa educativo”, comentou o gerente-geral do CCBB do Rio de Janeiro, Fábio Cunha.

“Além disso, estamos muito orgulhosos de contribuir para a visibilidade do Brasil no exterior como potência cultural, e de projetar a cidade do Rio de Janeiro no circuito das grandes exposições internacionais, ao lado de cidades importantes como Paris, Nova Iorque, Londres e Berlim”, comemorou.

Para Fábio Cunha, a programação regular, diversificada e acessível ao público explica o grande sucesso do CCBB, que, no ano passado, recebeu 2,2 milhões de visitantes. “Isso resulta em uma programação abrangente e que possibilita ao visitante encontrar a qualquer momento uma ou mais atividades para fruir, seja na área de exposição, música, teatro, dança, cinema e filosofia; além da biblioteca e dos espaços de convivência, como café, livraria e restaurante”, disse.


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Atualmente com duas exposições dedicadas à arte brasileira em cartaz – Cicero Dias – um percurso poético (retrospectiva do pintor pernambucano falecido em Paris em 2003) e Tropicália – um disco em movimento – o CCBB Rio anuncia para outubro uma exposição dedicada ao artista austríaco Erwin Wurm. A mostra exibirá cerca de 40 obras que reconfiguram objetos familiares como casas, carros, roupas e alimentos para um contexto inesperado, engraçado e ao mesmo tempo crítico.

Em novembro, o destaque será a exposição e mostra de cinema Raymond Depardon, que trará obras do cineasta e fotografo francês. “Em janeiro de 2018 estreamos a exposição Ex África, uma mostra com obras de artistas contemporâneos africanos, antecipou Fábio Cunha.

No ranking da The Art Newspaper, O CCBB Rio ficou com o 26º lugar entre as 100 instituições mais visitadas no mundo, mas seus congêneres de Brasília e de São Paulo também marcaram presença na lista: o da capital federal em 59º lugar, com 1,1 milhão de visitantes e o paulistano na 68ª posição, com 965 mil visitantes.


Fonte: EBC

domingo, 10 de setembro de 2017

Segunda Guerra Mundial | O Canibalismo Japonês foi lenda?



O tão falado canibalismo praticado pelo soldados japoneses terá sido ficção, mais um mito popular, uma invenção dos prisioneiros de guerra?

Não sei confirmar, mas o texto abaixo relata um dos fatos mais cruéis e talvez mais nojento da Segunda Guerra Mundial. Muitos relatórios escritos e testemunhos recolhidos pela Secção Australiana de Crimes de Guerra do Tribunal de Tóquio e investigados pelo promotor William Webb (o futuro juiz em chefe) indicam que soldados japoneses em muitas partes da Ásia e do Pacífico cometeram atos de canibalismo contra prisioneiros de guerra.

Devido ataques Aliados cada vez mais frequentes nas linhas de abastecimento japonesas, e pela morte e doença do pessoal japonês como resultado da fome, os soldados eram obrigados a cometer o canibalismo de forma sistemática, e muitas vezes esquadrões inteiros praticavam o ato sob comando de oficiais.

Um prisioneiro de guerra indiano , Havildar Changdi Ram, declarou que: “. [Em 12 de novembro de 1944] Eu vi isso atrás de uma árvore e vi alguns cortes de carne, braços, pernas, quadris, nádegas… Eles cortavam em pequenos pedaços, levava para os quartos e fritava. “

Em alguns casos, a carne foi cortada de pessoas vivas: um outro prisioneiro indiano, Lance Naik Hatam Ali testemunhou em Nova Guiné e afirmou:

… os japoneses começaram a selecionar prisioneiros, todos os dias um prisioneiro foi levado para fora e morto e comido pelos soldados. Eu pessoalmente vi isso acontecer e cerca de 100 prisioneiros foram comidos neste lugar pelos japoneses. O restante de nós foi levado para outro local, a 80 km de distância, onde 10 prisioneiros morreram de doença. Neste lugar, os japoneses voltaram a selecionar prisioneiros para comer. Os selecionados foram levados para uma cabana onde sua carne foi cortada de seus corpos enquanto eles estavam vivos e eles foram jogados em uma vala onde eles morreram mais tarde.



De acordo com outro relato de Jemadar Abdul Latif do 4/9 Regimento Jat do exército indiano que foi resgatado pelo exército australiano na Baía Sepik em 1945:

“Na aldeia de Suaid, um médico japonês visitou periodicamente o complexo indiano e selecionou os homens mais saudáveis. Estes homens foram levados ostensivamente para cumprir seus deveres, mas nunca reapareceram”

O mais alto oficial condenado por canibalismo foi o general Yoshio Tachibana, que com 11 outros membros do pessoal japonês foi julgado em agosto de 1946 em relação à execução de aviadores da Marinha dos EUA e o canibalismo de pelo menos um deles, em agosto de 1944, em Chichi Jima , nas Ilhas Bonin . 

Os aviadores foram decapitados pelas ordens de Tachibana. Como o direito militar e internacional não lidava especificamente com o canibalismo, eles foram julgados por assassinato e “prevenção de enterro honroso”. Tachibana foi condenado à morte e enforcado.

Fonte: Ecos da II Guerra, por Ricardo Lavecchia

Arte e memória se misturam em exposição nas ruínas do Cassino da Urca RJ


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A exposição “A invenção da praia: cassino” começou na quarta-feira (9), dentro das ruínas do antigo Cassino da Urca, Zona Sul do Rio

Aberta ontem, sábado (9) a exposição A Invenção da Praia: Cassino, ocupa todo o espaço da sala principal do antigo Cassino da Urca, na Praia da Urca, com intervenções de 12 artistas: Bruno Faria, Caio Reisewitz, Chiara Banfi, Giselle Beiguelman, Katia Maciel, Laercio Redondo, Laura Lima, Lula Buarque de Hollanda, Maria Laet, Mauricio Adinolfi, Nino Cais e Sonia Guggisberg. 

Localizado no bairro da Urca, zona sul da cidade, o prédio está sendo restaurado, e as intervenções interagem com o aspecto de “ruína” do local.

Doze artistas foram convidados a escavar o passado, desenterrar mistérios e reescrever as histórias do edifício e de seus personagens, por meio de trabalhos realizados em performance, som, instalação, fotografia, texto e publicação”, como conta a curadora Paula Alzugaray.

Além da exposição organizada pelo Instituto Europeo di Design), será lançado o livro de poemas de Katia Maciel em parceria com outras 26 mulheres. Intitulado “Alto-mar”, a proposta do lançamento vai contar com uma performance de leitura de poemas pelas autoras no fosso da orquestra das ruínas do Cassino todos os dias às 19h.

Serviço:

“A invenção da praia: cassino”

9 a 16 de setembro de 2017
Curadoria: Paula Alzugaray
Instituto Europeo di Design IED (ruínas do antigo Cassino da Urca)
Rua João Luís Alves, 13, na Urca.
Sábados: 12h às 17h
Segunda a sexta-feira: 16h às 22h
Entrada gratuita

Bienal do Livro recebe 680 mil visitantes, e a maioria é de jovens


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A 18ª Bienal Internacional do Livro superou as expectativas de público e recebeu ao menos 680 mil visitantes desde 31 de agosto 

O número, divulgado hoje (10) pelos organizadores do evento, ainda pode crescer, já que o balanço foi preparado antes das 17h e a Bienal funciona até as 22h deste domingo.A expectativa inicial dos organizadores era de que 600 mil pessoas fossem ao Riocentro participar da Bienal, que ampliou em 30% sua programação cultural.

Um dos destaques do crescimento foi o público de 15 a 19 anos, cuja participação aumentou de 18% para 33% do total de visitantes. Em 10 anos, a participação dessa faixa etária aumentou três vezes, já que a Bienal de 2007 teve apenas 11% de público nesse grupo.

A vice-presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, Mariana Zahar, disse que a Bienal deste ano ocorre em um momento em que o mercado literário começa a dar sinais de recuperação."A Bienal está marcando a saída desse momento [de crise] do mercado editorial."

De janeiro até a primeira semana de setembro, o setor cresceu 5% sobre o mesmo período do ano passado. Mariana pondera que a alta de 2017 deve ser vista com cautela, porque 2016 registrou queda de 20% em relação a 2015. Sobre a participação dos jovens, ela comemora: "Está alinhado com o que vem acontecendo no mercado editorial e nos enche de esperanca de que teremos um público leitor maior daqui para frente."

O público jovem que foi à Bienal encontrou uma programação mais reforçada. A Arena #Semfiltro, por exemplo, teve o espaço ampliado de 90 para 400 lugares e, mesmo assim, atingiu uma lotação média de 90% ao longo do evento. Os organizadores também avaliam que o espaço Geek & Quadrinhos também teve boa resposta do público.


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A diretora da Bienal, Tatiana Zaccaro, destacou que o público jovem responde a um investimento feito pelo evento nos últimos 10 anos. Já o crescimento da oferta de atrações está alinhado com a proposta de fazer da Bienal um programa cultural mais amplo que uma feira de livros. "A Bienal vai muito além disso. Tanto para a gente que organiza quanto para os próprios editores", diz Tatiana. "O que a Bienal se propõe é invadir o Rio e o Brasil com a importância da leitura, do livro, dos autores, é se tornar um programa cultural e estar no calendário do carioca."

Os números divulgados no fim da tarde de hoje mostram que a média de livros comprados por visitante manteve-se em 6,6, com um gasto médio de R$ 25,18. Esses números também podem sofrer revisões após o fim do evento.

A nota recebida pela Bienal em avaliação do público aumentou de 8,4 para 8,6, e 93% dos visitantes disseram que pretendem voltar nas próximas edições.

Um em cada quatro visitantes foi à Bienal do Livro pela primeira vez este ano, e 14% deles vieram de outros estados.


Fonte: EBC